Arquivo da tag: Ivo Cassol

E não é que o site “porcalhão” rondoniaovivo se manifestou ?

É incrível a cara de pau dos sujeitos !

Levam uma canelada à la Costa do Marfim e chamam de “picuinha” ! Vocês levaram foi uma porrada mesmo, rapá . Mas este pessoal , além de porcalhão, é mentiroso (já foi provado com um Direito de Resposta goela abaixo) e incompetente porque nem  lê nem o que publica. Tentaram uma enquete fajuta e o resultado, segundo o jornalista Nelson Townes, foi que “o rabo roeu o cachorro” ! Quá .

Depois, vem querer meter o pau no IPHAN e em mim pessoalmente (raivinha…) e lá no meio do próprio saite de fo-foca tem um manifesto sobre o Museu da EFMM em Guajará-Mirim que desmente tudo que o sujeito escreve !

Deuzulivre , mermão.

Companheiro, lê o teu saite e depois se mete a escrever, fica menos ridículo. Vai lá, prá te ajudar a página é http://www.rondoniaovivo.com/news.php?news=63579 .

Lá você lerá coisas como “Desde 2004 existem recursos (originalmente R$ 800 mil) de um Contrato de repasse, via Caixa Econômica Federal, entre o Governo Federal (MinTur) e o Governo do Estado de Rondônia (SETUR),destinado à reforma do complexo da EFMM, em Guajará-Mirim” .  Ou “O então, Gov. Ivo Cassol foi cobrado publicamente pelos Amigos do Museu durante o 9º Encontro dos Filhos e Amigos de Guajará, em novembro de 2009. Ele prometeu agilidade no processo. Este não caminhou muito, em que pese a demonstração de apoio de Sua Excelência. O Governo do Estado não consegue publicar o edital desde então. A explicação dos técnicos da SETUR gira em torno de falta de documentação, renovação de licença ambiental e até adequação orçamentária da Planilha correspondente.”

Como o recurso alocado é para o  Estado, lá vai uma nova matéria do próprio site. Ajudo de novo. http://www.rondoniaovivo.com/news.php?news=63952

“Segundo o superintendente da Setur, Heitor Costa, que assumiu a pasta há menos de um mês, disse que tem trabalhado no projeto, que se encontra na Superintendência Estadual de Licitações de Rondônia (Supel), e deve ser licitado no próximo dia 25 deste mês. “Estamos correndo contra o tempo, pois em virtude da legislação eleitoral nenhuma obra poderá ser iniciada depois do dia 2 de julho”, informou.
O superintendente da Setur disse ainda que o projeto foi aprovado pela Caixa Econômica Federal, e o recurso na ordem de R$ 1 milhão está na conta, sendo que R$ 595 mil é de repasse do Ministério do Turismo e R$ 219 mil contrapartida do Governo do Estado. Heitor Costa explicou também que o recurso está aplicado e só de juros rendeu mais de R$ 180 mil.”

Só que isto vai atacar o padrinho Cassol , e como diria o “Dunga” , o saite é “cagão” para essas coisas e não vai querer dizer que o Estado e seu ex-governador endeusado pelo saite não honrou seu compromisso em plena campanha pré-eleitoral e não licitou a obra de recuperação do museu, apesar de ter o dinheiro depositado na Caixa Econômica Federal.

Prefere atacar gratuitamente o IPHAN achando que com isto vai atingir o Pref. Roberto Sobrinho, que em certa ocasião bateu o brim do “jornalista” .

Poderiam ao menos entrevistar o Sec de Cultura de Guajará-Mirim, Dayan Saldanha , ou o Prefeito Atalíbio Pegorini para perguntar sobre a ação do IPHAN na questão. Só que , certamente o que eles diriam não iria agradar à vontade nefasta de denegrir a minha pessoa e o IPHAN.  Mas que tal criar um pouquinho de coragem e ligar para eles ? Eles estão mais disponíveis e fáceis de achar que o tal “caminhão-baú” incendiado.

Mas tenho que reconhecer um elogio, feito ao final da matéria. Este blog “Beto Bertagna a 24 quadros” é atualizado e muito bem informado. Reconheço e agradeço, também em nome de todos os colaboradores que contribuem para este sucesso, que a cada dia mais conquista leitores qualificados e formadores de opinião deste Estado, do Acre e do restante Norte do Brasil.

Não é fácil receber elogio público de um inimigo descarado e falso.

E quanto à sugestão de o IPHAN nacional monitorar o blog não é preciso.

Já existe um link no portal oficial  do órgão para que os mais de 100.000 internautas que se preocupam verdadeiramente com patrimônio cultural também acessem  este humilde, porém muito honesto , blog.

Não escondam o rabinho torto entre as pernas. Venham com a tréplica para apanhar mais ou  vão se roçar em 3 milhões de ostras.

Deixe um comentário

Arquivado em Delírio Cotidiano

E não é que o site "porcalhão" rondoniaovivo se manifestou ?

É incrível a cara de pau dos sujeitos !

Levam uma canelada à la Costa do Marfim e chamam de “picuinha” ! Vocês levaram foi uma porrada mesmo, rapá . Mas este pessoal , além de porcalhão, é mentiroso (já foi provado com um Direito de Resposta goela abaixo) e incompetente porque nem  lê nem o que publica. Tentaram uma enquete fajuta e o resultado, segundo o jornalista Nelson Townes, foi que “o rabo roeu o cachorro” ! Quá .

Depois, vem querer meter o pau no IPHAN e em mim pessoalmente (raivinha…) e lá no meio do próprio saite de fo-foca tem um manifesto sobre o Museu da EFMM em Guajará-Mirim que desmente tudo que o sujeito escreve !

Deuzulivre , mermão.

Companheiro, lê o teu saite e depois se mete a escrever, fica menos ridículo. Vai lá, prá te ajudar a página é http://www.rondoniaovivo.com/news.php?news=63579 .

Lá você lerá coisas como “Desde 2004 existem recursos (originalmente R$ 800 mil) de um Contrato de repasse, via Caixa Econômica Federal, entre o Governo Federal (MinTur) e o Governo do Estado de Rondônia (SETUR),destinado à reforma do complexo da EFMM, em Guajará-Mirim” .  Ou “O então, Gov. Ivo Cassol foi cobrado publicamente pelos Amigos do Museu durante o 9º Encontro dos Filhos e Amigos de Guajará, em novembro de 2009. Ele prometeu agilidade no processo. Este não caminhou muito, em que pese a demonstração de apoio de Sua Excelência. O Governo do Estado não consegue publicar o edital desde então. A explicação dos técnicos da SETUR gira em torno de falta de documentação, renovação de licença ambiental e até adequação orçamentária da Planilha correspondente.”

Como o recurso alocado é para o  Estado, lá vai uma nova matéria do próprio site. Ajudo de novo. http://www.rondoniaovivo.com/news.php?news=63952

“Segundo o superintendente da Setur, Heitor Costa, que assumiu a pasta há menos de um mês, disse que tem trabalhado no projeto, que se encontra na Superintendência Estadual de Licitações de Rondônia (Supel), e deve ser licitado no próximo dia 25 deste mês. “Estamos correndo contra o tempo, pois em virtude da legislação eleitoral nenhuma obra poderá ser iniciada depois do dia 2 de julho”, informou.
O superintendente da Setur disse ainda que o projeto foi aprovado pela Caixa Econômica Federal, e o recurso na ordem de R$ 1 milhão está na conta, sendo que R$ 595 mil é de repasse do Ministério do Turismo e R$ 219 mil contrapartida do Governo do Estado. Heitor Costa explicou também que o recurso está aplicado e só de juros rendeu mais de R$ 180 mil.”

Só que isto vai atacar o padrinho Cassol , e como diria o “Dunga” , o saite é “cagão” para essas coisas e não vai querer dizer que o Estado e seu ex-governador endeusado pelo saite não honrou seu compromisso em plena campanha pré-eleitoral e não licitou a obra de recuperação do museu, apesar de ter o dinheiro depositado na Caixa Econômica Federal.

Prefere atacar gratuitamente o IPHAN achando que com isto vai atingir o Pref. Roberto Sobrinho, que em certa ocasião bateu o brim do “jornalista” .

Poderiam ao menos entrevistar o Sec de Cultura de Guajará-Mirim, Dayan Saldanha , ou o Prefeito Atalíbio Pegorini para perguntar sobre a ação do IPHAN na questão. Só que , certamente o que eles diriam não iria agradar à vontade nefasta de denegrir a minha pessoa e o IPHAN.  Mas que tal criar um pouquinho de coragem e ligar para eles ? Eles estão mais disponíveis e fáceis de achar que o tal “caminhão-baú” incendiado.

Mas tenho que reconhecer um elogio, feito ao final da matéria. Este blog “Beto Bertagna a 24 quadros” é atualizado e muito bem informado. Reconheço e agradeço, também em nome de todos os colaboradores que contribuem para este sucesso, que a cada dia mais conquista leitores qualificados e formadores de opinião deste Estado, do Acre e do restante Norte do Brasil.

Não é fácil receber elogio público de um inimigo descarado e falso.

E quanto à sugestão de o IPHAN nacional monitorar o blog não é preciso.

Já existe um link no portal oficial  do órgão para que os mais de 100.000 internautas que se preocupam verdadeiramente com patrimônio cultural também acessem  este humilde, porém muito honesto , blog.

Não escondam o rabinho torto entre as pernas. Venham com a tréplica para apanhar mais ou  vão se roçar em 3 milhões de ostras.

Deixe um comentário

Arquivado em Delírio Cotidiano

Universidade.doc, DocTV 5 e outros editais marcam a saída de Da-Rin da Secretaria do Audiovisual do MinC

No final de abril a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura deverá publicar um pacote de projetos e editais , no valor de R$ 6 milhões em fomento para a TV pública, como a 5ª Edição do vitorioso DOCTV, que produzirá aproximadamente 35 documentários de 55 minutos, com valor médio de R$ 100 cada.

Rondônia foi o único Estado até agora que deu calote no projeto e não pagou a contrapartida constante em contrato assinado entre as partes de R$ 20 mil para a  realização do filme “O Brasil que começa no rio…” , exibido em rede nacional pela TV Cultura e suas afiliadas em 2006. Já passaram pelo cargo da SECEL/RO pelo menos 4 secretários, e nenhum resolveu a pendência. O gov. João Cahulla não deve conhecer a herança deixada pelo ex-governador Ivo Cassol , que deve inclusive causar constrangimentos  à  campanha eleitoral palaciana.  O documentário produzido está à venda na Internet através de uma parceria Cultura Marcas e site Submarino e leva a logomarca de apoio do Governo de Rondônia / SECEL.    

http://www.submarino.com.br/produto/6/1934921/dvd+doc+tv:+o+brasil+que+comeca+no+rio?menuId=829

Junto com a EBC-Empresa Brasileira de Comunicação, também deverá sair um edital para a contratação de 10 séries de 5 filmes de um minuto, abordando temas sociais, cidadania, esportes,cultura e lazer.  Cada série deverá custar em torno de R$ 125 mil. Com o Ministério do Meio Ambiente serão produzidos mais 15 filmes, a R$ 20 mil cada. O assunto é óbvio. E uma boa notícia para os universitários é o provável anúncio do Universidade.doc, que premiará com R$ 50 mil , 24 projetos de acadêmicos que produzirem audiovisuais sobre inclusão social e cultura de um modo geral.

O anúncio do pacote deve coincidir com o da saída de Sílvio Da-Rin à frente da Secretaria do Audiovisual. O provável substituto deve ser o cineasta Leopoldo Nunes, que era um dos diretores da Empresa Brasileira de Comunicação, e foi  substituído por Tereza Cruvinel.

6 Comentários

Arquivado em Notícias

Boa sorte, mestres ! Que nenhuma infâmia os atinja… publicado originalmente em 8/2/2010…profético blog…

CASSOL SE DESPEDE DO GOVERNO COLOCANDO A PM PARA ESPANCAR TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO

(Aos professores das escolas da periferia, em especial, desejo também que além da infâmia, nenhuma bala ou punhal os atinja, frutos da inversão dos valores sociais que nos assola neste ido ano de 2010…) Republicado a pedido.

Cenas típicas dos piores momentos da ditadura militar foram vividas na manhã da quarta-feira (31/03) pelos trabalhadores em educação do Estado, em frente ao Palácio do Governo, em Porto Velho.

Por ordens do governador Ivo Cassol, como um dos seus últimos atos à frente do Executivo Estadual, a Polícia Militar reprimiu com violência e o uso de spray de pimenta o movimento reivindicatório de professores e técnicos administrativos.

Enquanto tentam um diálogo com o governo, os trabalhadores em educação são recebidos com violência. A tropa de choque da COE – Companhia de Operações Especiais foi chamada para reforçar o espancamento aos trabalhadores em educação.

Os trabalhadores em educação estão com as atividades paralisadas desde o dia 11/03, e, conforme determinação judicial, aguardam uma audiência com o governo para negociar as reivindicações.

O governo, por sua vez, ainda não cumpriu a determinação judicial, de negociar com os grevistas.

Cassol deixa o governo causando perdas salariais de 25% aos servidores públicos estaduais.

Em sete anos de mandato, o governo concedeu apenas três aumentos salariais, ainda assim, com índices abaixo da inflação. O último aumento foi de 4% dividido em duas parcelas de 2%.

Ensinar, aprender: leitura do mundo, leitura da palavra

Carta de Paulo Freire , aos professores

Nenhum tema mais adequado para constituir-se em objeto desta primeira carta a quem ousa ensinar do que a significação crítica desse ato, assim como a significação igualmente crítica de aprender. É que não existe ensinar sem aprender e com isto eu quero dizer mais do que diria se dissesse que o ato de ensinar exige a existência de quem ensina e de quem aprende. Quero dizer que ensinar e aprender se vão dando de tal maneira que quem ensina aprende, de um lado, porque reconhece um conhecimento antes aprendido e, de outro, porque, observado a maneira como a curiosidade do aluno aprendiz trabalha para apreender o ensinando-se, sem o que não o aprende, o ensinante se ajuda a descobrir incertezas, acertos, equívocos.

O aprendizado do ensinante ao ensinar não se dá necessariamente através da retificação que o aprendiz lhe faça de erros cometidos. O aprendizado do ensinante ao ensinar se verifica à medida em que o ensinante, humilde, aberto, se ache permanentemente disponível a repensar o pensado, rever-se em suas posições; em que procura envolver-se com a curiosidade dos alunos e dos diferentes caminhos e veredas, que ela os faz percorrer. Alguns desses caminhos e algumas dessas veredas, que a curiosidade às vezes quase virgem dos alunos percorre, estão grávidas de sugestões, de perguntas que não foram percebidas antes pelo ensinante. Mas agora, ao ensinar, não como um burocrata da mente, mas reconstruindo os caminhos de sua curiosidade razão por que seu corpo consciente, sensível, emocionado, se abre às adivinhações dos alunos, à sua ingenuidade e à sua criatividade o ensinante que assim atua tem, no seu ensinar, um momento rico de seu aprender. O ensinante aprende primeiro a ensinar mas aprende a ensinar ao ensinar algo que é reaprendido por estar sendo ensinado.

O fato, porém, de que ensinar ensina o ensinante a ensinar um certo conteúdo não deve significar, de modo algum, que o ensinante se aventure a ensinar sem competência para fazê-lo. Não o autoriza a ensinar o que não sabe. A responsabilidade ética, política e profissional do ensinante lhe coloca o dever de se preparar, de se capacitar, de se formar antes mesmo de iniciar sua atividade docente. Esta atividade exige que sua preparação, sua capacitação, sua formação se tornem processos permanentes. Sua experiência docente, se bem percebida e bem vivida, vai deixando claro que ela requer uma formação permanente do ensinante. Formação que se funda na análise crítica de sua prática.

Partamos da experiência de aprender, de conhecer, por parte de quem se prepara para a tarefa docente, que envolve necessariamente estudar. Obviamente, minha intenção não é escrever prescrições que devam ser rigorosamente seguidas, o que significaria uma chocante contradição com tudo o que falei até agora. Pelo contrário, o que me interessa aqui, de acordo com o espírito mesmo deste livro, é desafiar seus leitores e leitoras em torno de certos pontos ou aspectos, insistindo em que há sempre algo diferente a fazer na nossa cotidianidade educativa, quer dela participemos como aprendizes, e portanto ensinantes, ou como ensinantes e, por isso, aprendizes também.

Não gostaria, assim, sequer, de dar a impressão de estar deixando absolutamente clara a questão do estudar, do ler, do observar, do reconhecer as relações entre os objetos para conhecê-los. Estarei tentando clarear alguns dos pontos que merecem nossa atenção na compreensão crítica desses processos.

Comecemos por estudar, que envolvendo o ensinar do ensinante, envolve também de um lado, a aprendizagem anterior e concomitante de quem ensina e a aprendizagem do aprendiz que se prepara para ensinar amanhã ou refaz seu saber para melhor ensinar hoje ou, de outro lado, aprendizagem de quem, criança ainda, se acha nos começos de sua escolarização.

Enquanto preparação do sujeito para aprender, estudar é, em primeiro lugar, um que-fazer crítico, criador, recriador, não importa que eu nele me engaje através da leitura de um texto que trata ou discute um certo conteúdo que me foi proposto pela escola ou se o realizo partindo de uma reflexão crítica sobre um certo acontecimentos social ou natural e que, como necessidade da própria reflexão, me conduz à leitura de textos que minha curiosidade e minha experiência intelectual me sugerem ou que me são sugeridos por outros.

Assim, em nível de uma posição crítica, a que não dicotomiza o saber do senso comum do outro saber, mais sistemático, de maior exatidão, mas busca uma síntese dos contrários, o ato de estudar implica sempre o de ler, mesmo que neste não se esgote. De ler o mundo, de ler a palavra e assim ler a leitura do mundo anteriormente feita. Mas ler não é puro entretenimento nem tampouco um exercício de memorização mecânica de certos trechos do texto.

Se, na verdade, estou estudando e estou lendo seriamente, não posso ultra-passar uma página se não consegui com relativa clareza, ganhar sua significação. Minha saída não está em memorizar porções de períodos lendo mecanicamente duas, três, quatro vezes pedaços do texto fechando os olhos e tentando repeti-las como se sua fixação puramente maquinal me desse o conhecimento de que preciso.

Ler é uma operação inteligente, difícil, exigente, mas gratificante. Ninguém lê ou estuda autenticamente se não assume, diante do texto ou do objeto da curiosidade a forma crítica de ser ou de estar sendo sujeito da curiosidade, sujeito da leitura, sujeito do processo de conhecer em que se acha. Ler é procurar buscar criar a compreensão do lido; daí, entre outros pontos fundamentais, a importância do ensino correto da leitura e da escrita. É que ensinar a ler é engajar-se numa experiência criativa em torno da compreensão. Da compreensão e da comunicação.

E a experiência da compreensão será tão mais profunda quanto sejamos nela capazes de associar, jamais dicotomizar, os conceitos emergentes da experiência escolar aos que resultam do mundo da cotidianidade. Um exercício crítico sempre exigido pela leitura e necessariamente pela escuta é o de como nos darmos facilmente à passagem da experiência sensorial que caracteriza a cotidianidade à generalização que se opera na linguagem escolar e desta ao concreto tangível. Uma das formas de realizarmos este exercício consiste na prática que me venho referindo como “leitura da leitura anterior do mundo”, entendendo-se aqui como “leitura do mundo” a “leitura” que precede a leitura da palavra e que perseguindo igualmente a compreensão do objeto se faz no domínio da cotidianidade. A leitura da palavra, fazendo-se também em busca da compreensão do texto e, portanto, dos objetos nele referidos, nos remete agora à leitura anterior do mundo. O que me parece fundamental deixar claro é que a leitura do mundo que é feita a partir da experiência sensorial não basta. Mas, por outro lado, não pode ser desprezada como inferior pela leitura feita a partir do mundo abstrato dos conceitos que vai da generalização ao tangível.

Certa vez, uma alfabetizanda nordestina discutia, em seu círculo de cultura, uma codificação que representava um homem que, trabalhando o barro, criava com as mãos, um jarro. Discutia-se, através da “leitura” de uma série de codificações que, no fundo, são representações da realidade concreta, o que é cultura. O conceito de cultura já havia sido apreendido pelo grupo através do esforço da compreensão que caracteriza a leitura do mundo e/ou da palavra. Na sua experiência anterior, cuja memória ela guardava no seu corpo, sua compreensão do processo em que o homem, trabalhando o barro, criava o jarro, compreensão gestada sensorialmente, lhe dizia que fazer o jarro era uma forma de trabalho com que, concretamente, se sustentava. Assim como o jarro era apenas o objeto, produto do trabalho que, vendido, viabilizava sua vida e a de sua família.

Agora, ultrapassando a experiência sensorial, indo mais além dela, dava um passo fundamental: alcançava a capacidade de generalizar que caracteriza a “experiência escolar”. Criar o jarro como o trabalho transformador sobre o barro não era apenas a forma de sobreviver, mas também de fazer cultura, de fazer arte. Foi por isso que, relendo sua leitura anterior do mundo e dos que-fazeres no mundo, aquela alfabetizanda nordestina disse segura e orgulhosa: “Faço cultura. Faço isto”.

Outra ocasião presenciei experiência semelhante do ponto de vista da inteligência do comportamento das pessoas. Já me referi a este fato em outro trabalho mas não faz mal que o retome agora. Me achava na Ilha de São Tomé, na África Ocidental, no Golfo da Guiné. Participava com educadores e educadoras nacionais, do primeiro curso de formação para alfabetizadores.
Havia sido escolhido pela equipe nacional um pequeno povoado, Porto Mont, região de pesca, para ser o centro das atividades de formação. Havia sugerido aos nacionais que a formação dos educadores e educadoras se fizesse não seguindo certos métodos tradicionais que separam prática de teoria. Nem tampouco através de nenhuma forma de trabalho essencialmente dicotomizante de teoria e prática e que ou menospreza a teoria, negando-lhe qualquer importância, enfatizando exclusivamente a prática, a única a valer, ou negando a prática fixando-se só na teoria. Pelo contrário, minha intenção era que, desde o começo do curso, vivêssemos a relação contraditória entre prática e teoria, que será objeto de análise de uma de minhas cartas.
Recusava, por isso mesmo, uma forma de trabalho em que fossem reservados os primeiros momentos do curso para exposições ditas teóricas sobre matéria fundamental de formação dos futuros educadores e educadoras. Momento para discursos de algumas pessoas, as consideradas mais capazes para falar aos outros.
Minha convicção era outra. Pensava numa forma de trabalho em que, numa única manhã, se falasse de alguns conceitos-chave codificação, decodificação, por exemplo como se estivéssemos num tempo de apresentações, sem, contudo, nem de longe imaginar que as apresentações de certos conceitos fossem já suficientes para o domínio da compreensão em torno deles. A discussão crítica sobre a prática em que se engajariam é o que o faria.

Assim, a idéia básica, aceita e posta em prática, é que os jovens que se preparariam para a tarefa de educadoras e educadores populares deveriam coordenar a discussão em torno de codificações num círculo de cultura com 25 participantes. Os participantes do círculo de cultura estavam cientes de que se tratava de um trabalho de afirmação de educadores. Discutiu-se com eles antes sua tarefa política de nos ajudar no esforço de formação, sabendo que iam trabalhar com jovens em pleno processo de sua formação. Sabiam que eles, assim como os jovens a serem formados, jamais tinham feito o que iam fazer. A única diferença que os marcava é que os participantes liam apenas o mundo enquanto os jovens a serem formados para a tarefa de educadores liam já a palavra também. Jamais, contudo, haviam discutido uma codificação assim como jamais haviam tido a mais mínima experiência alfabetizando alguém.

Em cada tarde do curso com duas horas de trabalho com os 25 participantes, quatro candidatos assumiam a direção dos debates. Os responsáveis pelo curso assistiam em silêncio, sem interferir, fazendo suas notas. No dia seguinte, no seminário de avaliação de formação, de quatro horas, se discutiam os equívocos, os erros e os acertos dos candidatos, na presença do grupo inteiro, desocultando-se com eles a teoria que se achava na sua prática
Dificilmente se repetiam os erros e os equívocos que haviam sido cometidos e analisados. A teoria emergia molhada da prática vivida.
Foi exatamente numa das tardes de formação que, durante a discussão de uma codificação que retratava Porto Mont, com suas casinhas alinhadas à margem da praia, em frente ao mar, com um pescador que deixava seu barco com um peixe na mão, que dois dos participantes, como se houvessem combinado, se levantaram, andaram até a janela da escola em que estávamos e olhando Porto Mont lá longe, disseram, de frente novamente para a codificação que representava o povoado: “É. Porto Mont é assim e não sabíamos”.

Até então, sua “leitura” do lugarejo, de seu mundo particular, uma “leitura” feita demasiadamente próxima do “texto”, que era o contexto do povoado, não lhes havia permitido ver Porto Mont como ele era. Havia uma certa “opacidade” que cobria e encobria Porto Mont. A experiência que estavam fazendo de “tomar distância” do objeto, no caso, da codificação de Porto Mont, lhes possibilitava uma nova leitura mais fiel ao “texto”, quer dizer, ao contexto de Porto Mont. A “tomada de distância” que a “leitura” da codificação lhes possibilitou os aproximou mais de Porto Mont como “texto” sendo lido. Esta nova leitura refez a leitura anterior, daí que hajam dito: “É. Porto Mont é assim e não sabíamos”. Imersos na realidade de seu pequeno mundo, não eram capazes de vê-la. “Tomando distância” dela, emergiram e, assim, a viram como até então jamais a tinham visto.

Estudar é desocultar, é ganhar a compreensão mais exata do objeto, é perceber suas relações com outros objetos. Implica que o estudioso, sujeito do estudo, se arrisque, se aventure, sem o que não cria nem recria.
Por isso também é que ensinar não pode ser um puro processo, como tanto tenho dito, de transferência de conhecimento do ensinante ao aprendiz. Transferência mecânica de que resulte a memorização maquinal que já critiquei. Ao estudo crítico corresponde um ensino igualmente crítico que demanda necessariamente uma forma crítica de compreender e de realizar a leitura da palavra e a leitura do mundo, leitura do contexto.
A forma crítica de compreender e de realizar a leitura da palavra e a leitura do mundo está, de um lado, na não negação da linguagem simples, “desarmada”, ingênua, na sua não desvalorização por constituir-se de conceitos criados na cotidianidade, no mundo da experiência sensorial; de outro, na recusa ao que se chama de “linguagem difícil”, impossível, porque desenvolvendo-se em torno de conceitos abstratos. Pelo contrário, a forma crítica de compreender e de realizar a leitura do texto e a do contexto não exclui nenhuma da duas formas de linguagem ou de sintaxe. Reconhece, todavia, que o escritor que usa a linguagem científica, acadêmica, ao dever procurar tornar-se acessível, menos fechado, mais claro, menos difícil, mais simples, não pode ser simplista.
Ninguém que lê, que estuda, tem o direito de abandonar a leitura de um texto como difícil porque não entendeu o que significa, por exemplo, a palavra epistemologia.

Assim como um pedreiro não pode prescindir de um conjunto de instrumentos de trabalho, sem os quais não levanta as paredes da casa que está sendo construída, assim também o leitor estudioso precisa de instrumentos fundamentais, sem os quais não pode ler ou escrever com eficácia. Dicionários entre eles o etimológico, o de regimes de verbos, o de regimes de substantivos e adjetivos, o filosófico, o de sinônimos e de antônimos, enciclopédias. A leitura comparativa de texto, de outro autor que trate o mesmo tema cuja linguagem seja menos complexa.Usar esses instrumentos de trabalho não é, como às vezes se pensa, uma perda de tempo. O tempo que eu uso quando leio ou escrevo ou escrevo e leio, na consulta de dicionários e enciclopédias, na leitura de capítulos, ou trechos de livros que podem me ajudar na análise mais crítica de um tema — é tempo fundamental de meu trabalho, de meu ofício gostoso de ler ou de escrever.
Enquanto leitores, não temos o direito de esperar, muito menos de exigir, que os escritores façam sua tarefa, a de escrever, e quase a nossa, a de compreender o escrito, explicando a cada passo, no texto ou numa nota ao pé da página, o que quiseram dizer com isto ou aquilo. Seu dever, como escritores, é escrever simples, escrever leve, é facilitar e não dificultar a compreensão do leitor, mas não dar a ele as coisas feitas e prontas.
A compreensão do que se está lendo, estudando, não estala assim, de repente, como se fosse um milagre. A compreensão é trabalhada, é forjada, por quem lê, por quem estuda que, sendo sujeito dela, se deve instrumentar para melhor fazê-la. Por isso mesmo, ler, estudar, é um trabalho paciente, desafiador, persistente.
Não é tarefa para gente demasiado apressada ou pouco humilde que, em lugar de assumir suas deficiências, as transfere para o autor ou autora do livro, considerado como impossível de ser estudado.

É preciso deixar claro, também, que há uma relação necessária entre o nível do conteúdo do livro e o nível da atual formação do leitor. Estes níveis envolvem a experiência intelectual do autor e do leitor. A compreensão do que se lê tem que ver com essa relação. Quando a distância entre aqueles níveis é demasiado grande, quanto um não tem nada que ver com o outro, todo esforço em busca da compreensão é inútil. Não está havendo, neste caso, uma consonância entre o indispensável tratamento dos temas pelo autor do livro e a capacidade de apreensão por parte do leitor da linguagem necessária àquele tratamento. Por isso mesmo é que estudar é uma preparação para conhecer, é um exercício paciente e impaciente de quem, não pretendendo tudo de uma vez, luta para fazer a vez de conhecer.
A questão do uso necessário de instrumentos indispensáveis à nossa leitura e ao nosso trabalho de escrever levanta o problema do poder aquisitivo do estudante e das professoras e professores em face dos custos elevados para obter dicionários básicos da língua, dicionários filosóficos etc. Poder consultar todo esse material é um direito que têm alunos e professores a que corresponde o dever das escolas de fazer-lhes possível a consulta, equipando ou criando suas bibliotecas, com horários realistas de estudo. Reivindicar esse material é um direito e um dever de professores e estudantes.Gostaria de voltar a algo a que fiz referência anteriormente: a relação entre ler e escrever, entendidos como processos que não se podem separar. Como processos que se devem organizar de tal modo que ler e escrever sejam percebidos como necessários para algo, como sendo alguma coisa de que a criança, como salientou Vygotsky , necessita e nós também.

Em primeiro lugar, a oralidade precede a grafia mas a traz em si desde o primeiro momento em que os seres humanos se tornaram socialmente capazes de ir exprimindo-se através de símbolos que diziam algo de seus sonhos, de seus medos, de sua experiência social, de suas esperanças, de suas práticas.

Quando aprendemos a ler, o fazemos sobre a escrita de alguém que antes aprendeu a ler e a escrever. Ao aprender a ler, nos preparamos para imediatamente escrever a fala que socialmente construímos.
Nas culturas letradas, sem ler e sem escrever, não se pode estudar, buscar conhecer, apreender a substantividade do objeto, reconhecer criticamente a razão de ser do objeto.

Um dos equívocos que cometemos está em dicotomizar ler de escrever, desde o começo da experiência em que as crianças ensaiam seus primeiros passos na prática da leitura e da escrita, tomando esses processos como algo desligado do processo geral de conhecer. Essa dicotomia entre ler e escrever nos acompanha sempre, como estudantes e professores. “Tenho uma dificuldade enorme de fazer minha dissertação. Não sei escrever”, é a afirmação comum que se ouve nos cursos de pós-graduação de que tenho participado. No fundo, isso lamentavelmente revela o quanto nos achamos longe de uma compreensão crítica do que é estudar e do que é ensinar.
É preciso que nosso corpo, que socialmente vai se tornando atuante, consciente, falante, leitor e “escritor” se aproprie criticamente de sua forma de vir sendo que faz parte de sua natureza, histórica e socialmente constituindo-se. Quer dizer, é necessário que não apenas nos demos conta de como estamos sendo mas nos assumamos plenamente com estes “seres programados, mas para aprender”, de que nos fala François Jacob . É necessário, então, que aprendamos a aprender, vale dizer, que entre outras coisas, demos à linguagem oral e escrita, a seu uso, a importância que lhe vem sendo cientificamente reconhecida.

Aos que estudamos, aos que ensinamos e, por isso, estudamos também, se nos impõe, ao lado da necessária leitura de textos, a redação de notas, de fichas de leitura, a redação de pequenos textos sobre as leituras que fazemos. A leitura de bons escritores, de bons romancistas, de bons poetas, dos cientistas, dos filósofos que não temem trabalhar sua linguagem a procura da boniteza, da simplicidade e da clareza.
Se nossas escolas, desde a mais tenra idade de seus alunos se entregassem ao trabalho de estimular neles o gosto da leitura e o da escrita, gosto que continuasse a ser estimulado durante todo o tempo de sua escolaridade, haveria possivelmente um número bastante menor de pós-graduandos falando de sua insegurança ou de sua incapacidade de escrever.

Se estudar, para nós, não fosse quase sempre um fardo, se ler não fosse uma obrigação amarga a cumprir, se, pelo contrário, estudar e ler fossem fontes de alegria e de prazer, de que resulta também o indispensável conhecimento com que nos movemos melhor no mundo, teríamos índices melhor reveladores da qualidade de nossa educação.
Este é um esforço que deve começar na pré-escola, intensificar-se no período da alfabetização e continuar sem jamais parar.

A leitura de Piaget, de Vygotsky, de Emilia Ferreiro, de Madalena F. Weffort, entre outros, assim como a leitura de especialistas que tratam não propriamente da alfabetização mas do processo de leitura como Marisa Lajolo e Ezequiel T. da Silva é de indiscutível importância.
Pensando na relação de intimidade entre pensar, ler e escrever e na necessidade que temos de viver intensamente essa relação, sugeriria a quem pretenda rigorosamente experimentá-la que, pelo menos, três vezes por semana, se entregasse à tarefa de escrever algo. Uma nota sobre uma leitura, um comentário em torno de um acontecimento de que tomou conhecimento pela imprensa, pela televisão, não importa. Uma carta para destinatário inexistente. É interessante datar os pequenos textos e guardá-los e dois ou três meses depois submetê-los a uma avaliação crítica.

Ninguém escreve se não escrever, assim como ninguém nada se não nadar.
Ao deixar claro que o uso da linguagem escrita, portanto o da leitura, está em relação com o desenvolvimento das condições materiais da sociedade, estou sublimando que minha posição não é idealista.
Recusando qualquer interpretação mecanicista da História, recuso igualmente a idealista. A primeira reduz a consciência à pura cópia das estruturas materiais da sociedade; a segunda submete tudo ao todo poderosismo da consciência. Minha posição é outra. Entendo que estas relações entre consciência e mundo são dialéticas.
O que não é correto, porém, é esperar que as transformações materiais se processem para que depois comecemos a encarar corretamente o problema da leitura e da escrita.

A leitura crítica dos textos e do mundo tem que ver com a sua mudança em processo.

……………..

Esta carta foi retirada do livro ” Professora sim, tia não. Cartas a quem ousa ensinar” (Editora Olho D’Água, 10ª ed., p. 27-38) no qual Paulo Freire dialoga sobre questões da construção de uma escola democrática e popular. Escreve especialmente aos professores, convocando-os ao engajamento nesta mesma luta.

“Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo,
torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente,
ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se
a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela
tampouco a sociedade muda.”

Matéria publicada originalmente em 8 de fevereiro de 2010. Conheça a Biblioteca Digital Paulo Freire , no link  http://www.paulofreire.ufpb.br/paulofreire/principal.jsp

Deixe um comentário

Arquivado em Notícias

Bloco da Intriga Política sai às ruas com a mentira de que a Justiça Eleitoral proíbe o governo de patrocinar Escolas de Samba e blocos

Vingança política Segundo o jornal eletrônico NoticiaRo.com, a notícia foi espalhada por devotos do governador Ivo Cassol (PP), numa tentativa de sabotar o Carnaval de Porto Velho

Por Nelson Townes, do NoticiaRo.com

A Justiça Eleitoral não proíbe o governo do Estado de Rondônia de repassar para as Escolas de Samba, blocos carnavalescos e outras entidades as verbas prometidas para o Carnaval de 2010. A Lei 9.504/97 que proíbe, no ano em que se realizar eleição, a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, não se refere as verbas para realização do Carnaval.

A notícia foi espalhada por devotos do governador Ivo Cassol, numa tentativa de sabotar o Carnaval de Rondônia – especialmente Porto Velho, por ter entidade ligada ao Partido dos Trabalhadores, o partido do prefeito Roberto Sobrinho, inimigo do governador, denunciado o showmício que o governador Cassol realizou na noite de Ano Novo e, em conseqüência, causado uma suposta reação da Justiça Eleitoral contra nova liberação de verbas pelo governo estadual para festas públicas – desta vez sobre o patrocínio do Carnaval.

No entanto, o texto do § 10 do art. 73 da Lei 9.504/97, segundo o qual no ano em que se realizar eleição, fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, não abrange a liberação de verba para festas populares como Carnaval, Arraial Flor do Maracujá, Peça Teatral O Filho do Homem, Exposições Agropecuárias, Corrida de Jerico, etc., por tratarem-se tais eventos de programas sociais culturais anuais e habituais, constituindo, por isto mesmo, exceção prevista na parte final do citado § 10, do art. 73, da Lei 9.504/97.

A confusão foi causada após a notícia de que um Procurador Eleitoral “desaconselhou” o governador a patrocinar as festas momescas com base nas restrições da Lei 9.504/97.  As entidades carnavalescas e até parte da imprensa passaram a considerar verdadeiras as restrições – não obstante as primeiras ponderações de que seria um exagero confundir festa carnavalesca com campanha eleitoral antecipada.

O esclarecimento definitivo – de que a liberação de verbas é permitido  para o Carnaval e outras atividades culturais, turísticas etc. – veio numa nota oficial do Partido dos Trabalhadores.

O PT lembra que, através das ações da Prefeitura de Porto Velho, resgatou o Carnaval Popular de Rua da Capital a partir de 2005, quando assumiu o Governo Municipal, incentivando e apoiando efetivamente as Escolas de Samba e os Blocos Populares, que adquiriram gigantesco vigor, além de resgatar e reinventar o Baile Municipal. Isto se transformou em política pública.

“No entanto – prossegue a nota – em vista da propositura de ação eleitoral por parte do PT contra práticas ilegais do Governo do Estado, agora o Governador culpa o PT pela não liberação dos recursos para o Carnaval 2010 de Porto Velho.

“Mais uma vez, o Governo falta com a verdade. Se o Palácio Getúlio Vargas não quer apoiar o Carnaval Popular de Porto Velho, é uma opção política dele. Não olhar a cidade de Porto Velho com o respeito que merece, infelizmente, tem sido algo recorrente em quase todos os setores. Não obstante, é inaceitável culpar o PT por isso – diz a nota.

“O Partido dos Trabalhadores entende ser a cultura um bem popular a ser preservado. Assim sendo, ela merece, necessita e tem a esperança de vir a ser política prioritária de qualquer Governo, em todos os momentos do ano, envolvendo os mais amplos segmentos sociais.  Isso ajuda a construir de fato uma democracia participativa, inclusiva e solidária.”

(NR) Isto me lembra outro caso. O Ministério da Cultura(MinC) fez parceria com todos os Estados para desenvolver o projeto “DOCTV”,  que já está em sua 4ª edição. Adivinhem qual é o único Estado que deu calote , e não pagou a contra-partida, porque a douta procuradoria entendeu que era ilegal ? Pois bem, adivinharam. Todos os outros 26 Estados estavam , e estão, errados. Só o Estado de Rondônia está certo. Isto que há um contrato assinado entre as partes , com firma reconhecida e tudo. Já se passaram mais de 4 secretários de cultura. E o calote continua, óbviamente correndo juros e correção monetária. Isto ainda vai dar pano prá manga na campanha 2010, no momento adequado,  porque todos os esforços prá sanar a dívida já foram realizados. E o Estado insiste no calote…

2 Comentários

Arquivado em Notícias

Bloco da Intriga Política sai às ruas com a mentira de que a Justiça Eleitoral proíbe o governo de patrocinar Escolas de Samba e blocos

Vingança política Segundo o jornal eletrônico NoticiaRo.com, a notícia foi espalhada por devotos do governador Ivo Cassol (PP), numa tentativa de sabotar o Carnaval de Porto Velho

Por Nelson Townes, do NoticiaRo.com

A Justiça Eleitoral não proíbe o governo do Estado de Rondônia de repassar para as Escolas de Samba, blocos carnavalescos e outras entidades as verbas prometidas para o Carnaval de 2010. A Lei 9.504/97 que proíbe, no ano em que se realizar eleição, a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, não se refere as verbas para realização do Carnaval.

A notícia foi espalhada por devotos do governador Ivo Cassol, numa tentativa de sabotar o Carnaval de Rondônia – especialmente Porto Velho, por ter entidade ligada ao Partido dos Trabalhadores, o partido do prefeito Roberto Sobrinho, inimigo do governador, denunciado o showmício que o governador Cassol realizou na noite de Ano Novo e, em conseqüência, causado uma suposta reação da Justiça Eleitoral contra nova liberação de verbas pelo governo estadual para festas públicas – desta vez sobre o patrocínio do Carnaval.

No entanto, o texto do § 10 do art. 73 da Lei 9.504/97, segundo o qual no ano em que se realizar eleição, fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, não abrange a liberação de verba para festas populares como Carnaval, Arraial Flor do Maracujá, Peça Teatral O Filho do Homem, Exposições Agropecuárias, Corrida de Jerico, etc., por tratarem-se tais eventos de programas sociais culturais anuais e habituais, constituindo, por isto mesmo, exceção prevista na parte final do citado § 10, do art. 73, da Lei 9.504/97.

A confusão foi causada após a notícia de que um Procurador Eleitoral “desaconselhou” o governador a patrocinar as festas momescas com base nas restrições da Lei 9.504/97.  As entidades carnavalescas e até parte da imprensa passaram a considerar verdadeiras as restrições – não obstante as primeiras ponderações de que seria um exagero confundir festa carnavalesca com campanha eleitoral antecipada.

O esclarecimento definitivo – de que a liberação de verbas é permitido  para o Carnaval e outras atividades culturais, turísticas etc. – veio numa nota oficial do Partido dos Trabalhadores.

O PT lembra que, através das ações da Prefeitura de Porto Velho, resgatou o Carnaval Popular de Rua da Capital a partir de 2005, quando assumiu o Governo Municipal, incentivando e apoiando efetivamente as Escolas de Samba e os Blocos Populares, que adquiriram gigantesco vigor, além de resgatar e reinventar o Baile Municipal. Isto se transformou em política pública.

“No entanto – prossegue a nota – em vista da propositura de ação eleitoral por parte do PT contra práticas ilegais do Governo do Estado, agora o Governador culpa o PT pela não liberação dos recursos para o Carnaval 2010 de Porto Velho.

“Mais uma vez, o Governo falta com a verdade. Se o Palácio Getúlio Vargas não quer apoiar o Carnaval Popular de Porto Velho, é uma opção política dele. Não olhar a cidade de Porto Velho com o respeito que merece, infelizmente, tem sido algo recorrente em quase todos os setores. Não obstante, é inaceitável culpar o PT por isso – diz a nota.

“O Partido dos Trabalhadores entende ser a cultura um bem popular a ser preservado. Assim sendo, ela merece, necessita e tem a esperança de vir a ser política prioritária de qualquer Governo, em todos os momentos do ano, envolvendo os mais amplos segmentos sociais.  Isso ajuda a construir de fato uma democracia participativa, inclusiva e solidária.”

(NR) Isto me lembra outro caso. O Ministério da Cultura(MinC) fez parceria com todos os Estados para desenvolver o projeto “DOCTV”,  que já está em sua 4ª edição. Adivinhem qual é o único Estado que deu calote , e não pagou a contra-partida, porque a douta procuradoria entendeu que era ilegal ? Pois bem, adivinharam. Todos os outros 26 Estados estavam , e estão, errados. Só o Estado de Rondônia está certo. Isto que há um contrato assinado entre as partes , com firma reconhecida e tudo. Já se passaram mais de 4 secretários de cultura. E o calote continua, óbviamente correndo juros e correção monetária. Isto ainda vai dar pano prá manga na campanha 2010, no momento adequado,  porque todos os esforços prá sanar a dívida já foram realizados. E o Estado insiste no calote…

Deixe um comentário

Arquivado em Notícias