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Diz a lenda – É Natal

Por  Beto Ramos

Vejo pessoas apressadas comprando sonhos.
As pessoas de bem ficam em silêncio vendo o movimento nas ruas, com seus automóveis e motos disputando cada palmo de chão.
É Natal e as casas estão todas enfeitadas com bolinhas vermelhas, pisca-pisca nos jardins e nas fachadas dos prédios.
Hoje, temos shopping com suas escadas rolantes, praça de alimentação e muita gente em busca de sonhos.
Já não existe o meu trator com rodinhas de sandália e a pá mecânica de lata de conserva.
Lembrei-me do meu bodinho verde que era puxado por barbante, tendo o som do motor feito na boca.
Saio de casa e esbarro nas pessoas que não me conhecem, e muitas não fazem questão de conhecer.
Elas estão apressadas em busca de algum sonho.
E vem aos meus ouvidos aquela música da Simone “Então é Natal, e o que você fez, o ano termina…”
Desligo o som.
Não quero ouvir a Simone.
Gostaria de ouvir as pessoas conversando, saudando uns aos outros com abraços fraternos como o que o Carlinhos Maracanã me deu em frente aos Correios.
É Natal.
Presentes.
Presentes.
Festa.
Muita festa.
E os nossos corações?
E o seu coração?
Ouvi um mendigo desejar feliz Natal para alguém.
Alguém desprezou o mendigo.
Não acreditou no seu coração.
Como está você mamãe?
E você meu caro amigo poeta das andorinhas?
É Natal!
Todos correm apressados em busca de sonhos.
Vou dormir às onze horas e esperar o Papai Noel.
Ele vai colocar o presente embaixo da minha rede.
Pela manhã, vou para o quintal, vou para rua com os meus sonhos nas mãos.
Eu também planto sonhos.
E nunca deixei de ser criança.
Mas, tenho medo de escada rolante.
Subi e desci a Avenida Sete de Setembro.
Andei na Barão do Rio Branco.
Fui pela José de Alencar.
Sentei na Praça Getúlio Vargas.
É Natal.
Todos respiram o Natal.
Todos buscam seus sonhos.
E o seu sonho, qual seria?
Vamos fechar os olhos e nos abraçar fraternalmente em pensamento.
Escrever a mais bela poesia como presente.
Cantar a mais linda canção composta com as batidas do coração.
Vamos fechar os olhos e dizer eu te perdôo, eu te amo e você é meu amigo querido!
É Natal.
As pessoas de bem se preocupam com os outros.
P… Papai Noel eu desejo de presente uma Porto Velho melhor.
Uma capital com uma melhor distribuição de capital.
Ah! Um segredo, o Papai Noel me visitou poucas vezes na minha infância!
Mas, nem por isso eu deixei de acreditar no meu Papai Noel.
E o meu Papai Noel anda com bota de seringa, poronga na cabeça, roupa surrada de beradeiro.
O saco é de estopa.
Dentro do saco sempre vai existir pedidos de felicidade, carinho, paz, amor, desejo de amizades verdadeiras.
Este Papai Noel vai caminhar todos os dias nas ruas de Porto Velho.
Sempre irá visitar a todos vocês que acreditam na vida.
É o Papai Noel dos mendigos.
Que anda na Estrada de Ferro Madeira Mamoré.
No Mercado Cultural.
Que desce a ladeira da prefeitura.
Que fica nas sombras das Três Maria.
Que navega no rio Madeira.
Este Papai Noel sempre vai estar em você, em todos nós.
Diz a lenda

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Vai meu samba de Porto – o melhor samba, o que mais gosto e o que mais quero

Por: Altair Santos (Tatá)*

Ufa, pensei que não ia dar tempo! Hoje eu não podia deixar de falar pro meu samba. No apagar da luz, cheguei cansado da apressada e repleta agenda de hoje e, sem refrescar, vou direto ao assunto. Ainda é quinta-feira, mas logo será sexta-feira e com ela amanhecerá o sol de 2 de dezembro – Dia Nacional do Samba, dia do meu, do seu, do nosso tão querido e inesgotável samba de ontem de hoje, de amanhã e de sempre. O samba que, como nenhuma outra música ou ritmo, identifica, embala e representa tão bem o povo brasileiro, é o nosso DNA musical. Por isso, vai meu velho e bom samba! Te esquiva, faz cintura no requebro da mulata e sai miudinho, passa limpo, ligeiro, faceiro, sem perder a cadência, passa leve e solto, vai bonito e envolvente pelos pés do passista e permeia por entre essa enxurrada de mau-gosto e coisa ruim que a indústria cultural derrama, às toneladas, todo dia contra os nossos quengos e sai lá na frente, bem adiante e, como sempre, levanta ileso, fiel a ti e aos teus. Podem pensar que não, mas, aqui nesta nossa urbe, o samba também é maravilhosamente arrebatador, envolvente. O rufar do surdo, sob os acordes do cavaco, chama um saculejo e propõe um ziriguidum de moral. Pandeiro e ganzá se misturam a vozes e batidas na palma da mão e pronto, tá feito o samba. Aí vão-se as horas e o samba – leia-se balanço sabor Brasil – se apossa de nossas vidas, despe as nossas almas e veste nelas as indumentárias de Babá e Neguinho Orlando, Bola Sete, Leônidas Carol O’chester, Ari Barroso e Noel Rosa, Cartola e outros mais.   Acho – desculpem a imprecisão de dados – mas os dois extremos do samba aqui em Porto Velho estão, numa ponta com João Henrique Manga Rosa, na a letra e melodia: “triângulo teu passado e tua glória, tuas cabrochas, tua história, tudo isso há de ficar…” e no outro extremo, o Mercado Cultural com a Fina Flor do Samba, onde ecoam os sambas dos nossos autores locais e de outros ícones nacionais. É o samba, o homem e o tempo colecionando valores, fazendo história, escrevendo a memória. Em pontos eqüidistantes – entre Manga Rosa e o Mercado Cultural – estão ainda vivas algumas escolas de samba da capital, além de velhos e novos baluartes e personagens. Nos arriscamos a incorrer na omissão (por esquecimento) de alguns nomes, mas não nos furtaríamos de fazer especial ressalte aos bambas Ernesto Melo, Waldemir Pinheiro da Silva (Bainha), Sílvio Macêdo dos Santos (Sílvio Santos) e Antonio Chagas Campos (Cabeleira). Há quem não os goste. Porém, negá-los, é renunciar em somatória, mais de 200 anos de experiência, em se tratando de samba, distribuídos entre o quarteto de bambas. A partir deles, quanto samba bom, quanto samba! Mais, quanto sambista bom! E não paramos: Dentre as escolas de samba, as resistentes, as novas e as que não mais existem, todas ainda nos reconduzem ao ânimo. A Caiari há tempos se foi mas ainda é igualmente linda como a Castanheira, que também não mais está. A cidade porto que abriga tribos culturais de várias linguagens, acomoda-se nas tardes de sábado em temperadas rodas de samba. Seja no Asfaltão (tenda do tigre ou bar do Calixto), seja no Mercado Cultural, nas casas, bares e outros redutos de paticumbum, formamos uma confraria cujo mote é fazer e se permitir ser parte ou todo, do samba nosso de cada dia. Hoje não tem jeito, é pegar a amada pelo braço e, com jeitinho, riscar o salão escrevendo um samba ode à sua majestade, do dia, o próprio samba. Aos sambistas de Porto, todos eles, sejam cantores, compositores, intérpretes ou aficionados, a nossa homenagem e saudação.

(*) O autor é músico e Presidente da Fundação Cultural Iaripuna / tatadeportovelho@gmail.com

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Ernesto Melo : se o bloco faz 20 e o poeta faz 60 só sai no Galo quem agüenta

Por Antônio Serpa do Amaral Filho

Com o slogan momesco “Se o Bloco faz 20 e Poeta faz 60, só sai no Galo quem agüenta”, a vida e a obra do cantor e compositor Ernesto Melo é tema da Sociedade Cultural Galo da Meia Noite, um dos maiores cordões carnavalesco da região norte brasileira. O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Edson Caúla, na última sexta-feira, dia 16.09, durante a apresentação da Companhia Musical Fina Flor do Samba, no Mercado Cultural, no centro histórico de Porto Velho. Surpreendendo o homenageado e o público presente, Caúla divulgou oficialmente a escolha de Ernesto Melo para tema do Galo da Meia para o carnaval de 2012, em razão do compositor ter completado 60 anos de vida e ter contribuído com suas inúmeras composições para a identidade cultual do povo de Rondônia, fazendo músicas tanto para o carnaval da capital rondoniense quanto para o acervo da música popular porto-velhense, especialmente no gênero samba. A ala de compositores do bloco será convocada para produzir as marchas que irão contar e cantar na avenida a vida e a obra do sambista.

foto : Thércia

foto : Thércia

Ernesto Melo, casado com Maria Erenir Coral dos Santos Melo, é filho de Dona Tereza Bento de Melo e do já falecido Esmite Bento de Melo. O Poeta da Cidade, como é chamado no meio artístico, começou cedo sua trajetória artística. Sua produção musical abrange hoje mais de cem peças musicais feitas durante mais de 40 anos de atuação no meio cultural. Ao ouvir o anúncio da sua escolha como tema do Galo, ele ficou muito emocionado, principalmente por coincidir com o advento dos seus 60 anos de idade. Ainda durante a apresentação no Mercado Cultural, o grupo musical Fina Flor do Samba dedicou especial homenagem ao líder da troupe, entoando com o coro do público a composição “Cantando em Tom Maior ”, composta por Basinho, exaltando a chegada do cantor à popularmente chamada melhor idade.

Samba composto em 19 de agosto de 2011 – em comemoração aos 60 anos de Ernesto Melo

Cantando em tom maior
De: Basinho
Tom: Am7

Am7
O poeta fez sessenta anos
E toda cidade vai cantar
Venceu todos os seus desenganos
Encontrou o amor que quis amar
O poeta fez sessenta anos
E toda cidade vai cantar
Venceu todos os seus desenganos
Encontrou o amor que quis amar

Erenir – o amor que o poeta quis pra si
Erenir – o amor que o poeta quis pra si
Erenir – o amor que o poeta quis pra si

Olha a Fina Flor
Olha meu amor – tá só que canta – Bis
Pois cada canção é uma esperança
Que no amanhã a vida seja bem melhor
Cantando com o poeta em tom maior – Bis
Meu amor…

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Anjos da Madrugada ou o cão chupando manga ?

Por Antônio Serpa do Amaral Filho

Se em Olinda tem o famoso Bacalhau do Batata, nós temos o bloco Pirarucu do Madeira. Se o Rio de Janeiro se gaba de ter a Banda de Ipanema, nós possuímos a Banda do Vai Quem Quer. E se na cidade de São Paulo tem os Demônios da Garoa, nós aqui em Porto Velho temos os Anjos da Madrugada. Com eles dando um show na calçada do Bar do Zizi, no Mercado Cultural, a noite de sexta-feira ficou hiper-animada, levando as pessoas que viram a balada a aplaudirem com entusiasmo o grupo musical que passionalmente incendiou o terreiro do samba. Eles chegaram assim de mansinho, como quem não quer nada, e quiseram e conseguiram tudo: entornar a boa dosagem de lirismo e nostalgia que a civilização brasileira herdou do sangue lusitano – além da sífilis, claro, como diria Chico Buarque de Hollanda e Ruy Guerra.   Eles tocam essencialmente bolero, mas isso não lhes impede de contemplar o público com uma série de outros gêneros musicais da lavra brasileira e internacional. No palco, o grupo se apresentou vestido todo de branco, querendo transparecer uma certa pureza angelical, mas de anjos eles não têm nada, pois são o cão chupando manga, tocando o zaraio no meio do mundo, quando acionam seus baixos, suas vozes carregadas de emoção, suas congas, bongôs, violões e teclados para detonar o baixo-astral e pregar no púlpito da diversidade musical sua mensagem seiscentista: carpiem die. Isto é, aproveitem o dia de hoje na paradoxal página do presente eterno. Latinos são os Anjos: cantam com o coração em apaixonada performance interpretativa. Saltam de um “Bésame Mucho” para um “Tell me Once Again” com espantosa naturalidade, deixando um único liame explicativo – o romantismo, em alguns momentos piegas, que lhes transborda o caldeirão sentimental. Proclamam-se seresteiros por excelência, mas fazem bem humoradas incursões no xote, no samba de Noel Rosa e no território da Jovem Guarda como se Meu Carro é Vermelho fosse um hit parade inventado na semana passada. Boêmios versáteis é o que são.   Arregaçando o espaço do samba pelo avesso, a companhia musical Anjos da Madrugada esteve em cena, dia 20 de agosto, no projeto cultural mais badalado do final de semana em Porto Velho : a Final Flor Samba, capitaneado pelo “Poeta da Cidade”, o cantor e compositor Ernesto Melo. A mostra musical acontece toda sexta-feira, a partir das 20 horas, no Mercado Cultural, no centro histórico da capital, com o patrocínio da Fundação Iaripuna.   Apresentando-se no quadrilátero cultural do centro antigo de Porto Velho, todos eles estavam impecáveis, é vero. Mas é preciso separar o joio do trigo e distribuir o pão do talento a cada um, segundo o quinhão que cada um desses artistas merece: o intérprete Waldemar Nazareno, cativante e cavalheiresco, vencedor de um concurso regional que o levou a se apresentar no programa do Raul Gil, como representante do Estado de Rondônia, conquistou o público o presenteou com toda sua competência, sensibilidade vocal e seu jeito carismático de se locomover no palco; Altair dos Santos, o Tatá, Presidente da Fundação Cultural Iaripuna , mostrou com quantos paus se faz uma cozinha bem temperada, utilizando congas apimentadas, bongôs com cheiro verde e ataques de execução precisos e graciosos, bem como a expressão de risos no ar, descontraindo o ambiente como se estivesse tocando tambor de caixa num boi-bumbá qualquer dos terreiros de Calama, na região do baixo Madeira. Roberto Matias, baterista habilidoso e afrodescendente, tranqüilizou o grupo ao garantir a cadência e o fluxo rítmico que as músicas requerem para provocar agradabilidade entre os ouvintes da troupe; o tecladista e também vocalista Charles Kazan, dono de voz poderosa e bem tonificada, é músico de mão cheia, contribuindo para que os arranjos tivessem requinte e personalidade na apresentação dos angelicais. Dando um show de suporte harmônico à banda, encontramos Edmar Jucá. O experiente guitarrista, esperto e antenado no que o povo gosta, usou e abusou de seqüências harmônicas e acordes que dão qualidade e comunicabilidade ao discurso plástico das peças musicais. No baixo, a tranqüilidade em pessoa: o tarimbado Sérgio Santos fazendo a cobertura dos acordes sonoros produzidos pela guitarra de Jucá e pelo teclado de Kazan. Não se sabe ontologicamente qual o sexo dos anjos em geral, mas em se tratando de Anjos da Madrugada cada um tem o seu bem definido. Priscila, por exemplo, vocal do pelotão de frente da companhia musical, é a única, dentre esses espíritos celestes e mensageiros de Deus, a representar o sexo feminino na pândega. Afinada, animada, simpática e plugada no que faz, ela encantou aos olhos e aos ouvidos do respeitável público que tomou de assalto quase todos os recantos da Praça Presidente Getúlio Vargas.   Os Anjos da Madrugada têm esse nome porque no nascedouro da carreira musical desses bambas do bolero e da MPB está o fato de terem pertencido ao Movimento da Juventude Católica, que tinha por base eclesial a paróquia de Nossa Senhora das Graças, depois do bairro Quilômetro Um. Hoje, comemorando vinte e dois anos de pé na estrada, eles vão de peito aberto aonde o povo está. Não têm medo da crítica. Não têm medo da vida. Tocam de tudo. Até brega, se o brega é de boa qualidade e agrada ao público. Executam boleros se preciso for, para que a romântica atmosfera da noite cresça no coração do homem e ele se sinta satisfeito e realizado, amante e amado, entre um trago no copo e o balanço de um corpo bom colado ao seu, no desvairio da eterna busca pela felicidade.   Dizem que são anjos, e são mesmo. Com suas poções mágicas cuidam das pessoas. Com suas beberagens melódicas e farmacológicas curam as chagas e as dores dos populares que os assistem. Sob suas asas, por um breve momento o mundo é tomado pela bandeira branca das colcheias, fusas e semifusas que decolam do pentagrama como se fossem pombas da paz derramando bênção musical sobre o corpo de quem os vê assim maduros, de bem com a vida e cheios de vontade de fazer o povo feliz. Cantando, são embaixadores da esperança. Se apresentando nos palcos da vida, são operários do fazer artístico, saltimbancos do lúdico, invadindo a praia da Fina Flor do Samba. Tocando, são espíritos de luz em meio ao irracionalismo político-administrativo que está lançando este Estado ao fogo desmedido da ganância. Concebendo sua arte, são deuses terráqueos fazendo das tripas coração para que o homem se redescubra divino também, e não ataque a natureza de forma cruel como eles bem testemunharam na esfumaçante noite em que se apresentaram, sob o olhar perdido e triste do Pai dos Pobres, cujo busto chorou de tristeza vendo a sensibilidade humana virar cinzas.   O fato é que na exibição do último capítulo da maior novela musical do Estado de Rondônia, a Fina Flor do Samba, sexta-feira passada, no Mercado Cultural, anjos que voam na hora da garoa, ao som de boleros, mambos, rumbas, xotes e samba-canção, exorcizaram os demônios da madrugada com a entonação de cânticos sacros e profanos das únicas igrejas que são unanimidades entre os tupiniquins: os seguidores do bolero dos últimos dias e a santa música popular brasileira.  Quem são eles, final? São Anjos da Madrugada ou o Cão chupando manga meio dia em ponto? Não se sabe.  Diz a lenda que são gente como a gente, que pecam, que sonham, que amam e que cantam…

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Sábado à noite, no Mercado Cultural tem Prisma Luminoso

Por Ana Aranda

A Fundação Municipal de Cultura Iaripuna apresenta neste sábado (29/5), no Mercado Cultural, às 20h, show do grupo ‘Prisma Luminoso’, formado por Bubu Johnson (vocal), Genésio (cavaquinho), Nicodemus e Júnior Johnson (violão) e Júnior Lopes. Os integrantes do grupo contam com uma longa convivência com apresentações em bares da cidade e a parceria se consolidou no ‘Clube do Choro’, com trabalhos memoráveis no Vilas Bar, sendo que o mais importante aconteceu em comemoração ao aniversário da cidade, em outubro do ano passado, quando a avenida Carlos Gomes foi fechada para receber os convidados do evento. O grupo foi uma das atrações do projeto do Banco da Amazônia em Porto Velho.
O grupo Prisma Luminoso, segundo Bubu Johnson, tem o chorinho como base do repertório, além de composições de grandes nomes da música brasileira que “infelizmente” não têm espaço na mídia brasileira. “São grandes compositores que passam despercebidos, principalmente da nova geração e merecem ser sempre lembrados”. Entre estes compositores, Bubu destaca Ney Lopes, Wilson das Neves, Paulinho da Viola, Cartola e Noel Rosa, entre outros.

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Fina Flor no samba do Mercado Cultural

Projeto biscoito fino, nota dez, vale a pena prestigiar !

Ernesto Melo comanda o espetáculo na "Fina Flor do Samba", à partir das 7 e meia da noite , no Mercado Cultural.

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