Arquivo da tag: Alberto Lins Caldas

O Número

Um homem troca de nome até conquistar um, definitivo… Baseado em conto do livro Babel, de Alberto Lins Caldas. Um curta-metragem brasileiro com Othon Bastos, premiado em Festivais de Cinema. Direção de Beto Bertagna. Filmado em 16 mm numa sala em construção da Faculdade Uniron, na cidade de Porto Velho/RO. Diretor de Fotografia, “Ruda”Rodolfo Ancona Lopez  Negativo, Fuji Câmera, Eclair

Veja matéria completa no site CartaMaior

Deixe um comentário

Arquivado em Delírio Cotidiano

O Número

Um homem troca de nome até conquistar um, definitivo

Baseado em conto do livro Babel, de Alberto Lins Caldas. Um curta-metragem brasileiro com Othon Bastos, premiado em Festivais de Cinema.

Direção de Beto Bertagna. Filmado em 16 mm numa sala em construção da Faculdade Uniron, na cidade de Porto Velho/RO. Diretor de Fotografia, “Ruda”Rodolfo Ancona Lopez  Negativo, Fuji Câmera, Eclair

Veja uma entrevista minha no site CartaMaior

1 comentário

Arquivado em Delírio Cotidiano

Mais vale um byte ou um por do sol ?

Por Beto Bertagna

Sinta mais o mundo ! E leia menos !  Ou melhor,  qualifique sua informação.

É muita porcaria , é muita coisa mal escrita, mal articulada, que não vai lhe servir prá nada ! Falta conteúdo, falta vivência e às vezes um pouquinho de educação.  Ética é uma palavra distante congelada dentro de um iceberg.

Faça um teste com um saite destes de fofocas políticas, esprema bastante e veja o que sobra de realmente relevante. Te aconselho, irmão, a lavar as mãos com creolina, no caso despoluir os olhos,coração e mente com 1/2 hora de um belo por do sol ou com a lua que insiste no meio das nuvens.

Até este bravo blog se vc achar que não lhe traz nada, nenhuma emoção mais recôndita, nenhuma informação importante, mande-o para as calendas do inferno, faça-o queimar na mármore fervente do belzebu.

É uma profusão de endereços virtuais, senhas, perfis, links, informações digitais de qualidade, outras tão idiotas parecendo escritas por quem acabou de sair do Mobral ( quá…. esta é antiga !).

O You Tube, o Orkut, o Facebook e o Twitter talvez não passem de modismos efêmeros, como tantos outros já houveram e haverão. ( Lembrei disto, há pouco, do modismo do rádio-amador Faixa Cidadão, o famoso PX da década de 80, talvez o nosso Twitter de hoje.)

Todo mundo perde tempo e , muitas vezes, fica com a cabeça embaralhada com o excesso de informação, perde o foco no trabalho, perde o foco no carinho, perde o foco na paixão, no amor, na família…

Não quer ficar de fora dos bate-papos virtuais mas mal cumprimenta a mulher quando chega em casa, isto se ainda tem mulher, se os filhos não embarcaram no mesmo delírio da loucura cotidiana.

Fazer um site é relativamente simples. Todo jornal  está direcionado para algum grupo político. Isto é normal, os grandes grupos editoriais explicitam sua posição em longos editoriais e os seguem quem quiser.  E no leque multifacetado do arco-íris midiático infelizmente também existe a cor marrom. Nesta coloração que lembra outras coisas, o $ite fala bem, ou então o $ite fala mal e isto pode mudar em questão de horas, quase sempre o tempo que demora a compensação bancária ou o depósito on-line.

Por isto, crie a sua meta , não seja refém dos outros e questione sempre as entrelinhas, ou até mesmo a veracidade das notícias. Em Rondônia temos excelentes profissionais, ótimos jornalistas que já labutaram  nos grandes jornais de SP, RJ, PR, RS e que se equiparam aos melhores do país. O problema é que a cultura digital tá virando um delicioso inferno, com mil fóruns, workshops, zilhões de blogs, redes sociais que parecem reunião de diretoria das empresas, onde vale mais fazer uma participação inteligente prá marcar o seu espaço como um cachorro mija no pneu ou no poste.

Sinceramente, blogueiros, tuiteiros, orkutzeiros ou o raio que o parta, acho que ainda  mais vale a boa idéia na cabeça e isto é uma coisa cada vez mais rara.

E se não for cineasta e não tiver a câmera na mão, como diria Glauber, vá olhar o por do sol do rio Madeira com olhos infantis ao lado da pessoa amada. Ou o Guaporé, o Mamoré, ou qualquer igarapé…

Só não sugiro jogar os notebooks, netbooks, laptops, Iphones e o escambau ( cheio de baterias de litio e niquel-cadmio, venenosas) no leito do rio prá não poluir ainda mais o nosso frágil ecossistema que ainda vai nos cobrar todas as nossas irresponsabilidades reais e virtuais.

Amemos, meninos e meninas, amemos o por do sol que ainda nos resta e nos recarrega as baterias mais do que qualquer tuitada propositalmente espirituosa…

Prefiro ainda um por do sol tímido e autêntico, recheado de nuvens insistentes e teimosas que deram prá infestar o céu de Rondônia  do que uma centena de bytes frios e teclados quase sempre por um aspirante a robô, escondido atrás de um monitor e se achando o dono da última Coca-Cola do deserto !

Quáááá !  Tenho dito !

(Crônica escrita num velho guardanapo,  por este modesto aspirante a blogueiro na Casa da Moeda, na Rua da Moeda no Recife/PE, escutando frevo autêntico tocado por uma orquestra de metais  e degustando uma , pasmem, “Norteña” uruguaia de litro, logo depois de ter dado um abraço caloroso no grande escritor Alberto Lins Caldas e conhecido a Cyane.  Isto que é globalização, cáspite ! E chega porque é a hora do galo.

2 Comentários

Arquivado em Delírio Cotidiano, Efêmeras Divagações

Minos, de Alberto Lins Caldas


Por João José de Melo Franco

Diz-se que Minos, quando morreu, o lendário rei que deu à antiga civilização cretense a qualidade de seu nome, a cultura minóica (séc. XV a.C.), desceu ao mundo subterrâneo, onde tornou-se um dos juízes dos mortos, que se apresentavam diante dele e eram encaminhados para determinados círculos do Inferno, segundo a falta mais grave que tinham cometido em vida. Assim ele é vivamente retratado por Dante Alighieri, no Canto V, no Inferno da Divina Comédia. E este também é o Minos de Alberto Lins Caldas, contudo, e surpreendentemente, o juiz dos mortos por ele referido, está, como o poeta, em um inferno invertido, não mais nos subterrâneos, mas entre nós, e à beiramar. Por estar entre os vivos, o Minos de Alberto, adquire uma amplitude humana, não apenas o rei lendário e o juiz dos mortos, mas também o criador de labirintos, o homem entre homens, o homem diante da natureza e do pensar, o criador de touros, o homem diante da brutalidade do existir, tão bem representada pela imagem do Minotauro. Este Minos de Alberto Lins Caldas é a ampliação do mito, por ele usado como ponto de partida para uma profunda re-visão da vida. Não é livro fácil de se ler, pois que nos chama à reflexão, que tantas vezes falta aos homens nos dias atuais, e vem provar o quanto a poesia ainda é um fundamento civilizatório indispensável, pois é mais que necessária aos que, como eu, ainda são capazes de se deixar tocar pela beleza e pelas profundidades do espírito humano. Não encontramos comparativos significativos nos versos de Minos, pois a poesia de Alberto é para lá de singular, não só pelo tônus grave, pelas metáforas que evocam outras, como algo que não encontra seu fim em si, mas também pelo modo como ele a escreve, suprimindo acentos, cortando palavras e entremeando-as com pontos, como a nos dizer que tudo é fim e nada é fim, nem mesmo a morte, que ele frequentemente devolve à vida. Encontramos, aqui e ali, algo que semelha a Klebnikov, a Maiakoviski, a Baudelaire e a Mallarmé, mas o fato é que nada disso nos revela algo sobre esta poesia, que vem a público já completamente madura, e nos mostra um poeta com voz e rosto próprios. Finalmente, Alberto Lins Caldas estreia sua poesia em livro. Acredito que os leitores desses poemas também poderão dizer: finalmente e definitivamente!

Serviço:

MINOS
Poemas
Autor: ALBERTO LINS CALDAS
ISBN: 9788578230883
Editora: Ibis Libris
Cidade: Rio de Janeiro
Páginas: 102
Acabamento: Brochura
Ano: 2011
Preço: R$ 30,00

Deixe um comentário

Arquivado em Poesya La Na´vi vá

Do Mural de Alberto Lins Caldas

*
cavo escavo teu corpo
gosto de abrir teu corpo
corpo q não escapa
…corpo q se refaz

sentir todos os musculos
dobras unhas odores
gosto dos teus sinais

gosto quando mascamos
desertos e ruinas
morada de leopardos

escavando teu corpo
esqueço labirintos
e sem achar raizes
te entrego minha lingua
*

Deixe um comentário

Arquivado em Poesya La Na´vi vá

Do Mural de Alberto Lins Caldas


*
não houve nada
não se ve o fim
de repente
…nada existe
nem perguntas
nem respostas
nada acontece
apenas um novo
lugar
inesperado
*

Deixe um comentário

Arquivado em Poesya La Na´vi vá

Do Mural de Alberto Lins Caldas

*
desperto em vc e digo
vamos passear nessa tarde
os graos tão plantados
…a colheira não demora

vem assim mesmo
vazia nua e distante
vem passear comigo
q te faço ver

a agua encrespada
entre ervas queimadas
nesse longo verão
e q teu riso fara renascer

alem disso vem a noite
e dormiremos ao relento
no meio dos pomares
de ameixas e laranjas

quando os desertos
começarem a rugir
tem certeza duma coisa
ficarei contigo longe deles
*

Deixe um comentário

Arquivado em Poesya La Na´vi vá