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Público lota Teatro Banzeiros, em Porto Velho, para conhecer os vencedores do 10º Festcineamazônia

Os músicos Eliakin Rufino e Princezito encerraram a 10ª edição do Festcineamazônia com um show que contagiou o público com músicas dançantes, regionais, africanas e um duelo de poesias.

Princezito, natural de Cabo Verde, é compositor, estudioso das várias vertentes do batuku (gênero musical cabo verdiano) em que aborda a canções tiradas das histórias, contos e provérbios populares. Já Rufino é poeta, cantor, escritor, professor de filosofia, produtor cultural e jornalista. Faz shows de música e poesia, com os quais já vem percorrendo o Brasil e diversos países há mais de 20 anos.

Os jurados da mostra competitiva foram a comunicóloga e produtora Samira Pereira, o cineasta Joel Zito Araújo, o ator e roteirista Thoamas Stravos, o produtor cultural Celso Brandão e produtor de cinema Wilsson Austurizag. Os jurados da categoria vídeo reportagem ambiental foram os jornalistas Solano Ferreira, Fred Perillo e o diretor de Cinema, Marcelo Cordeiro Quiroga.

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Poesia domina o último dia do Festcineamazônia, em Porto Velho

“Artista que tem de início a pretensão de ser artista já me causa desconfiança”. A provocação feita pela escritora e compositora Alice Ruiz abriu o debate ‘É de poesia que o mundo precisa’. Ao lado do escritor Marcos Quinan, do poeta Thiago de Melo e do músico africano Princezito, Alice Ruiz conversou durante cerca de duas horas com estudantes do ensino médio de escolas públicas de Porto Velho, nesta sexta pela manhã, no Teatro Banzeiros, centro da capital rondoniense.  O debate fez parte da programação paralela da décima edição do Festcineamazônia e foi mediado pelo poeta e professor Carlos Moreira. A discussão foi baseada ‘no fazer da poesia’ e a importância da arte e cultura para o mundo contemporâneo hoje. Vindo de Cabo Verde, o cantor Princezito explanou sobre as dificuldades em se produzir arte num país financeiramente pobre, além de contar a relação que teve a origem humilde dele próprio com a visão que possui hoje de cultura. “Isso está presente na minha música”, disse.   O cantor faz show de encerramento do festival ao lado do músico de Roraima Eliakin Rufino. No último dia da mostra competitiva foram exibidos 18 filmes. Entre eles, o paraense ‘Matinta’, de Fernando Segtowick, com Dira Paes no papel principal.  Este ano o Festicineamazônia trouxe como novidade a mostra Cinema e Samba, como filmes com temática sambista exibidos em uma escola de samba. o cineasta Aurélio Michilis, diretor de “O cineasta da selva” foi o homenageado da noite. O festival encerra no sábado, com a premiação dos vencedores do troféu Mapinguari e o show musical de Eliakin Rufino e Princezito.

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Show de José Miguel Wisnik abre hoje a 10ª edição do Festcineamazônia, em Porto Velho

Com ‘Nas Palavras das Canções’ José Miguel Wisnik abre hoje a 10ª edição do Festival Latinoamericano de Cinema e Video – Festcineamazônia. A mistura de aula e show acontece às 19 horas, no Teatro Banzeiros, em Porto Velho, capital de Rondônia. Wisnik tem várias canções gravadas por artistas famosos, como Zizi Possi, Vânia Bastos, Edson Cordeiro, Ná Ozzetti e Eliete Negreiros.

Além de músico é compositor, ensaísta brasileiro e doutor em teoria literária. Realizou trabalhos com Tom Zé e Caetano Veloso. Para o cinema, escreveu a trilha sonora do filme “Terra Estrangeira”, de Walter Salles Júnior e Daniela Thomas, de 1996.  Em 1998 compôs “Assum Branco”, uma elogiada reconstrução de “Assum Preto”, clássico de Luiz Gonzaga, que acabou fazendo parte do repertório do disco “Aquele Frevo Axé”, lançado naquele mesmo ano por Gal Costa.

O festival que acontece de 6 a 10 de novembro vai exibir 51 produções cinematográficas de todas as regiões do Brasil e da América do Sul. Os filmes concorrem na mostra competitiva de curta-metragem e reportagem ambiental.

Veja aqui a Programação da Mostra Competitiva e Filmes Convidados

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Festcineamazônia leva cinema ao Vale do Guaporé, na fronteira do Brasil com a Bolívia

A equipe de pré-produção do Festcineamazônia Itinerante 2012 já está no Vale do Guaporé fazendo a divulgação da etapa que será realizada nos meses de junho e julho, percorrendo localidades na fronteira Brasil/Bolívia. As exibições são gratuitas e tem como objetivos integrar as comunidades através do cinema e vídeo, levando em discussão a temática ambiental.

Nesta etapa, o festival levará cinema e circo para brasileiros e bolivianos que vivem nas margens dos rios Guaporé e Mamoré. A região, marcada pelo isolamento, é um paraíso ecológico que precisa ser preservado, e pode ser desenvolvido com alternativas sustentáveis.

As exibições iniciam por Guajará-Mirim (Brasil), no dia 22 de junho, na Praça dos pioneiros. Depois segue a programação: Guayaramerin-BO (23 junho), Surpresa-BR (25 junho), Forte Príncipe da Beira-BR (27 junho), Buena Vista-BO (28 junho), Quilômbo de Santo Antônio do Guaporé-BR (30 junho), Versalles-BO (1º julho), Pedras Negras-BR (2 julho), Mateguá-BO (3 julho), Porto Rolim-BR (4 julho) e Pimenteiras-BR (6 julho). Todas as exibições serão as 19 horas.

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Festcineamazônia se apresenta pela quarta vez em União Bandeirantes, no interior de Rondônia

Nos primeiros anos, não havia luz elétrica e as apresentações da itinerância do Festcineamazonia em União Bandeirantes deveriam ser feitas da mesma forma como ocorreu nessa semana na comunidade do Rio Pardo: com energia de gerador. Hoje, a infraestrutura local conta com rede elétrica, e mesmo a chuva forte no fim do dia não desanimou os moradores a conferir, pela quarta vez, as apresentações de vídeos e filmes ambientais.

A chuva, no entanto, atrasou a programação. O que não desanimou a comunidade a comparecer na tenda. “Achávamos que não iriamos conseguir hoje, assim como ontem, como estava programado, mas ficamos atolados no caminho”, disse a organizadora Fernanda Kopanakis, na abertura.

Para o administrador do distrito, José Aparecido de Oliveira, “nesses quatro anos o festival ajudou a conscientizar a população sobre o meio ambiente.” Cido, como é conhecido, tem 42 anos, sendo 10 em União Bandeirante, onde chegou “quando não havia nenhuma casa aqui”. “O pessoal achava que meio ambiente não tinha valor nenhum, era preciso só desmatar. Hoje, conhecendo histórias diferentes, a gente daqui tomou mais consciência de onde está, tem sido bastante comentado pela população.”

Welton Júnior, 20 anos, mora na linha PO há dez, mas veio pela primeira vez. Nunca foi ao cinema, e só assiste filmes em casa, na televisão que seus pais compraram recentemente. “Gostei, é bom, o tamanho da tela é grande”, comentou.

Cinema não é novidade na vida de Anelisa, 9 anos. Seu pai, Jorge Jeremias da Silva, 33, teve uma sala na cidade, o Cine Star. Mas o empreendimento durou pouco, cerca de 6 meses, alguns anos atrás. “Não tinha energia elétrica, e era complicado, pois as vezes faltava óleo diesel para o gerador, que também não tinha força para um ar condicionado, e a sala, com umas 50 pessoas, ficava quente”, ele recorda. Depois do cinema, Silva montou uma lanhouse jvnet, que toca hoje. Sua filha, Anelisa, queria mesmo era conhecer um palhaço de verdade: “é muito engraçado”, comentou sobre a apresentação de Sorriso.

Esta é a terceira apresentação em quatro dias da itinerância do Festival Latinoamericano de Cinema e Vídeo Ambiental – Festcineamazonia. A caravana segue por distritos da cidade de Porto Velho até o dia 22, quando ocorre a última apresentação, na localidade de Extrema, fronteira com o Estado do Acre.

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Festcineamazônia : premiações e homenagens

A 9ª edição do Festcineamazônia Festival Latino Americano de Cinema e Vídeo Ambiental encerrou no sábado (19) com homenagem à Semana da Consciência Negra, exibindo o filme “Clementina de Jesus – Rainha Quelé”, dirigido por Werinton Kermes. O filme recebeu menção honrosa especial do Júri, entregue pelo poeta Thiago de Mello à professora Úrsula Depeiza Maloney, descendente do barbadiano Oscar Depeiza Maloney que veio para a construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré.  Úrsula se formou professora na primeira turma graduada em Porto Velho. Após a homenagem foi feita a entrega do troféu Mapinguari aos vencedores da Mostra Competitiva. Para a premiação dos vencedores, foi formado o Júri da Mostra Competitiva composto por: Bill Fogtman (Brasil/EUA), Alejandro Fuentes (Bolívia), Luciano Gilleta (Argentina), Suely Rodrigues (Brasil), e Cândido Alberto (Brasil). O Júri de Vídeo Reportagem Ambiental foi formado por: Osmar Silva, Edineide Arruda e Marcus José do Amaral.

PRÊMIO DANNA MERRIL – MELHOR DOCUMENTÁRIO, ELEGANTE E FURIOSO – Direção: ANA PAULA GUIMARÃES

PRÊMIO MAJOR REIS – MELHOR ANIMAÇÃO (02 VENCEDORES), MURAGENS CRONICAS DE UM MURO, Direção ANDREI MIRALHA (PA) e NO BAQUE, Direção de CARLON HARDT (PR)

PRÊMIO VITOR HUGO – MELHOR FICÇÃO, TIMING – Direção: AMIR ADMONI (SP)

PRÊMIO MANOEL RODRIGUES FERREIRA – MELHOR EXPERIMENTAL, UR (AGUA) – Direção: VILLARIAS (Espanha)

PRÊMIO CHICO MENDES – MELHOR ROTEIRO, O CASO LIBRAS – Direção: MELISE MAIA (RJ)

PRÊMIO MARINA SILVA – MELHOR MONTAGEM, TIMING – Direção: AMIR ADMONI (SP)

PRÊMIO POVOS INDÍGENAS DE RONDONIA – MELHOR TRILHA SONORA, Música de STRAUSS no vídeo UR (AGUA) Direção: VILLARIAS (Espanha)

PRÊMIO SILVINO SANTOS – MELHOR FOTOGRAFIA, Fotografia de JANICE DAVILA, do filme PÁGINAS DE MENINA – Direção: MÔNICA PALAZZO (SP)

PRÊMIO CAPÔ (MAURICE CAPOVILLA) – MELHOR LINGUAGEM, TIMING – Direção: AMIR ADMONI (SP) e NO BAQUE – Direção: CARLON HARDT (PR)

PRÊMIO DE MELHOR DIREÇÃO, Diretor WAGNER NOVAIS, do filme TEMPO DE CRIANÇA (RJ)

PRÊMIO MELHOR ATOR, Ator JOSÉ WILKER, do filme A MELHOR IDADE – Direção: ÂNGELO DEFANTI (RJ)

PRÊMIO MELHOR VIDEO RONDONIENSE, O VIDEO ILHA DO JACÓ – Direção: MARCELO BICHARA

PRÊMIO MELHOR VIDEO REPORTAGEM AMBIENTAL NACIONAL, CASA DOS SONHOS E ECOLOGICAMENTE CORRETA – Direção: RODRIGUES DA SILVA (PB)

PRÊMIO MELHOR VIDEO REPORTAGEM AMBIENTAL RONDONIENSE, CIDADANIA NA BEIRA DO RIO – Direção: ADRIEL DINIZ

O Júri da Seleção da 9ª edição do Festcineamazônia concedeu menção honrosa para a atriz KETTELLEN COUTINHO, do filme TEMPO DE CRIANÇA, dirigido por WAGNER NOVAIS; ao ator MESTRE ANDRÉ, do filme AQUÉM DAS NUVENS, dirigido por RENATA MARTINS (SP); e aos documentários: ACERCADACANA, dirigido por FELIPE PERES CALHEIROS (PE) e ELOGIO DA GRAÇA, direção de JOEL PIZZINI (RJ). Também foi homenageado o filme CLEMENTINA DE JESUS – RAINHA QUELÉ, direção de WERINTON KERMES e HERON COELHO (SP); e a proposta SATIRA DA ANIMAÇÃO – RAI SOSSAITH, dirigido por THOMATE (SP). O vídeo reportagem ambiental REVISTA DO CINEMA BRASILEIRO, direção de MARCO ALTERG (RJ) também foi homenageado. Foram concedidos ainda os seguintes prêmios especiais: PRÊMIO CTAV para o vencedor da categoria MELHOR FILME RONDONIENSE, o vídeo ILHA DO JACÓ – direção de MARCELO BICHARARI; PRÊMIO CTAV para o vencedor da categoria MELHOR CURTA BRASILEIRO, ao filme A VERDADEIRA HISTÓRIA DA BAILARINA DE VERMELHO, direção de ALESSANDRA COLASANTI e SAMIR ABUJAMRA. O Festcineamazônia ainda concedeu Menção Honrosa ao vídeo documentário SOLDADOS DA BORRACHA, direção de CESAR GARCIA LIMA (RJ). O prêmio melhor filme do Rio de Janeiro foi para A VERDADEIRA HISTÓRIA DA BAILARINA DE VERMELHO, Direção: ALESSANDRA COLASANTI e SAMIR ABUJAMRA. O público que prestigiou o festival também votou e concedeu o Prêmio Júri Popular – Troféu Esperança /Thiago de Mello ao filme O CASO LIBRAS, dirigido por Melise Maia (RJ).

 

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Viagem de cores e sonhos

O livro “Viagem de cores e sonhos”, editado por Jurandir Costa e Fernanda Kopanakis, será lançado hoje durante a abertura do Festcineamazônia, no Teatro Banzeiros, em Porto Velho. Trata-se de um documentário fotográfico, histórico e literário da mostra itinerante do festival, que percorre capitais brasileiras, cidades e povoados da Amazônia, além de países Latino-americanos, África e Portugal.

O livro faz parte de um convênio do Instituto Madeira Vivo (IMV) com o Ministério da Cultura através de emenda parlamentar do então deputado Eduardo Valverde. Para a edição os diretores buscaram talentos como o ilustrador Manuel Gibajas (Peru), o designer Renato Monteiro de Carvalho, e a inspiração poética de Carlos Moreira, que consegue dar palavras para a expressão da vida sem redundância com as imagens.

No acervo estão fotografias de treze autores que integraram as equipes ao longo das viagens. As imagens registram os mais de 60 mil quilômetros percorridos, levando cinema e vídeo ambiental aos distintos lugares. A mostra itinerante do Festcineamazônia integra o cinema com música, artes circenses, poesia e estimula a criação e o debate sobre a temática ambiental tendo sempre o homem como o centro do meio em que vive.

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