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Mais vale um byte ou um por do sol ?

Por Beto Bertagna

Sinta mais o mundo ! E leia menos !  Ou melhor,  qualifique sua informação.

É muita porcaria , é muita coisa mal escrita, mal articulada, que não vai lhe servir prá nada ! Falta conteúdo, falta vivência e às vezes um pouquinho de educação.  Ética é uma palavra distante congelada dentro de um iceberg.

Faça um teste com um saite destes de fofocas políticas, esprema bastante e veja o que sobra de realmente relevante. Te aconselho, irmão, a lavar as mãos com creolina, no caso despoluir os olhos,coração e mente com 1/2 hora de um belo por do sol ou com a lua que insiste no meio das nuvens.

Até este bravo blog se vc achar que não lhe traz nada, nenhuma emoção mais recôndita, nenhuma informação importante, mande-o para as calendas do inferno, faça-o queimar na mármore fervente do belzebu.

É uma profusão de endereços virtuais, senhas, perfis, links, informações digitais de qualidade, outras tão idiotas parecendo escritas por quem acabou de sair do Mobral ( quá…. esta é antiga !).

O You Tube, o Orkut, o Facebook e o Twitter talvez não passem de modismos efêmeros, como tantos outros já houveram e haverão. ( Lembrei disto, há pouco, do modismo do rádio-amador Faixa Cidadão, o famoso PX da década de 80, talvez o nosso Twitter de hoje.)

Todo mundo perde tempo e , muitas vezes, fica com a cabeça embaralhada com o excesso de informação, perde o foco no trabalho, perde o foco no carinho, perde o foco na paixão, no amor, na família…

Não quer ficar de fora dos bate-papos virtuais mas mal cumprimenta a mulher quando chega em casa, isto se ainda tem mulher, se os filhos não embarcaram no mesmo delírio da loucura cotidiana.

Fazer um site é relativamente simples. Todo jornal  está direcionado para algum grupo político. Isto é normal, os grandes grupos editoriais explicitam sua posição em longos editoriais e os seguem quem quiser.  E no leque multifacetado do arco-íris midiático infelizmente também existe a cor marrom. Nesta coloração que lembra outras coisas, o $ite fala bem, ou então o $ite fala mal e isto pode mudar em questão de horas, quase sempre o tempo que demora a compensação bancária ou o depósito on-line.

Por isto, crie a sua meta , não seja refém dos outros e questione sempre as entrelinhas, ou até mesmo a veracidade das notícias. Em Rondônia temos excelentes profissionais, ótimos jornalistas que já labutaram  nos grandes jornais de SP, RJ, PR, RS e que se equiparam aos melhores do país. O problema é que a cultura digital tá virando um delicioso inferno, com mil fóruns, workshops, zilhões de blogs, redes sociais que parecem reunião de diretoria das empresas, onde vale mais fazer uma participação inteligente prá marcar o seu espaço como um cachorro mija no pneu ou no poste.

Sinceramente, blogueiros, tuiteiros, orkutzeiros ou o raio que o parta, acho que ainda  mais vale a boa idéia na cabeça e isto é uma coisa cada vez mais rara.

E se não for cineasta e não tiver a câmera na mão, como diria Glauber, vá olhar o por do sol do rio Madeira com olhos infantis ao lado da pessoa amada. Ou o Guaporé, o Mamoré, ou qualquer igarapé…

Só não sugiro jogar os notebooks, netbooks, laptops, Iphones e o escambau ( cheio de baterias de litio e niquel-cadmio, venenosas) no leito do rio prá não poluir ainda mais o nosso frágil ecossistema que ainda vai nos cobrar todas as nossas irresponsabilidades reais e virtuais.

Amemos, meninos e meninas, amemos o por do sol que ainda nos resta e nos recarrega as baterias mais do que qualquer tuitada propositalmente espirituosa…

Prefiro ainda um por do sol tímido e autêntico, recheado de nuvens insistentes e teimosas que deram prá infestar o céu de Rondônia  do que uma centena de bytes frios e teclados quase sempre por um aspirante a robô, escondido atrás de um monitor e se achando o dono da última Coca-Cola do deserto !

Quáááá !  Tenho dito !

(Crônica escrita num velho guardanapo,  por este modesto aspirante a blogueiro na Casa da Moeda, na Rua da Moeda no Recife/PE, escutando frevo autêntico tocado por uma orquestra de metais  e degustando uma , pasmem, “Norteña” uruguaia de litro, logo depois de ter dado um abraço caloroso no grande escritor Alberto Lins Caldas e conhecido a Cyane.  Isto que é globalização, cáspite ! E chega porque é a hora do galo.

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Arquivado em Delírio Cotidiano, Efêmeras Divagações

O Twitter é extrema bobagem e modismo passageiro

Por Beto Bertagna

Cada vez que eu entro no Twitter eu lembro do meu velho rádio Cobra 148 GTL “chucrutado”, antes que a grana desse para comprar um Yaesu FT7-B . Eu escolhia a frequência USB ou LSB (eram frequências, nenhuma porta digital nem associação de lésbicas) e mandava ver minhas mensagens curtas, atrás de quem me quisesse ouvir (seguir). E , me antecipando, como já ouvi antes a pergunta “Então, por que vc entra ?” , eu digo que entro porque quero, a hora que quiser e ninguém tem nada a ver com isso. Quá ! Mas… Acho o Twitter uma grande asneira que virou modismo supremo,e  que  ninguém sequer parou para raciocinar . Alguém chegou e disse que eram 140 toques o limite e pronto. E por que não 141? Ou 139 ? Nunca vi tal enxurrada de idiotices sem nexo, geralmente mal escritas , por pessoas que querem se passar por espirituosas e inteligentes. Que coisa fez este primo desaforado do fax, do telex, do cabograma, do radiograma, telégrafo, código morse... Todos os não tuiteiros são considerados imbecis por não embarcarem na onda. Como disse certo Ministro da Cultura, numa reunião em que todos queriam bancar os mais ilustrados : Que tal chamar aquela comadre, a tal da dona Humildade ? Dou, sendo generoso, uns 5 anos prá negadinha começar a abandonar esta idiotice absoluta, ou então para o fim total da humanidade que ainda tem algum poder de reflexão, porque a maioria tá vendo só o rabo abanar o cachorro sem fazer e sem entender nada. E não duvido que tenha professor universitário apregoando a nova “ferramenta” ! Daí já é quase artigo 171 ! É minha humilde opinião e go to Colorado Índica, que esta vale a pena ! Que falta faz o ensino do Latim no 2º grau , Meu Deus, se é que ele existe…

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Arquivado em Delírio Cotidiano

Viagem pela Interoceânica, até Machu Picchu. De moto, até de carro eu vou ! Incrível !

Por Beto Bertagna

Sexta-feira chuvosa, início da noite, já estava há uma semana de férias “brancas” ou seja, trabalhando e com uma vontade doida de me aventurar pelo mundo. Dou uma olhada nos sites da Gol, Tam, Trip. Tudo caro demais, alta estação, poucas opções. Daí chega um amigo e pergunta: “Por quê não vai de carro ?’ . Tá bem. De carro. Mas prá onde? Estou em Porto Velho. Rio Branco eu já conheço muito bem , a Chapada dos Guimarães no Mato Grosso também…Ir para outra cidadezinha qualquer não ía provocar o que em linguagem DOS seria um “format :cérebro” ( ou Ctrl + Alt + De l) que eu estava precisando. Na  minha cabeça tinha planejado outra viagem, pelo Lago Titicaca, Oceano Pacífico, San Pedro de Atacama, Salar de Uyuni, Puno, Copacabana, Cusco, Machu Picchu, tudo de moto. Mas janeiro é uma época meia ingrata, muitas chuvas… mas peraí : Machu Picchu ? A cabeça roda, os pensamentos voam, se você for esperar sempre as condições ideais…Fazer agora, o que puder, com o que tem nas mãos… Chamo a Zane, minha amada e eterna companheira de aventuras e faço o convite, ela topa e vamos comemorar com umas Originais. Moto fica prá outra vez, carro está pronto, balanceado, correia dentada nova, pneus e suspensão em dia. Saímos no sábado pela manhã. Sem GPS (com planos de comprar um Garmin Zumo 660 em Cusco).  Poucos mapas impressos rapidamente, pouca informação e lá vamos nós.

Balsa : Travessia do Rio Madeira

Balsa : Travessia do Rio Madeira

Viagem até Rio Branco, aproximadamente 500 km, com uma balsa que cruza o rio Madeira em aproximadamente 40 minutos e custa R$ 13,50 por carro. Tinha motivos mais do que sentimentais e afetivos para pernoitar em Rio Branco ( afinal Vivica mora lá !).

(Se necessitar, os contatos do Consulado Peruano no Acre -Rio Branco são: R. Maranhão, 280 – Bosque – Centro Cep: 69908-240 Telefone: (68) 3224-2727 / 0777 Fax: (68) 3224-1122 email: consulperu-riobranco@rree.gob.pe.)

Quem não quer passar em Rio Branco deve entrar a esquerda numa rotatória  existente na BR 364 cerca de 30 km antes da capital acreana, na Estrada do Pacífico, que leva a Xapuri, Epitaciolândia, Brasiléia e Assis Brasil (BR 317) Mas atenção,entre à esquerda, porque à direita vai para Boca do Acre, no Amazonas.Mais alguns quilômetros à frente, passando por Capixaba, vale a pena conhecer Xapuri e descansar  na Pousada Villa Verde principalmente para  quem está vindo de Porto Velho rumo a Cusco,  porque é praticamente a metade do caminho. Para quem está indo a Brasiléia/Cobija fazer compras também é uma boa.

Chegando em Assis Brasil você já está na fronteira. Vá até a Polícia Federal e carimbe seu passaporte dando saída do Brasil. Este procedimento é uma forma de barrar a saída de quem tem problemas com a justiça no país. Sem isso, você não consegue entrar no Peru.

Entrada e Av. princidpa de Iñapari - Cuzco 763 km / Lima 1868 km foto : Z. Santos

Entrada e Av. principal de Iñapari – Cuzco 763 km / Lima 1868 km foto : Z. Santos

Documentos necessários na aduana peruana : xerox do passaporte ( c/ original), xerox da CNH (c/original), xerox do documento do carro/moto em seu nome, ou em nome de um dos passageiros (c/ original). Se o veículo estiver alienado a alguma financeira, você precisará de uma declaração da instituição registrada em cartório, liberando o veículo para sair do país. Vão colocar um adesivo da SUNAT no parabrisa do carro (Superintendência Nacional de Administração Tributária), a Receita Federal peruana, indicando que você é turista e o prazo de internação do veículo. Não sei se em moto colocam o tal adesivo. Também não sei se é bom ou ruim na questão “propina” , acho que , segundo o Raulzito, “é bandeira demais, meu deus !”. No meu caso passei incólume pelas blitz, mas ouvi muitas reclamações na aduana em Iñapari de brasileiros que vinham do norte peruano.

Primeira Dica

Eles não te obrigam a portar a PID (Permissão Internacional para Dirigir). Mas vale a pena fazer a sua, em qualquer Ciretran ou Detran. Paga-se uma taxa de aproximadamente R$ 40,00 e em dois dias você tem um documento que vale o mesmo prazo da carteira tradicional, e acredite, vai te tirar de encrencas… Na Argentina e no Peru, os guardas por não conhecerem direito o documento me liberaram para não passar vergonha certa vez…

Outra coisa que na fronteira não te obrigam é fazer o SOAT (um seguro semelhante à Carta Verde, comumente exigida no Chile, Argentina, Uruguai,etc). Mas faça assim mesmo, ele elimina mais uns %  a possibilidade de você ser achacado por um policial no meio do caminho. Em Iñapari, na fronteira,  ninguém vai saber te explicar nada. Já em Puerto Maldonado,   200 km adiante,  uma cidade com mais recursos , você conseguirá pagar o SOAT .

Afinal uma cláusula do Código de Trânsito do Peru diz ” Todos los vehículos automotores que circulen por el territorio nacional deben contar con el SOAT. ” O SOAT cobre riscos por pessoa ocupante do carro ou moto, ou até de um pedestre até os limites de :

Você vai precisar de soles “en efectivo” durante a viagem, por isso providencie o câmbio logo na fronteira. Câmbio é aquela coisa que você que viaja já sabe. Vai dançar na entrada e vai dançar na saída. Mas não há outro jeito.

Segunda Dica

Use um cartão pré-carregado tipo Visa Travel Money em dólares. Além de não pagar os 6 % que o governo brasileiro anda cobrando dos cartões internacionais em uso noutros países, você pode sacar e pagar contas na moeda local, esteja onde estiver. Isto tira um pouco da preocupação com as perdas nos câmbios e no problema de ficar sem dinheiro no meio da viagem. 

Os postos de gasolina (“grifos”) só aceitam em espécie, os hotéis e restaurantes de estrada também. Motos como a XT 660 não enfrentam problema de falta de combustível na estrada, apesar da autonomia pequena, em média de 300 km.  Mas vale a pena encher o tanque logo na entrada, a gasolina peruana é vendida em galões ( 3,75 litros) com 84 ,90 ou 95 octanas.  Esta última você só encontra nos postos Repsol em Lima ou Cusco (quanto maior a octanagem, maior a resistência à ignição espontânea). Para entender melhor, se um motor de elevada compressão levar gasolina de baixas octanas a mistura pode explodir antes da faísca da vela, quando o pistão ainda está subindo no cilindro, e assim existe uma contra-força à inércia do pistão (o pistão está subindo e a explosão já está forçando-o a  descer antes do seu curso estar completo) o que provoca perda de potência e muito maior desgaste e esforço do motor.

Se um motor de reduzida compressão levar gasolina de maior número de octanas a mistura pode explodir mais tarde do que o esperado e também reduz a potência porque o pistão já iniciou o curso para baixo sem a impulsão da explosão e apenas porque a tal é forçado pela inércia do mancal o que vai roubar força às revoluções do motor.

No Brasil a gasolina comum possui 87 octanas, com mistura de alcool anidro. A Premiun possui 91 octanas. A gasolina peruana mais barata é a de 84 octanas e custa na região de Puerto Maldonado uns 11 soles ou aproximadamente 2,90 soles o litro. É só fazer a conversão para reais. Quando passei lá o câmbio estava em 1R$ = 1,45 soles, ou seja a gasolina custava em torno de R$ 2,00. Mas se puder abasteça com a 90. Na fronteira a diferença de preço é muito grande, creio que deve haver algum subsídio por se tratar de fronteira e região amazônica. Mas o preço mais barato que encontrei foi em Puerto Maldonado. À medida que se adentra para o centro do país a diferença entre os tipos de gasolina cai bastante.

"Grifo" em Iñapari  foto : Z. Santos

“Grifo” em Iñapari/Província de Madre de Dios/Peru  foto : Z. Santos

Terceira Dica

Se for o caso, consiga a Carteira Mundial de Estudante no site http://www.carteiradoestudante.com.br . Ela custa R$ 40,00 , vale até o final do mês de  março do ano seguinte e em muitos locais legais de visitar você terá 50 % de desconto, o que por si só já paga a carteira.

A Rodovia Interoceânica tem 1.500 Km no Brasil e no Peru a “Carretera Interoceânica Sur” tem 1.100 Km somando 2.600 Km, atingindo a Cordilheira dos Andes a 4.800 metros de altitude. Sua rota passa por mais de  50 povos indígenas peruanos, com 207 pontes ,foi construída a um  custo aproximado de quase dois bilhões de dólares, gerou emprego para 4.000 trabalhadores pelas empreiteiras brasileiras Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão.

Veículos de 3 rodas, com a frente de moto, muito comuns no Peru e Bolívia

Veículos de 3 rodas, com a frente de moto, muito comuns no Peru e Bolívia

Prepare seu “portunhol” porque você vai precisar ! Fora as expressões comuns como “gasolina, aduana, Coca-Cola” (certa vez um amigo meu no Uruguay pediu uma “Cueca Cuela” ! Só faltei acrescentar : com faruefa ! ) algumas você vai ter que aprender. (Mesmo gasolina pode ser “nafta” .)  Lá vai : Longe / lejo-lejano ; Perto / cerca-cerquita ; Largo / ancho  ; Estreito / angosto ; Fechado / cerrado ; Café / desayuno ;  Janta / cena ; Colher / cuchara ; Faca / cutillo ; Garfo /tenedor ; Copo / bazo : Carne bovina / rez ; Frango / pollo ; Batata / papa ; Alface / lechuga ; Salsicha / chorizo ; Ovo/huevo ; Peixe/pescado ; Azeite / aceite de oliva ; Porco/cerdo ; Pimenta /ají ; Pneu / llanta  Roda / aro

Pronto , você já não vai passar fome. Qualquer dúvida consulte o Diccionario Castellano .

Os "derrumbes" são comuns na época das chuvas, tanto na Amazônia quanto no Altiplano

Os “derrumbes” são comuns na época das chuvas, tanto na Amazônia quanto no Altiplano

Quarta Dica

Faça vacina uns 20 dias antes contra Febre Amarela e leve à Anvisa para receber o Certificado Internacional de Vacinação ( um amarelinho, com data e lote da vacina). Vai que no meio da viagem você resolve entrar na Bolívia, por exemplo.

Adelante ! Estamos no Peru, próxima parada Puerto Maldonado. Até lá um asfalto ótimo, bem sinalizado e uma sequência de uns 300 quebra-molas em “áreas urbanas” sendo que este conceito é muito vago, pode ser uma choupana abandonada ou um agrupamento de 3 casas com uma escola. Atrasa prá caramba o ritmo da viagem, numa infinidade de freia, troca de marcha, acelera… De moto deve ser barbada transpor estas barreiras, respeitando é claro os pedestres,etc,etc,etc e alguns animais que às vezes aparecem pela pista. Eu por exemplo, tive orgulho de salvar um jabuti, que se arrastava no meio da pista ! Levantei-o e coloquei numa área alagadiça no mesmo rumo que ele estava tomando , mas fora da pista e livre do perigo de ser atropelado.

Este se salvou por pouco ! foto:Z.Santos

Este se salvou por pouco ! foto:Z.Santos

Na estrada , começamos a ter uma outra lição. Podemos ver a floresta amazônica em sua exuberância natural. Os peruanos ainda preservam suas florestas ao lado da rodovia, que passa a ser uma linha preta no meio do verde. Rondônia e Acre, com suas insanas máquinas de exploração do ” tudo em nome do progresso “, conseguiram acabar com qualquer vestígio de floresta às margens da BR 364 e BR 317, É ridículo para os brasileiros que vieram para estas plagas recentemente, mas vão conhecer a Amazônia através do Peru !

Neste trecho da estrada você cruza com muitas Vans/lotação com bagageiros completamente carregados e antigas Corollas Fielder, fazendo o mesmo serviço.

Vegetação exuberante acompanha a Interoceânica amazônica foto : Z. Santos

Vegetação exuberante acompanha a Interoceânica amazônica foto : Z. Santos

Chegamos em Puerto Maldonado ! Uma bela ponte substitui a antiga travessia por balsa, amplamente relatada por viajantes de moto e de carro. O trânsito é meio caótico e vale a lei da buzina mais alta ! Mas nada que se compare mais tarde  a Cusco e seus táxis malucos.

Em Puerto Maldonado, também dá para sacar soles em um “cajero” automático Visa  existente na Plaza de Armas. Há quem diga que a cidade tem a ver com as peripécias do irlandês Brian Sweeney Fitzgerald, ou Fitzcarraldo, na pronúncia dos índios e na imaginação fértil do cineasta alemão Werner Herzog. Houve de fato um Carlos Fermin Fitzcarrald, o brutal barão da borracha de Iquitos que explorou o Madre de Diós e fundou Puerto Maldonado. Verdades à parte, compensa ver o filme antes de viajar, uma belíssima produção de Werner Herzog, com Klaus Kinski fazendo o papel principal.(Se possível também veja “Burden of dreams” , o making of da produção caótica do filme que perdeu  Jason Robards no meio da filmagem por motivos de saúde, em que Herzog tem que apontar um revólver para Kinski continuar o filme, há um conflito entre Peru e Equador no meio das filmagens, enfim , coisas para o messiânico Herzog lutar desesperadamente. Bem, mas esta já é outra história…

Quinta Dica

No caminho, vários quiosques e bolichos anunciam desayuno e truchas fritas. São as trutas, peixes de águas gélidas, que os peruano servem fritas com batatas cozidas. Peça também um “mate de coca”, que é delicioso e ajuda a aquecer o corpo e prevenir os males da altura. Nas cidades, o ceviche é um prato imperdível. Aproveite para fazer um contato mais próximo com a cultura andina.

Puerto Maldonado. Um obelisco? Uma torre ? Uma escultura ? foto: Z.Santos

Puerto Maldonado. Um obelisco? Uma torre ? Uma escultura ? foto: Z.Santos

Passando Puerto Maldonado, você ainda terá uns 140 km de estradas planas em território amazônico. Tem um parador em ampliação (Família Mendez) que tem um banheiro bem cuidado, possívelmente o melhor até chegar em Cusco. É hora de cruzar um garimpo de ouro a céu aberto, às margens da RN 26, a Carretera Interoceânica Sur.  Reduza um pouco a velocidade, por segurança, porque as pessoas atravessam a pista sem a menor preocupação ( há varios “borrachos”, afinal é uma currutela de garimpo) e por diversão, porque você verá várias cenas pitorescas, como placas de buates, hotéis em cima de palafitas, “casas” à venda, enfim , uma babel.  Depois de Quincemil, começa a serra de Santa Rosa e a aventura pela Cordilheira Real. A serra é bem íngreme e lembra um pouco a passagem entre o Chile e a Argentina, Los Caracoles. A serra também serve para desmistificar algumas coisas. Por exemplo, vi um Pálio 1.0 subindo na minha frente. Ele anda um pouco mais “despacio” , mas anda !

foto : B.Bertagna

foto : B.Bertagna

 O velho Marea não decepciona nas curvas e mostra porque durante muito tempo foi a viatura de interceptação dos “Carabinieri” italianos. As curvas agora são em U, o ar começa a ficar rarefeito e a temperatura a baixar. Nas curvas vale a lei da Buzina (Claxon).Nos caminhos sinuosos, apareciam de vez em quando bandos de G650gs, matilhas de XT 660, enxames de V-Stroms. Por falar nisso, cruzei com ônibus da Movil Tours, que faz o trecho Rio Branco X Cusco às quartas-feiras e aos sábados., com saída às 10 hs.  A paisagem muda e aparecem as lhamas para compor o cenário andino.  A esta altura (da montanha e do campeonato) quem tiver algum problema com o mal da altitude (o soroche) já vai sentir alguns efeitos : dor de cabeça, tontura, enjôo. Vale a pena parar em algum bolicho na beira da estrada e tomar um mate de coca, ao preço de 1 ou 2 soles. Banheiro também é problema, principalmente se um dos viajantes for mulher. Os “griffos” não tem a estrutura que você está acostumado em postos de gasolina no Brasil , que mais parecem hoje um Shopping Center. Nem é necessário dizer para levar sempre absorvente e papel higiênico de reserva.  Estamos indo agora em direção ao vale do Inambari/Madre de Dios que marca a transição entre a selva amazônica e o início do altiplano.

Diferenças de temperatura brutais em poucas horas.

Diferenças de temperatura brutais em poucas horas.

Após cruzar a cidade de Mazuko, preste muita atenção. Há uma bifurcação : seguindo reto vai-se para Puno/Juliaca/Lago Titicaca. Tem que virar à direita, sentido Cusco e atravessar uma bela ponte sobre o rio Inambari, um afluente do rio Madre de Diós . ( Ainda ouviremos falar muito deste nome : a hidrelétrica de Inambari (2,2 mil MW), é um empreendimento orçado em  US$ 4 bilhões e fica a 300 km da fronteira. Será construída pelo Brasil , que importará do Peru 80 % da energia produzida pela usina , a um custo estimado de US$ 52 o MWh)

Mais algumas horas e se chega a Marcapata, com uma paisagem deslumbrante, ao lado de vulcões extintos, e a assombrosa cordilheira. Na ida, já noite escura, havia um “derrumbe” a 500 metros de Marcapata, o que nos fez dormir na cidade num hotel simples mas aconchegante. A porta do quarto dava para a praça da cidade. A porta do banheiro também saía na rua. Mas tudo muito barato, e os donos foram gentis e corteses o tempo inteiro. Um rápido passeio em Marcapata nos leva à igreja de São Francisco, feita de taipa e coberta com palha.

 Após mais um monte de curvas em U, a 4.000 metros de altitude, estamos próximos do Vale Sagrado dos Incas.

Os povoados se sucedem, com suas casinhas de taipa e de pedras, com varandas e plantações de batata nos quintais. As mães peruanas carregam os “niños” nas costas em faixas enroladas sobre as crianças.

foto : Z. Santos

foto : Z. Santos

Os pastores cuidam dos seus rebanhos de alpacas e lhamas. Chegamos já nas proximidades de Cuzco, e seus tesouros culturais, entre eles o mais idolatrado, procurado e festejado por turistas e aventureiros do mundo inteiro : Machu Picchu.

Não deve existir no mundo inteiro “Mané”  que tenha ido a Cusco e não tenha conhecido Machu Picchu.

Sexta Dica 

O período seco, sem chuvas, se estende de maio a setembro. Coincide com o período de alta  estação de Machu Picchu(junho/julho), quando há um incremento no número de turistas europeus. É a melhor época também para subir o Huayna Picchu , porque você terá uma visão aberta de Machu Picchu. Mas também é a época da neve nas estradas.

Em todo o canto do mundo, os aventureiros deixam seus rastros.

Em todo o canto do mundo, os aventureiros deixam seus rastros.

Sétima Dica

Preste bem atenção porque 7 é o número do mentiroso. Para os males das alturas ( Sorojchi na Bolivia, Soroche no Perú e Ecuador, Apunamiento na Argentina e Yeyo na Colombia)) não levamos o tal do oxigênio em lata ( cerca de 25 soles nas boas farmácias) , não mascamos folha de coca ( cerca de 3 soles um saco que dá prá mascar o ano inteiro), não tomamos Dramin, Diamox (acetazolamida), Sorojchi Pills,  nada. Fizemos a tática da hiperhidratação com Cuzqueña bem gelada. Cuidado ! Na maioria dos povoados e até mesmo em Cuzco servem ela natural ! Diga que é brasileiro e que gosta de cerveja gelada, a maioria dos estabelecimentos que vende este tipo de produto perecível e  sensível irá entender. Bebemos muita, mas muita mesmo, Cuzqueña. Tem a pilsen (loura) a Lager ( roja ) e a de trigo (Premium), todas excelentes. Deu uma dorzinha de cabeça que logo passou e atribuímos à altura. Fondo blanco !!! De 6 a 10 soles a “botella” de 620 ml. De 4 a 6 soles a “Personal”, equivalente à Long Neck (350 ml). Pode acompanhar um pisco puro, equivalente da nossa branquinha, só que feito de uva graduação alcoólica= 46º). Se preferir, pisco sour, quase uma caipirinha (fieito com clara de ovo,limão, açucar,gelo e angostura).

Uma das poucas fotos que a Zane não bateu

Uma das poucas fotos que a Zane não bateu

Oitava Dica

Não se arrisque a transitar com seu carro/moto por Cusco. Não vale a pena ! O trânsito é completamente maluco, as ruas estreitas,  lotações ensandecidas, táxis que não param de buzinar. Em 2 horas consegui levar dois esporros das guardetes ( as mulheres são maioria  na guarda de trânsito). Me livrei de multa pela cara de choro( olhos arregalados como filhote de gato) e porque ainda desconfio que elas não sabiam como multar um veículo estrangeiro. O táxi custa 3 soles fixos de dia, e 4 soles de noite. Vá de táxi (rezando, porque ele vai tentar atropelar velhinhas, fechar o ônibus que é 25 vezes maior que ele, etc,etc) E você ainda fica liberado para o tratamento de hiperhidratação contra o soroche sugerido algumas linhas acima ( Cuzqueñas bem geladas). 

Estamos chegando em Cusco, começa a aumentar o movimento na estrada, comércios feios da periferia se pronunciam (como em quase todas as cidades do mundo). A chegada é pela Av. de la Cultura, uma extensão da rodovia e é relativamente encontrar a Plaza de Armas, no centro histórico e nevrálgico da cidade.  Cusco , situada no sudeste do Vale de Huatanay ou Vale Sagrado dos Incas,  a 3400 metros do nível do mar, tem hoje cerca de 300.000 habitantes. Em idioma quíchua significa “umbigo”, talvez por ser a capital administrativa e cultural do Tahuantinsuyu, ou Império Inca. Em 1983 , foi declarada Patrimônio Mundial pela Unesco. A cidade já foi destruída por dois grandes terremotos : um em 1650 e o outro trezentos anos após, 1950. A Igreja da Companhia de Jesus foi destruída parcialmente pelos terremotos e  restaurada pelo governo peruano.  Vale a pena pagar um guia pelo menos para visitar esta igreja e a Catedral, você descobrirá muitas histórias interessantes como o Nosso Senhor dos Tremores, um Cristo que foi enegrecido pela fumaça das velas dos fiéis e que todos os anos é levado em procissão pela cidade, durante a Semana Santa .

Nona Dica

Vale a pena comprar o “Boleto Turístico del Cusco” por 130 soles, e com direito a visitar 16 lugares ( Moray, Ollantaytambo, Pisac, Chinchero, Tambomachay, Pukapukara, Q´enqo, Saqsayhuamán, os aquedutos de Tipón com as igrejas coloniais de Andahuaylillas e Huaro, Pikillacta, Museo de Sítio de Qoricancha, Museu Municipal de Arte Contemporânea, Museu Histórico Regional, Museu de Arte Popular, Monumento Pachacuteq e Centro Qosqo de Arte Nativo. Você pode também comprar por circuito I, II e III, pagando 70 soles. O boleto vale por 10 dias e é individualizado.

Sem me aprofundar muito 10 locais indispensáveis para visitar em Cusco :

1. Catedral (Plaza de Armas) Também com muitos quadros como “A Última Ceia”, de Marcos Sapaca Inca, de 1753. A catedral e a Igreja da Companhia de Jesus foram construídas em cima de antigos palácios incas e destruídas parcialmente pelos terremotos  de 1650 e 1950.

2. Igreja da Companhia de Jesus (Plaza de Armas) Um dos maiores retábulos que já vi , ornado em ouro. Um museu de quadros a óleo fantásticos pintados por artistas indígenas como Marcos Sapaca Inca.

3. Qorikancha / Igreja e Convento dos Dominicanos / Museu Arqueológico. Entrada pela Av. El Sol. O Centro Qosco de Arte Nativo fica quase em frente.

4. Igreja das Mercês

5. Museu Inka – Se você gosta de arqueologia, é uma tarde inteira para visitar.

6. Espetáculo de música andina e dança folclórica no Centro Qosco de Arte Nativo, na Av. El Sol, diáriamente, no final da tarde.

7. Museu de Arte Pré-Colombiana

8. Igreja e Convento de São Francisco de Assis

9. Igreja de San Blas

10.Museu de História Regional ( Casa de Garcilaso de la Vega).

Música andina e dança cusqueña no Centro Qosco, na Av. El Sol. Espetáculos diferentes todos os dias por volta de 18 hs (se informe). O ingresso custa 25 soles per capita, se você não tiver o boleto turístico. foto:Z. Santos

Música andina e dança cusqueña no Centro Qosco, na Av. El Sol. Espetáculos diferentes todos os dias por volta de 18 hs (se informe). O ingresso custa 25 soles per capita, se você não tiver o boleto turístico. foto: Z. Santos

Vista noturna da lateral da Igreja da Companhia de Jesus e Qoricancha, a partir da Av. El Sol. foto:Z.Santos

Vista noturna da lateral do Convento Dominicano e Qorikancha, a partir da Av. El Sol. foto: Z.Santos

Vista diurna do Convento Dominicano e do sítio arqueológico de Oricancha

Vista diurna do Convento Dominicano e do sítio arqueológico de Qorikancha

Ruas de Cusco : em cada pedra as marcas da história

Ruas de Cusco : em cada pedra as marcas da história

Saída meio complicada para Chinchero. Dobre no posto Repsol da Av. El Sol, a direita e siga em frente. Ollantaytambo: 77 km

Saída meio complicada para Chinchero. Dobre no posto Repsol da Av. El Sol, a direita e siga em frente. Ollantaytambo: 77 km

Uma boa opção é ir de Cusco a Ollantaytambo (onde você pode guardar o carro/moto) via Chinchero. Se você não pretende prosseguir até Lima ou Nazca e for voltar pela Interoceânica rumo ao Brasil, e não quiser mais passar por Cusco, uma ótima rota é Urubamba, Calca, Pisac e Pikilaqta, saindo a 45 km de Cusco rumo a Puerto Maldonado.

Nos arredores : Saqsayamán , Qenqo e Pukapukara .  Atenção: todos estes lugares merecem visita demorada ! Para quem está focado em Machu Picchu, vale subir a estrada via Chinchero passando em Urubamba e chegando em Ollantaytambo (onde você pode guardar o carro/moto) . Depois, se  não pretende prosseguir até Lima ou Nazca , vai voltar pela Interoceânica rumo ao Brasil  e não quer mais passar por Cusco, uma ótima rota é Urubamba, Calca, Pisac e Pikilaqta, saindo a 45 km de Cusco rumo a Puerto Maldonado.(clique no mapa para ampliar)

De  Ollantaytambo saem os trens até Águas Calientes, onde você terá que pernoitar caso queira subir o Huayna Picchu. Ao lado da estação de trem, dá prá deixar o carro/moto no estacionamento. No caso da Inca Rail, um trem mais chicoso (passagem a US$ 85, ida e volta, por pessoa, com direito a chá de coca, snacks, barrinha de cereal, sucos e chocolate) o estacionamento é na faixa. Se você for com a Peru Rail, o estacionamento custa 3 soles a hora. Como você vai passar a noite e o dia , fica no mínimo em 72 soles.

Sítio Arqueológico de Ollantaytambo

Complexo Arqueológico de Ollantaytambo

Plaza de Armas em Ollantaytambo, um vilarejo que preserva o desenho urbano e os muros feitos pelos incas. foto:Z.Santos

Plaza de Armas em Ollantaytambo, um vilarejo que preserva o desenho urbano e os muros feitos pelos incas. foto: Z.Santos

Rua estreita calçada com pedras. Ollantaytambo

Rua estreita calçada com pedras. Ollantaytambo

Pronto. Já estamos na estação de Trem em Ollantaytambo. Mais 1:40 minutos de viagem e estamos em Águas Calientes, nos pés do Machu Picchu ! Quem consegue ficar acordado com o balanço do trem , avista belas paisagens como a do rio…. que serpenteia a cordilheira, acompanhando os trilhos.Compre o bilhete marcado para as poltronas do lado esquerdo do trem, cuja vista é mais legal !

Paisagem da janela do carro de passageiros da Inca Rail.

Paisagem da janela do carro de passageiros da Inca Rail.

Vista parcial de Águas Calientes, nos pés do Machu Picchu

Vista parcial de Águas Calientes, nos pés do Machu Picchu

Agora é jogar prá dentro um “1/2 pollo” , megahidratar com as nossas Cuzqueñas e procurar uma pousada barata para dormir, porque o despertar será às 04:30 da manhã para pegar os primeiros micro-ônibus que sobem a montanha ( o primeiro sai às 5:30 hs, mas a “cola” já está imensa, nesta hora).

Este é o boleto que você imprime pela Internet.

Este é o boleto que deve ser comprado e impresso pela Internet.Dá acesso ao Huayna Picchu pela manhã e na volta, Machu Picchu até a hora de fechar, 17 hs, se quiser.

Décima Dica:

Se você vai subir  o Huayna Picchu tem que reservar o ingresso com bastante antecedência. Os grupos são limitados em dois, um que sai às 7 hs da manhã com 200 pessoas e outro sobe às 10, com mais 200. O ticket para Machu Picchu e Huyana Picchu é específico.Faça a reserva no site oficial aqui http://www.machupicchu.gob.pe/  . Não esqueça de liberar as janelas pop-up do seu navegador. O site foi melhorado no dia 31 de janeiro de 2012, segundo um comunicado do Ministério da Cultura do Peru.

O preço do ingresso para Huayna Picchu/Machu Picchu é de 152 soles para cada adulto. Somente para Machu Picchu, o ingresso custa 128 soles e só podem entrar 2.500 pessoas por dia.  Depois de fazer a reserva, você tem duas horas para confirmar o pagamento senão a reserva cai. ( Se estiver já dentro do Peru e não conseguir via On Line, vale a pena enfrentar uma “cola” (fila) enorme no Banco de La Nación del Peru para pagar a confirmação da reserva. O horário de funcionamento dos bancos é das 8:00 às 17:30 hs. Em Iñapari, há uma agência na Plaza de Armas. Em Puerto Maldonado, o banco fica na Calle Daniel Alcides Carrión N° 241-243 – Distrito: Tambopata, telefone 082 571 210. Aos sábados , o banco abre das 9 da manhã às 13 hs. O cartão de crédito aceito no pagamento on-line é o Visa. Se estiver na época de alta temporada nem sonhe em deixar para fazer a reserva na última hora, Você não vai conseguir !

6:40 da manhã. Fila para entrar no Huayna Picchu.

6:40 da manhã. Fila para entrar no Huayna Picchu.

Informações extra-oficiais dão conta que quem for estudante (com a carteira da ISIC) só pode comprar ingresso no  Escritório da Dirección Regional de Cultura – Cusco , Av. de la Cultura 238 (em frente ao estadio Universitario), Librería del Ministerio de Cultura (Casa Garcilaso) Condominio Huáscar Cusco – Perú, de segunda a sexta-feira das  8:00 as 16:00 horas ( é a avenida que dá prosseguimento à estrada logo que se chega a Cusco vindo de Puerto Maldonado) e no  Escritório do Centro Cultural de Machupicchu , em Aguas Calientes, já no povoado aos pés de Machu Picchu, de segunda a domingo, das 5:20 às 21horas. Isto porque houve tentativa de fraude com os boletos de estudante. Você pode mudar o nome ou a data do portador do ingresso com as seguintes penalidades : Se até 24 hs antes, 30 % do valor, se até 48 hs antes, 25 % do valor, se 72 hs ou mais , 10 % do valor. Quem quiser fazer o Caminho Inca, só pode comprar o ingresso nas agências da Direccion Regional de Cultura.

Pernas bambas, um pouco de falta de ar, emoção. Depois da descida do Huayna Picchu, ficamos o resto do dia vasculhando, admirando, sorvendo Machu Picchu aos pedacinhos , que delícia !

Após este dia bem cansativo ainda dirigi uns 150 quilômetros. Como a ida foi via Cusco/Chinchero , voltei via Urubamba, Calca, Pisac, Pikilaqta sentido Urcos. Atenção : Em Pisac, a saída é via San Salvador. Cruze a ponte e é a primeira rua à esquerda, na verdade já a rodovia. Mas não siga em frente para não chegar em Cusco novamente.

Nas alturas do Wayna Picchu

Nas alturas do Huayna Picchu…

cansaço e felicidade.

…cansaço e felicidade.

Confesso que saí do Peru com uma dúvida : afinal é ceviche ou cebiche ? Putz, esqueci de colocar mais fotos de Machu Picchu no blog. Mas também, nem precisa, tem tanta foto na net. O Marea rola suavemente na estrada de volta, chuvas, pensamentos… Meus amigos do sul, agora poderão fazer toda a perna via Pacífico. Conhecer a Chapada, Villa Bella da Santíssima Trindade. Logo asfaltam de novo a BR 319  até Manaus. Daí… San Pedro de Atacama é logo ali…documentos que precisa…dá prá ir em 10 dias…A 66 tá com ciúmes… E o GPS Garmin 660, tinha esquecido ! Mas dizem que em Iquique tudo é barato e então…Estrada !

Ouça aqui Machu Picchu, de Hermes Aquino

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Melhores tweets sobre #RIPWando

Blog da Lista


Daí que, com a morte do Wando, a palavra mais tuitada por brasileiros é calcinha. Geral ficou em polvo rosa (escrevi assim de propósito) e geral agora é muito fã de Wando, como acontece em casos de mortes de famosos, enfim. Dessa enxurrada de postagens sobre o falecido cantor metido a garanhão, teve quem disse coisas divertidas. Siligaí:

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plumbking : estamos chegando lá

Tá faltando pouco. O próximo passo é dar a descarga…

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Deu na Época Web : Boato sobre a morte de Steve Jobs enlouquece o Twitter (via Bombou na Web)

Um engano? O perfil do Twitter do programa What’s Trending, da respeitável rede de TV americana CBS, publicou um tweet sobre a morte de Steve Jobs. Logo depois, outro tweet desfez a confusão, pedindo desculpas pela informação anterior, “totalmente sem confirmação”, segundo o próprio What’s Trending. As desculpas estão abaixo.O problema é que os 11 mil seguidores do perfil ficaram loucos com a notícia, e começaram a dar RT. Logo, todo mundo passou a se perguntar se era verdade.
O site Gizmodo, um dos primeiros a noticiar o provável engano da CBS, e o Gawker, outro site de tecnologia, resolveram jogar álcool no fogo e aumentaram o poder do boato. O Gawker publicou: “Nós e nossos amigos do Gizmodo estamos começando a suspeitar que realmente há alguma coisa nesse rumor”.
Até agora, porém, nenhuma apuração séria a respeito. Nós, também, estamos indo atrás de novidades. Por enquanto, podemos ficar com o confiabilíssimo site “Is Steve Jobs Dead?” (“Steve Jobs Morreu?”).

via Bombou na Web

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Twitter, literatura e leitura

 Por Sérgio Ramos 

 Ao contrário do que pensei, por muito tempo, o homem não nasceu falando e se comunicando. Isso foi resultado de um processo que ainda não foi concluído, e creio que sempre acharemos uma nova forma de exercer a mais fantástica característica humana que se comunicar. Sendo animais com a diferença de ser dotado de inteligência, o homem conseguiu dominar todos os demais, continua tentando dominar os de sua espécie, mas se recusa a dominar a si próprio. E descobriu a comunicação como mais eficiente do que a força bruta, como ferramenta de dominação. Começou, portanto, imitando seus pares, até tomar consciência de sua inteligência e saiu dos gritos e grunhidos para linguagens sofisticadas como a oral e a escrita. A linguagem escrita é muito mais importante que a oral, pois ela registra e se propaga em quantidades limitada apenas pela capacidade do homem de reproduzi-la e distribuí-la e ainda guardá-la. Tentou de todas as formas: sons com as mãos em concha, sinais sonoros por meio de batidas em tronco de árvores, sinais de fumaça. Depois registros em cavernas, pedras, pergaminhos, couros, madeira, até chegar no papel. Um divisor de águas na comunicação, que permitiu a aceleração a transformação da humanidade. Ao Invés de longos séculos, as mudanças passaram a ser implementada em anos, pouco anos. Estava criada a literatura. Palavra que vem do latim “litterae” que significa letra, e é definida como a arte de criar textos. O homem então entendeu que retenção de informação aumentava seu poder sem “uso da força”. Entendeu isso e reduziu a força e aumentou do uso da mente. A Igreja é o primeiro exemplo desse exercício de poder. Para controlar criou a inquisição que não permitia a disseminação do conhecimento. A sociedade sabia somente o que a Igreja decidia. Muito parecido com as empresas de comunicação, os governos, as empresas, as pessoas, da nossa época. Não mudou quase nada. Bom, a igreja tornou-se a guardiã do conhecimento e muita gente morreu por ousar ler ou portar livros. Entretanto, é a responsável pela preservação de livros importantes para o entendimento da evolução humana e das ciências. Em 1382 John Wycliffe professor de Oxford foi queimado na fogueira por traduzir a bíblia para o inglês. Você sabe o que aconteceu depois da Bíblia traduzida, impressa e distribuída? Apareceram outras religiões. Lembra de Lutero? Outro exemplo: Joana Darc foi queimada viva em 30 de maio de 1431, pelo clero católico, supostamente “…em nome de um deus…” que nem mesmo seus sacerdotes tem competência de explicar (e justificar), tanto que em a Igreja Católica francesa propôs ao Papa Pio X sua beatificação, realizada em 1909. Consciência pesada? Confira as acusões que levaram Joana à morte na fogueira: “Que a mulher comumente chamada de Jeanne la Pucelle… será denunciada e declarada feiticeira, adivinha, pseudoprofeta, invocadora de maus espíritos, conspiradora, supersticiosa, implicada na prática de magia e afeita a ela, teimosa quanto à fé católica, cismática quanto ao artigo Unam Sanctam, etc, e, em diversos outros artigos de nossa fé, cética e extraviada, sacrílega, idólatra, apóstata, execrável e maligna, blasfema em relação a Deus e Seus santos, escandalosa, sediciosa, perturbadora da paz, incitadora da guerra, cruelmente ávida de sangue humano, incitando o derramamento do sangue dos homens, tendo completa e vergonhosamente abandonado as decências próprias de seu sexo, e tendo imodestamente adotado o traje e o status de um soldado; por isso e por outras coisas abomináveis a Deus e aos homens, traidora das leis divinas e naturais e da disciplina da Igreja, sedutora de príncipes e do povo, tendo, em desprezo e desdém a Deus, consentido em ser venerada e adorada, dando as mãos e a roupa para serem beijadas, hereje ou, ou de qualquer modo, veementemente suspeita de heresia, por isso ela será punida e corrigida de acordo com as leis divinas e canônicas…” Em 1499 Gutemberg inventou a imprensa e traduziu a Bíblia para o alemão e não morreu. Aí começou a revolução do conhecimento, apesar dos protestos da igreja. Depois disso, deu início ao processo – inacabado – da descentralização da informação, ou pelo menos maior acesso ao conhecimento. Porém, ainda morrem pessoas atualmente com o pretexto de “queima de arquivo”. Conhecimento puro sendo enterrado em detrimento à liberdade e poder de alguém. O papel proporcionou o desenvolvimento de outras técnicas de registros como a tipografia, fotografia, as indústrias gráficas, artes plásticas, etc, e o livro. O livro proporcionou aquisição de poder. Quem tinha e lia mais livros tinha mais poder. Além disso, possibilitou estudos para descobertas e invenções, em todos os segmentos, como a energia elétrica. Talvez a invenção base para o desenvolvimento de todas as outras. Tanto que nos habituamos ao “estilo elétrico” de viver. Agora estamos entramos no “estilo Web de viver”, dada a grande mudança nos hábitos da sociedade atual, proporcionada pela Web. O interessante é que todas as invenções, sem medo de errar, sempre tiveram um viés na disseminação de informação seja ela oral ou escrita. O caso da energia elétrica proporcionou ao homem reduzir o tão sonhado tempo de resposta para as suas mensagens, com o devido registro, e assim veio o telégrafo, com o código Morse. Impulsos sonoros que lembram os sinais dos troncos de árvores, no início. E a partir daí, a rapidez na criação de novos inventos mudou o mundo de uma forma que ainda não se sabe os seus verdadeiros impactos. Mas alguns já estão bem visíveis, com a reação da natureza e a liberalidade e as facetas dos humanos. Invenções como o telefone, rádio a TV e, finalmente, o computador tiveram fundamentais contribuições para a nova sociedade. Por que? Simples: permitem geração a disseminação de informações em grande escala. Os últimos 200 anos proporcionaram mais mudanças profundas e irreversíveis que todos os milhões de anos anteriores. Um fenômeno incomensurável. Haja filósofo para entender isso tudo. Agora, estamos na ERA DA INFORMAÇÃO, que significa a descentralização do poder. Ou seja, qualquer pessoa pode criar informação e disseminá-la, dependendo somente, da sua capacidade de produção e de transporte. E a internet. Essa, tecnologia já começou na forma de comunicação escrita, chamada de literatura. Portanto, a internet é literatura pura. Por que? Porque a sua principal forma de utilização é a escrita. Tudo que o homem sempre sonhou: comunicação em longo alcance e registro simultâneo. E assim, milhões de pessoas estão mudando seus hábitos no que diz respeito à aquisição de informação: Isso aconteceu muitas vezes antes, com o surgimento da imprensa, do telégrafo, do telefone, do rádio, da televisão e da internet. E mudarão novamente quando aparecer outra ferramenta que supere as demais. É fato que com a rapidez das novas invenções que proporcionam acesso, produção e transporte de informações o homem ainda continua desinformado, pois em função da quantidade, o aprofundamento em assuntos importantes são desprezados. Isso pode estar criando uma sociedade com maior concentração de poder, pois quem já tinha o hábito de se intelectualizar só aumentou a vantagem. Um paradoxo. Já os que lêem obrigados, pensam que encontraram o fim do arco-íris. Santa ilusão. Conhecimento é igual a “ralação”. Sendo a Internet a própria literatura, os benefícios para os livros e para a literatura em si são incalculáveis. Com as ferramentas para as redes sociais, o acesso aos livros ganhou novas possibilidades, assim como a maneira de leitura. O conceito de rede social tampouco é algo novo (mas sim ganha novas características na sua versão virtual ou on-line), já que, a interligação entre indivíduos é inerente ao gênero humano. Durante mais de 99% do tempo transcorrido desde a aparição dos primeiros indivíduos do gênero Homo – há aproximadamente dois milhões de anos AC -, nossos antepassados já se organizavam socialmente em pequenas comunidades do tipo caçadoras- recolectoras, nômades, com pouca divisão do trabalho e primando a interação cara-a-cara e a tomada de decisão coletiva e guiada pelo consenso. Ou seja, mais de 99% da nossa existência na Terra vivemos em pequenas redes sociais de topografia (forma) horizontais e clusterizadas em pequenos grupos pouco conectados entre si. Mesmo assim, o detentor da informação sempre foi o líder. As ferramentas de redes sociais chegaram como uma forte candidata a descentralizar de vez o conhecimento. Pois todas elas permitem a liberdade de expressão – ainda dependemos dos líderes para exercer essa liberdade. Avançamos mas ainda estamos ameaçados. Podemos criar o nosso próprio reino repletos de seguidores. Que podemos utilizar todas as formas, tanto para o bem quanto para o mal. O Twitter é o resumo – até onde eu conheço, claro – de tudo que foi criado com fins de tornar uma pessoa comum em detentor de poder pela a informação. Ele é uma espécie de elo que junta todas as formas de comunicação existentes na internet: literatura, áudio, imagem e vídeo. Com muita criatividade o twitteiro, em 140 caracteres, disponibiliza informações suficientes para aprofundamento em algum assunto, pela possibilidade, da grande sacada da internet, do hipertexto. O twitteiro é como um programa de televisão, um programa de rádio, um jornal, tem sua própria audiência. E assim como as emissoras, tem gosto para todos os assuntos. Enquanto a televisão é Galáxia de Comunicação (teoria de McLuhan) o Twitter é um oásis da Comunicação. Com direito a feedback instantâneo, muito melhor que o Ibope. Você pode ter um programa de Twitter. No caso específico das redes sociais – Web 2.0 – e ainda mais especificamente no caso do Twitter, que cria um novo mecanismo de produção de literatura, a disseminação de livros tradicionais e a criação de outros formatos para essa ferramenta, são infinitas. Mais uma vez dependendo somente da capacidade de criação do homem. O livro comum, o de papel, que todo mundo diz que vai acabar, ganhou força com essa nova ferramenta. Força essa ainda tímida em função da própria cultural do brasileiro de não ler muito. A literatura é considerada uma das áreas mais intelectualizadas dentro da cultura. Tanto é assim que no Brasil se lê em média 1,8 livro por pessoa/ano, segundo dados do Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais. Muito diferente da Alemanha, que tem exorbitantes 25 livros por pessoa/ano. Mas nem é preciso ir tão longe, nossos hermanos colombianos leem uma média de 2,4 livros durante o ano. Você conhece a diferença. Povo intelectualizado, país desenvolvido. Simples: se a população não lê, os freqüentadores de redes sociais não discutem sobre livros. Ainda mais simples: não debatemos o que não conhecemos. Ou então ficamos só na discussão com intuitos de fazer amizades. Tanto que, segundo o dono da Livraria Cultura, não é a internet, nem o áudio livro, nem o kindle, que ameaça a produção do livro, e sim a não formação de novos leitores. Confira este raro debate sobre literatura no Twitter/RO, realizado dia 10/02/2010: “Pq mta gente n gosta de ler? Pq quando começariam a gostar foram obrigadas a ler as coisas mais chatas possíveis…” “Sou nerd e gosto de ler pacas, mas nunca consegui terminar um clássico brasileiro. Eu sou burro ou Machado é chato pra krlho?” “Li por obrigação Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, entre outros e na época não gostei. Se eu ler hoje talvez eu goste!” Então o livro pode ser compartilhado pelo Twitter através de indicações, publicação de trechos dentro do limite, mas que possam despertar em alguém o interesse e acão de ler. Entretanto, o novo formato veio permitir a disseminação e a criação da mini-literatura, se é que existe essa modalidade. Na verdade são os pequenos textos, também chamados de microcontos, agora também chamados de “Twitterature”. Vale ressaltar que a criação desse tipo de literatura já existia há muito tempo e que o Twitter é apenas um meio de popularizá-la. E claro, os escritores acharam então o ferramenta ideal para suas disseminar suas criações. Mesmo assim, ainda é quase imperceptível a veiculação desse tipo de literatura. Pelo menos aqui em Rondônia. É importante ressaltar que cada tweett pode ser considerado um conto. Pois trata-se de um registro.É uma informação, um sentimento, um estado de espírito. Portanto, é um registro de uma situação. Até porque a pergunta fundamental para a utilização do Twitter é “o que está acontecendo agora?”. Mas já foi “o que estou fazendo agora?”. O Twiiter, portanto, é mais uma ferramenta de registro do cotidiano, com algumas vantagens das demais ferramentas. Uma delas e a fundamental é velocidade, pela instantaneidade da proliferação. A morte de Michael Jack foi conhecida no mundo todo em 5 minutos. Isso é história pura, é literatura. Se alguém quiser poder escrever um livro sobre esse fenômeno. Quer conhecer os costumes, as angústias, as aspirações, as realizações de uma parte da sociedade? Siga pessoas disponíveis nas redes nas redes sociais. Aliás, a internet é o maior livro da humanidade. O Twiter é apenas um pequenino capítulo. Quanto maior seu portfólio de comunicação – domínio de idiomas -, maior a sua capacidade de entender as infinitas culturas do mundo. E o tamanho da rede aumenta, fica diversificada, multicultural, enfim, só vantagens. Tratar de livros e do próprio Twitter já estamos falando de literatura. Literatura, portanto, é um assunto transversal na linguagem escrita, em qualquer mídia. A relação do Twitter com livros, para definir uma mídia literária, pode ser desenvolvida por muitas maneiras. Veja alguns exemplos: Você pode divulgar um livro pelo Twitter, criando um “avatar” para sugerir a leitura de um livro inteiro. Sites como http://www.dominiopúblico.com.br, entre outros, estão repletos deles. Você ainda pode divulgar seu próprio livro inteiro. Outra possibilidade é a divulgação de livros por capítulos, como é o caso do @sd8, que divulga o livro “O livro das superstições”, do Santos Dumont. Que inclusive, contribuiu para aumentar as vendas. Isso prova que o fato de um livro estar inteirinho na internet, não impede que alguém compre na versão papel. O sociedade levou muitos anos lendo dessa forma. Esse é um hábito que vai demorar muito para se substituído por mídias eletrônicas. Uma justificativa simples é que boa parte da população não tem e nem vai ter condições de comprar livros em papel, imagine comprar a mídia e o livro. Muitas ainda não nem energia elétrica. Os livros podem ser divulgados através da criação de vários “avatares”, sendo cada um, um personagem, “twittando” a fala ou a narração completa e resumindo a participação, de cada personagem. Você pode também utilizar o Twitter para escrever e divulgar livros a “quatro mãos”, como é o caso de uma adolescente que está fazendo um trabalho denominado “escrita criativa” que consiste em escrever um livro simultaneamente com os colegas. O exemplo ampliado disso é a http://www.wikipédia.org. O poder de síntese que a internet e as mídias em geral tiveram que desenvolver para aumentar o seu portfólio de informação, tem dois aspectos: o primeiro trata do leitor que acredita que só lendo manchetes, lides, não está se desenvolvendo. Tanto que pode prejudicar a própria comunicação, em função de um vocabulário reduzido, que dependendo do tipo de profissão que deseja exercer, não passa da entrevista, como já acontece na Inglaterra. Por último as mídias aumentam audiência dos proprietários sem compromissos de aprofundamento de assuntos, visando, como toda empresa bem sucedida, somente sua sobrevivência, o lucro. Leitura para autodesenvolvimento requer um método próprio: para ler um livro, em qualquer mídia,e entender é necessário no mínimo seguir estes passos: 1.Pesquise a vida do autor. 2.Pesquise a época em que o livro foi escrito. 3.Saiba onde o autor vive e como. 4.Leia uma sinopse. 5.O livro anterior e o livro posterior. 6.Com que outras obras o livro se relaciona. 7.Enquanto lê, escreva sobre o livro. 8.Anote no livro. Os ingleses Alexander Aciman e Emmett Rensin leram até os 19 anos, coisa que todo adolescente deveria ter o direito da fazer, as principais obras da literatura clássica mundial, como Sheaskpeare, e agora estão ousando resumir a 20 “tweets”, no máximo, cada obra. Ou seja, para resumir ou sintetizar, você precisa ter conhecimento profundo. Pois como eles mesmo dizem, só vai entender a brincadeira se tiver lido a obra antes, que foi criada com intenção humorística. Os “tweets” clássicos estão no livro “Twitterature: The World´s Greatest Books Retold Through Twitter” (algo como Twitteratura: Os Maiores Livros do Mundo Recontados Através do Twitter). Tem o caso do humorista Paulo Tadeu que lançou o livro na versão Twitter, intitulado “Mil Piadas para o Twitter – Humor em até140 caracteres. Muitas das piadas foram adaptações de textos maiores. O caso do poeta Ivan Lacerda lançou o livro “Poesias In Twittivas”, com 90 poesias, observando o limite de 140 caracteres, e disponibilizou para dowload gratuito: http://colheradacultural.com.br/content/20091124225314.000.4-N.php. O Twitter ainda permite a publicação de literatura em Microcontos, como é o caso da Zézé Pina, http://microcontoszeze.blogspot.com, cujo blog está repleto de outros endereços para sites de microcontos. Exemplo de micro conto:”Saboreava tranquilamente a sua marmita, quando, num estalo, percebeu seus grilhões”. Autor Kauã, que prefere não comentar seus microcontos e deixar que seus leitores tirem suas próprias conclusões. O americano Nick Belardes, 40, chama para si o mérito de ter criado o primeiro “romance literário original” do Twitter dentre uma série que existe na rede. Iniciou “Small Places”, misto de história de amor e paródia corporativa, em abril de 2008. “A construção linha a linha da trama é um desafio”, diz. Você pode também tornar livro as suas twittadas. James Bridle, editor do blog BookTwo lançou um livro com seus tweets. O livro abrange as 4.100 tuitadas de James Bridle, de fevereiro de 2007 a fevereiro de 2009. E você vai encarar? E por fim, você ainda pode fazer campanha para incentivo a leitura. O que começou com apenas 140 caracteres foi parar em uma das maiores livrarias do país, que colocou em seus livros para venda em São Paulo, Campinas (SP) e Porto Alegre (RS) um cartão-postal, pedindo que os compradores participem da campanha. E tenho certeza que há muitas outras possibilidades. O Twitter como disseminador da leitura – microcontos -, sua limitação está diretamente proporcional à sua capacidade de criação e poder de persuasão. Seus seguidores vão agradecer e você terá se tornado imortal por deixar registros relevantes para, nem que seja, um único seguidor. Somente com um projeto vital, um objetivo, faz sentido ler e escrever para contribuir com a sociedade.

(NR: Acabo de comprar e estou lendo Fabrício Carpinejar, festejado autor gaúcho do livro “Canalha” que lançou WWW.TWITTER.COM/CARPINEJAR , um livro com seus pensamentos em 140 toques. Prá comunidade dos pios, imperdível.)

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