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Os desbravadores

Por Osmar Silva

Ele chegou recentemente. Visitou cidades e reviu amigos. E constatou a evolução de sua obra. Ele pertence a, um grupo de pessoas que chega, dá o melhor de si, deixa sua marca na sociedade e vai embora, silenciosamente. Assim também se dá quando resolve reaparecer. O rádio bôca-a-bôca funciona com agilidade e eficiência, criando oportunidades de abraços e alegrias mil. Pois embora tenha sido rigoroso na cobrança de tarefas ou do que quer que lhe tenha sido prometido por qualquer pessoa ou ente, deixou também a marca de amigo solidário e fiel. Além de realizador.

Foram os eflúvios do Natal que trouxeram a Rondônia o Padre Eloy. O seu nome evoca temas do seu tempo que continuam tão presentes. Exemplo disso é o Programa Terra Legal que, sob a batuta da presidente Dilma Roussef no país e do governador Confúcio Moura no estado, que busca imprimir o rítmo que o Incra perdeu na luta pela regularização fundiária e pela paz no campo. Ele ao seu tempo esteve presente nos anseios das famílias que vinham de todos os cantos em busca do ‘El dorado’.

Foi numa madrugada que nos encontramos no pátio do Incra de Ariquemes . Lá estavam vários colonos com seus cacaios repletos de mantimentos, ferramentas, remédios e sementes. Almas cheias de fé e peitos estufados de coragem. Estávamos prontos para embarcar nos ônibus minissaia já estacionados. Eles não tinham consciência, nem nós, mas estávamos protagonizar um episódio da história de Rondônia.

Os ônibus, com aquele grupo de pessoas, percorria, ainda com noite escura, as estradas de chão rumo ao Projeto de Assentamento Machadinho. Tratava-se dos primeiros colonos a por os pés naquele pedaço de sertão no extremo Norte do País. Entre eles, o executor Lopes, o padre Eloy e este repórter, à época, dono do O Parceleiro. Foi ele, o padre Eloy, que fez a primeira oração nas terras do Machadinho. E foi o colono Severino que recebeu o primeiro lote do que viria ser o pujante Município de Machadinho d’Oeste, extraído do Município de Ariquemes. Quem imaginaria que aquelas pessoas deixadas naquelas matas a 150 quilômetros de Ariquemes estavam protagonizando o nascimento de uma cidade? Será que, após enfrentarem as onças e os mosquitos da malária elas ainda estão por lá? Foram desbravadores como estes que deram seu suor e o seu sangue na construção desse estado hoje tão vilipendiado.

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Festcineamazônia : premiações e homenagens

A 9ª edição do Festcineamazônia Festival Latino Americano de Cinema e Vídeo Ambiental encerrou no sábado (19) com homenagem à Semana da Consciência Negra, exibindo o filme “Clementina de Jesus – Rainha Quelé”, dirigido por Werinton Kermes. O filme recebeu menção honrosa especial do Júri, entregue pelo poeta Thiago de Mello à professora Úrsula Depeiza Maloney, descendente do barbadiano Oscar Depeiza Maloney que veio para a construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré.  Úrsula se formou professora na primeira turma graduada em Porto Velho. Após a homenagem foi feita a entrega do troféu Mapinguari aos vencedores da Mostra Competitiva. Para a premiação dos vencedores, foi formado o Júri da Mostra Competitiva composto por: Bill Fogtman (Brasil/EUA), Alejandro Fuentes (Bolívia), Luciano Gilleta (Argentina), Suely Rodrigues (Brasil), e Cândido Alberto (Brasil). O Júri de Vídeo Reportagem Ambiental foi formado por: Osmar Silva, Edineide Arruda e Marcus José do Amaral.

PRÊMIO DANNA MERRIL – MELHOR DOCUMENTÁRIO, ELEGANTE E FURIOSO – Direção: ANA PAULA GUIMARÃES

PRÊMIO MAJOR REIS – MELHOR ANIMAÇÃO (02 VENCEDORES), MURAGENS CRONICAS DE UM MURO, Direção ANDREI MIRALHA (PA) e NO BAQUE, Direção de CARLON HARDT (PR)

PRÊMIO VITOR HUGO – MELHOR FICÇÃO, TIMING – Direção: AMIR ADMONI (SP)

PRÊMIO MANOEL RODRIGUES FERREIRA – MELHOR EXPERIMENTAL, UR (AGUA) – Direção: VILLARIAS (Espanha)

PRÊMIO CHICO MENDES – MELHOR ROTEIRO, O CASO LIBRAS – Direção: MELISE MAIA (RJ)

PRÊMIO MARINA SILVA – MELHOR MONTAGEM, TIMING – Direção: AMIR ADMONI (SP)

PRÊMIO POVOS INDÍGENAS DE RONDONIA – MELHOR TRILHA SONORA, Música de STRAUSS no vídeo UR (AGUA) Direção: VILLARIAS (Espanha)

PRÊMIO SILVINO SANTOS – MELHOR FOTOGRAFIA, Fotografia de JANICE DAVILA, do filme PÁGINAS DE MENINA – Direção: MÔNICA PALAZZO (SP)

PRÊMIO CAPÔ (MAURICE CAPOVILLA) – MELHOR LINGUAGEM, TIMING – Direção: AMIR ADMONI (SP) e NO BAQUE – Direção: CARLON HARDT (PR)

PRÊMIO DE MELHOR DIREÇÃO, Diretor WAGNER NOVAIS, do filme TEMPO DE CRIANÇA (RJ)

PRÊMIO MELHOR ATOR, Ator JOSÉ WILKER, do filme A MELHOR IDADE – Direção: ÂNGELO DEFANTI (RJ)

PRÊMIO MELHOR VIDEO RONDONIENSE, O VIDEO ILHA DO JACÓ – Direção: MARCELO BICHARA

PRÊMIO MELHOR VIDEO REPORTAGEM AMBIENTAL NACIONAL, CASA DOS SONHOS E ECOLOGICAMENTE CORRETA – Direção: RODRIGUES DA SILVA (PB)

PRÊMIO MELHOR VIDEO REPORTAGEM AMBIENTAL RONDONIENSE, CIDADANIA NA BEIRA DO RIO – Direção: ADRIEL DINIZ

O Júri da Seleção da 9ª edição do Festcineamazônia concedeu menção honrosa para a atriz KETTELLEN COUTINHO, do filme TEMPO DE CRIANÇA, dirigido por WAGNER NOVAIS; ao ator MESTRE ANDRÉ, do filme AQUÉM DAS NUVENS, dirigido por RENATA MARTINS (SP); e aos documentários: ACERCADACANA, dirigido por FELIPE PERES CALHEIROS (PE) e ELOGIO DA GRAÇA, direção de JOEL PIZZINI (RJ). Também foi homenageado o filme CLEMENTINA DE JESUS – RAINHA QUELÉ, direção de WERINTON KERMES e HERON COELHO (SP); e a proposta SATIRA DA ANIMAÇÃO – RAI SOSSAITH, dirigido por THOMATE (SP). O vídeo reportagem ambiental REVISTA DO CINEMA BRASILEIRO, direção de MARCO ALTERG (RJ) também foi homenageado. Foram concedidos ainda os seguintes prêmios especiais: PRÊMIO CTAV para o vencedor da categoria MELHOR FILME RONDONIENSE, o vídeo ILHA DO JACÓ – direção de MARCELO BICHARARI; PRÊMIO CTAV para o vencedor da categoria MELHOR CURTA BRASILEIRO, ao filme A VERDADEIRA HISTÓRIA DA BAILARINA DE VERMELHO, direção de ALESSANDRA COLASANTI e SAMIR ABUJAMRA. O Festcineamazônia ainda concedeu Menção Honrosa ao vídeo documentário SOLDADOS DA BORRACHA, direção de CESAR GARCIA LIMA (RJ). O prêmio melhor filme do Rio de Janeiro foi para A VERDADEIRA HISTÓRIA DA BAILARINA DE VERMELHO, Direção: ALESSANDRA COLASANTI e SAMIR ABUJAMRA. O público que prestigiou o festival também votou e concedeu o Prêmio Júri Popular – Troféu Esperança /Thiago de Mello ao filme O CASO LIBRAS, dirigido por Melise Maia (RJ).

 

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