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Eletrobrás pode não divulgar os consórcios de Belo Monte

A Eletrobras ainda não se decidiu se vai divulgar os consórcios formados para disputar o leilão  da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Circulam na imprensa informações de que o grupo Bertin junto com as construtoras Queiroz Galvão, OAS, Mendes Júnior, Serveng e um grupo chinês teriam formado um consórcio para disputar a UHE, que deverá gerar 11.233 MW.  Com a saída das empreiteiras Odebrecht e Camargo Corrêa, o consórcio da Andrade Gutierrez, que conta ainda com a Vale, Neoenergia e Votorantim  e a participação da Eletronorte se fortalece na disputa.Os boatos dão conta que mais de dez empresas se habilitaram, mas que por conta do pequeno porte de algumas delas, o grupo Eletrobrás teria preferido não divulgar os consórcios pois assim não será possível se saber ao certo nem com quais empresas do grupo Eletrobrás elas participarão do leilão.  Nos meios ligados à geração de energia e engenharia, o que se diz é que a Odebrecht e Camargo Corrêa saltaram fora porque viram muitos riscos na construção e que o valor de 19 bilhões de reais não cobriria todos os custos, ficando a soma em torno dos 30 bilhões.Outro boato é que a desistência seria uma forma de pressionar o governo a reajustar o valor da tarifa de R$ 83/MWh, considerado muito baixo.O leilão da UHE de Belo Monte está marcado para o dia 20 de abril mas uma importante data é o dia 14 de abril, prazo final para o depósito das garantias e a inscrição dos consórcios, ou seja R$ 150 milhões por cada consórcio como garantia para que os mesmos tenham direito a dar seu lance. Assim, é no dia 21, que se saberá, ao certo quem estará concorrendo.Enquanto isto, cerca de mil pessoas, participam da manifestação contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), na Esplanada dos Ministérios nesta segunda-feira(12) em Brasilia. Do total de manifestantes, mais de 600 são do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que estão acampados em Brasília, além de indígenas e populações ribeirinhas de Altamira.  Os manifestantes protocolaram, no Ministério de Minas e Energia, um manifesto contra a construção da usina, anexado a estudos sobre a inviabilidade socioambiental do programa. Os manifestantes seguirão depois para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

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Camargo Corrêa e Odebrecht desistem de Belo Monte. E agora?

Segundo informações extra-oficiais, as empresas  Camargo Corrêa e Odebrecht desistiram de participar do leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, Pará, um projeto que se arrasta há várias décadas.

Conforme as declarações das empresas “após análise detalhada do edital de licitação da concessão, assim como dos esclarecimentos posteriores fornecidos pela Aneel, as empresas não encontraram condições econômico-financeiras que permitissem sua participação na disputa”.

O preço-teto da tarifa é de 83 reais o megawatt-hora para a usina de Belo Monte, que terá capacidade para gerar 11 mil megawatts, a terceira maior do mundo e o dobro das usinas de Santo Antônio e Jirau, em Rondônia.

O leilão da usina hidrelétrica de Jirau, por exemplo, com potência de cerca de 3 mil megawatts, teve preço-teto estipulado de 91 reais o megawatt.

Segundo estimativa da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Belo Monte teria custo total de 19 bilhões de reais. Este  valor foi  questionado pelas empresas interessadas na obra, que estimam algo em torno de 30 bilhões de reais. A Odebrecht e a Camargo Correa participaram dos estudos que resultaram no projeto de Belo Monte e no comunicado desta quarta-feira se dispuseram a “contribuir para o sucesso do empreendimento”.

O consórcio formado pelas duas empresas era a esperança do governo para que houvesse disputa no leilão de Belo Monte, o que poderia reduzir ainda mais a tarifa esperada. Vence o leilão quem oferece a menor tarifa ao consumidor. Até o momento, o governo tem divulgado que existe interesse da Andrade Gutierrez em consórcio com a Neoenergia, Votorantim, Vale e CPFL Energia.

Um outro consórcio, que teria como líder a Suez Energy do Brasil, vencedora do leilão de Jirau, poderia incentivar a disputa, mas a empresa não comenta o assunto.

Nesta quarta-feira foi encerrado o prazo para que as empresas registrassem na Eletrobras o interesse de ter a estatal como parceira após a realização do leilão, com até 49 por cento de participação no consórcio.

Apesar de ter obtido depois de muita polêmica a licença prévia de instalação da usina junto ao Ibama, o projeto de Belo Monte vem sendo questionado pelo Ministério Público do Pará, que ameaçou entrar na quinta-feira na Justiça contra a obra. As empresas têm até o dia 14 de abril para registrar na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o consórcio que disputará a usina de Belo Monte.

James Cameron, diretor de Avatar compara Belo Monte ao seu filme

O diretor canadense James Cameron, dos premiadíssimos Titanic e Avatar comparou esta semana em Manaus, durante um Fórum Internacional de Sustentabilidade , a construção da usina de Belo Monte no Pará ao seu filme Avatar, em que os Na´vi são expulsos pelo exército .

-”Eu imploro ao Presidente Lula para reconsiderar este projeto.” disse Cameron.

O governador do Amazonas, Eduardo Braga, argumentou que o cineasta usou de dados incorretos, repassados pela ONG Amazon Watch.

Para o diretor, “somente uma mudança global de valores, de consciencia, permitiria entender a crise. E isto está acontecendo…”

Alegando ser um ecologista voluntário, disse que mora com mulher e filhos num sitio, com horta adubada por produtos organicos e com um painel solar que sustenta a casa. Parece pouco pelo alcance que suas palavras tem. Poderia por exemplo, durante a entrega dos Oscars quando levou uma “surra” de sua ex-mulher que venceu em quase todas as categorias,  ter sugerido que os EUA assinasse o Tratado de Kyoto, de lançamento de gases na atmosfera ou aderisse à reunião fracassada de Copenhagem. De qualquer forma faltou informar ao cineasta que Altamira,onde será hipotéticamente construída Belo Monte não fica no Amazonas.

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