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Anita Ekberg: a eterna diva sueca: solitária, na cadeira de rodas, pobre…

“Estou um pouco só, mas não lamento. Amei, chorei, enlouqueci de felicidade. Venci e perdi”, declarou a atriz, de 80 anos, em entrevista ao jornal italiano “Corriere della Sera“. Anita lembrou que Fellini adorava seu “jeito de andar” e como, durante a gravação do filme que a tornou famosa, “passeou pela Fontana de Trevi de cima para baixo sem tropeçar”.Para a atriz, “A Doce Vita” não era um grande filme: “Essa ideia só existe por causa dessa cena enlouquecedora em que estávamos Marcello (Mastroianni, o protagonista do filme) e eu. Mais eu, na verdade, do que ele”, considerou.

“Fellini era um gênio. Nunca entendi qual foi o verdadeiro motivo que o levou a me escolher para ser protagonista de “A Doce Vida”. Lia o coração dos atores e os dirigia como se fossem borboletas”, indicou a atriz. Anita Ekberg relembrou também sua vida sentimental, especialmente seu romance com o industrial Gianni Agnelli, dono do grupo automobilístico Fiat, mas admitiu que não gostava de “listar as propostas de casamento que recebia”.

A atriz, símbolo sexual dos anos 60 graças ao filme de Fellini, se casou duas vezes, uma com o ator inglês Anthony Steel, entre 1956 e 1959, e a outra com o ator americano Rick Van Nutter, de 1963 a 1975. E recebeu ainda proposta do diretor Dino Risi, que sempre rejeitou: “Risi queria ter algo comigo, mas nunca houve nada entre nós”, garantiu. “Fui muito bonita, eu sei”, destacou. 

Limitada a uma cadeira de rodas, a sueca vive em um asilo perto de Roma. Anita Ekberg pediu ajuda financeira à fundação do cineasta Fellini.A atriz sueca , ícone do cinema e que em setembro completou 80 anos, empobreceu a ponto de ter que pedir ajuda financeira à fundação do célebre cineasta italiano Federico Fellini.
“Não é elegante dizê-lo, mas a senhora Ekberg sofre de uma verdadeira falta de liquidez”, disse ao jornal Massimo Morais, um administrador nomeado pela Justiça e que pediu em nome da atriz os subsídios de emergência da Fundação Fellini.
“A fundação ainda não respondeu, mas eu conto com a solidariedade dos benfeitores, que queiram ajudar, mesmo modestamente, uma grande atriz que merece”, disse.Limitada a uma cadeira de rodas desde que quebrou o fêmur em uma queda, Ekberg teve que deixar sua casa depois de um incêndio provocado por ladrões. Além de alguns vizinhos e dos serviços sociais, a diva recebe poucas visitas e passa o tempo escrevendo suas memórias. “Os dias são infinitamente longos”, disse ao jornal Il Corriere della Sera.

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A eterna diva sueca: solitária, na cadeira de rodas, pobre…

“Estou um pouco só, mas não lamento. Amei, chorei, enlouqueci de felicidade. Venci e perdi”, declarou a atriz, de 80 anos, em entrevista ao jornal italiano “Corriere della Sera“. Anita lembrou que Fellini adorava seu “jeito de andar” e como, durante a gravação do filme que a tornou famosa, “passeou pela Fontana de Trevi de cima para baixo sem tropeçar”.Para a atriz, “A Doce Vita” não era um grande filme: “Essa ideia só existe por causa dessa cena enlouquecedora em que estávamos Marcello (Mastroianni, o protagonista do filme) e eu. Mais eu, na verdade, do que ele”, considerou.

“Fellini era um gênio. Nunca entendi qual foi o verdadeiro motivo que o levou a me escolher para ser protagonista de “A Doce Vida”. Lia o coração dos atores e os dirigia como se fossem borboletas”, indicou a atriz. Anita Ekberg relembrou também sua vida sentimental, especialmente seu romance com o industrial Gianni Agnelli, dono do grupo automobilístico Fiat, mas admitiu que não gostava de “listar as propostas de casamento que recebia”.

A atriz, símbolo sexual dos anos 60 graças ao filme de Fellini, se casou duas vezes, uma com o ator inglês Anthony Steel, entre 1956 e 1959, e a outra com o ator americano Rick Van Nutter, de 1963 a 1975. E recebeu ainda proposta do diretor Dino Risi, que sempre rejeitou: “Risi queria ter algo comigo, mas nunca houve nada entre nós”, garantiu. “Fui muito bonita, eu sei”, destacou. 

Limitada a uma cadeira de rodas, a sueca vive em um asilo perto de Roma. Anita Ekberg pediu ajuda financeira à fundação do cineasta Fellini.A atriz sueca , ícone do cinema e que em setembro completou 80 anos, empobreceu a ponto de ter que pedir ajuda financeira à fundação do célebre cineasta italiano Federico Fellini.
“Não é elegante dizê-lo, mas a senhora Ekberg sofre de uma verdadeira falta de liquidez”, disse ao jornal Massimo Morais, um administrador nomeado pela Justiça e que pediu em nome da atriz os subsídios de emergência da Fundação Fellini.
“A fundação ainda não respondeu, mas eu conto com a solidariedade dos benfeitores, que queiram ajudar, mesmo modestamente, uma grande atriz que merece”, disse.Limitada a uma cadeira de rodas desde que quebrou o fêmur em uma queda, Ekberg teve que deixar sua casa depois de um incêndio provocado por ladrões. Além de alguns vizinhos e dos serviços sociais, a diva recebe poucas visitas e passa o tempo escrevendo suas memórias. “Os dias são infinitamente longos”, disse ao jornal Il Corriere della Sera.

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