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CineOca e deLírio apresentam Mostra da Diversidade Sexual, no Cinesesc em Porto Velho

O 4º For Raimbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual, consolidado como um dos mais importantes no Brasil relacionados a essa temática, começa a ser exibido hoje em Porto Velho com a organização de dois cineclubes da capital, o CineOca e o deLírio. Cinco dos dez filmes que compõem a Mostra, todos com temática GLBTS, serão exibidos hoje, dia 19, às 20 horas no Cinesesc. A programação é gratuita e será acompanhada de debate com historiador Marcelo Sabino e o antropólogo Ninno Amorim, da Universidade Federal de Rondônia e Wellington Augusto e Hélio Costa, respectivamente vice-presidente e coordenador de comunicação do Grupo Gay de Rondônia. No sábado mais 5 filmes serão exibidos no mesmo local e horário. A programação conta ainda com performance cultural e sorteio do kit diversidade. O público aina pode votar no filme que mais gostou. A Mostra For Raimbow acontece em 150 cineclubes de todo o país, numa parceria da produtora Cenapop e Conselho Nacional de Cineclubes. O objetivo é reverter o histórico permanente de práticas discriminatórias e de violência contra as populações LGBT. Nas quatro edições o FOR RAINBOW atraiu um público médio diário de mil pessoas, percorreu vários municípios cearenses, inaugurou sua itinerância nacional em Porto Alegre, João Pessoa e Santos. Capacitou duzentas pessoas e produziu dez vídeos com a temática da diversidade sexual, utilizados para ações educativas de respeito à diversidade sexual. Em três mostras foram 61 filmes do Brasil e de diversas outras partes do mundo, formando um caleidoscópio audiovisual de manifestações estéticas da multidiversidade humana vivenciada em nosso planeta.

Confira os Curtas da Mostra

Sexta-feira, dia 19 de agosto:
Brincos de estrelas, Direção: Marcela Bertoletti – Rio de Janeiro/ RJ – Brincos de Estrela conta a história da descoberta do amor entre duas amigas. O curta vai explorando os medos e receios dessa personagem à medida que seus sentimentos vão tomando conta da sua vida.

Depois de tudo, Direção: Rafael Saar – Niterói/RJ – Depois do Adeus, veio a espera. Depois da espera, veio o retorno. Depois de tudo, eles desejam estar juntos e um dia é suficiente para esperar o seguinte.

E agora Luke, Direção: Alan Nóbrega – Rio de Janeiro/RJ-Luke é um rapaz que está iniciando a sua vida adulta e é obrigado a se defrontar com os seus valores religiosos, morais, sociais, após um segredo seu ser descoberto.

Ensaio de cinema,Direção: Allan Ribeiro – Rio de Janeiro/RJ-Ele dizia que o filme começava com uma câmera muito suave, com um zoom muito delicado e avançada em busca de Bardot.

Eu não quero voltar sozinho,Direção: Daniel Ribeiro – São Paulo/SP -A vida de Leonardo, um adolescente cego, muda completamente com a chegada de uma novo aluno em sua escola. Ao mesmo tempo ele tem que lidar com os ciúmes da amiga Giovana e entender os sentimentos despertados pelo novo amigo Gabriel.

Sábado, dia 20 de agosto:

Eu não quero voltar sozinho – reprise

Felizes para sempre , Direção: Ricky Mastro – São Paulo/SP – Felizes para Sempre faz parte do projeto “Fuking Diferent São Paulo”. Essa era a ideia inicial do projeto “achar um casal gay que estivesse junto há décadas” e foi assim que selecionamos as nossas candidatas: através do site e entrevistas com o diretor Ricky Mastro e assistentes de direção Lilian Baldo e Rodrigo Dorado.

GLOSSário,Direção: Fabinho Vieira – Fortaleza/CE – Duas travestis, com todo seu carisma e encanto, revelam os significados dos termos e gírias próprios que já caíram no gosto popular.

Homofobia, lesbofobia e transfobia, Direção: Felipe Fernandes – Brasília/DF – O vídeo busca refletir sobre as categorias usadas por ativistas lésbicas e travestis para se falar das violências contra suas identidades. Trazendo vozes sobre os usos dessas categorias, esquadrinha algumas aproximações e distâncias entre a pauta específica destas em relação ao “segmento” como um todo. Mostra situações em que o “ser lésbica” e o “ser travesti” produziram particularidades no que tange a discriminação e a violência.

Sem Purpurina – Realidade LGBT Na Baixada Santista, Direção: Fernanda Balbino, Lara Finochio,Lívia Carvalho e Xenda Amici – Santos/SP – O documentário mostra os sonhos, as alegrias, os dramas e a luta contra o preconceito sob a visão da comunidade GLBTT e especialistas.

On my Own, Direção: Yuri Yamamoto – Fortaleza/CE -Um garoto numa eterna busca: a procura de sua identidade, de forças para ser quem é, de alguém para apoiá-lo. Dúvidas e certezas, dois opostos tão naturais nessa idade.

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CineOca exibe a mostra Marília Rocha

A mostra Marília Rocha, composta por dois documentários da diretora, “Acácio” e “A falta de que faz”, será exibida de graça pelo CineOca nos dias 1 e 2 de agosto (segunda e terça), às 20h,  no Cinesesc. A ação, que acontece simultaneamente em mais de mil cineclubes brasileiros, é uma parceria com o Conselho Nacional de Cineclubes e Cine Mais Cultura do Governo Federal.
Para a diretora Marília Rocha, que disponibilizou os filmes para os cineclubes filiados, os documentários brasileiros são lançados com pouquíssimas cópias e têm grande dificuldade de alcançar o público, disputando espaço com produções estrangeiras, representadas por grandes distribuidoras mundiais e com alto investimento em mídia, por isso a exibição alternativa nos cineclubes, possibilita com que os filmes circulem para além dos festivais de cinema e do circuito comercial.
O documentário Acácio conta a trajetória etnólogo português Acácio Videira, que depois de trinta anos vivendo na Angola, acompanhado por sua esposa, Maria da Conceição, muda-se para o Brasil, trazendo na bagagem um extenso registro material da vida dos povos angolanos e dos colonos portugueses.
Já a “Falta que me faz”, documenta o fim da juventude de um grupo de meninas, que vive rodeadas pela Serra do Espinhaço. Um romantismo impossível deixa marcas em seus corpos e na paisagem a seu redor.

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CineOquinha : o projeto que acertou na mosca

Acho que nunca um projeto acertou na mosca (ou no 12 , como dizem em Rondônia) como este lançado pelas incansáveis Malu Calixto e Simone Norberto.

Neste sábado,  27 de março, a partir das 8 da noite, na sede da Associação Cultural  Cuniã, comandada pelo Cláudio Vrena  no bairro Tucumanzal, o projeto CineOquinha possibilitará a  exibição de audiovisuais voltados especialmente para o público infanto-juvenil. Com uma programação de qualidade, o projeto prevê o acesso gratuito a filmes que geralmente as crianças e adolescentes não tem oportunidade de assistir.

Desde que foi fundado em 2005, o CineOca se destaca no estado pelo pioneirismo na atividade cineclubista, mas as exibições eram mais voltadas para o publico adulto. Foram poucas as sessões especialmente destinadas ao público infanto-juvenil, alguns filmes de animação, ou sucessos brasileiros como a produção Tainá.

Com  equipamento de exibição audiovisual disponbilizado pelo governo federal através do programa Cine Mais Cultura, o tão sonhado cineOquinha acontecerá periodicamente todos os domingos, às 16 horas (a partir do dia 4 de abril), sempre na sede da Associação, com debates e reflexões após os filmes.

Para que o projeto acontecesse, vários passos foram dados. O primeiro deles foi proposição do CineOca para, através do Conselho Nacional de Cineclubes, pleitear o equipamento junto ao programa Cine Mais Cultura , do Governo Federal. A parceria com a Associação Cuniã garantiu o local para a exibição e o curso de oficineiros, realizado em Belém e no Rio de Janeiro. A capacitação tornou possível a formação dos agentes culturais que trabalharão com o projeto. E ainda tem a Programadora Brasil, distribuidora de filmes nacionais, também conveniada do programa Cine Mais Cultura , que enviou as produções encomendadas pelo CineOca para o projeto.

O equipamento para exibição foi instalado na sede da Associação Cuniã, conforme as especificações técnicas e mais uma boa dose de capricho do presidente Cláudio Vrena. O artista, com grande sensibilidade, adequou o espaço da associação, construindo nova sala para abrigar com segurança os aparatos de exibição. A instalação no auditório também leva em conta a qualidade na projeção dos filmes. De parabéns todos os envolvidos na execução do projeto, coisa que não é fácil. Agradecem todos os meninos e meninas que terão uma opção cultural de qualidade para enxergar o mundo com outros olhos.

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Capô “fura o ticket” no CineOca

O Filme “Bebel, a Garota Propaganda“,  longa de estréia do cineasta paulista Maurice Capovilla, o “Capô”  é o destaque cinematográfico do mês que homenageia a Mulher no CineOca.
As exibições do CineOca acontecem às quintas-feiras às 8 da noite no SESC.
Realizado entre 1966/1967  foi baseado no excelente livro de Ignácio de Loyola Brandão, “Bebel, que a cidade comeu” , feito com poucos recursos e com a colaboração do cineasta Roberto Santos.

A partir da trajetória de uma moça ansiosa por sucesso, o filme questiona os valores veiculados pela indústria cultural e a banalização da mulher.

Capô frequenta às vezes nossas bandas portovelhenses . já foi homenageado no Cineamazônia, já deu show de dança(daí a expressão “furar o ticket”, usada por dançarinos profissionais) no antigo bar Wood River que as pessoas insistiam em chamar de Open por conta de um neon na porta.

Ultimamente ele anda pelo Acre, onde coordena a implantação da Usina de Artes João Donato e acabamos vez por outra nos cruzando no Café do Teatro, obviamente bebendo café sob o inclemente sol acreano.

Seu filme mais recente é “Harmada”, de 2004 , inspirado na obra do gaudério João Gilberto Noll.

O protagonista é Paulo César Peréio e só isto já merece uma história à parte. Legal prá caramba são Bububu no Bobobó ( década de 80), O Jogo da vida(1977, creio que baseado no livro de João Antônio), O profeta da fome(77).  “O último dia de Lampião”, acho que foi o primeiro Globo Repórter a ir ao ar, no tempo em que o programa era feito por cineastas de verdade em câmeras 16 mm.

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Capô "fura o ticket" no CineOca

O Filme “Bebel, a Garota Propaganda“,  longa de estréia do cineasta paulista Maurice Capovilla, o “Capô”  é o destaque cinematográfico do mês que homenageia a Mulher no CineOca.
As exibições do CineOca acontecem às quintas-feiras às 8 da noite no SESC.
Realizado entre 1966/1967  foi baseado no excelente livro de Ignácio de Loyola Brandão, “Bebel, que a cidade comeu” , feito com poucos recursos e com a colaboração do cineasta Roberto Santos.

A partir da trajetória de uma moça ansiosa por sucesso, o filme questiona os valores veiculados pela indústria cultural e a banalização da mulher.

Capô frequenta às vezes nossas bandas portovelhenses . já foi homenageado no Cineamazônia, já deu show de dança(daí a expressão “furar o ticket”, usada por dançarinos profissionais) no antigo bar Wood River que as pessoas insistiam em chamar de Open por conta de um neon na porta.

Ultimamente ele anda pelo Acre, onde coordena a implantação da Usina de Artes João Donato e acabamos vez por outra nos cruzando no Café do Teatro, obviamente bebendo café sob o inclemente sol acreano.

Seu filme mais recente é “Harmada”, de 2004 , inspirado na obra do gaudério João Gilberto Noll.

O protagonista é Paulo César Peréio e só isto já merece uma história à parte. Legal prá caramba são Bububu no Bobobó ( década de 80), O Jogo da vida(1977, creio que baseado no livro de João Antônio), O profeta da fome(77).  “O último dia de Lampião”, acho que foi o primeiro Globo Repórter a ir ao ar, no tempo em que o programa era feito por cineastas de verdade em câmeras 16 mm.

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