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Por quê na Amazônia nenhum deputado ousa propor o uso do biodiesel B-100 nos ônibus ?

Nem Rio Branco, nem Porto Velho, nem Boa Vista, Manaus, Belém, Macapá… Nada. Nas capitais e principais cidades amazônicas ninguém propõe, corajosamente, que as frotas de ônibus usem o biodiesel B-20 ( concentração de 20 % de biodiesel produzido por matrizes renováveis) ou mesmo o B-100, o biodiesel puro, que reduz as emissões de gás carbônico em até 90 %.

Porto Velho e seus distritos, por exemplo, por conta do transporte dos trabalhadores das usinas se entupiram de ônibus que queimam diariamente o pior tipo de diesel, o mineral, liberado para venda a pequenas cidades ou campo e que dispersam na atmosfera uma quantidade absurda de enxofre.

Não se ouviu um pio vindo da Assembléia Legislativa de Rondônia, propondo a adoção do biodiesel B-20 neste caso e até no transporte rodoviário urbano de passageiros nas cidades de Rondônia, que hoje enfrentam o caos do trânsito por conta das dezenas de obras implantadas pelo PAC .

Os deputados nem precisariam muita criatividade, como costumam se gabar nas propagandas de mau gosto da ALE. Bastaria seguir o exemplo da Coca-Cola e da Man Latin America, que se uniram num projeto inédito de motores com injeção inteligente movidos a biodiesel B-100, sem qualquer perda da capacidade e potência. Em março de 2009, a MAN completou a compra das operações brasileiras da Volkswagen Caminhões e Ônibus, criando a MAN Latin America.

Inédita no País, a tecnologia Dual Fuel contribui para a redução das emissões de CO2 em até 90%, além de emitir menos material particulado. Gerenciado eletronicamente, sem a adição de qualquer aditivo especial, o novo sistema permite o monitoramento de sua operação, ajustando o fornecimento do combustível apropriado para o motor a cada momento – biodiesel ou óleo diesel comum –, por meio de uma unidade dosadora.  Hoje , através de norma da ANP, é obrigatória a adição de 5% de biodiesel, o chamado B-5.

Quem sabe algum, em algum estado, tenha alguma preocupação puramente ecológica…Tem até usina pronta sendo vendida em Rolim de Moura, veja só.

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Monte Roraima : Aventura com segurança

Nos últimos dias, este blog publicou uma série de posts sobre o Monte Roraima. Mas como ir lá ?

Tem que ir de avião até Boa Vista capital do estado de Roraima. A partir de Boa Vista são necessárias 2,5h de estrada pela BR 174 até Santa Elena de Uairén, totalmente asfaltada. Depois mais 68 km até a entrada da vicinal que conduz à comunidade indígena de Paraitepuy, localizada no Parque Nacional Gran Sabana.

A melhor época é no período menos chuvoso, que compreende outubro a abril, mas cada ano é muito singular. Melhor contatar a agência antecipadamente para saber as condições climáticas da região, que é muito particular. Nesse período sugerido as trilhas são menos escorregadias, a travessia de alguns rios é menos complicada e há um pouco mais de “conforto” nos acampamentos. As viagens nos outros períodos representam uma aventura maior, compensada também pelo espetáculo das cachoeiras mais densas. A temperatura na base oscila em torno dos 20 graus, e no topo fica por volta de zero grau à noite.

É indispensável um completo equipamento para trilha. Deve-se lembrar que são, pelo menos, seis dias de caminhadas longe da civilização, sem nenhum contato com o mundo urbano. Portanto, não pode faltar nada. Quanto à alimentação, recomenda-se levar um pouco acima da previsão do grupo, pois os indígenas nem sempre respondem por suas provisões. A lista destes itens pode ser fornecida pelo responsável que organiza a viagem.

O acesso ao Monte Roraima é possível a todas as pessoas (via trekking ou mesmo de helicóptero), mas é preciso ter consciência de que a realidade da caminhada é difícil e cansativa, anda-se muito em terrenos acidentados, um sobe-desce sem parar, e o desgaste físico é extenuante. Por isso a elaboração de um bom roteiro e uma boa orientação por parte dos responsáveis pela organização faz a diferença. E lembre-se: o rigor na fiscalização da fronteira depende muito do humor dos plantonistas. O passaporte é importante, exige-se a vacina contra febre amarela.  Não é necessário visto de entrada, ele é concedido na fronteira.

Para outras informações ligue para o Magno, da Roraima Adventure, no fone (95) 3624 9611 ou mande um e-mail para magno@roraima-brasil.com.br. O site é www.roraima-brasil.com.br

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