Arquivo da categoria: Eleições 2010

Faltou educação no uso da internet em campanha, diz professora da UnB

Embora não seja novidade o uso da internet nas campanhas políticas, o fato é que as informações lançadas na rede mundial de computadores tiveram papel importante no processo eleitoral deste ano no Brasil. Para a cientista política Lúcia Avelar, professora da Universidade de Brasília (UnB), o uso da rede de forma acusatória e, muitas vezes leviana, deixou explícita a “falta de educação” ao lidar com uma ferramenta de comunicação tão importante. “Esse processo eleitoral demonstrou que ainda estamos meio deseducados para a utilização da internet em uma campanha política”, disse a professora, que defende esse meio de comunicação como poderosa ferramenta de mobilização. “A internet ficou aquém do que a gente esperava dela neste processo eleitoral. O que se viu foi muita baixaria e isso é lamentável”, disse a professora ao comentar os vídeos e os e-mails apócrifos distribuídos com acusações sobre os candidatos. Para a professora, faltou discussão sobre as propostas de cada candidato. Ela lamentou a falta de discussão sobre os dois modelos de administração em disputa: os modelos da petista Dilma Rousseff e do tucano José Serra. “É lamentável que a diferença entre os dois projetos não tenha ficado muito clara. Porque são dois projetos diferentes que estão competindo no Brasil há bastante tempo. Parece que tudo ficou meio clandestino”, disse.

NR : Ainda vai ser melhor estudada a importância dos blogs livres nestas eleições, marcadas pela baixaria e tentativa de conduzir a discussão política para o campo da religião,  desinformando a população .  Foi com o esclarecimento das centenas de e-mails falsos que circularam para difamar Dilma Roussef que a coisa se equilibrou e se pode mostrar as diversas faces nefastas do seu oponente, José Serra. Como diz o ditado : chumbo trocado não dói.E o recado mais eficiente foi dado no lugar correto : nas urnas. Como dizia o falso caipira na propaganda eleitoral gratuita da TV em Rondônia : É peia…. e passa a régua.

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Deu no JN : Em RO, Confúcio tem 58% dos votos válidos e Cahulla, 42%

A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. Levando em consideração a margem de erro, Confúcio pode ter entre 55% e 61%, e Cahulla, entre 39% e 45%.O Ibope entrevistou 812 eleitores em 45 municípios de Rondônia entre sexta-feira (29) e este sábado (30). O levantamento foi encomendado pela Rádio TV do Amazonas e foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RO) com o número 31759/20120 e no Tribunal Superior Eleitoral com o número 37770/2010.

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Dilma sobe para 56% , contra 44% de Serra. Agora são 12 % de diferença. Em Rondônia Confúcio tem 58% e Cahulla 42 % dos votos válidos. Diferença de 16%

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, aparece 12 pontos à frente de José Serra (PSDB) na disputa do segundo turno. A Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (20) mostra a petista com 56% dos votos válidos, contra 44% do candidato tucano. Neste cenário, brancos e nulos são descartados. Com o resultado, Dilma seria eleita presidente.A pesquisa, encomendada pela TV Globo e o jornal “O Estado de S. Paulo”, foi feita entre os dias 17 e 20 de outubro e está registrada no TSE com o número 36476/2010. Foram feitas 3010 entrevistas. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

A TV Rondônia, canal 4 de Porto Velho/RO, afiliada da Rede Globo, também divulgou a pesquisa IBOPE/Rede Amazônica de Televisão . Na pesquisa estimulada, Confúcio Moura tem 52 %. O candidato João Cahulla aparece com 39 %. Brancos e nulos somam 3% e os indecisos , 6% . A pesquisa ouviu 812 eleitores em 30 municípios de Rondônia, entre os dias 15 e 17 de outubro.

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Deu no JB : “pela minha tradição, eu seria favorável a apoiar o PT” diz Marina

O Jornal do Brasil, em sua edição digital de hoje ( 14 ), fez uma extensa reportagem em que a ex-candidata à presidência da República pelo PV  disse que estaria mais próxima de Dilma Rousseff no segundo turno.  Marina Silva, que concedeu entrevista exclusiva ao Terra TV afirmou que estaria mais próxima de apoiar o PT, devido a sua trajetória e carreira política. Segundo o jornal, a pergunta foi feita por um internauta que questionou se sua história petista influenciaria em seu apoio no segundo turno. “Não é assim que a gente pensa política, não é assim que a gente fala das questões relevantes para o País com amadurecimento. Eu tenho uma amizade com muitas pessoas que pensam completamente diferente daquilo que eu penso e nem por isso vou subordinar minha ação política a esses laços de amizade”, reiterou a candidata. .  Durante a entrevista, Marina criticou a cobertura da imprensa sobre os temas relacionados ao aborto e às questões religiosas. A senadora disse ainda que, durante a disputa no primeiro turno, sentia que as perguntas que envolviam os estes assuntos eram voltadas “quase que exclusivamente” a ela. “Nos debates do primeiro turno, sentia que essas questões eram dirigidas à mim e pensava: “será que tem a ver com minha fé religiosa?'”. Marina afirmou que debateu com clareza os temas ligados ao aborto e a religião. “Eu tenho a alegria de dizer que as debati e coloquei a minha posição contrária, por questões religiosas e filosóficas. Não as escondi. Espero que não tenhamos uma visão preconceito nem em relação a quem crê e nem a quem não crê”, defendeu a ex-candidata. Como o aborto tem sido a principal questão que vem pautando o segundo turno, Marina foi questionada sobre seu posicionamento em relação à opinião dos candidatos José Serra e Dilma Rousseff. “Eu não tenho condições de julgar a fé das pessoas. Se ele (Deus) não julgava, como é que eu vou julgar”. Em seguida, a senadora foi questionada sobre a existência de um Estado laico no Brasil, porque o aborto não poderia ser legalizado sem a geração de polêmica. Ao responder, Marina, como vinha fazendo no período de campanha, defendeu a realização de um plebiscito popular, onde a vontade da população prevaleceria. “Vai ser sempre a vontade da maioria da população, de uma sociedade democrática. Existe também outra parte da população que tem posição contrária e eles têm o direito de expressar a sua posição. A gente tem que defender a liberdade de expressão para todas as questões. Cada um tem o direito de expressar a sua condição religiosa sem ser satanizado”, explicou. Sobre o perfil político dos presidenciáveis José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), Marina afirmou: “os dois são pessoas com uma visão desenvolvimentista, não vem pela busca da sustentabilidade ambiental e das suas diferentes dimensões”. Segundo a senadora, seus adversários no primeiro turno apresentam perfis gerenciais muito semelhantes, mas o segundo turno é uma “benção”, já que os dois terão oportunidades de se diferenciar.

Jornal do Brasil com os blogs Conversa Afiada e Luis Nassif Online.

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Deu no JB : "pela minha tradição, eu seria favorável a apoiar o PT" diz Marina

O Jornal do Brasil, em sua edição digital de hoje ( 14 ), fez uma extensa reportagem em que a ex-candidata à presidência da República pelo PV  disse que estaria mais próxima de Dilma Rousseff no segundo turno.  Marina Silva, que concedeu entrevista exclusiva ao Terra TV afirmou que estaria mais próxima de apoiar o PT, devido a sua trajetória e carreira política. Segundo o jornal, a pergunta foi feita por um internauta que questionou se sua história petista influenciaria em seu apoio no segundo turno. “Não é assim que a gente pensa política, não é assim que a gente fala das questões relevantes para o País com amadurecimento. Eu tenho uma amizade com muitas pessoas que pensam completamente diferente daquilo que eu penso e nem por isso vou subordinar minha ação política a esses laços de amizade”, reiterou a candidata. .  Durante a entrevista, Marina criticou a cobertura da imprensa sobre os temas relacionados ao aborto e às questões religiosas. A senadora disse ainda que, durante a disputa no primeiro turno, sentia que as perguntas que envolviam os estes assuntos eram voltadas “quase que exclusivamente” a ela. “Nos debates do primeiro turno, sentia que essas questões eram dirigidas à mim e pensava: “será que tem a ver com minha fé religiosa?'”. Marina afirmou que debateu com clareza os temas ligados ao aborto e a religião. “Eu tenho a alegria de dizer que as debati e coloquei a minha posição contrária, por questões religiosas e filosóficas. Não as escondi. Espero que não tenhamos uma visão preconceito nem em relação a quem crê e nem a quem não crê”, defendeu a ex-candidata. Como o aborto tem sido a principal questão que vem pautando o segundo turno, Marina foi questionada sobre seu posicionamento em relação à opinião dos candidatos José Serra e Dilma Rousseff. “Eu não tenho condições de julgar a fé das pessoas. Se ele (Deus) não julgava, como é que eu vou julgar”. Em seguida, a senadora foi questionada sobre a existência de um Estado laico no Brasil, porque o aborto não poderia ser legalizado sem a geração de polêmica. Ao responder, Marina, como vinha fazendo no período de campanha, defendeu a realização de um plebiscito popular, onde a vontade da população prevaleceria. “Vai ser sempre a vontade da maioria da população, de uma sociedade democrática. Existe também outra parte da população que tem posição contrária e eles têm o direito de expressar a sua posição. A gente tem que defender a liberdade de expressão para todas as questões. Cada um tem o direito de expressar a sua condição religiosa sem ser satanizado”, explicou. Sobre o perfil político dos presidenciáveis José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), Marina afirmou: “os dois são pessoas com uma visão desenvolvimentista, não vem pela busca da sustentabilidade ambiental e das suas diferentes dimensões”. Segundo a senadora, seus adversários no primeiro turno apresentam perfis gerenciais muito semelhantes, mas o segundo turno é uma “benção”, já que os dois terão oportunidades de se diferenciar.

Jornal do Brasil com os blogs Conversa Afiada e Luis Nassif Online.

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Serra normatizou o aborto em 1998 e agora fica de nhém nhém nhém

Neste post há documentos que provam que Serra é mentiroso quando trata do tema aborto.  É o que o que diz o blog do jornalista Paulo Henrique Amorim.

É para usar o aborto na campanha ? Ministro Serra autorizou muito aborto

Em 1998, quando era ministro da Saúde, José Serra foi acusado de atender a grupos pró-aborto por normatizar a realização do aborto nos casos previstos em lei (risco de vida para a grávida ou gravidez após estupro).Mesmo permitido desde 1940, poucos serviços públicos faziam o aborto. A normatização deu respaldo político e técnico para que mais hospitais o realizassem.O então deputado federal Severino Cavalcanti (PP-PE) apresentou um projeto de decreto legislativo para sustar a normatização. Para ele, Serra via “o ato de ceifar uma vida inocente” como “o esvaziamento da cavidade uterina”.
Ele ganhou apoio de entidades contrárias ao aborto, mas o projeto foi derrubado.Em 2001, o Ministério da Saúde começou a distribuir com Estados e municípios a pílula do dia seguinte. Serra ocupava a pasta. Entidades católicas foram a público dizer que a pílula é abortiva.Ouça no vídeo o que um padre fala durante a missa
Repasse este link  http://www.youtube.com/watch?v=yst5IM8Q2os o Padre Leo criticando Serra e FHC por permitir o aborto no Brasil PLS – PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 78 de 1993
Do ex tucano, Gabriel Chalita, amigo de Geraldo Alckmin, em entrevista para a Folha hoje…
Como o sr. avalia a polêmica em torno da posição de Dilma Rousseff sobre o aborto?
A crítica é boa quando baseada em fatos. Mas essa tentativa de desconstruir pessoas com boatos é muito ruim. Dilma nunca disse ser a favor do aborto. Ela se posicionou, abordando o tema como uma questão de saúde pública. Eu particularmente sou contra. Mas a questão central nesse caso é a boataria. Isso aconteceu com o Lula, em 2002. Diziam que ele ia mudar as cores da bandeira e fechar igrejas.

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Carta Pastoral para as Eleições 2010

Aos Padres, Religiosos e Religiosas, Seminaristas, Ministros, Coordenadores e Agentes de Pastoral, Lideranças, Leigas e Leigos cristãos das comunidades da Arquidiocese de Porto Velho.

A Igreja não pode e nem deve omitir-se no campo político. Ela não pode colocar-se no lugar do Estado. Mas também não pode e nem deve ficar de fora na luta pela justiça e pela ética. Seria renegar sua fé em Jesus Cristo. É nosso dever incentivar os católicos leigos a se engajarem com responsabilidade na ação política, dando a eles orientações para que exerçam o seu voto com consciência e com ética. A partir destes ensinamentos é que a sociedade deve compreender o engajamento dos líderes da Igreja Católica no combate à corrupção. A corrupção eleitoral ainda é um problema enraizado na mentalidade de nosso povo. Os eleitores carecem de educação para a cidadania. É preciso instalar uma nova consciência política iluminada pelo lema que mobilizou os movimentos sociais nos últimos anos: “voto não tem preço, têm conseqüências.”. Estamos diante de um grande apelo ao depositar na urna o compromisso com Rondônia e com o Brasil: eleger candidatos idôneos, capazes de orientar nosso Estado e nosso Brasil para novos caminhos, em resposta às necessidades do povo. Seja, portanto, um eleitor consciente do valor de seu voto. Que vote pela comunidade e não por interesse ou privilégios individuais ou familiares. UM ELEITOR QUE NÃO VENDA O SEU VOTO. Quem vende seu voto por favores, vende sua dignidade humana. O cristão não deve votar em candidato que quer comprar seu voto. Consciência não se vende. Queremos ser um eleitor que tenha consciência de seu poder de interferência e decisão na vida da comunidade, que saiba valorizar o seu voto, analisando, refletindo sobre o passado e o presente do candidato tendo em vista um futuro melhor. Não basta votar. Não basta mesmo escolhermos uma pessoa de “ficha limpa” por mais fundamental e importante que ela seja. Nossa missão vai além: levar a pessoa “ficha limpa” a ser eficaz e a se manter ética durante o mandato a serviço do bem comum. A Igreja católica não apresenta candidatos/as próprios/as. Qualquer sinal nesta linha deve ser interpelado, em nome dos documentos oficiais de nossos pastores. Indicamos, com força profética, a importância do voto e os critérios que devem valer no nosso compromisso como cristão. Que Deus inspire e proteja o povo brasileiro, especialmente os de nossa Arquidiocese, no próximo dia 03 de outubro! Estamos conscientes de que o voto-cidadão, com participação popular, é uma das melhores formas de promover políticas públicas a serviço do bem comum. Somos convocados a uma ação política iluminada pela convicção de que o voto é de responsabilidade pessoal de cada eleitor, diante de sua consciência, da sociedade e de Deus. Que todos, no livre exercício do dever democrático, possam experimentar a proteção materna de Nossa Senhora! Façamos preces pela nossa Pátria e pelo nosso compromisso com o Estado de Rondônia a promover a prosperidade e dignidade de nosso povo.

Dom Moacyr Grechi , Arcebispo de Porto Velho

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