Arquivo da categoria: Divagações

O amor de verdade (via Ossos do Ofídio)

Não é o amor o que une as pessoas. Sentimento abstrato este. Ave nossa! Não. Não é o coração que bate o olho e que escolhe.

Vejo esta foto, de meus pais. Cada um em sua juventude. Aqui, numa mesma pose à minha cabeceira. Duas vidas que se irmanaram.

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Vontades impublicáveis (via Mulherão)

Por Eduardo Soares

Hoje fiquei com sua imagem na cabeça/Certeza de saudade convicta latejante/Deu vontade de ser seu aconchego/Ver seu sorriso tímido/De acariciar sua pele. Meu abraço pede o seu/Minha fome pede sua carne/Cai a noite e com ela/Abrimos nosso vinho favorito/Abrimos nossos pensamentos perdidos/Escondidos entre ansiedades e saudades. Quando digo: quero beijar sua nuca/A resposta vem: preciso de você todo/Espalho o vinho pelo seu corpo …Leia Tudo via Mulherão

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Programa Modernizando a Gestão Pública (PMGP) chega a Rondônia

Rondônia começa nesta terça-feira (26) a modernização dos processos na administração estadual. Em parceria com o Movimento Brasil Competitivo (MBC), o governo rondoniense assina o Protocolo de Intenções do Programa Modernizando a Gestão Pública (PMGP) . A partir da adoção de métodos mais modernos de gestão, o estado espera promover novos arranjos nas áreas de arrecadação de Receita e Despesas, Educação e Segurança Pública. Com estes mecanismos, que devem ajudar na identificação de gargalos da máquina pública, a iniciativa espera alcançar mais eficiência dos gastos públicos. Além da economia aos cofres estaduais, o Programa espera melhorar a arrecadação do estado sem aumento de impostos. Com a parceria, o governo rondoniense espera tornar mais eficazes os processos também na Secretaria de Educação. Entre os objetivos está o de alavancar a aprendizagem de alunos da rede estadual e melhorar o desempenho de Rondônia no cenário nacional . As ferramentas ainda devem propor mudanças na Secretaria Estadual de Segurança Pública, Defesa e Cidadania. Entre os indicadores que serão monitorados estão número de homicídios, latrocínios, roubos de veículos, roubo a residência e também roubo de rua.

Já executado nos poderes executivos de 11 estados, oito municípios, além de um Ministério e dois órgãos do poder judiciário, o PMGP propõe a melhoria da gestão nas instituições públicas a partir do aumento da capacidade de investimento e da obtenção de ganhos de competitividade e eficiência. A iniciativa agrega métodos de gestão, técnicas de gerenciamento de receitas e despesas e a reestruturação de processos e órgãos para promover mudanças na administração pública, com apoio da iniciativa privada.

Desde que foi idealizado, o Programa alcançou a marca dos R$ 14,2 milhões em aumento de receitas e otimização de despesas nas cidades e estados onde foi executado. Com o investimento de R$ 78,7 milhões de recursos privados, o resultado, comparativamente, aponta que para cada R$ 1 investido, o retorno global foi de R$ 181.

via Máquina Public Relations / 61 3323 2884 /  www.maquina.inf.br

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Padre Ton homenageia Eduardo Valverde reapresentando seus projetos na Câmara

O deputado federal Padre Ton reapresentou na Câmara dos Deputados cinco projetos de lei de autoria do ex-deputado federal Eduardo Valverde, falecido há dois meses atrás num acidente automobilístico.

Padre Ton disse que atendia a um pedido do companheiro de partido, que já tinha concluído o mandato e não chegou a ver nenhum desses projetos aprovados. Os projetos tratam sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço , Consolidação das Leis do Trabalho – CLT e maior rigor para punir desrespeito às normas trabalhistas, na cidade e no campo.

-“Ocorre que o fenômeno da terceirização avançou sobre os institutos jurídicos trabalhistas consolidados, motivando o surgimento de institutos paralelos, como a locação de mão de obra revestida de contratos de prestação de serviço”, disse o deputado. Ele lembra que tem muita ocorrência na zona rural o conhecido “gato”, fonte permanente de desrespeito às normas trabalhistas e encobridor das obrigações dos verdadeiros beneficiários do trabalho alheio.

Um outro projeto de Valverde , que altera a lei nº 9613, de 3 de março de 1998, que dispõe sobre os crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores também foi reapresentado.  “Valverde tinha uma ativa participação no debate sobre o combate ao trabalho escravo, e esta proposição é mais um esforço nessa direção, uma contribuição importante”, disse o deputado Padre Ton.

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Zé, apreciador de canto e viola

Por Antônio Serpa do Amaral Filho

Faleceu Zé simplesmente, ou simplesmente faleceu Zé.
Com duas letras apenas Deus pôs nome ao mais simples dos mortais.
Morreu menos que ninguém, pois ninguém é menos que Zé.
Morreu Zé, e ainda por cima Pirento – Zé Pirento.
Um substantivo e um adjetivo perfaziam todo seu ser no mundo.
Um Zé brasileiro nato, daqueles que têm de tudo um pouco;
um pouco de dinheiro no bolso, um pouco de amigos, um pouco de comida no prato,
um pouco de alegria, um pouco de tristeza, um pouco de amor, um pouco de leveza, um pouco de esperteza, um time pra torcer e um pouco de esperança que ele seja o próximo campeão brasileiro.
Como veio, se foi: Zé, Zé filho do Lessa. Que Lessa? Do Lessa da prefeitura.
Dessa não!, de antigamente, pai do Ronaldo, irmão da Cidalgina,
irmã do Zé, que morou em Campo Grande , onde conhecemos o Zé Pirento,
o Zé conselheiro, o Zé companheiro, o Zé amigo, o Zé da farra, o Zé segura-barra, o Zé agitador cultural, o Zé cicerone, o Zé fiscal da prefeitura, o Zé da vida dura, o Zé da pinga, o Zé da viola, o Zé do consolo de quem chora, o Zé da vila, o Zé da lida, o Zé da vida, o Zé do relento, o Zé da pira, o Zé da fila, o Zé Pirento.
Era apenas Zé, mas era muitos, hein!!
Era apenas Zé, mas era nosso.
Apenas Zé, e era tantos. Quantos??? Não sei, só sei que era tantos quantas foram as vezes que precisamos dele. Tantos quanto os muitos para quem ele simplesmente estendeu sua mão amiga e despretenciosa; tantos quanto os muitos Zés com que convivemos em terras distantes.
Na simplicidade de ser apenas Zé habitava o mistério da sua multiplicidade e a grandeza de ser uno sendo vários, de ser único sendo todos os zés do mundo num só coração dadivoso e solidário.
Para nos ensinar que a vida é só um sonho, Zé morreu dormindo.
Indo em silêncio nos poupou do constrangimento da despedida.
Viveu intensamente a vida para nos mostrar o quanto ela vale.
Foi solidário o quanto pôde para nos ensinar que é sempre possível sermos melhores do que somos.
Partiu tão-somente Zé para nos dizer que a morte não passa de um monossílabo átono e que ele, em tendo por nome um monossílabo tônico, a ela se apresentou assim apenas para morrer com um mínimo de dignidade prosódica – o máximo de soberba a que se permitiu em vida.
Adeus, Zé!

Por mim e pelo Mano Velho, Miguel Amaral, que madrugadas inteiras e incontáveis colocou seu coração, sua voz e seu talento à disposição do diapasão existencial do Zé Lessa, sensível apreciador de canto e viola.

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Antônio Cândido lança Diaruí, um romance sobre o povo karipuna

Por Luciana Oliveira

O autor nos leva as corredeiras e cachoeiras do rio Madeira, no trecho que vai de Santo Antônio até Guajará-Mirim, fronteira com a Bolívia, para nos contar a história de Diaruí.Discorre sobre o povo Karipuna que por causa das brigas entre as tribos, no início do Século XIX, saiu da bacia do rio Tapajós em direção ao Oeste para habitar a bacia do rio Jaci Paraná, e nos leva ao contato desse povo com o homem branco no final do Século XIX, que fizera com que esses índios se deslocassem, no início do século seguinte, para as cabeceiras do rio Mutum Paraná.Desses contatos o mais importante foi quando da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré que trouxe no seu rastro, de maneira definitiva, a acelerada exploração dos seringais e a decadência desse povo, uma vez que o trajeto da construção atravessava, principalmente, os domínios das tribos Karipuna.
Foi nesse cenário que aconteceu a história de Diaruí, encontrado pelos engenheiros da construção da ferrovia, com a perna necrosada, abandonado no “caminho do progresso”.O narrador envereda por esse choque de culturas, crenças e mitos, chegando à dúvida do conflito  psicológico de determinados personagens que chegam, às vezes, em não saberem mais no quê acredita.Amor e ódio aparecem em determinados momentos com redobrado vigor e a vingança é o ingrediente que dá vida a essa narrativa, onde a sede de riqueza faz as pessoas passarem, sem escrúpulos, sobre o sofrimento dos oprimidos cujos gritos de socorro são abafados pela pujança da floresta amazônica.

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O mundo está mesmo muito estranho

Por Marli Gonçalves

“Meu, o mundo tá muito estranho”. Duvido que você não tenha ouvido essa frase nesta semana de horror. Que não tenha concordado com ela. Duvido que também não tenha medo, e não se sinta como uma barata tonta, sendo pisada, caçada por algo maior, desconhecido, imensurável, complexo, chamado Futuro, sobrenome Natureza, e apelidado Destino

Maremoto, que dá tsunami, terremotos e o risco de um desastre nuclear sem precedentes em uma das maiores e mais desenvolvidas nações do mundo, o Japão. Era mais do que a gota d’água que faltava para a gente ficar paranóico de vez. Não precisa nem esperar 2012 quando uns malucos de pirâmides douradas juram que sabem que o mundo vai acabar. É todo dia. Toda hora. Cada notícia mais louca que outra, mais constante, mais punk, mais esquisita. Isso além daquelas que são i-na-cre-di-tá-ve-is, tanto, mas tanto, que chegam a ser folclóricas.

Nós, aqui, ainda temos de aguentar umas catracas que nos governam fazendo catraquices, como por exemplo, nossa representante na ONU se abstendo de votar sanção contra a Líbia do Kaddaffi (gosto assim, dois ds, dois fs). Não parece mesmo o fim do mundo uma decisão como essa tomada justamente quando os kaddaffinhos afirmam, o povo como refém, que haverá banho de sangue civil correndo por ali? Kaddaffi e os kaddaffinhos me lembram dos mafagafos e mafagafinhos, bem monstrinhos. Nossa política internacional? Esta nem me lembra nada de tão chutada que é.

Justamente nesta semana, completando o quadro, o homem mais poderoso do mundo, o presidente americano, o primeiro presidente negro, Barack Obama, vem para cá, para encontrar com a primeira presidente mulher do país, Dilma, e no meio de todos esses acontecimentos internacionais. Mais? Esperavam dele um discurso histórico; primeiro seria lá na Cinelândia, mas o barato foi cortado. Digamos que julgaram que seria mais seguro Obama aparecer em sala fechada e bonitinha, como o Teatro Municipal, todo mundo sentadinho e bem revistado. Por causa de Obama, até Cristo foi revisado, revistado por tropas de elite. Pede para sair! Ainda querem levá-lo para passear e ver um pouco de pobres e miséria, em uma favela, ou alguma outra “pracinha” de uma pacificada cidade do Rio de Janeiro, o Rio. Agora, dizem que pretende tomar um banho de mar. Descarrego no Rio de Janeiro? O Rio de março.

Nessas águas e nas passadas. Neste ano, nem precisamos por os peitos na janela. Bastou ligar a televisão e por ali passou tudo: a banda e as casas e as pessoas, árvores e os animais, todos carregados, levados na enchente da serra fluminense. Vimos carros empilhados, mortes e desespero também nas enchentes do Sul e resto do Sudeste. São Paulo boiou.

E fez calor. Muito calor, um calor opressivo. Não era só o calor do verão, o tão esperado. Era um forno maldito, sufocante, incapacitante. Choveu, choveu, choveu. Tudo bem. Mas e os raios? Muitos raios, relâmpagos, descargas – como nunca antes – crisparam, cindiram, rasgaram os céus de forma apavorante.

Lá fora um frio cortante, neve para mais de metros. E gritos, muitos gritos de liberdade, vindos do Oriente Médio, de cada pedacinho. Um diferente do outro, mas todos parecidos, pesados, violentos, religiosos, remotos. Enfáticos, assim como as palavras que preciso usar. Vozes que se levantaram mesmo que vindas de debaixo das burcas pesadas, só os olhos de fora, túnicas e crenças míticas, sacrifícios em acampamentos. O pavio queimando, como o das velas de aniversário que apagam e acendem, a qualquer fagulha.

E veio a água e o tremor. Ou o temor, como aprendi no sábio I-Ching – “Há de se saber diferenciar o tremor do temor”, li certa vez e jamais esqueci. Como no oráculo chinês, só se vê como previsão água sobre terra, vento sobre terra, lago sobre céu, céu sobre terra, fogo sobre montanha.

Nós? Corremos como baratas quando fogem de nossos pés e vassouras, dos bicos finos de nossos sapatos. Dos sprays que lhes empunhamos como canhões e jatos de efeitonapalm. Queremos matá-las. Extermínio seria uma palavra adequada. (Me perdoem os budistas)

Sempre fui, mas realmente ando mesmo ainda muito mais impressionada com as baratas. Para me apavorar, fazer o tradicional terrorismo “brother”, meu irmão me contou que viu num documentário como elas são capazes de se comprimir, ficarem chatinhas e como, assim, conseguem e conseguirão escapar – ele descreveu, sádico, citando cada imagem, imitando a barata ficando chatinha. Fazendo cara de barata achatadinha.

Dizem que são os únicos bichos que sobreviveriam a uma hecatombe nuclear. Eu ouvi. Agora fico sabendo de operações de resfriamento de usinas radioativas com ácido bórico, o que eu achava que matava as baratas, e vejo aqueles helicópteros sofisticados carregando “baldinhos”, como parecem de longe aquelas toneladas de água e as moscas voadoras enormes, para lá e para cá, trazendo também a água do mar, e com o ácido. O ácido bórico. Quantas visões aterrorizantes!

Esse mundo anda mesmo muito estranho.

São Paulo, distante 396 km de Angra dos Reis, e a nove meses de 2012

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