Arte Contemporânea: sobre nossa dificuldade de pensar e fazer (via filosofia cinza)

Nossa experiência com a arte, seja como artistas ou como seus apreciadores depende de nossa compreensão da arte. A compreensão que é um campo amplo e aberto depende, por sua vez, de algo bem mais estreito: um conceito. O conceito é o eixo em torno do qual se situa nossa compreensão. É com conceitos que nos entendemos, que elaboramos nossa visão de mundo, das coisas, de nós mesmos. A compreensão da arte acontece, por exemplo, quando vemos um quadro, uma peça de teatro e, desde a delimitação do objeto que já temos previamente estabelecida em nosso contexto cultural, pensamos “isso é arte”. Aí podemos gostar dela ou não. O gosto não nasce sozinho, sem um conceito prévio que nos indica que podemos compreender, e que logo podemos aceitar o que vemos, ouvimos ou sentimos. Por outro lado, chamamos de arte contemporânea aquilo que vemos e que, todavia, não conseguimos delimitar muito bem. Se não a entendemos é que não temos um conceito preciso do que ela seja. Ela escapa aos nossos conceitos prévios e, por isso, nos perturba.

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1 comentário

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Uma resposta para “Arte Contemporânea: sobre nossa dificuldade de pensar e fazer (via filosofia cinza)

  1. “Arte é também libertar-se do pensamento pronto e ousar pensar, e fazê-lo de um jeito diferente.”
    Arte é mais que ver. É sobretudo COMO a sinto. Nac.
    Grande texto. Grata.
    Boa Sorte, Norma

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