Arquivo do dia: 27/12/2012

Vale-coxinha dos federais vai a R$ 373

A partir de 1º de janeiro de 2013, o valor mensal do auxílio-alimentação dos servidores públicos federais (apelidado de vale-coxinha) passa para R$ 373,00.

O valor único será pago aos servidores da administração pública federal direta, autárquica e fundacional em todo o território nacional. A autorização foi dada por meio da Portaria 619, publicada hoje (27) no Diário Oficial da União.

Os funcionários do Legislativo, Ministério Público e do Judiciário recebem cerca de R$ 660.

A  campanha da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) é pela isonomia , afinal se supõe que os estômagos dos funcionários dos Três Poderes sejam semelhantes.

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Depressão de fim de ano? (via Canal Higea)

Por Fernando Fernandes

O final do ano é uma época de encontros, confraternizações e felicitações em diversos níveis. Para a maioria das pessoas é um período feliz do ano. Compartilhar momentos descontraídos com colegas de trabalho, amigos e familiares traz satisfação e alegria. Contudo, para algumas pessoas o período de final de ano é marcado por sentimentos de tristeza, solidão ou angústia, o que a mídia leiga está denominando “depressão de fim de ano”. A compreensão e a validade desse  conceito serão discutidas nesse post.

Além de ser um período de festas, o final de ano também é um período de reflexão.  Revisamos nossas metas, sucessos e fracassos do ano que passou, nas diversas áreas da vida: pessoal, profissional, sentimental, etc. Períodos de reflexão são necessários e podem trazer repercussões emocionais e comportamentais muito produtivas para nossas vidas. Nesses momentos temos oportunidade de avaliar quais estratégias deram certo, para valorizá-las e reforçá-las no futuro e quais comportamentos geraram maus resultados, para corrigi-los ou extingui-los. Parece-me uma boa oportunidade para crescimento, não acha? No entanto nesses momentos muitas pessoas perdem-se em sentimentos de culpa, autocomiseração e pessimismo.  Como fazer então para que nossa autoavaliação seja útil em nos tornar mais produtivos e felizes?

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Um Deus anônimo (via leonardoBOFF.com)

Como homem, Jesus é como todos os homens: um trabalhador, carpinteiro como seu pai, José e um camponês mediterrâneo. Nem super-herói nem um especialmente piedoso que chamasse a atenção.

Era um homem de vila, tão pequena, Nazaré, que nunca é citada em todo o Antigo Testamento, talvez com uns 15 casas, não mais. Participou do destino humilhante de seu povo, subjugado pelas forças de ocupação militar romana. Nenhum documento da época falou dele, fora dos evangelhos. Não era conhecido nas rodas nem de Jerusalém e muito menos de Roma.

Como diz ironicamente o poeta Fernando Pessoa, Jesus não tinha biblioteca e não consta que entendesse de contabilidade. Ele é um anônimo no meio da massa do povo de Israel.

O fato de ter sido a encarnação do Filho de Deus não mudou em nada essa humilde situação. Deus quis se revelar nesse tipo de obscuridade e não apesar dela. E precisamos respeitar e aceitar esse caminho escolhido pelo Altíssimo.

A lição a se tirar é cristalina: qualquer situação, por humílima que seja, é suficientemente boa para encontrar Deus e para acolhermos a sua vinda nos labores cotidianos.

Jesus, disse São Paulo, não se envergonhou de ser nosso irmão. E efetivamente é nosso irmão, não só porque quis se revestir de nossa humanidade, mas é nosso irmão, principalmente por ter participado de nossa vida cotidiana, tediosa, sem brilho e renome, a vida dos anônimos.

Disso tudo tiramos essa singela lição: a vida vale a pena ser vivida assim como é – diuturna, monótona como o trabalho do dia-a-dia – e exigente na paciência de conviver com os outros, ouvi-los, compreendê-los, perdoá-los e amá-los assim como são.

Ele ainda é nosso irmão maior, enquanto dentro desta vida de luz e de sombra, viveu tão radicalmente sua humanidade a ponto de trazer Deus para dentro dela, um Deus próximo, companheiro de caminhada, energia escondida que não nos deixa desesperar face aos absurdos do mundo.

Por isso, precisamos, a despeito de tantos pensadores desesperados e céticos reafirmar: o Cristianismo não anuncia a morte de Deus. E, sim, a humanidade, a benevolência, a jovialidade e o amor incondicional de Deus. Um Deus vivo, criança que chora e ri e que nos revela a eterna juventude da vida humana perpassada pela divina.

Leonardo Boff
Semana do Natal, 26/12/2012.

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