Eu cansei! (via cafés mexidos!)

Houve tempos, nem tão distantes assim, em que eu tinha certeza de ter encontrado o meu lugar. Era nítido, era claro, era maravilhoso… era uma mentira.
Naquelas poucas semanas, me lembro de sentir dois extremos: um gratificante alívio por não me importar com absolutamente nada e conseguir dormir com a mente vazia à noite, e um enorme NADA. Até hoje não consegui escolher o que eu prefiro. Não consigo escolher se prefiro dormir tranquila, porém vazia, ou se prefiro viver nesse tormento sem fim que dilacera e põe fogo em tudo que passa, deixando nada mais que cinzas. Porque pelo menos na segunda opção eu sinto algo.

Por alguns dias – riam comigo – eu jurava que tinha finalmente entendido o amor. Após ter considerado a morte em vez de viver num mundo onde eu não tivesse quem eu queria, após ter afirmado a mim mesma que meu  destino era seguir amando a mesma pessoa o resto da vida sem ser correspondida, podia jurar que havia entendido o amor, seus motivos, suas regras e seus caminhos. Podia jurar que não precisava mais dele para ser feliz. E foi quando joguei meu coração no abismo de um novo falso amor, como um alcoólatra que precisasse tomar apenas uma dose de uma garrafa inteira de whisky à seu dispor para provar que conseguia se controlar.

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