Arquivo do dia: 17/12/2012

Afetados pelos escândalos, Lula e Dilma estão na lanterna para 2014 (via Prof. Hariovaldo Almeida Prado)

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Se as eleições presidenciais fossem hoje Lula e Dilma passariam bem longe da vitória, provavelmente trancados na Papuda, que é lugar deles. A nova pesquisa Dataprado revela que eles tem apenas traço e não ameaçam a vitória de Aécio. O detalhe do levantamento é que na espontânea Serrá continua o preferido por mais de 90% dos pesquisados. Pelos dados da incontestável pesquisa, podemos concluir que o lulodilmismo está morto.

Veja,(ôpa) Leia mais via Prof. Hariovaldo

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A carta de Tendler

“O cineasta Silvio Tendler, de 62 anos, se recuperava de uma cirurgia de descompressão da medula quando cerca de 300 pessoas participavam de uma manifestação em frente ao Clube Militar, na Cinelândia. Era o início da tarde do dia 29 de março deste ano. Um grupo protestava contra o evento, que lembrava o aniversário do golpe militar de 1964, e algumas pessoas chegaram a jogar ovos em oficiais da reserva. Alheio à confusão, Tendler permanecia imóvel numa cama. Mas, na última sexta-feira, nove meses após o incidente, o cineasta foi surpreendido ao receber em casa uma intimação para prestar esclarecimentos numa delegacia, onde foi acusado por ex-militares de constrangimento, segundo O Globo.”

Tendler, que ainda não recuperou o movimento das pernas e vem usando uma cadeira de rodas, foi irônico ao comentar a acusação:.

Responsável pela investigação, o delegado Alcides Alves Pereira, da 5ª DP (Gomes Freire), justifica a intimação dizendo que Tendler teve o nome citado por uma suposta vítima. Segundo ele, o inquérito foi aberto a partir de queixas prestadas por militares da reserva.

Representantes do Clube Militar não foram localizados para comentar o assunto.

Ana Rosa Tendler, filha do diretor publicou no Facebook :

Carta que meu pai fez para o delegado que o intimou:

Delegado,

Dois policiais vieram ontem à minha residência entregar intimação para prestar declarações a fim de apurar atos de “Constrangimento ilegal qualificado – Tentativa – Autor”, informa o ofício recebido. Meu advogado apurou tratar-se de denúncia ou queixa ou sei lá o quê, por parte do “presidente do clube militar” (em letra minúscula mesmo, de propósito).

Informo que na data da manifestação, 29 de março de 2012, estava recém-operado, infelizmente impedido de participar de ato público contra uma reunião de sediciosos, os quais, contrariando à determinação da Exma. Sra. Presidenta da República, comemoravam o aniversário da tenebrosa ditadura, que torturou, matou, roubou e desapareceu com opositores do regime.

Entre os presentes estava o matador do Grande Herói da Pátria, Capitão Carlos Lamarca, e seu companheiro Zequinha – doentes, esquálidos, sem força, encostados numa árvore. Zéquinha e Lamarca foram fuzilados sem dó, nem piedade, quando a lei e a honra determinam colocá-los numa maca e levá-los para um hospital para prestar os primeiros socorros. Essa gente estava lá, não eu. Eles é que devem ser investigados. Eu farei um filme enaltecendo o Capitão Lamarca e seu bravo companheiro Zequinha.

Tenha certeza, Delegado, de que, enquanto eu tiver forças, me manifestarei contra o arbítrio e a violência das ditaduras e, já que o Sr. está conduzindo o inquérito, procure apurar se o canalha que prendeu, torturou e humilhou minha mãe nas dependências do Doi-Codi participou do ”festim diabólico”. Isso sim é Constrangimento Ilegal. E já que se trata de assunto de polícia, aproveite para pedir ao ”constrangedor ilegal” que ficou com o relógio da minha mãe – ela entrou com o relógio no Doi-Codi e saiu sem ele – que o devolva. Processe-o por “apropriação indébita, seguida de roubo qualificado (foi à mão bem armada)”. É fácil encontrar o meliante. Comece pelo Comandante do quartel da Barão de Mesquita em janeiro de 1971. Já que eles reabriram o assunto, o senhor pode desenterrar o processo. É, Delegado, o que eles fizeram durante a ditadura é mais assunto de polícia do que de política!

Pergunte ao queixoso presidente do clube militar se ele tem alguma pista do paradeiro do Deputado Rubens Paiva. Terá sido crime cometido por algum participante da festa macabra, onde, comenta-se, havia vampiros fantasiados de pijama?

Tudo o que fiz foi um chamamento pelo you tube convidando as pessoas a se manifestarem contra as comemorações do golpe de 64. Se este general entendesse ou respeitasse a lei, não teria promovido a festa e, tendo algo contra mim, deveria tentar me enquadrar por “delito de opinião” mas aí, na fotografia, ele ficaria mais feio do que é, não é mesmo?

Por fim, quero manifestar minha solidariedade aos que protestaram contra o “festim diabólico” e foram tratados de forma truculenta, à base de gás de efeito moral, spray de pimenta e choque elétrico – como nos velhos tempos. Bastaria umas poucas grades para separar os manifestantes do povo, que estavam na rua, aos sediciosos que ingressavam no clube. A muitos poderia causar a impressão de estar visitando um zoológico e assistindo a um desfile de símios.

Não perca tempo comigo e com a ranhetice de um bando de aposentados cri-cri, aporrinhando a paciência de quem tem mais o que fazer. Pura nostalgia da ditadura, eles se portam como se ainda estivessem em posição de mando.

Atenciosamente,

Silvio Tendler

 

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Elimine a fofoca do seu dia a dia

Por Erika de Souza Bueno

Uma verdade que poderia ter acontecido não é uma verdade, é uma mentira como outra qualquer. Às vezes, aquilo que você ouviu alguém falar a respeito do outro pode parecer o mais evidente para você, mas isso é tão somente para você. Pense bem antes de sair falando da vida alheia. Não corra o risco de passar pelo ridículo de ter acreditado numa inverdade fria, pessimista e cruel.

Você pode estar acima de tudo isso, é perfeitamente capaz de superar a enlouquecedora vontade de contar o mais novo “causo” sobre a vida de alguém. Mesmo fazendo papel de “desligado e desinformado”, assuma-o com o coração aberto, pois nem tudo nos convém saber.

Quantas amizades foram destruídas simplesmente porque uma das partes supervalorizou o erro isolado de alguém. Se as pessoas dessa ciranda de amigos não fossem notificadas sobre tal erro, a amizade existiria até hoje sem maiores complicações. Mas não… Há pessoas que, infelizmente, não aguentam a vontade de falar dos outros, do que aconteceu ou (o que é ainda pior) do que elas imaginam que poderia ter acontecido. A vida de alguém é o seu maior tesouro, é tudo o que ele tem de mais valor. Então, tenha mais respeito antes de tocá-la, pois você pode causar feridas que dificilmente serão curadas.

Cuidado! Preste bem atenção! Se você acha empolgante um “fato” que possivelmente aconteceu com alguém, talvez isso seja uma forte evidência de que sua vida está ficando sem graça. Olhe para dentro de si mesmo, veja quanta coisa boa você já teve oportunidade de viver. Perceba-se como alguém suficientemente completo, que não precisa se ocupar com a vida dos outros.

É relativamente simples viver assim, não existe nada de complexo em manter a boca bem fechada mesmo diante da mais espetacular novidade. Contenha-se, pois espetáculo de verdade tem que ser o seu viver, o seu pensar, o seu agir. Por isso, empenhe-se em falar menos, ouvir mais, refletir mais intensamente antes de proferir julgamentos sobre vida de alguém.

Antes de falar sobre os outros, responda para você mesmo se sua vida vai melhorar em algum ponto. Se chegar à conclusão que não melhorará em nada, fique calado. Acredite, você se poupará de muito estresse desnecessário.

As palavras são tão poderosas que podemos construir e destruir pontes com elas. Se você já se envolveu em confusões por ter falado demais, busque a reconciliação. Isso é uma atitude nobre, bondosa, humana e muito eficaz para se viver de modo mais digno.

Talvez não exista ninguém que nunca tenha se arrependido de ter falado alguma coisa. O grande equívoco, nesse caso, seria se esse erro não implicasse aprendizagem e consequente sabedoria de vida àquele que falou o que não devia.

Por isso, aprenda a valorizar-se, não corra mais o risco de expor sua imagem com uma atitude impensada e tão vazia que é o falar da vida alheia. Ocupe-se mais com o seu modo de viver, use suas palavras, enfim, para promover a paz e o bem-estar entre as pessoas.

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