Arquivo do dia: 24/11/2012

Final de ano na escola, a importância da família

 Por Márcia Rodrigues dos Santos

Estamos chegando novamente ao final do ano escolar. Durante os primeiros momentos, o ritmo das atividades era desacelerado, calmo e sem grandes correrias. De repente, contudo, nos damos conta de que o segundo semestre está prestes a terminar, e mais uma vez nos vemos com pouco tempo para administrar as ações comuns ao final do ano.

Este período é de alívio para aqueles que passarão de ano sem problemas, mas não podemos desconsiderar a grande carga de estresse e fadiga que sofrem os alunos que não obtiveram as médias necessárias para passar ao próximo ano letivo. É neste momento que o apoio da família pode ser fundamental e indispensável ao aluno.

Se a família já participa da vida escolar dele, é certo que não haverá muitas dificuldades para passar por essa fase. Quando o aluno e a escola podem contar com os pais para auxiliar e acompanhar este e tantos outros períodos, o sucesso em vários setores da vida do aluno mostra significativo aumento. Porém, se ele estiver com problemas em alguma matéria, não se preocupe, há vários meios para você, como família parceira da escola, ajudá-lo.

Abaixo, veja 10 dicas fundamentais para que o contato com a escola de seu filho, pensando na melhoria dos rendimentos escolares dele, seja ainda mais eficaz:

1. Estabeleça uma rotina de estudo que dure, no mínimo, de 1 a 2 horas todos os dias.
2. Tenha livros e revistas à mão e em todos os lugares da casa, pois isso estimula a leitura. É importante também que seja realizada uma leitura com ele diariamente.
3. Organize o lugar para que o estudo esteja tranquilo e sem estímulos externos, como televisão, aparelhos ligados ou janelas abertas. 
4. Estabeleça juntamente com seu filho alguns métodos para conseguir um ambiente propício para que o cérebro se organize para o estudo.
5. Acompanhe o que ele está estudando, mesmo que não saiba a matéria ou como ela é ensinada. 
6. Sente-se junto a seu filho e leia juntamente com ele, pois isso o ajudará a perceber que você quer ajudá-lo.
7. Converse com o professor, ele saberá dizer em quais as matérias o aluno tem mais dificuldade, além de explicar como você pode auxiliar.
8. Faça uma lista com seu filho de tudo que pode ser revisado e estudado.
9. Diminua horários de televisão e videogames, não se esquecendo de explicar a importância dessas ações ao aluno.
10. Converse muito com ele e esclareça que uma maior dedicação faz-se necessária neste período.

Apesar de essa rotina de estudos auxiliar agora no final de ano, sabemos que o sucesso na aprendizagem e a parceria da família com a escola estão diretamente ligados. Vários estudos e a prática mostram que o envolvimento das famílias e da comunidade com a escola contribui para o sucesso acadêmico e social dos alunos. A evidência é consistente, positiva e convincente.

As famílias têm maior influência nas conquistas de seus filhos. Quando escolas e famílias trabalham juntas, apoiando o aprendizado, os alunos tendem a ter melhores resultados. Além disso, aumentam as chances de eles permanecerem na escola por mais tempo e, ainda, de gostarem mais do ambiente escolar.

Podemos afirmar, por meio da prática no envolvimento da família com a escola, que:
– Alunos que têm famílias envolvidas em seu aprendizado têm melhores notas, são mais propensos a completar o ensino médio e, consequentemente, ingressam no ensino de nível superior.
– Quando as famílias têm interesse ativo no que seus filhos estão aprendendo, os alunos demonstram atitudes positivas em relação à escola e se comportam melhor dentro e fora dela.
– As crianças convivem melhor se os pais podem desempenhar uma variedade de papéis em sua aprendizagem. Elas tendem a ajudar em casa, enquanto seus pais participam na escola, planejam seu futuro e participam das decisões do programa escolar.
– Alunos de Ensino Fundamental e Médio, cujas famílias permanecem envolvidas, têm mais facilidades em transições, mantêm a qualidade do seu trabalho, desenvolvem planos realistas para o futuro e, ainda, têm menos probabilidade de desistência ou fracasso.

Desde o ensino infantil até o ensino médio, as famílias devem oferecer contribuições à aprendizagem do aluno. Programas de melhoria da escola são muito mais eficazes quando as escolas inscrevem as famílias no processo. Independentemente do nível de renda ou do nível educacional, todas as famílias podem e devem contribuir para o sucesso de seus filhos.

Quando os pais se envolvem com as atividades escolares, eles tendem a se tornar mais ativos na comunidade. Um aprendizado bem-planejado e o apoio da família às atividades tendem a aumentar a autoconfiança do aluno. Conhecimento é poder. Pais bem-informados podem ser parceiros mais efetivos e produtivos.

Quanto mais verdadeiro for o relacionamento entre as famílias e a escola, mais o desempenho dos alunos aumenta. Quando as escolas envolvem as famílias na melhoria da aprendizagem, os alunos têm maiores ganhos. Quando as famílias estão envolvidas de maneira positiva, as escolas podem deixar de ser um local onde só alguns alunos se desenvolvem para ser um local em que todas as crianças podem, de fato, se beneficiar.

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Você gosta de conselhos?

Por Erika de Souza Bueno

Alguém fica sabendo que você está à procura de um novo emprego e, muito calmamente, se aproxima e o aconselha a desistir, pois, afinal, a vida não está fácil para ninguém. Outra pessoa percebe que você está em busca de uma dieta e exercícios físicos para, finalmente, conseguir a tão almejada redução de seu peso. Não disposta a correr o risco de se embaraçar em fofocas, diz que quando um “passarinho” contou sobre suas intenções naturais, ela quase não acreditou, pois, de acordo com o que pensa, você não precisa emagrecer nem ao menos um quilo.

Um colega na sala dos professores percebe que você está demasiadamente cansado, pois seus alunos estão cada dia mais desordeiros e desmotivados para o estudo. Querendo demonstrar preocupação, aborda você com algumas ideias de como vencer os desafios de ministrar aulas diante de uma sala com grandes dificuldades de organização. Esse colega, entretanto, é interrompido por outros que defendem firmemente que você deve seguir suas aulas sem se preocupar se há ou não alunos (normalmente os mais indisciplinados) aprendendo. Está indo tudo muito bem até que você se dá conta de que não perguntou a opinião de nenhum deles e, por isso, fecha-se a qualquer opinião que não faça coro ao que você acredita.

Seu filho chega em casa muito tarde e, quando você menos espera, já há várias pessoas interessadas em apurar os fatos e, assim, elaborar uma lista de ações que podem ser tomadas por você diante de um quadro tão delicado como esse. Bom, paciência, vivemos em sociedade e conhecemos bem a importância de mantermos a calma nesses momentos.

Assim, vamos seguindo e não deixamos transparecer bruscamente o que de fato pensamos, principalmente quando vemos nossos assuntos ser abordados por uma pessoa sem a devida permissão. Não é agir com falsidade, mas sim com a educação de uma pessoa que sabe ouvir e definir os limites que cada fala terá em sua própria vida.

Se alguém se fere facilmente com o que ouve, um bom conselho (se você o aceitar) é exercitar um pouco mais suas habilidades de convivência e entender que é comum as pessoas, muitas bem-intencionadas, desejarem transmitir um pouco de suas vivências. Isso é louvável, é humano e, certamente, as experiências de outras pessoas permitirão que nosso horizonte seja um pouco mais ampliado.

Se vamos ou não utilizar naquele momento os conselhos gentilmente concedidos a nós, isso poderá ser definido posteriormente, mas ouvir educadamente o que outro tem a dizer é uma atitude adequada à boa convivência. Além disso, quem sempre diz que se “conselho fosse bom não seria dado, mas vendido” desconhece a riqueza que há nas coisas sem preço dessa vida, tais como o amor ao próximo, a paz e a esperança. Esses, apenas para se ter ideia, são aspectos gratuitos que, com um bom conselho, podem ser conquistados por nós.

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