Goiás dos Apunhãs e Anhanguëras (causo)

Por JLGalvão Jr

Aviso aos navegantes e caminhantes nesta jornada à Goiás de todos os tempos:

Associei-me nesta pequena aventura literária ao arquiteto e artista plástico Elder Rocha Lima para contar um pouco da história goiasense, com freqüência desvelada em imagens enraizadas nas profundezas d’alma desse mestre e ilustre goiano.  Cuidei de mostrar uma Goiás das gentes que, como nós, passam e deixam heranças à nossa memória coletiva.  Que assim seja.

Apresento, à guisa de mote, a certeza de que o Anhangüera valeu-se da memória marcada nos registros de campo das viagens que fizera com seu pai, o velho e primeiro Anhangüera, para reconhecer e fundar os arraiais naquele Rio Vermelho, registros esses que, para serem bem feitos e guardados haveriam de estar em caderno ou livro de boa qualidade, capa resistente, protegido das intempéries e dos gatunos, reservado para uso posterior, quando se apresentasse a ocasião.

É em respeito àquelas grandes façanhas bandeiristas que me obrigo a presumir  a melhor maneira de guardar registros tão importantes.  Minha mente não conseguiu mais livrar-se e até visualizar um volumoso livro católico, capa e amarrilhos de couro, com páginas e páginas daqueles registros, costuradas intercaladamente às orações e escrituras sagradas.  O Breviário e caderneta de campo do Anhangüera.

Esse Breviário teria sido passado por direito de herança do Anhangüera velho, bandeirante e explorador das terras continentais da América do Sul, ao filho, herdeiro também da alcunha. Em seu interior, as rotas e indicações cifradas das áreas de mineração exploradas no famoso certan dos Guayazes.  Naquela época era comum se fazer os registros importantes para as famílias nos versos de pinturas sacras, nas contracapas de couro das bíblias, breviários e outras formas parecidas, pelo grande respeito às coisas sacras e porque passavam como herança segura.  Os diários registravam em contas e quantas iam de caminho, as léguas, as paragens e rios, as veredas saudáveis, os matos sanhudos, os pântanos miasmáticos, os bugres amistosos ou aguerridos, os vivos e os mortos e, principalmente, as observações dos terrenos propícios a maiores riquezas, em ouro e pedras preciosas.

Então façamos isso. Um primeiro olhar longo e derramado pelas serras e vales e, outro, bem focado e com muita atenção no Breviário do Anhangüera.

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