O dia que Felipe Dylon assassinou minha adolescência (via Confraria Onanista)

Em outubro de 2004 eu tinha 14 anos. 14 anos de hormônios na mais fervorosa ebulição. Peço perdão pela grosseria que direi, mas é fundamental para entender o estado do Vinícius adolescente na época: até punheta vendo Friends eu já tinha batido, por pura sexualidade mal dirigida.Fica clara o quão fácil é me enquadrar no que chamam de juventude. Mesmo assim, completamente cego e obcecado com o sexo oposto, eu notei algo errado quando vi o Felipe Dylon no Beija Sapo MTV. Começa pelo programa: Daniela Cicarelli (lembram quando ela tirou no YouTube do ar no Brasi? Que momento) liderando pessoas em busca do amor, uma versão reciclada com toque de conto de fadas do Fica Comigo, esse sim um lindo projeto ao qual eu sempre respondia “fico sim, fico certo” quando a Fernanda Lima virava pra outra câmera e perguntava: e você, fica comigo? Mas o que me chocou mesmo veio ao fim do programa, quando o Felipinho escolheu a pretendente que mais o agradou e tascou-lhe um beijo de boate (aquele onde o rapaz aperta a cintura, entorta o pescoço e balbucia alguma coisa vergonhosa enquanto se aproxima dos lábios femininos). Até aí tudo bem, mesmo um pouco entristecido com a falta de romantismo do intérprete do hit Musa do Verão (mas não vou julgar, já fiz muito, muito mesmo, pior). O pavor veio depois.

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1 comentário

Arquivado em Delírio Cotidiano

Uma resposta para “O dia que Felipe Dylon assassinou minha adolescência (via Confraria Onanista)

  1. norma7

    Oi Beto,
    Texto bom ganha comentário (sempre eles – hehehe!) genial, uma “Ode” à Síntese:

    “uma quebra épica da quarta parede” – Elis
    Boa Sorte e semaninha boa, Norma
    ++++++++++
    A quarta parede é uma parede imaginária situada na frente do palco do teatro, através da qual a plateia assiste passiva à ação do mundo encenado. A origem do termo é incerta, mas presume-se que o conceito tenha surgido no século XX, com a chegada do teatro realista.

    Apesar de ter surgido no teatro, onde os palcos, geralmente de três paredes, apresentam mais literalmente uma “quarta parede”, o termo é usado em outros mídia, como cinema, videogames, televisão e literatura, geralmente para se referir à divisória entre a ficção e a audiência. (Wiki)

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