Arquivo do dia: 17/08/2012

Mudanças na Educação

Depois das notas horríveis dos alunos brasileiros no Ensino Médio, o Ministério da Educação já prepara um novo currículo em que as atuais 13 disciplinas sejam distribuídas em apenas quatro áreas, ciências humanas, ciências da natureza, linguagem e matemática. A mudança prevê que alunos de escolas públicas e privadas passem a ter, em vez de aulas específicas de biologia, física e química, atividades que integrem estes conteúdos em ciências da natureza. A proposta deve ser fechada ainda neste ano e encaminhada pra discussão no Conselho Nacional de Educação. Se aprovada, vai se tornar diretriz para todo o país. Pro ministro da Educação, Aloizio Mercadante, os alunos passarão a receber os conteúdos de forma mais integrada, o que facilita a compreensão do que é ensinado. A mudança curricular é a primeira resposta do MEC à baixa qualidade do ensino médio, especialmente o da rede pública, que concentra 88% das matrículas do país. Dados do ministério mostram que, alunos das públicas estão mais de três anos defasados em relação aos das particulares.

Via Ipanema Expressa

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Gazmuri desafia Alejandro Zambra (via Epimenta)

Meu nome é Gazmuri, sou o homem que escreveu Bonsai, o melhor romance chileno de 2006.

Rua Monjitas, tenho sede e o estômago colado.

Há muito deixei de lado o garbo, a coluna ereta e a impecável caminhadura. Sou um daqueles sujeitos de traços finos disfarçados pela fuligem e mortos de medo, loucos de raiva.

Rua Monjitas na altura da Plaza de Armas.

O caminhão de lixo exibe as luzes e o barulho; o som da cidade está encoberto, antecipo-me nos restos do hotel Vitoria, lambo latas de atum e fanicos de pão italiano e pastrami, degluto uma pequena poça de ginger ale quente no plástico dos detritos que são logo recolhidos pelas mãos hábeis de um negro. Um dos poucos.

Repele-me um tufo de fumaça preta à outra margem da rua e, en passant, resvalo no sujeito que sobrevive deitado em cobertores curtos, um legítimo cocoon em cujo crânio está alojado há décadas um projétil, Zavalita, um mui bem quisto clochard que levanta os saiotes plissados das estudantes do colégio Imaculada Conceição.

Paro. Mijo a seus pés. Estou mijando. Vês? Sigo ganhando as gentes da plaza, jovens bêbados apagam-me um cigarro nas fuças, arfo, sigo, adiante há a catedral de portas abertas e o piso frio que me liberta do calor.

Desconheço os simbolismos da grande nave e suas peanhas. Ao longe, capto os silvos da cidade, apitos, buzinas e vozes femininas.

Uma casa de carnes. A carne é uma substância saborosa. Sugo os tutanos crus, chupo as gorduras, tramelas de vacunos em sangue pisado. Línguas, olhos, bochechas; eu, um ser mediano, no digladio diário com as moscas. Sujo de sangue, me atiram água a cem graus centígrados para a dispersão.

Estou satisfeito, mas anseio. No beco do mercado central há uma fêmea no cio. Ela oferece sua vulva, ou boceta, ou buceta, a outros tantos que ali estão; vejo-os afoitos, e alguma coisa em mim se assoberba. Quero penetrar a cadela na porta da carniceria, é o que faço, mordo o cangote, o gozo, permaneço ainda alguns minutos dentro e a brisa do poente me impele ao bairro dos boêmios.

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Desirée, craconha ou criptonita : para os traficantes a imaginação é infinita

A imaginação dos narcotraficantes parece não ter limites quando o assunto é mercado. Como as campanhas anti-crack começaram a proliferar Brasil afora, inclusive campanhas oficiais do Governo Federal, mostrando a imagem patética, decrépita e real dos consumidores de crack e suas consequências nefastas no organismo, os traficantes passaram a outra tática. Como também a repressão de polícias eficientes como as de Rondônia e do Acre acabou apreendendo uma grande quantidade de crack nos últimos tempos os traficantes partiram para outra estratégia. Eles agora quebram as pedras do crack, esfarelam e misturam sem avisar ao consumidor,  na maconha vendida como se fosse pura. É uma mistura prá lá de explosiva, chamada de desirée, craconha ou criptonita e pode criar dependência química em pouco tempo de uso. É o popular “zirrê” que causa compulsão pelo consumo do crack. Autoridades, olho vivo !

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