Arquivo do mês: agosto 2012

Serra dispara; Russomano para; Haddad despenca (via Prof. Hariovaldo Almeida Prado)

A nova pesquisa Dataprado caiu como um balde de água fria na fervura petista, iludidos com o poste do Lula candidato ao cargo de Alcaíde da cidade de São Paulo, a última fortaleza da nação contra o comunismo satânico que querem no impingir. Mais uma vez fica evidente a completa desnecessidade do pleito eleitoral, uma vez que a vitória de Serra é irreversível, e fossem os juízes eleitorais sensatos já teriam cancelado a eleição, economizando milhões de doláres para os cofres públicos.

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Fast Food Spoleto tira sarro de si mesmo e vira jogo de mau atendimento

A história – O blog Kibe Loco colocou no Youtube um vídeo bem humorado que satiriza o atendimento “nervoso” do restaurante Fast Food Spoleto. Em vez de responder com notinhas oficiais , a rede de fast food virou o jogo e patrocinou a postagem de outro vídeo, de forma criativa e em que pede desculpas e sugere que os clientes relatem se foram bem atendidos ou não.
Confira os vídeos :

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MinC lança edital de R$ 10,5 milhões. Audiovisual também é contemplado

O Ministério da Cultura publicou edital abrindo processo seletivo de apoio a projetos do Fundo Nacional de Cultura (FNC). As inscrições vão até 24 de setembro. Os recursos serão divididos em cinco categorias. Um delas é referente especificamente a projetos voltados ao fomento de atividades, difusão de conteúdos e estímulo à inovação audiovisual. Podem participar órgãos da administração pública direta e indireta nos estados, municípios e Distrito Federal, além de instituições privadas de natureza cultural sem fins lucrativos com, no mínimo, três anos de atividade comprovada.
As inscrições devem ser realizadas exclusivamente por meio do Sistema SalicWeb, disponível no site do MinC e cada participante pode participar com apenas um projeto por categoria. Serão distribuídos, ao todo, R$ 10,5 milhões para projetos iniciados entre dezembro de 2012 e dezembro de 2013.
Os recursos serão divididos em cinco categorias, confira:
Categoria 1: Projetos que fomentem ou desenvolvam atividades voltadas para o processo de criação, formação, promoção, difusão, produção, divulgação e circulação, fruição de bens, serviços e expressões artísticas e culturais brasileiras.
Categoria 2: Projetos que fortaleçam espaços, redes e circuitos culturais, considerando os seguintes eixos: a) Cultura e Diversidade; b) Cultura e Cidadania; c) Comunicação e Cidadania; d) Gestão de Redes; e) Redes Criativas e Colaborativas; e f) Redes de Cooperação e Sistemas Locais de Inovação.
Categoria 3: Projetos que visam implantar, ampliar, modernizar e recuperar espaços culturais de acesso público, por meio de construção, reforma, aquisição de equipamentos e material permanente.
Categoria 4: Projetos que visam preservar, identificar, proteger, valorizar e promover o patrimônio cultural brasileiro, fortalecendo identidades e criando condições para sua sustentabilidade.
Categoria 5: Projetos voltados ao fomento de atividades, difusão de conteúdos e estímulo à inovação audiovisual.

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"Pare de beber e fumar e vá trabalhar", aconselha Gina, a mulher mais rica do mundo

Gina Rinehart, a mulher mais rica do mundo aconselhou a quem quer enriquecer e deu um recado aos invejosos dos milionários, em artigo da revista australiana Business Review Weekly, republicado pela ABC News . Gina disse que quem quer ficar milionário deve parar de beber, fumar , ficar todo o tempo “festeando”  e ir trabalhar. Ela ganha aproximadamente R$ 1,3 mil por segundo e sua fortuna é estimada em R$ 59 bilhõesNo tempo médio de tomar uma bem gelada, ela ganha R$ 780.000,00 . Gina só esqueceu de um detalhe. Ela ficou rica da maneira mais fácil. Ela é herdeira de biliardário australiano Lang Hancock . Mas não dá nem prá dizer -” Vá trabalhar, Gina, vá  ! ” Ela trabalha 24 hs por dia, sete dias por semana, enquanto não está dormindo, logicamente.

Trará a felicidade o dinheiro ?

Três dos seus quatro filhos entraram com uma ação judicial contra a mãe sobre o controle de uma empresa familiar cujos ativos superam três bilhões de dólares.

O vice-primeiro ministro e tesoureiro Wayne Swan, que teve muitos  desentendimentos com  Rinehart e magnatas de outras mineradoras disse que “”esse tipo de comentário é um insulto para os milhões de trabalhadores australianos que vão trabalhar para alimentar os filhos e pagar as contas”.

Acho que com esta declaração Gina Rinehart  ganhou da nossa Gina indelicada.

 

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Cinquenta Tons de Cinza – E. L. James (via Leitura Escrita)

Minha curiosidade literária me coloca em roubadas de vez em quando. Aliás, se forem pegar a lista de resenhas do site, dá pra ver algumas dúzias dessas roubadas, com resultados diversos. Quando comecei a ouvir falar de Cinquenta Tons de Cinza, pensei algo como: “corra, Bino, é uma cilada!”. Só que daí a febre foi crescendo, as pessoas foram falando mais, fui tendo mais informações e o bichinho da curiosidade começou a me picar. Ui.

Pensei que estivesse embarcando em mais um roubada, mas não: o livro é UMA DELÍCIA. Só que por motivos muito, muito errados (e nem tou falando da parte erótica, afinal, o repórter gostosinho tem lá sua razão).

Para quem não sabe ainda sobre o que se trata esse novo fenômeno editorial, é a história de Anastasia Steele, estudante, 21 anos, virgem, insegura e de baixa autoestima, que, às vésperas de sua formatura conhece o bonitão, gostosão e ricaço Christian Grey. Surge uma tensãozinha recíproca que evolui para romance, mas o sr. Grey é um camarada esquisito, desses que exigem que as pretendentes assinem um termo de confidencialidade antes de se entregarem aos seus encantos. Só que, ao contrário do que o leitor possa suspeitar, não se trata de uma ereção de 5cm – mas uma predileção por sexo sujo. E outras feridas emocionais que conheceremos, juntos de nossa inocente protagonista, que descobre ter uma periquita em chamas.

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Rodrigo Anitelli, o anjo mais velho : Teatro Mágico

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Eu que gosto tanto do Teatro Mágico , não poderia me omitir nessa. Pra quem não sabe, ele é a inspiração pra música O Anjo mais velho, Rodrigo Anitelli, o irmão mais velho de Fernando Anitelli. Essa música que tanto me emociona e tantas lembranças me trazem.

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Ninguém me conhecia (via Eliminando 10 Quilos)

Desde criança eu tive muitas vidas. Hoje percebo quantas vezes morri, quantas vezes tive que morrer para me tornar um outro Diogo. Nos primeiros anos, logo pude perceber que o mundo não é tão gentil, principalmente quando você não é o que as pessoas querem. Como disse, sofro com problemas relacionados a obesidade, desde a infância. Nada patologicamente confirmado.

Eu não era apenas aquele tipo de criança obesa que as pessoas achavam que eu era. O meu sonho era encontrar alguém que pudesse me admirar, me conhecer além daquele garoto gordo que eu parecia ser e isso só aconteceu quando eu mesmo pude me conhecer.

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Site reúne fotos bizarras publicadas em anuários escolares (via Scnacara)

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29/08/2012 · 09:08

Food Porn (via Epimenta)

Nigella Lawson e o fettuccini: o mais puro food porn

Nigella Lawson e o fettuccini: o mais puro food porn

Food porn, diz a Wikipedia, é a representação “sensual” da comida ou do ato de comer nos comerciais, nos programas de culinária e no Instagram. Ou também mostrar provocativamente alimentos com alto teor calórico e pratos exóticos que despertem o desejo de comer. (água escorrendo, slow motion, gotas de vapor, brilho de gordura, fumaça sinuosa). Ou, em outra acepção possível, a glorificação dos alimentos como substitutos para o sexo.

Alimentos substitutos para o sexo? Alguém pode explicar, por favor?

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Faça você mesmo – brinquedo de garrafa pet para cães(via O Mundo Cão)

1- Pegue uma garrafa pet, lave e tire o rótulo
2 -Coloque petiscos bem picadinhos ou a ração dentro e tampe
3 -Faça furos grandes para que o cão sinta o cheiro e consiga tirar a comida da garrafa (assim ele não desiste)
4 -Jogue para ele quando estiver de saída

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Fundação Biblioteca Nacional lança edital do Prêmio Vivaleitura 2012

A iniciativa oferecerá um total de R$ 540.000 em dinheiro a instituições comprometidas com o fomento à mediação da leitura em todo o território nacional e a valorização do hábito de ler na conquista da cidadania plena.

O prêmio tem inscrições abertas até 19 de setembro e a cerimônia de premiação acontece em dezembro.

O Vivaleitura é dividido em três categorias. Em “Bibliotecas públicas, privadas e comunitárias”, concorrem experiências desenvolvidas em bibliotecas de acesso público sem ligação com instituições de ensino. Trabalhos realizados em colégios públicos e particulares sob responsabilidade de professores, diretores, bibliotecários ou coordenadores enquadram-se na categoria “Escolas públicas e privadas”. Bibliotecas ligadas a faculdades ou universidades juntam-se a ONGs, pessoas físicas e instituições sociais em “Sociedade”, categoria que avalia iniciativas formais ou informais executadas na área da leitura, por cidadãos vinculados às ONGs e instituições sociais.

A comissão selecionará 18 projetos finalistas a serem contemplados com diploma e troféu Vivaleitura.
Os seis vencedores de cada categoria receberão prêmios no valor de R$ 30 mil. Além disso, as iniciativas indicadas para a Menção Honrosa “José Mindlin” ganharão diploma e medalha.
As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas via internet, pelo site www.premiovivaleitura.org.br, ou via postal, como carta registrada, com Aviso de Recebimento (AR) endereçado a PRÊMIO VIVALEITURA / Fundação Biblioteca Nacional, Av. Rio Branco, n° 219 – Centro, CEP 20040-008 Rio de Janeiro- RJ. Os trabalhos enviados pelos Correios deverão conter a ficha de inscrição que se encontra no site www.premiovivaleitura.org.br devidamente preenchida e anexada ao trabalho.Só serão aceitos os trabalhos com data de envio da documentação dentro do prazo estabelecido, sendo considerada a data de envio pela internet ou a postagem indicada pelo carimbo dos Correios, na data da expedição.

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O Anjo Exterminador -1962 (via Já Viu Esse ?)

Quem viu Meia-Noite em Paris e tem a memória boa deve lembrar-se que o personagem do Owen Wilson encontra o diretor Luis Buñuel em uma de suas viagens ao passado e sugere que ele faça um filme onde as pessoas não conseguem sair de uma casa após um jantar. Além da malandragem implícita, essa cena é engraçada e interessante porque o diretor, ao considerar a idéia, diz que ela “não faz o menor sentido”. Alguns anos depois desse momento que aconteceu só na mente fértil do Woody Allen, o diretor espanhol transformaria essa idéia no estranho O Anjo Exterminador e, apesar de ele mesmo dizer em entrevistas que não há um “sentido” para o roteiro, é possível sim perceber a tradicional crítica à burguesia de seus trabalhos durante a 1h28min de filme.

A história começa com os preparativos para um jantar em uma mansão. Os anfitriões prepararam uma noite repleta de comidas, música e conversa para seus convidados e observam enquanto os muitos empregados do local organizam os últimos detalhes. Os casais começam a chegar e a festa tem início. Estranhamente, um após o outro, os empregados começam a deixar a casa, uns para visitar parentes doentes, outros simplesmente porque não querem ficar ali. Os anfitriões se viram como podem para continuar servindo os convidados e o evento segue até que chega a hora de todos irem embora. É aí que tudo fica mais estranho ainda: indo contra todas as regras de etiqueta, nenhum dos convidados sente vontade de ir pra casa e todos dormem por lá mesmo. Na manhã seguinte, eles acordam e, mesmo que não haja nenhum tipo de impedimento físico ou material ninguém consegue deixar o local. Preso ali, o grupo enfrenta problemas comuns relacionados a confinamentos, como animosidades, falta de alimentos e de higiene e ausência de privacidade.

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O dia que Felipe Dylon assassinou minha adolescência (via Confraria Onanista)

Em outubro de 2004 eu tinha 14 anos. 14 anos de hormônios na mais fervorosa ebulição. Peço perdão pela grosseria que direi, mas é fundamental para entender o estado do Vinícius adolescente na época: até punheta vendo Friends eu já tinha batido, por pura sexualidade mal dirigida.Fica clara o quão fácil é me enquadrar no que chamam de juventude. Mesmo assim, completamente cego e obcecado com o sexo oposto, eu notei algo errado quando vi o Felipe Dylon no Beija Sapo MTV. Começa pelo programa: Daniela Cicarelli (lembram quando ela tirou no YouTube do ar no Brasi? Que momento) liderando pessoas em busca do amor, uma versão reciclada com toque de conto de fadas do Fica Comigo, esse sim um lindo projeto ao qual eu sempre respondia “fico sim, fico certo” quando a Fernanda Lima virava pra outra câmera e perguntava: e você, fica comigo? Mas o que me chocou mesmo veio ao fim do programa, quando o Felipinho escolheu a pretendente que mais o agradou e tascou-lhe um beijo de boate (aquele onde o rapaz aperta a cintura, entorta o pescoço e balbucia alguma coisa vergonhosa enquanto se aproxima dos lábios femininos). Até aí tudo bem, mesmo um pouco entristecido com a falta de romantismo do intérprete do hit Musa do Verão (mas não vou julgar, já fiz muito, muito mesmo, pior). O pavor veio depois.

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Deu no G1: Chá do Santo Daime ativa áreas da visão e da memória, aponta estudo

Os efeitos sobre o cérebro causados pela substância alucinógena ayahuasca, mais conhecida como “chá do Santo Daime”, viraram tema de uma apresentação científica neste sábado (25) em Águas de Lindoia, no interior de São Paulo. Quatro pesquisadores apresentam seus estudos sobre a bebida na 27ª Reunião Anual das Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), que ocorre na cidade desde quarta (22).

Um dos estudos, conduzido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em Ribeirão Preto, analisou a atividade cerebral de cinco homens e cinco mulheres, entre 24 e 48 anos, antes e após 40 minutos da ingestão do chá. Cada voluntário passou por dois exames de ressonância magnética.

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Pegando o bonde andando

Texto e foto de Valéria del Cueto

Já passou por essa situação? Emocionante, estressante e… sei lá. Peguei o bonde, sem saber muito bem pra onde. É vida nova, paisagem diferente, outras pessoas e perspectivas. Um sacode e tanto.

Quando meu rumo era o centro, vim parar nos sul. Troquei o oeste pelo leste. O cerrado pelo litoral, emoldurado pela serra do Mar, no lugar da sempre bem vinda e aguardada silhueta da Chapada dos Guimarães. O calor seco e inclemente foi substituído primeiro por um dia de sol na beira da praia. Agora, pelo vento frio e a chuva fina que anuncia a chegada de uma frente fria.

Morram de inveja, amigos mato-grossenses. Do centro geodésico que povoava meu primeiro sono do início da semana, vim bater na ilha paradisíaca que abriga a capital de Santa Catarina, Florianópolis.

Ah, se fosse só uma mudança de paisagem… Aí não seria coisa minha, daquelas que fazem a vida ter mais que graça, ser maravilhosa. A ponto de valer cada sacrifício feito numa vida inteira para não ter amarras. Poder sair para ir ali e acabar chegando lá, sem medo de ser feliz. Sem deixar pendências ou gente insatisfeita. Fui!

Quer dizer, vim!  Por que, mesmo sem conseguir regular as coordenadas do meu GPS interno, sei que estou bem na foto. Afinal, já palmilhei essas terras em outras produções. Tudo é apenas uma questão de apertar a tecla F5 e atualizar a página do Google Map. “Muderno”, né?

É engraçado como as lembranças de verões maravilhosos, amizades da vida inteira e aventuras ainda inenarráveis, pelo simples fato que suas narrativas podem comprometer pessoas ainda vivas, ativas e atuantes, voltam com uma rapidez incrível.

Isso, antes mesmo de sair do aeroporto da ilha em direção à nova base. Quando o motorista pergunta qual o caminho que prefiro, a resposta sai assim, de pronto. Deixo o pantanal pra depois e peço que ele siga em direção a Ponte Hercílio Luz (como lembrei o nome?) e siga pela Beira Mar.

Me lembro de duas coisas do centro: a rodoviária, onde despachei um amor de verão para a Argentina em priscas eras e tantas vezes fui e vim de Bombinhas, Quatro Ilhas e adjacências ou fiz baldeação de lá para Garopaba e a Praia do Rosas. Quando a conheci, era novinha, recém-inaugurada. Agora, me conta o motorista, ela está pra lá de decadente. A segunda coisa era o grande Mercado Público Municipal, um conjunto antigo, construído pelos idos de 1898, que adorei percorrer explorando suas peculiaridades. Isso foi antes. Depois, já no novo milênio, uma parte pegou fogo, o que fez com que ele fosse revitalizado. Enfim, o que era novo e tinindo ficou velho e o que era antigo e decadente foi revigorado. Definitivamente faz tempo que não venho pra essas bandas, penso com o zíper do meu casaco, largado ao meu lado no banco do carro. A última vez que passei por aqui foi antes do incêndio fatídico.

Fala sério, está estranhando o teor desse texto, não é? Estranha não. A vida é assim. Num hora observações causticas, críticas inspiradas, pílulas de sabedoria política. Na outra, a constatação de que tudo é nada diante da chance (imperdível no meu caso) de começar tudo de novo! Que seria d’eu se não topasse essas reVIRAvoltas e fizesse delas assunto e mote das minhas crônicas semanais?

Certamente não a geminiana que vos escreve às pressas, numa madrugada chuvisquenta, na véspera da data limite para entregar minhas polidas palavras às mãos revisentas dos meus a-ma-dos editores, em vez de ir dormir e entregar pra Deus a minha ausência justificadíssima das páginas dominicais, impressas e internéticas, que publicam essas crônicas. A culpa é sua, caro leitor, que tanto amo. Para  desespero dos meus novos empregadores que amanhã terão uma simpática zumbi assombrando a equipe que será minha família pelos próximos meses. Depois conto mais!

*Valéria del Cueto é jornalista, cineasta e gestora de carnaval. Esta crônica faz parte da série “Parador Cuyabano” do SEM FIM. delcueto.cia@gmail.com

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Para-choque de blog

“Os pessimistas reclamam do vento, os otimistas esperam que o vento mude, os realistas ajustam o sentido da vela”.(John Maxwell)

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Anatel determina gratuidade nas ligações de orelhões da Oi

Por Sabrina CraideRepórter da Agência Brasil

A partir do dia 30 deste mês, as ligações locais para telefones fixos feitas em orelhões da operadora Oi em 2.020 municípios não poderão ser cobradas. A medida, determinada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), faz parte do Plano de Revitalização de Telefonia de Uso Público, que começou em agosto de 2011.

A Anatel exigiu de cada uma das concessionárias um plano de vistoria e reparo dos orelhões e melhoria nos sistemas de supervisão. Como a Oi não atingiu integralmente os objetivos do plano, especialmente em relação à densidade de orelhões por número de habitantes e aos reparos nos telefones, foi feito um acordo com a agência para isentar a cobrança da ligação. A gratuidade vale até outubro ou dezembro, de acordo com o problema apresentado pela operadora em cada cidade. A Oi tem atualmente 760 mil orelhões no país.

Desde abril, a mesma proibição de cobrança foi determinada para a Embratel, nas chamadas nacionais de longa distância feitas por meio do código 21 nos 1,5 mil orelhões sob responsabilidade da concessionária. A medida, que vale até 31 de dezembro, foi decidida pela Anatel por causa do desempenho insatisfatório da concessionária na execução do plano de revitalização da telefonia de uso público.  A Oi deverá investir R$ 170 milhões para revitalizar os orelhões do país.

Veja aqui em PDF a relação das cidades que terão ligação grátis da OI

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Linguagem não verbal das emoções : Tristeza e angústia (via Sociedade Primata)

Para identificar uma emoção é necessário saber quais os musculos que envolvem sua expressão facial. Primeiro dê uma olhada na face neutra e os músculos de expressão:

Para identificar uma emoção é necessário saber quais os musculos que envolvem sua expressão facial. Primeiro dê uma olhada na face neutra e os músculos de expressão:

Já havia começado a falar sobre expressões faciais, neste post . De fato acabei lendo bastante sobre o assunto, porém acabei não prosseguindo com a ideia por aqui.

Darwin já havia descrito as emoções humanas em seu livro “A expressão das emoções nos homens e nos animais”, lançado 13 anos após a 1ª edição de a origem das espécies. Partindo do mesmo pressuposto, Paul Ekman passou a pesquisar como as emoções se manifestam na face humana . Ele constatou as mesmas emoções ‘puras’ que Darwin havia descrito: tristeza (ou angústia) , raiva, surpresa, medo, aversão, desprezo e  felicidade.

Neste post abordarei como identificar expressões de tristeza e angústia- ambas se manifestam da mesma forma semelhante, poderia até se dizer que a angústia é um estado ‘pré-tristeza’. De fato, não existe uma distinção clara entre as expressões, que pertencem a estes dois sentimentos.

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Para-choque de blog

“Toda mulher bonita é um pouco a namorada lésbica de si mesma” – Nelson Rodrigues, que se estivesse vivo, faria 100 anos hoje

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Serra troca bispo antigo por pastor O km! (Via Prof. Hariovaldo Almeida Prado)

Mestre, Confrades, Acólitos:

Após Nosso Guia Predestinado  Postulante Assuminte e Renunciante , momentâneamente eclipsado pelo Julgamento do Século ter permanecido por algum tempo fora do noticiário, surpresos ficamos ao ver novamente o Eleito de Nascença em pauta:Para demonstrar  sua juventude, fez como apenas nós de benz fazìamos e agora até a classecê também faz: trocou o antigo por um zero quilômetro.Mas, com a diferença fundamental: a classecê troca de automóvel ou motocicleta.O Iluminado da Móoca trocou um bispo que pouco contribuiu com seus panfletos na reversão da  imerecida e injusta derrota para o Poste Búlgaro na defraudada eleição de 2010, por um pastor de cinco milhões de fiéis, novinho em folha,  com grandes interesses em nosso estado e fazendas, veja,  na provincia de Goyas, a das waterfalls, além de templos em todo o globo!

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A meiguice de Pussy Riot ,Femen e slutwalkers (via Epimenta)

O mundo mudou para melhor.

O feminismo das acadêmicas bigodudas dos anos 60 conquistou direitos básicos para as mulheres e pavimentou as calçadas para as divertidas moças da banda Pussy Riot. E também para o grupo Femen e as seguidoras da Slutwalk (Marcha das vadias, em português).

Explico o que todas essas meninas têm em comum:

1) São lésbicas ou simpatizantes da causa gay.

2) Promovem manifestações públicas suprapartidárias para defender a mulher. Os temas são sexismo, turismo sexual, direito ao parto em casa, a violência doméstica, a opressão da mulher na Rússia, o direito da mulher se vestir de maneira sensual sem ser achacada por homens nas ruas.

3) Têm a atitude punk que antes era só dos meninos. Gritam e fazem vandalismo. Uma conquista da cena Riot Grrrl, que começou nos anos 90 quando as meninas deixaram de ser apenas backing vocals das bandas hardcore e começaram a cuspir.

4) Ostensiva presença digital, domínio das redes e do funcionamento da mídia. Emplacam mostrando os peitos e as partes pudendas.

Femen (em ucraniano: Фемен) é um grupo de protesto fundado em 2008 por Anna Hutsol, com base na cidade de Kiev. A banda Pussy Riot é uma banda russa de punk rock russo que entoa melodias contra a Igreja e o governo de Putin. A Slutwalk é um movimento mundial que surgiu no Canadá, em 2011, quando foi empreendida a primeira marcha.

Bem legal essa nova meiguice do século 21, os pais das meninas são um orgulho só.

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Dilma lá

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Esclarecimentos sobre o voto nulo (via Blog do Prof. Matheus)

… Vamos nos revoltar! Se houver metade mais um de votos nulos, a eleição é cancelada e é obrigatória a realização de novas eleições com outros candidatos! Esta é a nossa oportunidade de acabar com os corruptos!”

Em todo ano eleitoral ocorre a mesma coisa: mensagens e mais mensagens de “revolta” defendendo o voto nulo. Antes a corrente vinha por email (às vezes acompanhada da infame frase “divulgue com urgência aos seus contatos, senão algo de ruim acontecerá a você”), mas ultimamente mais e mais pessoas têm gasto tempo para criar imagens que defendem esta ideia, divulgando as mesmas no facebook. E como muitos dos que participam desta rede social não têm conhecimento sobre o assunto, e/ou veem-se “empolgados” com a possibilidade de “mudar alguma coisa”, resolvem compartilhar, curtir, etc. Mas fica o questionamento: será que é assim mesmo que funciona?

A resposta é não, não é assim que funciona.

A grande confusão está na distinção entre voto nulo e voto anulável. Voto nulo é aquele atribuído pelo eleitor a candidato inexistente – seja de maneira consciente, quando o eleitor digita propositadamente um número inexistente na urna eletrônica, seja de maneira inconsciente, quando o eleitor digita um número errado (inexistente), não percebe o erro e mesmo assim confirma seu voto. O voto nulo não possui valor jurídico algum, conforme § 2º do artigo 77 da Constituição Federal e conforme § 3º do art. 175 do Código Eleitoral Brasileiro. Politicamente falando, o voto nulo pode ser entendido como um “não-voto”, uma manifestação apolítica do eleitor. O voto nulo pode, sim, auxiliar quem está na frente a vencer, mas ele não causa, em hipótese alguma, a anulação de uma eleição.

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Crise faz gregos criarem sociedades alternativas do século 21 (via Ambientalistas em Rede)

Sem perspectivas, em um país afundado na pior crise de sua história recente, jovens da Grécia estão recomeçando as vidas em sociedades alternativas baseadas em princípios radicais de sustentabilidade. Por Chloe Hadjimatheou, Da BBC News em Evia, Grécia.

A comunidade Free and Real (Livre e Real, em tradução literal), a sigla em inglês para Freedom of Resources for Everyone, Respect, Equality, Awareness and Learning (Liberdade de Recursos para Todos, Respeito, Igualdade e Aprendizado – também em tradução literal), foi fundada há dois anos no sopé do monte Telaithrion, na paradisíaca ilha de Evia, por quatro jovens de Atenas.

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Eu sou uma bagunça.(via Entre todas as coisas)

Por

Se aquieta, vai. Garanto que tudo não passa de mais uma daquelas suas crises de meio-amor e que isso vai passar logo. Se não for nesse gole, passa no outro. Se inquieta, vai. Essa agonia vai subindo len-ta-men-te pela sua garganta acima. Deu um nó, então desata. Não consigo. Então desanda logo de uma vez. Chegou a sua carona, ou só mais uma distração. Quantas distrações você já usou para justificar isso? Vai logo, porque já é tarde. Quando voltar – e se voltar – me responde. Ou se distraia de vez e fim do problema.

E todas essas pessoas achando que estão certas. E todas elas achando que estão certas em ouvir você. Mas não ouvem. Não escutam conselhos palpitantes – e nem eu escuto também, pra dizer a verdade. Já revirou tudo hoje e botou tudo pra fora. Já sufocou e se deixou de lado por um tempo. Só por um tempo. Quase nada. De-li-ca-da-men-te. Já deu a volta por trás e abriu um sorriso. Mas não sabe mesmo como é que arrumou essa confusão toda. Não precisa de pressa, só não precisa me deixar sozinho agora. Isso assusta. Acho mesmo é que você brinca comigo.

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Para amar alguém nesta terça…

Para amar alguém nesta terça-feira…

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Dia da fotografia (via MarielenBaldissera)

E no dia da fotografia, eu fotografei. O povo na Redenção, no show acústico sucateiro da banda Apanhador Só. Veja mais via http://marielenbaldissera.wordpress.com/

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Dia da fotografia

Dia da fotografia.

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Terroristas da terceira idade (via Prof. Hariovaldo Almeida Prado)

By Cachorrinho Pulguento

Ilustríssimo Professor Hariovaldo Almeida Prado
Nobres Confrades e confradas
Nobres Clérigos
Companheiros e Companheiras de batalha
Fabrícios de todos os naipes e Curiosos em geral

Na serie Arquivos X, o agente Fox Mulder era um “pouquinho” paranóico. Um diálogo que jamais saiu da minha cabeça ocorreu entre ele e o agente John Dogget.

Dogget: – “Bem que me falaram que você era completamente paranóico! Das coisas que você era capaz de acreditar!”
Mulder: – “Que coisas agente Dogget?”
Dogget: “De que você era capaz de ver conspiração até num piquenique de Igreja”
Mulder: “Que Igreja?”

Megan Rice, uma subversiva freira idosa que já foi presa mais de 40 vezes por atos de desobediência civil e insubmissão aos homens bons, invadiu o arsenal nuclear de Oak Ridge, no estado do Tennessee, no que foi classificado por especialistas em segurança como “a maior falha de segurança numa central nuclear na historia do imperio”.

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Nem toda a nudez será castigada

Por Marli Gonçalves

Pronto, agora melou. Virou moda. Vira e mexe agora, em todo o mundo, alguém arria as calças, levanta a blusa, mostra os peitos, põe a própria na janela. Não é uma nova forma de protesto, mas está sendo atualizada, com mulheres lindas e loiras que se jogam no chão e esperneiam quando a polícia chega e as arrasta, gerando invariáveis fotos para manchetes

Os protestos ficaram mais bonitos em todo o mundo. O problema vai ser quando banalizar a forma, ou formato, o que aqui no Brasil acontece muito mais rápido do que em qualquer outro lugar. Não faz um mês apareceu uma ativista em verde e amarelo, a Sara Winter, como ela própria se batizou. Apareceu, viajou para a Ucrânia e foi aceita – é, isso mesmo, tem de passar por uma espécie de vestibular com prova oral e prova prática, de capacidade de aguentar o tranco – no mais novo grupo feminista da praça internacional, o Fêmen. Aquele, das moças bonitas, guirlanda de flores nos cabelos, seios fartos e pele alva pintada com os dizeres dos protestos, grupo que foi aparecendo aqui, ali, e daqui a pouco vai abrir franquias em todo o planeta. Logo no primeiro protesto lá fora, Sara foi parar na cadeia, gritando que era estrangeira, e brasileira. Nem sei como não levou umas bolachas a mais justamente por isso.

Aqui, Sara foi imediatamente paparicada pela imprensa, como uma ET que desce à Terra. Parecia que finalmente nascia uma heroína, um protótipo de Macunaíma. Mas como protesto não é coisa de se fazer sozinha sempre, Sara já andava arregimentando novas “membras” para a organização feminista, que proclama um feminismo diferente. E começou a testá-las, também nas ruas. Apareceram na Avenida Paulista contra proibição de partos em casa. Apareceram contra a opressão. E, pelo que parece, podem aparecer a qualquer momento contra qualquer coisa que não precise exatamente explicar muito. Ótimo.

Tudo ia indo muito bem até que essa semana a polícia resolveu catá-las, depois que ela e outras abnegadas em teste foram parar na frente do Consulado russo em São Paulo, pedindo a libertação, lá na Rússia, das três integrantes do Pussy Riot, banda encarcerada (que pegou dois anos de pena) porque andou, digamos, falando da mãe do presidente Putin. E dentro de uma igreja.

Pareceu um soluço. Do dia para a noite nossa heroína foi revelada de outra forma: teria pensamentos de extrema-direita, fascistas, e uma de suas tatuagens, a cruz de ferro, seria símbolo nazista. Descobriram também que ela criticou, deu um pau na Marcha das Vadias o ano passado – justamente também uma forma de usar a nudez para protestar pelo respeito pela mulher. Percebi um tom de muxoxo até quando contam que ela é do interior paulista, de São Carlos. Enfim, Sara agora samba para se explicar. Já assumiu ter sido prostituta e falou algo bem sério, mas para o qual já não vi ninguém dar real atenção: teria sido ela própria vítima de violência por parte do ex-marido.

Mas aí já se precisaria falar sério e sabe como é…

Foi uma das ascensões e quedas mais rápidas que vi. A cara do nosso país. Uma terra de vestais, moralistas, puros, tímidos, religiosos, pudicos, corpos cobertos. Onde a nudez está para onde se olha, mas só é vista como natural em dias de Carnaval – e nem isso mais, ultimamente, com a massificação dos desfiles e ocultação das genitálias. Um país onde o naturismo ainda não é bem aceito, e nem legalizadas as regiões onde pode ser praticado. Onde se escandaliza com pouco e fecha-se os olhos para o horror e a barbárie. Onde moças de mini-saia ( ou abajures, como chamávamos) hoje sorriem e dão entrevista, felizes em serem chamadas de periguetes, porque tem uma na novela em cartaz, sentindo-se as maiores inovadoras da paróquia dançando o funk chão-chão-chão. Tem até concurso para ver quem é a mais periguete, se é que isso pode um dia dizer algo. A verdade é que mudam o nome das coisas e o país vai ficando mais e mais careta.

Lembro de há alguns anos ter ficado impressionada com a pequena quantidade de pessoas dispostas a participar que apareceram no Parque Ibirapuera, para o ensaio do fotógrafo americano Spencer Tunick, especialista em fazer arte com corpos naturais em pelo. Só apareceram no máximo umas mil e quinhentas. Recordo que fiquei pasma ainda quando, em seguida, Tunick foi, acho que para o Chile, onde com temperaturas abaixo de zero reuniu mais de três mil pessoas.

Hoje, anos depois, penso que seria até menor o número que toparia. Estamos ficando muito chatos e perigosamente carolas.

Me preocupo muito com essas coisas porque essa questão envolve vários temas que me são caros e que estão sendo totalmente folclorizados, como o próprio naturismo, o terrível uso e manipulação religiosa, a nudez como forma de protesto e , também, como o feminismo, pelo qual tanto nos esfalfamos para o reconhecimento. Vange Leonel, cantora, escritora e ativista gay, fez uma proposta no Twitter que achei interessante: que se pense em instituir o ensino da luta feminista nas escolas.

Como aqui até o passado é incerto… Seria bom, antes que como alguém também já disse, como tudo no Brasil, o tema seja esculachado. Vire piada.

São Paulo, como eram gostosos os meus brasileiros, 2012

Marli Gonçalves é jornalista- Gostei dos bombeiros espanhóis que arriaram as calças e mostraram as derrières para protestar contra as medidas econômicas de austeridade. Por aqui logo pode aparecer a versão masculina do Fêmen: o Movimento Sêmen, com os homens protestando por serem usados como objetos.

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Papo de maluco?

Texto e foto de Valéria del Cueto

É só o que tenho ouvido nos últimos dias. Mensalão, campanha política, mico pós-Olímpico e, pra finalizar a semana, a pedra mais que cantada, o rolo do VLT de Cuiabá/MT. Onde “dizque” se rouba na cara dura, mais ou menos em surdina, mas só se pagar. É surreal um corruptor empregado denunciando o corrompido empregador por… quebra de acordo!

É agosto, gente. E a coisa está tão assim que até a brincadeira recorrente sobre o mês do cachorro louco miou. O dia 13 de agosto, por exemplo, passou batido. A desculpa é que não caiu na sexta-feira, a segundona cravada aliviou um pouco o peso da data.Também ficou sem muito alarde o antes famoso e intensamente praticado “dia do pendura”, 11 de agosto, quando os advogados comemoravam sua efeméride. Tadinhos. Imaginem que antigamente eles iam aos restaurantes, comiam, não bebiam (por que aí é ilegal) e saíam sem pagar a dolorosa.

Mas isso foi antes. Agora, o “pendura” não é mais fashion diante da nossa vil e escandalosa realidade. Quem vai comentar um calote estudantil de alguns reais diante dos milhares de milhões que estão sendo “usufruídos” por quem não tem direito legal e/ou moral (?) a eles, mas mete a mão com a mai-or cara de pau?

De quanto falam as contas analisadas e discutidas atualmente nas sessões no Supremo Tribunal Federal? Qual o valor das propinas distribuídas nababescamente por Carlinhos Cachoeira, o único culpado por uma CPI inteira, em que os fatores Delta, Gama, Alfa, Beta, Omega, Cabral parecem ser apenas uma firula de linguagem (im)popular e protegida pelos rabos presos do poder? O mensalão é àquilo, ou a metro? O dinheiro brota que nem lixeira (a árvore do cerrado que queima e renasce no meio do carvão e das cinzas nas terras castigadas pelo fogo e cobiçadas para alimentar a humanidade) nas mãos limpas e bem lavadas das impolutas raposas encarregadas de tomarem conta do galinheiro. A rinha midiática expõe os egos  dos que tentam provar o fato e dos que tentam esconder os atos, como se ao destrinchar o frango e apresentar apenas a sobrecoxa, a peça  deixasse de ser parte integrante do galináceo em questão.

Na campanha eleitoral o truque é mais baixo ainda: a diminuição do tempo de exposição dos candidatos e suas ideias não permite uma análise profunda dos concorrentes. São  eleições “liquidação das Casas Bahia”. Ou vai ou racha, é agora ou nunca, sem direito a estudar a compra, avaliar os produtos disponíveis nas prateleiras. Cresce o display publicitário, diminui o tempo para expor e discutir propostas. Pra quem, mesmo? Quem sai ganhando? Os que já estão na vitrine ha mais tempo, com propaganda institucional bancada pelo… nosso dinheiro.

Exemplo? O passeio indecente e indecoroso da bandeira Olímpica em solo pátrio. Usada como reles peça de marketing eleitoral dos abusados de plantão. Os bois têm nome: Eduardo Paes, Sérgio Cabral e, por que não? Dilma! Todos botando suas mãos anti-higiênicas e contaminadas no que só é tocado por luvas no resto do mundo. Nem entramos em campo e já temos um caso explícito de desrespeito olímpico! Gente pobre, povo nobre e assim mostramos ao mundo nossa ignorância esportiva. Gritem nas quadras, de vôlei, basquete, tênis, imponham a tentativa antiesportiva de desconcentrar os competidores como um direito e não uma demonstração da nossa falta de EDUCAÇÃO. Essa, temos de sobra, não é presidente(a)? Estudante(a)s desocupados do nosso amado Brasil que o digam.

Normal, num país em que o corruptor denuncia a corrupção por que pagou e não levou… Ou se imagina que alguém daria de graça um projeto de VLT avaliado em 14 milhões? Nada a estranhar, quando o denunciante tem, inclusive, um cargo no gabinete do vice-governador do partido de quem tudo fez para que o BRT se transformasse em VLT. Diga-me com quem…

Falando nisso, onde andará a chuva do caju, primeiro sinal de que o clima, um dia – ainda demora -, vai mudar? Que assim seja na vida. Venham, outros ares, mesmo que tardios, como a chuva benfazeja!

*Valéria del Cueto é jornalista, cineasta e gestora de carnaval. Esta crônica faz parte da série “Parador Cuyabano” do SEM FIM. delcueto.cia@gmail.com

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Gente que encontrei por aí… Malu Calixto

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18/08/2012 · 07:58

Quanto mais altos os muros e grades, mais proteção, certo? Errado! (via Blog da Raquel Rolnik)

Primeiro grades e portões cercaram prédios e casas, e guaritas foram instaladas nos limites entre os edifícios e as ruas. Depois, muros altos passaram a cercar não apenas quadras inteiras, mas, às vezes, várias delas, fechando pedaços de cidade com exclusividade para seus moradores e visitantes. O modelo — identificado principalmente com a ideia de segurança contra a violência das ruas — acabou se disseminando tanto que virou norma obrigatória em algumas cidades e até em alguns programas habitacionais.

O pressuposto de que quanto mais muros e grades são colocados, mais segurança existe alimentou, durante mais de duas décadas, a transformação dos modos de morar. A ideia, que parece óbvia, é a de que, ocultando o máximo possível o que se passa intramuros, evita-se a invasão e o roubo. Entretanto, a mais nova onda de furtos e roubos, pelo menos na cidade de São Paulo, contraria esta ideia. Já são 20 os condomínios de luxo, muradíssimos, que sofreram arrastões apenas este ano na capital paulista.

O último caso ocorreu esta semana no bairro do Itaim-Bibi e foi noticiado pelo “Estadão”. O porteiro do condomínio contou à reportagem que os bandidos entraram pelos fundos, escalando um muro de 4 metros de altura. De acordo com a Delegacia de Investigação de Crimes Patrimoniais, a cada mês são registrados, em média, dois arrastões em condomínios de luxo em São Paulo.

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Mudanças na Educação

Depois das notas horríveis dos alunos brasileiros no Ensino Médio, o Ministério da Educação já prepara um novo currículo em que as atuais 13 disciplinas sejam distribuídas em apenas quatro áreas, ciências humanas, ciências da natureza, linguagem e matemática. A mudança prevê que alunos de escolas públicas e privadas passem a ter, em vez de aulas específicas de biologia, física e química, atividades que integrem estes conteúdos em ciências da natureza. A proposta deve ser fechada ainda neste ano e encaminhada pra discussão no Conselho Nacional de Educação. Se aprovada, vai se tornar diretriz para todo o país. Pro ministro da Educação, Aloizio Mercadante, os alunos passarão a receber os conteúdos de forma mais integrada, o que facilita a compreensão do que é ensinado. A mudança curricular é a primeira resposta do MEC à baixa qualidade do ensino médio, especialmente o da rede pública, que concentra 88% das matrículas do país. Dados do ministério mostram que, alunos das públicas estão mais de três anos defasados em relação aos das particulares.

Via Ipanema Expressa

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Gazmuri desafia Alejandro Zambra (via Epimenta)

Meu nome é Gazmuri, sou o homem que escreveu Bonsai, o melhor romance chileno de 2006.

Rua Monjitas, tenho sede e o estômago colado.

Há muito deixei de lado o garbo, a coluna ereta e a impecável caminhadura. Sou um daqueles sujeitos de traços finos disfarçados pela fuligem e mortos de medo, loucos de raiva.

Rua Monjitas na altura da Plaza de Armas.

O caminhão de lixo exibe as luzes e o barulho; o som da cidade está encoberto, antecipo-me nos restos do hotel Vitoria, lambo latas de atum e fanicos de pão italiano e pastrami, degluto uma pequena poça de ginger ale quente no plástico dos detritos que são logo recolhidos pelas mãos hábeis de um negro. Um dos poucos.

Repele-me um tufo de fumaça preta à outra margem da rua e, en passant, resvalo no sujeito que sobrevive deitado em cobertores curtos, um legítimo cocoon em cujo crânio está alojado há décadas um projétil, Zavalita, um mui bem quisto clochard que levanta os saiotes plissados das estudantes do colégio Imaculada Conceição.

Paro. Mijo a seus pés. Estou mijando. Vês? Sigo ganhando as gentes da plaza, jovens bêbados apagam-me um cigarro nas fuças, arfo, sigo, adiante há a catedral de portas abertas e o piso frio que me liberta do calor.

Desconheço os simbolismos da grande nave e suas peanhas. Ao longe, capto os silvos da cidade, apitos, buzinas e vozes femininas.

Uma casa de carnes. A carne é uma substância saborosa. Sugo os tutanos crus, chupo as gorduras, tramelas de vacunos em sangue pisado. Línguas, olhos, bochechas; eu, um ser mediano, no digladio diário com as moscas. Sujo de sangue, me atiram água a cem graus centígrados para a dispersão.

Estou satisfeito, mas anseio. No beco do mercado central há uma fêmea no cio. Ela oferece sua vulva, ou boceta, ou buceta, a outros tantos que ali estão; vejo-os afoitos, e alguma coisa em mim se assoberba. Quero penetrar a cadela na porta da carniceria, é o que faço, mordo o cangote, o gozo, permaneço ainda alguns minutos dentro e a brisa do poente me impele ao bairro dos boêmios.

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Desirée, craconha ou criptonita : para os traficantes a imaginação é infinita

A imaginação dos narcotraficantes parece não ter limites quando o assunto é mercado. Como as campanhas anti-crack começaram a proliferar Brasil afora, inclusive campanhas oficiais do Governo Federal, mostrando a imagem patética, decrépita e real dos consumidores de crack e suas consequências nefastas no organismo, os traficantes passaram a outra tática. Como também a repressão de polícias eficientes como as de Rondônia e do Acre acabou apreendendo uma grande quantidade de crack nos últimos tempos os traficantes partiram para outra estratégia. Eles agora quebram as pedras do crack, esfarelam e misturam sem avisar ao consumidor,  na maconha vendida como se fosse pura. É uma mistura prá lá de explosiva, chamada de desirée, craconha ou criptonita e pode criar dependência química em pouco tempo de uso. É o popular “zirrê” que causa compulsão pelo consumo do crack. Autoridades, olho vivo !

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Combatendo o comunismo com glamour (via Prof. Hariovaldo Almeida Prado)

Amado Mestre e demais confrades.

Hoje eu tive minhas esperanças renovadas, enfim, descobri que nossos Estados Unidos do Brazil ainda tem jeito, estava eu navegando pela internet meio despreocupado (aliás totalmente despreocupado, afinal, torrar neurônios é coisa para pobre e funcionário público), quando vi uma matéria que me encheu de júbilo, e mostrou a força e inteligencia da mulher paulicéia.

Segundo a coluna de uma prestigiada mulher de bem e benz publicada no diário dos homens bons, um grupo de cidadãs comprometidas com a moral, os bons costumes e proprietárias de humildes moradias em Miami, avisou, que caso o Supremo Tribunal dos Bons deixe de fazer justiça, e não mande prender os condenados do mensalão, elas irão subir no scarpin , pintar suas alvas cútis e partir direto para o planalto central, munidas com suas criadas de vassouras e baldes, prontas a desalojar a camarilha vermelha que indevidamente ocupa o lugar reservado aos que moram nos Jardins.

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Comitê "Juntos pelo Direito à Paisagem" faz abaixo-assinado em prol do Parque dos Beradeiros, em Porto Velho

foto : B.Bertagna

foto : B.Bertagna

Na recente convenção Rio+20, os prefeitos das principais cidades do mundo apresentaram propostas, pactuaram investimentos e um cronograma de ações que vão contribuir com a melhoria da qualidade de vida em suas cidades e com a sustentabilidade do planeta. O fizeram por entenderem que o Homem mora nas cidades, nos municípios, e é ali que tem o dever de interferir em favor da construção de um ambiente melhor, para viver hoje e no futuro.
Confiantes de que este é o caminho, e aproveitando o ano do centenário da Estrada de Ferro Madeira Mamoré que, junto com o Forte Príncipe da Beira, constituem os símbolos mais importantes da Nação Rondoniense, convidamos você para vir e trazer quantos puder, para salvar e preservar um outro grande símbolo da nossa identidade: a mata ciliar da margem esquerda do Rio Madeira que, de agora em diante, chamaremos de Parque dos Beradeiros.
Nova Iorque se orgulha do Central Park, Paris dos Campos Elísios, Rio de Janeiro do Jardim Botânico, da Mata da Tijuca e da Cinelândia, Belo Horizonte do Parque Municipal encravado no coração da cidade e Boa Vista do Parque Anuá com lago e praia. E nós? Que ambiente natural estamos deixando para lembrar nossa origem e para orgulhar nossos descendentes? Por estes exemplos e razões, queremos você, que ama por nascimento ou adoção esta terra, fazendo parte deste abaixo assinado em favor da criação e preservação do Parque dos Beradeiros na margem esquerda do Rio Madeira. Essa iniciativa é fundamental para garantir que aquela área de proteção permanente, de fato, permaneça lá, visto que com a construção da ponte na região da balsa, o acesso à margem esquerda do Rio Madeira ficará fácil. Por conta disso, já se anuncia e já se inicia uma grande especulação imobiliária. E a floresta, que teima em existir, está ameaçada de sucumbir. A ocupação daquela mata ciliar já existe. Mas esse processo tende a ser muito mais acelerado agora. O que se vislumbra é um prejuízo para esse patrimônio natural e para a cultura e a história de um povo. O pôr-do-sol mais lindo do mundo deixará de existir com a supressão da mata. A identidade cultural beradeira está ameaçada.Corremos o risco de não deixarmos esse legado aos nossos filhos.
O que se busca é mostrar a necessidade de garantir que o patrimônio paisagístico, que pertence a todos, não desapareça. Cabe às autoridades municipais, estaduais e federais tomarem as iniciativas legais para que isso aconteça. E a nós provocar, manifestar nossa vontade. O Parque dos Beradeiros será, portanto, uma reserva horizontal, do trecho que faz frente com o complexo da Estrada de Ferro Madeira Mamoré até, pelo menos, 2 km abaixo do local da ponte. O parque é um instrumento para valer como Área de Preservação Permanente (APP). Essa área seria dotada de infraestrutura para fiscalização e visitação por parte da população, com pistas de caminhada, academias ao ar livre, etc. O mais importante é que o Parque dos Beradeiros garantiria a não supressão da mata, o não desaparecimento desse patrimônio paisagístico, que tanto nos orgulha e que a todos encanta. Por todo o exposto, o convidamos para assinar o presente abaixo assinado.

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Patrimônio natural e o turismo sustentável

Por Júlio Serson

A propaganda oficial tem apresentado o Brasil ao mundo com lentes superlativas desde os anos 70. Nosso País possui a 5ª maior extensão territorial do Planeta, a maior faixa litorânea, assim como a maior reserva em biodiversidade (a floresta Amazônica), além de clima tropical e mais de uma dezena de localidades consideradas Patrimônio Mundial ou Natural da Humanidade, como as Cataratas do Iguaçu e o Pantanal. Recentemente, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada Patrimônio Mundial pela Unesco, na categoria paisagem cultural urbana. Sol e praia, ecoturismo e turismo de aventura representam os principais atrativos buscados pelo turismo de lazer dos estrangeiros no País. E o Rio de Janeiro está no destino de 27% deles.
Nesses 40 anos, o fluxo de turistas estrangeiros passou de pouco mais de duas centenas de milhares para quase 5,5 milhões em 2011. Mas se observarmos a receita cambial no mundo (US$ 852,4 bilhões), toda a América do Sul fica com uma parte muito pequena e movimenta volume de dinheiro menor que as ilhas caribenhas. Em 2009, foram US$ 18 bilhões contra US$ 22,4 bilhões, respectivamente. No País, apesar de o montante estar crescendo, este ficou em menos de um quarto em relação ao Caribe em 2009 – US$ 5,3 bilhões. É o caso de perguntarmos aonde temos falhado em nossas políticas na área do Turismo. Com tamanho potencial, parece que ainda não saímos do equivalente ao jardim da infância na definição de estratégias que sejam integradoras e capazes de promover o turismo de maneira competitiva e sustentável.
Para se ter uma ideia, estamos às vésperas dos dois mais importantes eventos esportivos do globo – a Copa Mundial de 2014 e as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016 –, e o principal programa de revitalização da região costeira, o Projeto Orla (conduzido pelos Ministérios do Meio Ambiente e do Planejamento), criado há 12 anos, ainda não saiu da fase de interlocução com os municípios e do campo reivindicatório (por verbas e medidas). É um desperdício, pois o projeto introduz a perspectiva da sustentabilidade no desenvolvimento do potencial turístico dos municípios litorâneos, procurando convencer os agentes públicos e a sociedade a saírem da visão econômica unilateral e a desenharem ações integradas, que disciplinem o uso e a ocupação do espaço de forma a proteger o grande patrimônio local (e nacional), que reside nas praias.
É preciso definir os limites e tipos de ocupação e uso, a produção e destinação dos resíduos sólidos (especialmente do lixo), o abastecimento e tratamento de água, o tratamento de esgoto, a criação de equipamentos mais sustentáveis, a implantação de ciclofaixas, a criação de serviços de atendimento ao turista por meio da capacitação da mão de obra local, e, finalmente, disseminar uma cultura de valorização de todo este patrimônio. Somente através do compartilhamento da corresponsabilidade de todos os envolvidos com a localidade, e tendo nos governos estaduais e federal a adesão efetiva e o apoio indispensável em termos dos instrumentos legais, recursos físicos, financeiros e humanos necessários, programas como esse poderão resultar em conquistas concretas.
A perda do capital natural no País pode se tornar uma tragédia nacional em médio e longo prazo, não apenas pelos efeitos que irá causar sobre o clima, a economia e ao bem-estar humano, mas pela dilapidação de um potencial turístico privilegiado, mas ainda tratado de maneira displicente, desorganizada e pouco competitiva. Portanto, muitas são as razões que justificam abraçarmos a sustentabilidade como norte dos projetos da Nação. O Turismo agrega mais peso a essa visão, não apenas porque depende da sustentabilidade, como precisa ser sustentável para sua própria sobrevivência, buscando “eficiência econômica, justiça social e prudência ecológica”, tríade defendida por estudiosos brasileiros da área.

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Moto-aventura : Quase 10.000 km pela Patagônia

Por quê viajar ?

Amyr Klink, o ilustre navegante já dizia:

Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”.

Porto Alegre sempre foi um lugar mágico e estratégico. A proximidade com o Mercosul e com o sudeste faz da cidade um perfeito ponto para saltos maiores. Como uma viagem de moto pelo Uruguai, Argentina e Chile. Não tem lugar melhor para zarpar. E foi assim que fizemos. E é por onde começa o nosso relato destes quase 10.000 km pela Patagônia argentina e chilena , de abril a maio, com a intenção de gastar (em média) menos de 100 dólares por dia entre gasolina, comida, hospedagem, pedágios e cerveja. Uma viagem com poucas fotos e muito chão.

1º dia – Como sempre em POA muitas festas na Cidade Baixa, com chorinho e muita cerveja Polar, contando e ouvindo lorotas com a Lê (a artista plástica e audiovisual Letícia). Deixamos as malas por lá, porque a partir daqui só mochila e alforge, a XT 660 tava esperando em Curitiba. Deu prá tomar mais “umas Polar” porque este trechinho também seria de avião.

2º dia – Cedo no aeroporto, muita neblina, mas deu teto e chegamos em Curitiba de manhã cedo. Fui buscar a moto na garagem, e daí prás lojas da João Negrão, no centro de Curitiba, prá colocar as tralhas, porque a XT tava pelada. Moto preparada, alforges colocados,vacina nos pneus, óleo Yamalube cambiado pelo Motul 5100, bolha, bauleto, etc. À noite, que seria para descanso virou mais uma noite de festa, com muita tequila e chopp , acompanhando o irmão da Z , meu cunhado Zalber. Todos sabem que pegar estrada com ressaca não é nada aconselhável, mas como tinha um trecho pequeno , de uns 250 km no outro dia, deu prá chutar novamente a jaca.

3º dia – Estraaaaaaaada!!! Saída de Curitiba na hora que deu prá acordar, rumo ao litoral paulistano, primeiro povoado do Brasil. 246 km pela Régis Bittencourt, BR 116. Entrando a direita em Jacupiranga, passando por Pariquera-Açu. Uma ressaca lascada, vento batendo no rosto, BR 116. Um almoço deu uma reconfortada no estômago e a velha Coca rebateu de vez. Só 246 km de asfalto bom e sinalizado. O problema é que ao chegar em Cananéia + festa, isca de cação, caranguejo, cerveja gelada. Ô vida infernal…loop, moto contínuo, ou a técnica cinematográfica da narrativa elíptica.

4º dia e 5º dia , foi nesta mesma levada, ostra, caranguejo, cação, cerveja…Fui dormir cedo porque no outro dia tinha estrada.

6º dia – Acordar cedo, tudo escuro, a moto abastecida . Presenciar o amanhecer do dia no Vale do Ribeira é muito legal. O sol nascendo e batendo nos retrovisores. Neste dia , um trecho de Cananéia/SP a Florianópolis/SC  570 km pela Régis Bittencourt e BR 101 . Uma passagem por São Francisco do Sul, o sol ainda firme, onde tava rolando  um Encontro Nacional de Motociclistas, o Moto São Chico.  Na programação bandas de rock, escolha da rainha , festival de bandas de garagem, baile dos anos 70, 80 e 90, troféu para motoclubes, sorteio de brindes e camisetas, exposição e venda de peças, acessórios e equipamentos para motos, além de passeio de motos do centro até as praias.  Não pudemos ficar , porque nosso objetivo estava mais à frente. Almoço (peixe) em Camboriu e chegada à noitinha em Floripa, debaixo de chuva. E daí aquela história de quem viaja de moto e não consegue fazer reserva de hotel porque nem sabe se vai chegar naquele dia. Sexta à noite, hotéis lotados, etc,etc. Comemos um X Salada que era maior que o prato, Nem deu prá provar uma branquinha no Mercado. Fui abaixo de chuva até a Praia Mole prá encontrar meu velho amigo Olintho Jr, mas ele não tava, era feriado, devia estar na praia da Ferrugem tocando os butecos dele.

7º dia –  Florianópolis/SC a Porto Alegre/RS – 466 km Chuva, chuva e chuva. Uma parada naquelas lojas de malha de beira de estrada prá reforçar a bagagem para o frio que viria pela frente e ao entrar na free-way em Osório ligar para Porto Alegre onde o Kiko, a Rosane e o Renan esperavam com um baita de um jantar. Noosssa ! Quase mata a nossa vontade de tomar umas Polar com a Lê lá pela Cidade Baixa. Mas deu tudo certo. Tava junto a amiga nordestina uruguaia Milena e ficamos discutindo cinema até altas horas.

Centro histórico de Pelotas / RS

Centro histórico de Pelotas / RS

8º dia –  Porto Alegre a Pelotas – Depois de uma bela macarronada preparada pela Reny e Suely, estrada. 260 km pela BR 116 cheia de desvios e pontes caídas pois tinha ocorrido um dilúvio dias antes perto de São Lourenço do Sul. O friozinho dá uma apertada. Mas ainda não estamos usando a 2ª pele. Hospedagem no hotel do Léo, que tem garagem para motos, um Xis maior que o prato de Florianópolis no Rei do Frango, umas cervejas e vamos dormir para encarar o Taim no dia seguinte, acabaram as mordomias tipo dormir até mais tarde, bons almoços,etc.

Este é o único posto entre Rio Grande e Santa Vitória do Palmar

Curral Alto : Este é o único posto entre Rio Grande e Santa Vitória do Palmar

9º dia – Pelotas/RS a Rocha/Uru – 393 km pela Tradicional BR 471 até Chui e depois Ruta 9, até Rocha. Põe frio neste trecho, maninho. Deu para manter um “train” em torno dos 110 km por hora, olhando a bela vida selvagem do Taim e tendo muito cuidado com os atropelamentos.

Em Chuí providenciamos a Carta Verde, e passamos o primeiro perrengue em questão de plata : a agência BB de Chui tinha sido inundada um dia antes e as máquinas estavam quase todas quebradas. Na aduana uruguaia muita hospitalidade e desembaraço em poucos minutos. O veículo tem que estar no seu nome, ou se estiver alienado, com uma carta da financeira liberando a saída do Brasil com firma reconhecida em cartório. Em nenhum dos países do Mercosul é necessário a PID (Permissão Internacional para Dirigir) que é um documento meio jurássico e grande. Mas por este mesmo motivo sempre aconselho que leve a PID, ela já me tirou de várias tentativas claras de extorsão. Você faz cara de desentendido pro guarda e mostra a PID. Como ele quase sempre nunca conhece o documento, para não ficar mal na foto, faz uma cara que entendeu e te libera.

A Fortaleza de Santa Tereza merece ser visitada por quem for pela Ruta 9

A Fortaleza de Santa Tereza merece ser visitada por quem for pela Ruta 9

Neste dia deu prá visitar direito a Fortaleza de Santa Tereza no lusco-fusco da tarde (na minha infância comi muito churrasco aí no seu belo parque, a gente acampava e depois ía tomar banho de mar no frio !) e chegamos congelados em Rocha. Desta vez , nem uma cerveja. Banho quente e cama. Brrrrr

10º dia –  Rocha a Montevideo – São 235 km em trecho light, via San Carlos, Maldonado e Punta del Este com estradas ótimas, bonitas e cercadas por belos gramados emoldurando a paisagem castelhana.

Chegada em Montevideo a tempo de almoçar no Mercado do Porto e curtir um cochilo na Rambla, ao por do sol

Chegada em Montevideo a tempo de almoçar no Mercado do Porto e curtir um cochilo na Rambla, ao por do sol

Iniciamos uma bela amizade com Patrícia, prima-irmã da Norteña. Dia agradável, sol e pouco vento, prá curtir mesmo a paisagem. Chegada em Montevideo entrei pela Rambla e contornei a cidade até o centro, no hotel que tinha reservado pela Net. Barato e confortável. Moto na garagem, muitas caminhadas pela av. 18 de Julho, parrilladas, Mercado do Porto. Nos desencontramos da amiga da Lê, a Milena que tinha ido neste ínterim para Montevideo de ônibus. Uma pena, fica prá outra, Milena !

11º dia  Montevideo/Colônia do Sacramento/ Buenos Aires 184 km pela Ruta 1 até Colônia do Sacramento, uma das cidades mais simpáticas que já conheci e que merecia mais uns dois dias de exploração.

No Buquebus, com todo o espaço do mundo, a única moto

No Buquebus, com todo o espaço do mundo, a única moto

Mas a vida de viajero é assim mesmo , vai ficar para outra oportunidade. Pegamos o BuqueBus rápido” das 16:30 . Paguei 237 pesos pela moto,mais 580 pesos de passagem: Total = 817 pesos ou seja, aproximadamente US$ 180 . Entrei em Buenos Aires às 18 hs, na hora do rush, um verdadeiro inferno, sem GPS. Entrar numa cidade desconhecida já é complicado. Do tamanho de B. Aires então… Com a colaboração dos taxistas e um mapa impresso do Google Maps achei o hotel também já reservado pela Net, da rede Best Western. Incrível, mais barato que muito muquifo que enfrentei pela frente !

Foi o hotel mais chicoso e mais barato de toda a viagem. Bom , 2 dias para explorar BA, com suas Quilmes, ,tango, etc,etc…

12º dia  Buenos Aires/AR a Azul/AR 305 km pela Ruta 3 , dia de sufoco , do começo dos ventos patagônicos, chuva intensa, caminhões. Quem já andou pelas carreteras da Patagônia sabe do que estou falando. Não é um ventinho qualquer. É uma ventania constante, que te obriga a andar inclinado numa reta com a moto. E que depois da passagem de um caminhão e o seu deslocamento de ar, te obriga a fazer correções de rota que em nenhuma moto-escola do mundo ensinam, tudo isto em frações de segundo. Idem quando vc ultrapassa uma carreta e por breves instantes tem um “alívio” da força do vento. Na saída, você tem que equilibrar o redemoinho empurrado pela frente do caminhão e a volta do vento natural lateral. Uma, duas , dez, vinte vezes até que é divertido. Mas quando vc encara mais de 300 km nesta situação, lhe garanto : não é nada divertido !

Se o vento vem pela esquerda então é um desespero a cada carreta que cruza com você, a moto sai no meio de um espiral de vento e logo a seguir tem que equilibrar com o vento lateral. É um sufoco ! Chega a cansar e doer o braço !

Em Azul, encontramos o Jorge, da Posta del Viajero en Moto, que nos recebeu muito bem. Assinamos o seu livro de presença e fomos em busca de um hotel barato, com “cochera” e banho quente.

Jorge, um figuraço internacionalmente conhecido do "La Posta del Viajero en Moto", recebendo todo mundo de braços abertos

Jorge, um figuraço internacionalmente conhecido do “La Posta del Viajero en Moto”, recebendo todo mundo de braços abertos

Ruta 3 é vento e carreta o tempo inteiro.

Ruta 3 é vento e carreta o tempo inteiro.

Daí, tudo "Azul"?

Daí, tudo “Azul”?

 

Noite fria nas ruas de Azul

Noite fria nas ruas de Azul

A noite, um “vacio” no capricho e algumas Stella Artois encerraram a visita a Azul, que tem uma pracinha legal, etc…

13º dia Azul/AR a Bahia Blanca/AR 334 km pela Ruta 3, EP 51 e RP 76 – chuva, chuva, chuva….Frio, frio, frio….

Pedágios – Na Argentina, em geral moto não paga pedágio, tendo uma saída lateral específica e livre. Mas cuidado ! Algumas destas saídas tem pequenas armadilhas, como cavaletes, correntes e pista muito escorregadia.

Um trecho relativamente curto, mas chegamos exaustos. Improvisamos uma “secadeira” no apartamento : botas , luvas e roupas estratégicamente colocadas nas saídas da estufa, em cima do abajur, perto da lâmpada. Funcionou ! O brabo foi ter que ir ao supermercado na noite fria só com chinelo de dedo ! Compramos pizza, batata frita, cerveja e umas ameixas lindas ! (Perderíamos as ameixas na entrada da Província de  Rio Negro. Na Argentina, assim como na passagem entre fronteiras, na divisa das Províncias não é permitida a entrada de alimentos que não sejam industrializados. Um cachorrinho chato e com jeito de poucos amigos denunciou o alforge que levava as frutas).

Bahia Blanca : totalmente molhados e com muito frio

Bahia Blanca : totalmente molhados e com muito frio

e necessidade de auxílio externo prá aquecer.

e necessidade de auxílio externo prá aquecer.

Natália, nosso anjo salvador no deserto...

Natália, nosso anjo salvador no deserto…

14º dia  Bahia Blanca/AR a Villa Regina , província de Rio Negro/AR 445 km pela RN 22.

Trecho com o frio aumentando, perdemos de cara numa barreira sanitária as lindas ameixas compradas em Bahia Blanca.  E fiquei sem gasolina (pane seca) a aproximadamente 14 km de Choele-Choel, no meio do deserto , após Rio Colorado. Sinceramente, não lembro porque não abasteci em Rio Colorado. E foi aquela velha e conhecida história: com o vento de proa, o consumo da moto aumentou e daí…PQP, uma garrafa pet teria resolvido o problema. Domingo, dia tenso. Por toda a sorte do mundo e dos anjos protetores dos motociclistas a moto parou perto do que parecia uma pedreira abandonada. Já tinha planos de esconder a moto atrás de um arbusto e encarar a pé o trecho quando apareceu um cachorro latindo. Sinal de gente ! Vejo um guarda vindo em minha direção… era “uma” guarda, Natália ! Deixei a moto com a Zane e a guarda Natália,e fui de carona, num caminhão que a Natália conseguiu parar na estrada colocando uns cones,  até Choele-Choel comprar gasolina. Como era domingo o movimento que já é comumente reduzido naquela estrada, estava quase a zero. Pedi ajuda da Polícia Caminera, e depois de uma boa conversa, em ele parou um conservadíssimo Ford Falcon com um casal que aceitou me dar carona.

A gasolina argentina em geral é melhor que a nossa. Mas vai a dica. Não confie nas distâncias. Se vai encarar um trecho meio desértico , leve uma ou duas garrafas Pet de 2 litros nos alforges. Quatro litros na XT equivalem a quase 100 quilômetros e pode representar a diferença entre sufoco e tranquilidade !

15º dia  Villa Regina/AR a San Carlos de Bariloche/  659 km pela RN 237  e RN 22, passando por Neuquén , onde fizemos compras numa loja de alpinismo para reforçar a indumentária pois o frio chegou para matar  !Em Neuquén, com os Andes chegando perto e o frio aumentando, recorri à tática das luvas cirúrgicas por baixo das luvas de couro. Funciona bem , esquenta e não deixa molhar a mão, mesmo que a luva exterior não segure bem a água. Comprei uma dúzia, das mais baratas, e deu para o resto da viagem. Lição do dia : Assim como não se deve fazer compras em supermercado com fome, não se deve comprar roupas para o frio , estando com frio !

Em Bariloche, em plenos Andes paramos na Pousada dos Alpes, vai entender. Mas nada que um “vacio” preparado na hora no “El Bolicho de Alberto” não resolva.

Tombo besta – Alguém haverá de me contestar: todo tombo é besta ! Mas tem uns que são mais bestas que os outros. Foi o meu caso. Ao entrar numa rampinha de um restaurante em Bariloche, por alguma destas falta de atenção quando vc se sente em zona segura, não acelerei o suficiente para dar tração na moto. Resultado : ela apagou, a moto veio com tudo prá trás e daí meu irmão, não tem freio que segure. Não caí, larguei a moto no chão. Nem eu nem minha companheira nos machucamos, e ainda demos boas gargalhadas. Mas tive que trocar a pedaleira, que entortou a ponta e começou a machucar o pé da Zane.

Fomos até o Cerro Catedral, tradicional estação de esqui. mas ainda não estava nevando….

Da janela lateral, do quarto de dormir...

Da janela lateral, do quarto de dormir…

Paradoxo : no meio dos Andes, o nome da pousada é "Los Alpes"

Paradoxo : no meio dos Andes, o nome da pousada é “Los Alpes”

16º dia  Bariloche/AR a Osorno/Ch – 85 km até Villa Angostura, contornando o lago Nahuel Huapi. Mais uns 100 km até o vulcão Puyehue. Saída da Argentina e entrada no Chile pelo Paso Cardenal Samoré (Alfândega Chilena El Pajarito). O Paso Samoré é importante porque é um dos únicos que não fecha durante o inverno. ( Irônicamente, em 2011, a atividade do vulcão Puyehue não somente fechou o Paso como infernizou a vida e o comércio daquela região.) Depois, uns 80 km até Osorno

Osorno/CH

Osorno/CH

Vai aí uma Kunstmann Torobayo Ale ?

Vai aí uma Kunstmann Torobayo Ale ?

Dificuldades de comunicação em Osorno, os telefones publicos não te entendem, você não entende os telefones públicos e nem a garçonete… cachorros atacando a moto, caímos num bar até que bacana que servia umas  Kunstmann Torobayo Ale .

17º dia :Osorno/Ch a Chillán/Ch 542 km pela Ruta 5, Panamericana . No caminho , à direita uma placa indicava o lugar onde “Nada é pior”. Acredite se quiser, mas Peor es Nada existe !!! E escapou de um terremoto !

A Ruta 5, a via Panamericana é uma delícia para se viajar. Mas cuidado ! Os "carabineros" estão atentos e excesso de velocidade no Chile dá cadeia !

A Ruta 5, a via Panamericana é uma delícia para se viajar. Mas cuidado ! Os “carabineros” estão atentos e excesso de velocidade no Chile dá cadeia !

Em todo o Chile, a rede Copec de 50 em 50 km com postos e café quente

Em todo o Chile, a rede Copec de 50 em 50 km com postos e café quente

Na subida de "Los Caracoles" estava tão tenso que esqueci de colocar a luva da mão direita. Cheguei lá em cima com a mão quase congelada.

Na subida de “Los Caracoles” estava tão tenso que esqueci de colocar a luva da mão direita. Cheguei lá em cima com a mão quase congelada.

18º dia : Chillán/Ch a Mendoza/AR 784 km pela Ruta 5 e Ruta 7 – Trecho deslumbrante mas cansativo com a passagem de Los Caracoles, ao lado do Aconcágua.

Cruzando o Centro de esqui Los Penitentes, Puente Del Inca, Parque do Aconcagua, Túnel internacional Cristo Redentor e Los Caracoles você chega na aduana, um galpão enorme, estranho e sombrio, mas abrigado do vento, da chuva e da neve. Lá dentro ficam as aduanas chilena e argentina. É também um refúgio nas borrascas, comuns na região no inverno.

Depois de rodarmos muito após o Paso  Fronterizo Los Libertadores chegamos em Uspallata, cidade com um Cassino na sua rua principal. Café no YPF, e decidimos seguir viagem pela RN-7, depois Ruta 40 (uma espécie de BR 101 argentina),

Mendoza estava a pouco mais de 100 kms.  A estrada por ali é traiçoeira, muitos túneis em curva, o que à noite representa perigo redobrado.  No meio do caminho resolvemos parar no primeiro povoado que oferecesse hospedagem, mas estava tudo lotado, a estrada estava em obras, e os hotéis e pousadas de beira de estrada estavam  integralmente ocupados pelos engenheiros e funcionários da empreiteira. Novamente na estrada, já ficando tarde, o cansaço batendo, começamos a ver miragens. Qualquer conjunto de luzes ao horizonte era motivo prá imaginar um pequeno povoado com uma pousada simples e aconchegante. E daí, eu e Zane enxergamos um edifício de vidro, vários andares, ao longe. Uma cidade ! Luzes feéricas iluminando a nossa imaginária cidade ! Rodei mais uns quilômetros , as luzes aumentando de intensidade, vi que teria que sair do eixo da rodovia, pois a “cidade” ficava à esquerda. Achei a entrada, num pequeno trevo, fui me aproximando, me aproximando…. e o nosso hotel 5 estrelas representado pelo prédio de mais de 6 andares, todo de vidro e iluminado, nada mais era que a refinaria de petróleo da YPF, em Luján de Cuyo.

Volto prá estrada abatido, desencantado da vida, hotel, no sonho alegria me dá e nele você está !

Mico : Vi um posto YPF todo chicoso, a luz de advertência da XT já ligada há bastante tempo, preciso abastecer. Paro a moto, a garupa desce, coloco o pezinho, desço , abro o tanque e fico esperando. Todas as pessoas no posto, nos carros me olhando, com espanto. Até que o frentista , simpaticamente ( mas certamente “gargalhando por dentro” ) perguntou ;

– Maestro, su moto es a gás natural ?

Percebi rapidamente a mancada, dei uma risada , fechei o tanque e caí fora. Só na saída, ao olhar a placa, ele deve ter reparado que eu sou brasileiro. Ah, Pelé e Maradona, esta rivalidade de vocês está passando dos limites !

Para compensar os micos da refinaria e do posto de GNv, Mendoza nos proporcionou ótimos bares e uma vida noturna boêmia e agitada. Valeu ! ( Também merecia mais uns 3 dias de exploração, fica prá outra )

Nos postos de gasolina sempre as pegadas dos aventureiros

Nos postos de gasolina sempre as pegadas dos aventureiros

19º dia :  Mendoza/AR a Rio Cuarto/AR 513 km, ruta 7, passando por San Luis e Villa Mercedes.  

Rio Cuarto – Paramos numa hospedaria esquisita na praça, não recordo o nome. Largamos a moto numa garagem, e fomos bater perna atrás de uma carne suculenta. Com 100 % de indicações, venceu o “Siga la Vaca !!!” , um templo ao consumo de carne argentina. O lugar é ótimo, mas vive lotado. E tem razões para isso . Você paga uma taxa fixa e come e bebe à vontade, vinho ou cerveja. É  uma espécie de buffet, com saladas e sobremesas, e uma chapa e uma grelha com diversas espécies de carne que você pede ao churrasqueiro. Cara , é muito barato e bom ! A cerveja é de primeira, o vinho idem, e a carne nem se fala ! Noite de fartura em Rio Cuarto, para compensar os dias franciscanos nas estradas e cidadelas argentinas !

Bandos de BMW, matilhas de XT660, enxames de V-Stroms : é a vida selvagem

Bandos de BMW, matilhas de XT660, enxames de V-Stroms : é a vida selvagem

20º dia :  Rio Cuarto/AR a San Francisco/Ar,  300 km passando por Villa Maria , RN 158  

Na Argentina, muitos trechos com asfalto ruim que provocam desconforto no motociclista

Na Argentina, muitos trechos com asfalto ruim que provocam desconforto no motociclista

San Jaime de La Frontera/AR : fazendo amigos

San Jaime de La Frontera/AR : fazendo amigos

21º dia San Francisco/Ar  a Paraná/AR o Google Maps perde a referência , porque se passa por um túnel sobre o rio. 160 km + 281 km até San Jaime de la Frontera pela RN 127

22º dia  San Jaime de la Frontera/AR a Porto Alegre/RSTocada muito forte, no outro dia vôo marcado de volta a Porto Velho. Primeiro Uruguaiana, aduana, café brasileiro, notícias do Gre-Nal, cambio 176 km pela RP 126 + 630 km pela BR 290, passando por Alegrete, Rosário do Sul, São Gabriel, Butiá, Eldorado do Sul.

Já no Brasil, num posto de gasolina em Alegrete/RS "encarando" a BR 290

Já no Brasil, num posto de gasolina em Alegrete/RS “encarando” a BR 290

23º dia  – Tirar bauleto, alforges, lavar a moto, capa, garagem. almoço na Tristeza , pegar as coisas na Lê e Aeroporto, prá encarar o vôo da madrugada para P.Velho. Só sei que foi assim. E quem quiser que conte outra… cumbeira da beira do rio Madeiiira….

…………………………………..

Por quê viajar ? Por quê ficar longe de pessoas importantes durante vários dias ?

Encerro com dois poemas de Leminski :

Inverno

É tudo o que sinto

Viver

É sucinto

……………

pelos caminhos que ando
um dia vai ser
só não sei quando…

……………………………………………………………………………………………………………….

Próxima Estación : Atacama !!!!

Leia também : Viagem pela Interoceânica até Machu Picchu. De moto, até de carro eu vou !

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Paraguaios querem apagar os comunistas do Brazil (via Prof. Hariovaldo Almeida Prado)

Maior realização da Gloriosa nos tempos em que nós, homens bons e cheirosos sócios atletas do Instituto Millenium, mantinhamos intactas as premissas democráticas do Plano Condor em todo o Cone Sul deste sofrido e depauperado continente, a Usina Hidroelétrica de Itaipu, benesse concedida pelos nossos generais benfeitores aos bons homens da terra guarani, com verba e dólares havidos dos caixas de Dom Roberto, o Bob Fields e Santo Hélio, o Beltrão, acaba de se tornar a nossa esperança  de derribar de vez a ameaça comunista ao futuro da… Nação.

Continue lendo via Prof. Hariovaldo

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Dakar 2013

Prá quem já pensa em acompanhar mais de perto o Dakar 2013 lá vai a programação, enviada pelo amigo Pasin.

05 de janeiro: Lima-Pisco (Peru)
06 de janeiro: Pisco-Pisco (Peru)
07 de janeiro: Pisco-Nazca (Peru)
08 de janeiro: Nazca-Arequipa (Peru)
09 de janeiro: Arequipa (Peru) – Arica (Chile)
10 de janeiro: Arica – Calama (Chile)
11 de janeiro: Calama – Salta (Argentina)
12 de janeiro: Salta – San Miguel de Tucuman (Argentina)
13 de janeiro: Dia de Descanso (Argentina)
14 de janeiro: San Miguel de Tucuman – Cordoba (Argentina)
15 de janeiro: Cordoba – La Rioja (Argentina)
16 de janeiro: La Rioja – Fiambala (Argentina)
17 de janeiro: Fiambala (Argentina) – Copiapó (Chile)
18 de janeiro: Copiapó – La Serena (Chile)
19 de janeiro: La Serena – Santiago (Chile)

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Festcineamazônia faz exibição em Manaus

O Festival Latinoamericano de Cinema e Vídeo – Festcineamazônia iniciará por Manaus a etapa itinerante nas capitais da região Norte. A exibição na capital amazonense será a partir das 19h do dia 14 de agosto, no Pavilhão do Botânico/Museu da Amazônia, com entrada grátis a todo público. Produção local em Manaus é do produtor Chicao Fill, da Amazon Film. O evento é uma integração cultural através do cinema, levando o debate ambiental por meio de audiovisual. Esta etapa inclui ainda Boa Vista, Macapá, Belém e Palmas. As capitais Porto Velho e Rio Branco já foram contempladas com as exibições deste ano.

A etapa itinerante é composta pelos principais filmes e vídeos exibidos na última edição do festival realizado regularmente em Porto Velho, capital de Rondônia. Serve para integrar e ampliar o público do cinema brasileiro. Após as exibições são promovidos debates para estimular a discussão sobre direitos humanos e proteção ao meio ambiente.

O Festcineamazônia é um projeto de difusão da sétima arte. Neste ano uma programação especial marcará os 10 anos de realização, tendo como convidado o artista Ziraldo, autor de personagens como o Menino Maluquinho, Turma do Pererê e outros. O evento principal será de 6 a 10 de novembro. As inscrições para a Mostra Competitiva da edição 2012 estão abertas até 31 deste mês de agosto pelo site www.cineamazonia.com, onde também consta o regulamento.

A cada edição o Festival homenageia convidados que tenham destaque no cinema e na defesa do meio ambiente. Desde 2003, quando iniciou o projeto, já foram contemplados artistas e personalidades como: Lucélia Santos, Marco Palmeira, Othon Bastos, Antonio Pitanga, Marina Silva, Silvio Tendler, Zezé Mota, Letícia Sabatela, Maurice Capoville, dentre outros.

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Muito além da saudade

Por Rosane Gutjahr,  diretora da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907

Não bastasse a dor de perder o amor da minha vida, conviver com a falta de respostas e da punição para os culpados que o tiraram de mim; a dor de ver minha filha crescer sem o pai é dilacerante. A proximidade com o Dia dos Pais me faz pensar que vida ela teria se o pai dela não tivesse sido tragicamente tirado de nós? Que “consequências” a ausência do pai trará na personalidade dela? São algumas das muitas perguntas que me faço todas as noites. Sim, sei que moro em um país onde é dito que a justiça é morosa e muitas vezes peca falta de punição; mas ainda continuo acreditando na justiça Brasileira e poderei em fim, depois de seis anos dar as respostas que minha filha tanto busca e a paz e o descanso que meu marido merece.

 Sim, nos aproximamos de quase seis anos do talvez maior acidente do espaço aéreo brasileiro, a tragédia causada pelo jato Legacy, que matou 154 pessoas do Voo 1907 da Gol e que ainda espera punição para os culpados. Uma colisão aérea, um fato até então quase inacreditável, tirou meu marido da minha vida. Como não punir os pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, que estavam no jato Legacy? Já que foi comprovada a culpa por negligência, imperícia ou imprudência. Será mesmo que uma pessoa que entra num avião, sem qualquer responsabilidade não deveria ser condenada por homicídio doloso? Pois aí estava minha primeira grande decepção, já que eles em abril de 2011 foram condenados em primeira instância a cumprir serviços comunitários e a terem os brevês cassados pelo período de quatro anos e quatro meses, além de terem sido indiciados por homicídio culposo.

Aí me pergunto mais uma vez? Essa condenação de primeira instância seria justa para quem matou 154 pessoas? A quem devo pedir ajuda para que os culpados sejam condenados e cassados permanentemente? Será que alguém, além das 154 famílias realmente se importa com as vidas que foram perdidas? Muitas perguntas? Pois é assim que me sinto todos os dias em que vejo que não demos “um passo à frente”, que estamos parados esperando…

E nessa espera dolorosa e angustiante, mais um Dia dos Pais se aproxima. Mais um ano que terei que explicar para a minha pequena, agora com 10 anos, que “agora papai é um anjo” e nos vê lá de cima. Como é difícil para uma mãe ver o sofrimento da filha e não poder fazer nada.  Eu sei que a condenação dos culpados não trará meu marido de volta, mas pelo menos seria uma maneira de dar às 154 vítimas o descanso merecido.

*Rosane é hoje uma das mais engajadas integrantes da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907. Os relatos dela e da filha, Luiza (hoje com 10 anos), são muito fortes e impactantes. http://www.associacaovoo1907.com/

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Túnel do Tempo : Estrada de Ferro Madeira-Mamoré

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13/08/2012 · 08:54

Gente que encontrei por aí…Raíssa Dourado

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13/08/2012 · 08:47

Os Melhores Pais do Reino Animal! (via Viverde Eco)

O Dia dos Pais é um momento maravilhoso para comemorar e homenagear pais devotados de todas as espécies. Assim como os humanos do sexo masculino, no mundo animal os pais desempenham um papel vital na criação e ensino de seus filhos. Aqui está uma lista de alguns dos melhores pais do reino animal. Pinguim Imperador Este magnífico pai tem seu lugar assegurado em nossa lista como o “Rei” dentre os melhores pais. … Read More

via Viverde Eco

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A plenitude do amor de um pai

Por Erika de Souza Bueno

Nas mãos você tem a aspereza de quem já experimentou o peso de uma enxada ou de uma caneta ao ter que assinar um importante documento. Nos braços você tem a força para dar colo e abrigo a quem hoje quer prestar esta homenagem. Nas aventuras contadas e recontadas tantas vezes está seu riso antecipado, riso de quem já conhece o final da história.

Na sua volta diária do trabalho, agradecemos a Deus por tê-lo em casa, papai, sorrindo e feliz mesmo diante do cansaço do dia. Em datas como esta, é imenso nosso empenho em querer presenteá-lo com algo muito superior a qualquer lembrancinha.

Em nossa memória ecoam suas palavras de repreensão que guiaram e guiam até hoje as nossas decisões. Nos seus olhos estão a segurança e a paz que tão de perto conhecemos e queremos que nossos filhos também reconheçam, um dia, em nós. No tom forte de sua voz está a força da atração que faz com que nossa atenção se volte mais uma vez para o senhor.

No calor do seu colo repousa o desejo de nunca mais sair desse lugar de harmonia, sossego e paz. Na sua vida assomam exemplos que devem ser seguidos por outras gerações, direcionando os passos daqueles que precisarão seguir em frente.

Já em nossas vidas estão as marcas dos ensinamentos que o senhor sempre ponderou, mostrando um caminho muito mais eficaz a ser seguido. Que sua sabedoria esteja conosco, pois, mesmo já crescidos, precisamos que ela nos advirta em tempo oportuno.
Que este dia seja de Paz para o senhor, pois é uma das formas mais eficazes de também a alcançarmos.

Feliz Dia dos Pais a você que, somente com um olhar, soube passar para nós o maior bem que alguém pode ter: a plenitude do seu amor.

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