Regra 34

Acho que demorou um pouco até que ficasse claro para nós o significado da palavra maconheiro. Por certo intuíamos ser um qualificativo pouco lisonjeiro, mas não alcançávamos exatamente a coisa. Até porque o termo era empregado quase sempre como sinônimo de vagabundo e, mais raro, sujo.

A gente morava em Monte Alto, no interior de São Paulo. Entre os meninos, havia basicamente dois tipos: os bonzinhos e os propensos a “descambar para o mundo das drogas”. As meninas não participavam. Elas eram boazinhas ou galinhas, como a Lubico, o caso mais grave da cidade.

Havia um ou dois cabeludos na praça fazendo pulseirinhas trançadas que eram sistematicamente chamados de maconheiros. Os maconheiros, quase sempre, eram cabeludos, tinha isso também. No caso daqueles, não pareciam realmente muito chegados a um banho. E, apesar de inofensivos, nós não ousávamos chegar perto deles.

Nós, os “remediados”, começamos a juntar os pontos e mais ou menos chegamos à conclusão de que maconheiro também tinha um pouco…

Ver o post original 541 mais palavras

Deixe um comentário

Arquivado em Efêmeras Divagações

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s