Arquivo do dia: 27/07/2012

Aventar

As aberturas dos Jogos Olímpicos foram sempre uma celebração de alguma coisa, nomeadamente do país que os organiza. Não há duvida que este ano foram uma celebração daquele sentido de Britishness. Do que é ser britânico. Estava, sinceramente, à espera de algo muito mais nacionalista com armadas espanholas e Henriques V. Mas afinal não. Os britânicos, espertos, celebraram o que têm de melhor. O humor, o fair play, a literatura, a fantasia, a diversidade. Sim, o Reino Unido que se mostra nestes Jogos não é o Reino Unido que o BNP (British National Party) gostaria que fosse. O que sópode ser uma coisa boa. É uma entidade que mais do que nunca celebra a junção entre o tradicional e o moderno. Entre o antigo e o novo. E mais nenhum país no mundo consegue fazê-lo com tanta mestria e com tanto sucesso, independentemente das tensões que surgem.

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* Luis Felipe Abreu

É hora de tirar a roupa preta do armário, porque o funeral é IMINENTE: Porto Alegre está agonizando. Na verdade, já começou a gangrenar.

Na última quinta-feira, a SMIC (Secretária Municipal de Produção, Indústria e Comércio) fechou 4 bares da cidade: o Café Moinhos, o Lord Lanches, o Gato Félix e, RUFEM OS TAMBORES, o Bambus. Sim, aquele lugar horrível que aprendemos a amar.

No caso dos três primeiros, a alegação foi de irregularidades no alvará. Já em relação ao Bambus, os motivos citados pela secretaria são diferentes, e significam um retrocesso político-social imenso: oficialmente, o bar foi fechado “por concentrar aglomeração excessiva de pessoas, brigas frequentes, algazarra e consumo de bebidas fora do local apropriado”.  São exatamente os mesmo motivos que levaram ao fechamento de praticamente todos os lugares da Cidade Baixa no ano passado.

Alguém mais está ouvindo essa voz? Aquela que grita HIGIENIZAÇÃO.

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blog da Raquel Rolnik

No último dia 18, a Capela de São Miguel Arcanjo, em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo, completou 390 anos. Trata-se da igreja mais antiga da cidade. Recentemente, a construção passou por um processo de restauração, iniciado em 2006, e ganhou um museu, que está em funcionamento desde 2010. O mais interessante, no entanto, é que neste processo foram redescobertas duas pinturas murais que estavam escondidas atrás dos altares.

Pesquisadores acreditam que estas pinturas sejam do século XVII e que estiveram cobertas pelos altares desde 1760. Agora, elas estão sendo restauradas, mas, após o restauro, que deverá ser concluído em novembro, elas deverão voltar para detrás dos altares. Depois disso, só será possível ver estas obras em reprodução fotográfica que ficará exposta no museu.

Reportagem publicada no portal do Estadão conta um pouco da história da Capela de São Miguel Paulista, construída pelos jesuítas numa aldeia indígena batizada inicialmente…

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Regra 34

Acho que demorou um pouco até que ficasse claro para nós o significado da palavra maconheiro. Por certo intuíamos ser um qualificativo pouco lisonjeiro, mas não alcançávamos exatamente a coisa. Até porque o termo era empregado quase sempre como sinônimo de vagabundo e, mais raro, sujo.

A gente morava em Monte Alto, no interior de São Paulo. Entre os meninos, havia basicamente dois tipos: os bonzinhos e os propensos a “descambar para o mundo das drogas”. As meninas não participavam. Elas eram boazinhas ou galinhas, como a Lubico, o caso mais grave da cidade.

Havia um ou dois cabeludos na praça fazendo pulseirinhas trançadas que eram sistematicamente chamados de maconheiros. Os maconheiros, quase sempre, eram cabeludos, tinha isso também. No caso daqueles, não pareciam realmente muito chegados a um banho. E, apesar de inofensivos, nós não ousávamos chegar perto deles.

Nós, os “remediados”, começamos a juntar os pontos e mais ou menos chegamos à conclusão de que maconheiro também tinha um pouco…

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Será que é preciso dizer mais alguma coisa?

Thats what she just said : All your armies, all your fighters All your tanks, and all your soldiers Against a boy holding a stone Standing there all alone In his eyes I see the sun In his smile I see the moon And I wonder, I only wonder Who is weak, and who is strong? Who is right, and who is wrong? And I wish, I only wish That the truth has a tongue….! ,

Isso é o que ela exatamente disse: Todos os seus exércitos, todos os seus lutadores Todos os seus tanques e todos os seus soldados contra um menino segurando uma pedra. Lá sozinho Nos seus olhos eu vejo o Sol, em seu sorriso eu vejo a Lua. E eu me pergunto, eu só pergunto quem é fraco, e que é forte? Quem está certo e quem está errado? E eu desejo, eu só desejo que a verdade tenha uma língua ….!

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Livros para entender Rondônia – Caiari, lendas, proto-história e história, de Emanuel Pontes Pinto

Emanuel Pontes Pinto, com o livro “Caiari”, envereda por rumos controversos e áridos no estuário do conhecimento, tentando avivar os vestígios deixados por navegantes antigos provindos da Asia Menor na região que o etnólogo Roquette Pinto denominou de Rondônia. Eles buscavam os tesouros acumulados, há mais de três mil anos, nas cabeceiras do Rio Caiari, conhecido atualmente “pelo nome português de Rio Madeira” .
É mais um mistério da Amazônia, exumado de noite do tempo por filólogos e pesquisadores, que caçaram nos desvãos do passado, as nossas tradições, mitos e lendas.

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