Arquivo do dia: 21/07/2012

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“A alma não tem segredos que a conduta não revele.” Victor Pauchet

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Depressão : as aparências enganam

Quem já não teve aquela sensação de que tudo parece estar bem mas, na verdade, nem tudo está tão normal assim? Às vezes isso acontece com quem tem depressão: “durante o tratamento, o humor e outros fatores relacionados à doença melhoram, como fadiga e insônia, por exemplo. Porém, esta recuperação não permite que o paciente retome a produtividade habitual no trabalho, reassuma hobbies ou resgate relacionamentos pessoais”, explica Gisele Minhoto, psiquiatra, neurofisiologista e professora titular de Medicina da PUC-PR. “São os chamados sintomas residuais, que não possibilitam ao paciente ter a funcionalidade restaurada”, complementa.

Na prática, isso significa que o paciente consegue levar o dia a dia, mas não da mesma maneira como o fazia antes da depressão. Portanto, mesmo com um enorme progresso durante o tratamento, a reintegração é parcial – e não total, como deveria ser. É aqui que entra a escala PHQ-9, utilizada para avaliar os sintomas do Transtorno Depressivo Maior (TDM) pode ajudar na identificação destes sinais residuais. Ela deve ser preenchida pelo paciente levando em conta a frequência e intensidade com que foi incomodado pelos problemas mencionados no questionário nas duas últimas semanas. É importante indicar o grau de dificuldade que os itens assinalados causaram para atividades como trabalho, tomar conta da casa ou para se relacionar com as pessoas: nenhuma dificuldade; alguma dificuldade; muita dificuldade; extrema dificuldade.

Ao final, os resultados devem ser somados e a pontuação conferida na tabela de classificação. Vale lembrar que somente o médico pode diagnosticar a depressão e a escala PHQ-9 é utilizada apenas para auxiliar a pessoa a identificar os sinais da doença e orientá-la a procurar a ajuda do psiquiatra.

PHQ-9

Durante as últimas 2 semanas, com que frequência você foi incomodado(a) por qualquer um dos problemas abaixo?

Nenhuma vez

Vários dias

Mais da metade dos dias

Quase todos os dias

  1. Pouco interesse ou pouco prazer em fazer as coisas

0

1

2

3

  1. Se sentir “para baixo”, deprimido(a) ou sem perspectiva

0

1

2

3

  1. Dificuldade para pegar no sono ou permanecer dormindo, ou dormir mais do que de costume

0

1

2

3

  1. Se sentir cansado(a) ou com pouca energia

0

1

2

3

  1. Falta de apetite ou comendo demais

0

1

2

3

  1. Se sentir mal consigo mesmo(a) ou achar que você é um fracasso ou que decepcionou sua família ou a você mesmo(a)

0

1

2

3

  1. Dificuldade para se concentrar nas coisas, como ler o jornal ou ver televisão

0

1

2

3

  1. Lentidão para se movimentar ou falar, a ponto das outras pessoas perceberem? Ou o oposto – estar tão agitado(a) ou irrequieto(a) que você fica andando de um lado para o outro muito mais do que de costume

0

1

2

3

  1. Pensar em se ferir de alguma maneira ou que seria melhor estar morto(a)

0

1

2

3

Fonte: Kroenke K, Spitzer RL, The PHQ-9: A new depression and diagnostic severity measure, Psychiatric Annals. 2002, 32: pp. 509-21

Pontuação

Depressão

O que fazer

1 a 4

Remissão

Ausência de sintomas

5 a 9

Sintomas Subclínicos

Vale a pena procurar aconselhamento médico, a fim de entender o que está acontecendo

10 a 14

Leve

É interessante que o paciente busque ajuda de um especialista antes que o incômodo e a frequência dos problemas se tornem maiores

15 a 19

Moderada

O paciente deve procurar rapidamente pelo psiquiatra, que avaliará o caso e iniciará o tratamento adequado

20 a 27

Severa

“Estudos mostram que de 30% a 50% dos pacientes têm sintomas residuais, mesmo aqueles que apresentam remissão1”, explica Gisele. Quando estes sintomas são tratados, há significativamelhoria na qualidade de vida do paciente, além da retomada da funcionalidade familiar, social e profissional. E, quando se fala no tratamento da depressão, o objetivo é atingir a remissão (equivalente a atingir de 01 até 04 pontos na escala PHQ-9) e recuperar por completo a funcionalidade da pessoa acometida.

“Em casos mais leves, apenas a psicoterapia pode ajudar na recuperação, porém, em casos mais graves, os medicamentos também são necessários para que a doença seja controlada com agilidade e eficácia”, orienta a especialista. Dentre os antidepressivos existentes destacam-se os de 3ª geração. Um exemplo é Pristiq (desvenlafaxina), que consegue equilibrar a disponibilidade de dois neurotransmissores importantes na depressão, agindo como um inibidor de recaptação de noradrenalina (NE) e serotonina (5HT) – diretamente relacionadas ao mecanismo da doença. Essa abordagem mais completa proporciona boa eficácia, especialmente relacionada à funcionalidade do paciente, aliada ao bom perfil de segurança.

Para combater a doença, além de ser essencial seguir corretamente o tratamento, a prática de atividades físicas também é importante. Esportes liberam endorfina, substância que causa sensações de alegria, bem-estar e melhoram a qualidade de vida do paciente.

Muito além da tristeza

Fadiga, insônia, falta de energia, tristeza profunda, problemas gastrointestinais, retardo psicomotor (fala e movimentos lentos), ansiedade, distúrbios alimentares – estes são alguns sintomas da depressão. “Engana-se quem acredita que a doença deixa suas marcas apenas no humor da pessoa. A enfermidade vai muito além da tristeza e seu impacto pode ser percebido não só emocionalmente, mas também funcionalmente”, desmistifica Gisele Minhoto.

Muitas vezes, o cansaço excessivo ou irritação prolongada também podem ser sinais da depressão – aliás, este último sintoma é classicamente confundido com a tensão pré-menstrual.“Muitas pessoas chegam aos consultórios reclamando de sobrepeso por conta de distúrbios alimentares, e insônia, por exemplo. Após uma investigação mais aprofundada, acabamos descobrindo que essas pessoas estão com depressão”, relata a especialista.

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5º Festival Amazônia Encena na Rua começa sábado em Porto Velho

A V edição do Festival Amazônia Encena na Rua começa neste sábado às 18h com um Cortejo de abertura saindo da Praça das Caixas D’água, passando pelas ruas de Porto Velho até chegar na Arena Madeira Mamoré, onde acontece a abertura oficial e às 20h, o show musical “São Batuques”, com artistas de Macapá.

No domingo, a festa começa às 18h com os palhaços malabaristas de “La Imaginacion”, do grupo Juglarte (Venezuela), Logo depois, dança folclórica com a Cia. Yaporanga, “Do Repente” com Lamira Cia. de Dança (TO), seguido de dois espetáculos de teatro: “Carro Caído”, com o grupo Nu Escuro (GO) e “O Auto da Folia de Reis”,do Grupo Corpos Teatro Independente (PI). Até o dia 29, o público vai poder prestigiar todos os dias vários espetáculos de 32 grupos de todo o Brasil e umda Venezuela. A programação se baseia na arte de rua e inclui peças infantis,circenses, apresentações de dança, mímica e mágica.

Paralelamente ao Festival, acontece o II Seminário Amazônico de Teatro de Rua, composto por Rodas de Debates, que vão discutir de 23 a 27 temas como “Políticas públicas para as artes” e “A estética do teatro de rua”, sempre das 15 às 17h, também no Complexo da E.F.M.M.

Toda a programação do Festival Amazônia Encena na Rua, sinopses dos espetáculos, oficinas e debates pode ser encontrada no site www.oimaginarioro.com.br

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