A ética da mercadoria, segundo Karl Marx

Blog da Boitempo

Por Ricardo Musse.

Para Max Weber, o paradoxo de uma ciência que nos permite, por meio da previsão, dominar tecnicamente a natureza, mas se mostra incapaz de determinar seu sentido ou mesmo de nos orientar para a ação social, decorre, no fundo, da tese da existência no mundo moderno de uma pluralidade de valores:

A impossibilidade de alguém se fazer campeão de convicções práticas em nome da ciência – exceto no caso único que se refere à discussão dos meios necessários para atingir um fim previamente estabelecido – prende-se a razões muito mais profundas. Tal atitude é, em princípio, absurda, porque as diversas ordens de valores se defrontam no mundo, em luta incessante (Max Weber, A ciência como vocação, p. 41).

Recorrendo a um conceito de Stuart Mill, Weber denomina esse conflito, próprio do mundo moderno, de “politeísmo de valores”. Com essa expressão, procura definir as experiências contraditórias…

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