“Africa: Essa Sou Eu” , na Casa de Cultura Ivan Marrocos , em Porto Velho

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“Sensibilizada ao ver o paradoxo existente num contexto povoado pela dor e pela alegria, que, mesmo não sendo sinônimos, caminham de mãos dadas em um continente com enorme diversidade e estilos culturais distintos, tocada pela dignidade e riqueza das cores do povo africano, que se contrapõem, em um mundo tão cheio de nada onde vivem, é que surgiu a ideia de fazer essa exposição.”  ( Maria Regina )

O ato criativo é solitário e solidário simultaneamente.Esta máxima está presente no trabalho de Maria Regina, ao proporcionarmos uma perspectiva singular do lugar onde não fomos, e se fomos não o vimos, e se vimos, por certo não na mesma perspectiva. Felizmente ela esteve lá, ou talvez ainda esteja.

Sua obra nos mostra a beleza do tempo presente com cara de passado remoto. A delicadeza das texturas feitas á mão comungam com o ideário do estado de natureza, do qual nos distanciamos. O contraste da cor e da não-cor estimula o olhar e o pensar: onde está a luz que refletia a cor? Mesmo sem cor reflete forma, e cheia de brilho, de vivacidade. Há alegria mesmo sem cor, mas a dramaticidade se apega juntamente. A escacez do árido da vida exposto em olhares profundos de quem tem o que dar, de quem é rico.

Para além da plasticidade, vemos que riqueza ultrapassa o que se pode comprar. Provoca tantas reflexões: por onde anda a beleza? Ela está dentro ou está fora? Está nos dois? No fora de onde e dentro de quem?

África: somos nós!   Tiziana Cocchieri , esteta

Faça download do folder completo em PDF da Exposição Maria Regina

1 comentário

Arquivado em Ao Norte

Uma resposta para ““Africa: Essa Sou Eu” , na Casa de Cultura Ivan Marrocos , em Porto Velho

  1. Sabes quando se é de uma inocência tão plena que o lúdico, que o prazer está na embalagem e não no presente? Pois é…ocorreu!
    (salvei o folder – quero preservar a caixa)

    Só uma Maria ‘Rainha’ para decretar: “em um mundo tão cheio de nada onde vivem”
    (e deveria vir acompanhado de instruções para suas aplicações: sintomas e processo reverso – nas mais diversas áreas do conhecimento humano (inclusive os metafísicos) seguido de um ‘cumpra-se’).
    Infelizmente, a África tem maior visibilidade (manifestação dos sintomas) mas há esse ” mundo tão cheio de nada” em outros lugares… (aki, agora mesmo, no RJ!)

    Desculpe-me, mas a sua arte ficou em segundo plano diante da grandeza do seu postulado.

    Tiziana Cocchieri , esteta
    (…)
    “por onde anda a beleza? Ela está dentro ou está fora? Está nos dois? No fora de onde e dentro de quem?”

    Está em ti que se reconhece e pratica o belo como valor essencial. Está em mim que te aplaudo.
    Norma

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