“… Mentira como terra!!!"

Por David Nogueira

Tem um adágio popular português que diz o seguinte: “Em época de guerra, mentira como terra”!! Sem muita reflexão, o dito parece bem apropriado para o momento político pelo qual estamos passando. São tantas as bravatas, ratadas, blefadas, fanfarrices, gabolices e estultices envolvendo o destino político de tantos incautos, cujo resultado, com certeza, tende a ser algo bem diferente do que no momento é apregoado. Haja paciência!!!

– Os fatos

Esta será uma campanha atípica. Vários candidatos majoritários, repetindo discursos manjados, semeiam sonhos e promessas como se semeia trigo em campo estéril. Jogam-se sementes em todas as direções na esperança de ver alguma germinar aqui ou ali. As negociações republicanas e nada republicanas caminham lado a lado nesse intrincado jogo pré-registro de chapa… é sempre assim. Há leilões absurdos e nativos vendendo um, dois, três ou quatro partidos de uma só vez… promoção de comercialização por atacado… uma recorrente tragédia para o processo.

– Nesse filme, existem mocinhos

Mas também há o pessoal sério que busca alternativas toleráveis nesse mangue institucionalizado. É esse o povo que definirá, de fato, os caminhos políticos das principais cidades. Quanto aos demais, serão a parte contaminada do processo político a ser extirpada e pulverizada com o andar da democracia. Estamos não muito perto de emplacar uma necessária reforma política, cuja amplitude, dentro do Congresso conservador que possuímos, ainda será bem limitada. Não obstante, será um começo importantíssimo na moralização da vida organizativa de nossos travessos meninos. Entretanto, ainda é um processo em lento curso.

 Quem fala no ouvido do rei?

Porto Velho, no frigir dos ovos, por exemplo, terá mais de cinco ou seis candidatos? Grupos econômicos fortes vão se aproximar de nomes pouco confiáveis de forma bem cautelosa. Há muita prudência no ar. Todos avaliam a chegada de dias complicados pela frente com o desaquecimento das grandes obras. Caso queiramos a continuação do virtuoso momento vivido por nós, a próxima gestão política precisará ter parcerias fortes, credibilidade reconhecida, influência comprovada, conhecimento e capacidade aglutinadora suficientemente robusta para fazer germinar a esperança de empresários e de cidadãos comuns de nossa “urbe”!

– Como a “mulher” Dilma vê a Amazônia?

Visto por esse ângulo, os nomes em discussão são poucos e de empolgação limitadíssima. Mas esse nome existe e parece consistente. Hoje (e no futuro), dependemos muito da interface privilegiada como o Governo Federal na complicadíssima disputa por recursos do Orçamento da União. São mais de 5,6 mil municípios gritando por “dindim”. Como fazer valer nossa voz em detrimento do restante do coro pedinte? A palavra chave sempre será “interlocução”. Nesse jogo, a história já comprovou o óbvio. Aquilo de maior valia, não é o que se pede, quanto se pede ou como se pede, mas sim “quem” pede!
Havendo juízo dos mais responsáveis, aventureiros não lograrão sucesso. Convenhamos, nossa capital não é mais um boteco de esquina nos cafundós da Amazônia! Olhando assim, acho que teremos esperança e salvação!

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