Cinema brasileiro perde Carlão Reichenbach

O cineasta gaúcho naturalizado paulista Carlos Reichenbach morreu nesta quinta-feira (14) em São Paulo, aos 67 anos.

Autor de  “Liliam M – Relatório confidencial” (1975), “A ilha dos prazeres proibidos” (1979), “Império do desejo” (1981), “Filme demência” (1985), “Anjos do arrabalde” (1987), “Alma corsária” (1993) , “Garotas do ABC” (2003) e “Falsa loura” (2007).

Carlão nasceu em Porto Alegre/RS, mas desde cedo foi adotado por São Paulo, e coincidentemente, faleceu no dia do seu próprio aniversário.

Conheci Reichenbach em algum destes festivais de cinema que pululam pelo Brasil. Os papos , como sempre , giravam em torno de produções marginais da Boca do Lixo, centro de São Paulo famoso por seus filmes de baixo orçamento.

Ele era amigo de outro ídolo meu, Ozualdo Candeias.

Ultimamente, Carlão revelou sofrer de problemas cardíacos e de visão.

O Brasil perde um de seus maiores e mais ousados cineastas.

Em setembro de 2011, Carlão postou assim no seu blog : “Daqui para frente sei que vou precisar diminuir um pouco o ritmo, mas estou vivo, pensando melhor que nunca e eufórico com a espera da chegada, em outubro, de Carolina, minha segunda neta. Além disso tem um novo projeto de filme – a ser realizado após UM ANJO DESARTICULADO – que não me deixa mais dormir direito ou morrer, e que vai contar um pouco a história da vinda da minha mãe, da Estônia ao Brasil, na década de 20, e ilustrar uma fantasia pessoal, emocional e afetiva a respeito de Lenin.”

1 comentário

Arquivado em Delírio Cotidiano

Uma resposta para “Cinema brasileiro perde Carlão Reichenbach

  1. Que coincidência estranha essa de se fechar um ciclo na mesma data que se iniciou. Tinha uma avó, com a qual ocorreu o mesmo. Acho que fica reiterada a tristeza, de alguma forma.
    Bom, enfim, ele foi um homem ligado às artes, como vc nos conta e, ao mesmo tempo que lia o teu post, recebia do StumbleUpon um trabalho (mexa o mouse e a rodinha para aproximar e afastar = close-up & long shot) feito com a Capela Sistina (falam do teto e ninguém comenta esse piso deslumbrante), que me pareceu (c/certeza por ignorância minha – hehehe!) uma linguagem cinematográfica.
    Fica como homenagem…apesar de desconhecer a sua obra.
    Fiquem bem!

    (*) ligue o som.

    http://www.stumbleupon.com/su/1kpcQm

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