Arquivo do dia: 06/06/2012

Stonehenge descodificado

Aventar

Documentário da National Geographic, com locução portuguesa, sobre o monumento megalítico de Stonehenge, em Inglaterra.
O arqueólogo Mike Parker Pearson, através de datações por radiocarbono, desenvolve uma teoria segundo a qual Stonehenge foi utilizada como cemitério desde há 3 mil anos a. C.
Os mistérios que envolvem a sua construção, como o transporte dos gigantescos blocos de pedra, são também explorados de forma magnífica neste documentário de cerca de 50 minutos.

Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 1.2. – As primeiras sociedades produtoras

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Jason de Caires Taylor e a Evolução Silenciosa

Cancún, na costa leste mexicana, ganhou mais uma atração: uma instalação subaquática com cerca de 200 figuras humanas , “A Evolução Silenciosa“, do artista inglês Jason de Caires Taylor. Localizada no fundo do mar do Parque Nacional Costa Ocidental de Isla Mujeres, Punta Cancún e Punta Nizuc a obra ocupa 150 metros quadrados  pesa cerca de 70 toneladas. Esculturas confeccionadas em cimento foram colocadas sobre o leito do mar ao largo da Península de Yucatanlitoral do México, nas proximidades de Cancún. O conjunto é denominado Museo Subacuatico de Arte. As esculturas de pessoas exprimem as expressões das próprias comunidades locais e procuram representar as mudanças de geração, desde os Maias até o multifacetado mundo moderno. Os turistas podem transitar por essa linha do tempo com equipamento de mergulho, submarinos ou embarcações de fundo transparente.

A oposição entre “incentivo ao turismo” e “preservação ambiental” pode até parecer inevitável. Nesse contexto, porém, o trabalho de Taylor traz alguma esperança. É justamente disso que trata uma das obras,  “A Jardineira da Esperança” , uma jovem latina observando sua coleção de vasos, cujas “flores” foram  cultivadas com fragmentos de corais vivos, recolhidos de recifes danificados.

Esse é o diferencial do trabalho do inglês em relação a outros escultores do gênero. Em vez de brigar com a ação da natureza, o artista procura incorporá-la a suas obras. Os materiais utilizados, além de não prejudicarem o meio ambiente, favorecem a multiplicação da vida marinha.

O parque de esculturas deverá atrair a atenção dos turistas de modo que a pressão sobre os recifes naturais será amenizada ao mesmo tempo em que serão criadas condições favoráveis para o surgimento de novos pontos de concentração de vida marinha pois permitem a recuperação dos recifes de corais naturais, já que desviam parte do fluxo de mergulhadores.

Ainda há vida inteligente no planeta… O site do artista é  (www.underwatersculpture.com)

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Assimetrias (mínimo tratado da Síndrome dos Sumérios)

Por JLGalvão Jr

Apesar dos esforços simétricos – cêntricos,
códices rompem-se em áureas divisões
e existências frágeis
Muros, muralhas, Hamurábi.

Se alevantam penhascos de barro e pedra,
demarcam próprios e familiares semi-deuses.
Frestam umbrais suntuosos, cerram madeiros invernais,
ameiam e fuzilam, vertem óleos ferventes.

Do sortimento de desatinos sob halos sísmicos,
fluem faunos tingidos de sangue, azuis.
Servindo-se das vidas inúteis – é parca a sentinela,
avançam céleres à conquista da nova cidadela.

E no secreto das catacumbas, ainda submersos,
sortilégios proferidos à pouca luz dos sacelos,
dos desvalidos, ecoam em frígido universo.
Priscas eras, priscos homens e mulheres.
Valhacoutos de fogos frios, ínvias cavernas.

Novíssima sociedade de símiles seres avança,
trança caminhos estranhos, retesa os largos passos.
Fluem caravanas largas, não erram sobre cascos.
Destinam, não desatinam por lagares como dança

Mas tal destino cumpre tirana ameaça
e o fado cruel do escorpião signa sátrapas.
Cede atávico medo, humo adonde viçam ímprobas
flores do mal, e vestem finos mantos de caliça.

E a cidadela trucidada sustenta novas raízes.
Sobre pedras ensanguidas alvanéis alevantam
a urbe rediviva, onde frisos e anéis brilham.
E tornam como anjos os altos senhores e juízes.

Eis a síndrome atávica de nossas mais primevas
eras, de quando os semi-deuses eram parcos
homens envolvidos em finas franjas douradas.
Estranha natureza, havendo deuses, hão covardes.

Eis a síndrome dos francos esgrimistas da palavra.
Esmagam antecessores com maça e arquiclava,
e sobre a ruína alheia constroem catedrais retóricas,
cidadelas de razões fluidas, urbes meteóricas.

Disse Jurandir na carta ao Brasil:
É em reflexo à esmagadora potência da natureza,
à mortalidade, ao corpo vulnerável,
que os homens inventam as civilizações.

Disse Platão na sétima carta, no sétimo selo:
A divindade vingadora desencadeou sobre vós
franco desprezo das leis e dos deuses, e a audácia
que só a ignorância confere, onde os males da humanidade
deitam suas raízes, engrossam e produzem frutos amaríssimos.

Antiga mente. Moderna mente. Igual mente.

Escalas de destruição comparáveis à construção.
Imensa energia para destruir cidadelas à ela proporcional,
a humanidade cumprindo a síndrome ritual.
Vida e morte, opostos complementares, Yin – Yang.
No apogeu, em gestação a morte.

Poetas, filósofos e artistas afiam essa navalha,
mostram na tragédia o belo e o espetáculo.

Redivivos e refinados Sumérios, dominantes, cruéis,
restituem medos virtuais, ternura, mundo simulacro,
batalhas retóricas, guerras discursivas,
submissões intelectuais, derrotas e humilhações insuportáveis.

Deconstruir catedrais de pedras conceituais,
arcos retóricos, invenções e reinvenções da natureza,
construir novas catedrais, novos argumentos.
As mesmas pedras entretanto.

Desde Platão à Freire ouço longo rumor,
como vozes em longos debates, como as margens
ravinas em decomposição ante águas, como as guerras
nunca se calam em nossa história.

Deblateram dementes e sábios recentes,
sapientes disputam primazias de teses ocas,
porfiam maestros portentosos, mestres ilusionistas,
indigentes de rotas roupagens do saber, trêfegos escribas.

Queria eu cumprir o intento mordaz desta porfia,
glosar os caricatos, desafinar os cânticos opacos,
golpear e deitar ao chão a retocada iconografia.
Bobão, fui pego no remoinho dos poetas fracos!

* José Leme Galvão Junior nasceu em Cruzeiro, São Paulo, em 15/9/1950. É arquiteto, graduado pela Universidade Nacional de Brasília em 1978. Em 1980 ingressou na Fundação Nacional próMemória, hoje Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Realizou projetos e obras de restauração, estudos para tombamento, pesquisas sobre a evolução de sítios urbanos históricos, e estudos para sua regulamentação. Ministra palestras e cursos de treinamento. É coordenador e gestor de projetos, programas e unidades do Iphan. Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela UnB (2000). Pintor e poeta bissexto.

via Via Política

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