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“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.”  Clarice Lispector

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Pano prá manga, prá lençol, prá lenço, prá …

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Diz a lenda – Águas do Madeira

Por Beto Ramos

Madeira.
Madeira.
Veio dos Andes as tuas riquezas, tuas águas preciosas.
Águas barrentas misturadas ao suor do caboclo.
Remos e peixes perdidos nas barragens que mudaram o teu leito.
Canoa virada, na margem tão triste.
Madeira.
Madeira.
Curva do rio na paisagem cheia de concreto.
Perdem-se nos cem anos a lembrança da fumaça do trem.
A Maria Fumaça está mergulhada no fundo do teu leito.
As estrelas verde oliva fizeram-te cemitério de máquinas.
Madeira.
Madeira.
A fome do progresso fez-te engolir o marco de Rondon.
Descendo o rio apenas banzeiro.
Troncos de árvores centenárias ficarão apenas na lembrança.
Madeira.
Madeira.
O monstro de concreto fez a piracema parar.
Peixes perdidos, na mudança do ciclo da natureza.
O barranco foi engolido, levando tudo.
Os caboclos esperneiam.
Mudam de lugar.
Madeira.
Madeira.
Restam as palavras.
Restam as fotografias dos dias em que pesquei nas tuas cachoeiras.
Santo Antônio do Madeira.
Teotônio.
Vai Madeira, segue teu destino.
Leva nas tuas águas as nossas lembranças.
Segues desbarrancando a nossa história.
Transformaram tuas águas no monstro do impacto.
Amanhã muitos esquecerão.
Mas, quem tomou banho nas tuas margens e ficou com a perna tuira, jamais vai esquecer a poesia do teu silêncio.
– Ei poeta, olha o boto!
– O que rima com mandi?
– Sílvio, será que São Carlos vai alagar?
– Tatá, será que o desbarrancamento vai engolir Calama?
Madeira.
Madeira.
– E o mastro de São Sebastião?
Compensação, só às boas lembranças das pescarias e do campeonato de pesca.
Lá vem o pintado.
Tem surubim.
Pacu de senhora.
Piau da cabeça gorda.
Jandiá e jatuarana.
Esconde bem a garrafa de cachaça, que é pra mãe não ver.
Faz o fogo entre a s pedras.
Cachoeira não existe mais.
Madeira.
Madeira.
Quem te viu com o Leopoldo Peres, se assusta com os fora de estrada que modificaram o teu caminho.
Existe meia dúzia que manda por ai, que nunca pescou, mergulhou ou parou para observar as tuas belezas.
São estes que destroem.
São insensíveis, investem em outras paragens além das tuas águas que são doces.
Madeira.
Madeira.

Diz a lenda

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Coccinelle, 1ª vaginoplastia da era das celebridades

Regra 34

Coccinelle (1931—2006), atriz e cantora, foi uma celebridade nacional na França.

De certa forma, foi também a primeira famosa a fazer uma cirurgia de mudança de sexo.

Nasceu em Paris como Jacques Charles Dufresnoy e adotou o nome artístico Coccinelle (“Joaninha”, em francês) em 1953, quando estreou no palco do Chez Madame Arthur. Mais tarde, apresentou-se em clubes famosos como o Le Carrousel de Paris.

Em 1958, viajou para Casablanca para fazer uma vaginoplastia com o doutor Georges Burou. Além do enrome sucesso como performer, abraçou a causa dos transgêneros e fundou a ONG “Devenir Femme”.

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Leia também:

O fantasma de Paulo Francis

Coração Liberal Capítulo 1

Coração Liberal Capítulo 2

Coração LiberalCapítulo 3

Coração LiberalCapitulo 4

Coração Liberal Capítulo 5

Coração Liberal Capítulo 6

A pupila e o mestre, por Ian McEwan

São Paulo, túmulo do rock e da literatura

O efeito “Quero Ser John Malkovich” dos blogs

Pai da violinista chinesa nua…

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