Arquivo do dia: 19/04/2012

ESPAÇO IMORAL

Interessado em explorar a relação do homem com o meio que o cerca, sua capacidade nata de adaptação, transformação e absorção das características inerentes a paisagem (natural ou não), o artista inglês Rob Mulholland concebeu a intrigante e instigante instalação aqui em exposição intitulada originalmente por “Vestige”.

Através da criação de moldes de pessoas confeccionados em espelhos refletores e inserção nos meio humano, Mulholland leva-nos a interessante reflexão acerca do quanto o homem se molda ao meio em que vive, este que vir a ser desde a florestas (nossos ancestrais) até a centros urbanos cosmopolitas e tidos como “civilizados” (homem moderno).

Em exposição no David Marshall Visitors Centre (Escócia), Vestige é sucesso de público e crítica justamente por trazer a tona e de uma forma tão interessante quanto diferenciada toda a questão adaptativa do ser humano, adaptação e transformação esta do ser humano que muitas vezes conjumina na destruição do…

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Brasil e Bolívia estudam parcerias no campo do combate ao tráfico ilícito de bens culturais

Teve início  a realização de missão técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) ao Ministério das Culturas do Estado Plurinacional da Bolívia, dando continuidade às atividades de cooperação no âmbito do Projeto de Cooperação Técnica PCT Brasil-Bolívia. De acordo com o Assessor de Relações Internacionais (ARIN- IPHAN), Marcelo Brito, a Coordenadora Geral de Bens Móveis e Integrados do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do IPHAN, Vandi Falcão, estará em La Paz, no período de 18 a 20 abril de 2012.

Entre as ações que serão trabalhadas na missão técnica estão a discussão de propostas de estratégia conjunta para combater o tráfico ilícito de bens culturais, prevendo a organização de informações específicas e a definição de procedimentos e diretrizes comuns para a implementação de banco de dados relacionado com o assunto. O objetivo é favorecer uma atuação entre os dois países, facilitando o desenvolvimento de um plano conjunto de intervenções com vistas à prevenção e combate ao tráfico ilícito de bens culturais.

Outro ponto importante será a avaliação da oportunidade de aplicação do Selo MERCOSUL Cultural para o caso de bens culturais protegidos. Essa iniciativa foi tirada em acordo entre os dois países, com apoio da Comissão do Patrimônio Cultural do MERCOSUL (CPC), considerando as decisões do Conselho do Mercado Comum (CMC / MERCOSUL) para a instituição e implementação do Selo. Será também considerada nessa avaliação a legislação e os instrumentos aplicáveis pelos países da região sobre a autorização temporária da saída do país de obras de arte e a gestão do combate ao tráfico ilícito de bens culturais protegidos, tendo como base de referência os casos do Brasil e da Bolívia.

O desenvolvimento dessa missão técnica conta com o apoio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

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O que existe dentro de você?

Por Erika de Souza Bueno 

Na vida, tudo depende do que há dentro de você, tudo o que, de uma forma ou de outra, um dia entrou e ocupou espaço em seu interior. As nossas prioridades regem os nossos desejos e aquilo que, consequentemente, somos ou queremos ser.

Por causa de conteúdos não-administrados, muitas vezes não há palavras e conselhos que sejam capazes de nos impedir de fazermos alguma coisa. Alguém já disse que somos a segurança do nosso não e o resultado do nosso sim, ou seja, somos o que nos permitimos ser.
Dentro de você, há pensamentos e considerações que, advindos de circunstâncias com intenções duvidosas, podem levá-lo a caminhos tortuosos nos quais nem os pés mais habilidosos conseguiriam andar.

São conceitos que vêm de trechos de filmes, de conteúdos insanos de novelas, de aplausos pela morte fria e lenta de um vilão, de frases impensadas de pessoas que “explodiram” em ira, de cenas em que a violência não pareceu tão séria ou foi até mesmo justificada. Enfim, há em você muito mais do que se pode à primeira vista imaginar e, por isso, é necessária uma autoadministração.
São significados que, na maioria das vezes, não foram objetos de muita atenção, pois não se queria naquele momento se envolver com eles. Aliás, parece que sempre temos coisas mais importantes para nos ocupar do que simplesmente com o que ouvimos e aceitamos de “relance”. Contudo, querendo ou não, estão dentro de nós e, quando menos se percebe, podem refletir em ações e nas formas como as coisas são vistas e consideradas.
As inseguranças, os temores, os receios, as saudades, a vontade de gritar… O desejo de ter uma vida diferente; a insatisfação pela rotina vivida hoje; a ausência que não se aceita; o fim que não encontra um recomeço; a dor que parece não acabar; as noites maldormidas. São, enfim, conceitos, considerações e pensamentos que povoam nosso interior em busca de evasão, os quais desde já precisam de moldagem, de trabalho, de administração pessoal.

Não estamos acostumados a refletir, não temos tempo para isso, parece que vivemos por viver, tal como robôs programados a uma determinada tarefa. Seguimos nossa rotina e não esboçamos nenhuma reação diante das lágrimas e sofrimentos de outras pessoas. Estamos neutralizados, acostumados à violência, principalmente quando ela não bate em nossa porta.
Se não tivermos tempo para nós, para darmos tratamento a tudo o que ouvimos e vemos, tudo isso chegará a ocupar mais lugar dentro de nós do que pensamentos bons e desejo de dias melhores para nossas crianças.

A esperança dará lugar ao pessimismo, o amor simplesmente não existirá, a lei do “olho por olho; dente por dente” ganhará formatos nunca antes imaginados, a violência será corriqueira e não causará nenhuma compaixão. Tudo pelo fato de termos, simplesmente, nos acostumados a conceitos que entraram em nós por meios tão tênues, mas que agora tomaram espaços muito maiores em nós.

O que assusta é que já vemos reflexos deste mal em nosso meio. Muitos conseguem assistir aos violentos noticiários enquanto jantam após um dia cansativo de trabalho.
É preciso dar um basta, o silêncio diante de uma inverdade é tão prejudicial como a negligência diante da necessidade de socorro de alguém. É preciso alimentar nosso interior com desejo de justiça, com esperança no ser humano e, ainda mais do que isso, com disposição para buscarmos a paz em nosso meio.
É preciso dar um basta, um ponto final em tudo aquilo que quer tomar o lugar dos bons conselhos dados pela nossa família, pelos nossos professores, por aquelas pessoas que, de fato, querem o nosso bem.

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