Arquivo do dia: 04/04/2012

A desmoralização da palavra pela mídia mercantil

Blog da Boitempo

Por Emir Sader.

O poder de convencimento da palavra escrita foi uma das maiores conquistas da razão humana. Poder articular argumentos, abstratos e concretos, vincular premissas a conclusões, promoveu as maiores conquistas do conhecimento humano.

Mas a palavra separada da ação e da realidade concreta sempre trouxe embutida também o risco da autonomização da linguagem em relação ao mundo. Quando os que trabalham com a palavra se autonomizam da realidade, tornam a linguagem um fim em si mesmo, desnaturalizam o papel da palavra, de expressar o real, de desvendar seus significados, de descrevê-lo poética ou dramaticamente.

A manipulação midiática que preside os meios de comunicação dos nossos países tem nesses mecanismos seu instrumento essencial. Dizer qualquer coisa e não responder no dia seguinte pelo que se disse, dado que se trata de meios perecíveis em poucas horas. Prever catástrofes, fazer denúncias, difundir clichês – todas essas medidas desmoralizam o poder…

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notas

Quinze novas pessoas para conversar

Um relato de desgraça cotidiana

A confiança recuperada

500g de granola a 3,20

Uma abelha insiste

Longa série de conselhos soníferos

Um email que faz pensar

Sessenta e sete peças de louça aguardam limpeza

O porteiro gentil que fala demais

Uma canção triste sobre felicidade

Duas resoluções adiadas

A mulher que constrange o marido na escada rolante

Na escola, o filho que sente a primeira dor de garganta

No impulso, uma mãe compra xarope pois acredita que deve fazê-lo

Uma página 76 perdida e uma 43 encontrada

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viver é perigoso, seu moço!

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Iotti e um cenário bem brasileiro

Jornal O Expresso

Carlos Henrique Iotti é natural da cidade de Caxias do Sul (RS), nascido no dia 27 de Fevereiro de 1964, portanto a poucos dias da “redentora”. Quando ele nasceu os generais já conspiravam para golpear o poder democrático de Jango Goulart. A pergunta que não se cala é essa mesma: piorou o Brasil ou pioramos nós?

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Um fotógrafo — Jorge Bispo

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Leonardo Boff

A Semana Santa nos convida a pensar sobre o sentido maior de nossas vidas à luz daquele que foi radicalmente humano e por isso também divino. Ele não se propôs fundar uma nova religião. Nem pretendeu que as pessoas fossem mais religiosas. Mas o que de fato quis, foi que todos, com a religião ou sem ela, fossem mais humanos, solidários, fraternos, justos, amorosos e misericordiosos.

Para Jesus não bastava ser bom. Tinha que ser misericordioso. Só assim seria plenamente humano. O Deus que anunciava era um Pai bom mas principalmente era um Pai misericordioso. Sentir a dor do outro, abaixar-se até o seu nível e compreender sua vulnerabilidade sem logo julgá-la, constituía a originalidade de sua mensagem.

Ela é atualíssima. Num mundo cruel e sem piedade, onde nações são arrasadas pela voracidade do capital que as mergulha em dívidas, como se faz urgente e necessária esta virtude escandalosa e…

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