Arquivo do dia: 21/03/2012

Aventar

 (adão cruz)

Dia de enganos

Uma gaivota beijando a espuma branca das águas fundas em bailado  grandi mestri culminando as chaminés do cabo do mundo

O barco ao longe só estático no horizonte como eu aqui de olhos  fitos nas rochas

Gaivotas bailando Rossini mascagni massenet sem ponte nem  horizonte verdi wagner bizet sobre a espuma da tarde sem dia do dia sem  ponte sem horizonte para lá das rochas negras e nuas

Marcia trionfale dunas de espuma branca abraçando as  rochas do meu deserto tão perto do mar imenso tocando as nuvens por dentro de  mim

Alguém me leva nas asas da gaivota por dentro de mim em doce  intermezo de rios de sol e mar sem fim

Alguém me passeia por dentro de ti cavalcate delle  valchirie a vertigem avança em turbilhão até planar bailando sobre o coração  cravado no sol poente vermelho e quente do…

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Sobre a natureza dos animais…

Contribuição de Luiz Duval Marques

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Sequestrados executivos de multinacional (via Prof. Hariovaldo Almeida Prado)

Não achei que estivesse vivo para presenciar um ato tão brutal como esse, ainda que do Comunismo pouco se possa esperar, em termos de respeito aos direitos humanos. Evidentemente, trata-se de uma desvairada farsa, como se verá a seguir. Dezessete gestores de uma das maiores e mais bem-sucedidas empresas de petróleo do Globo foram “impedidos” – sem direito a qualquer tipo de defesa – de sair do Bananal, o que, na prática, significa que foram sequestrados por este governo usurpador bolchevique. Tal afronta a cidadãos de outros países, sob a alegação de que deverão responder a processo por supostos vazamentos petrolíferos é risível, quando não dizer, ridícula.

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Os vampiros

Por José Afonso

No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as asas pela noite calada
Vêm em bandos com pés de veludo
Chupar o sangue fresco da manada

Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

A toda a parte chegam os vampiros
Poisam nos prédios poisam nas calçadas
Trazem no ventre despojos antigos
Mas nada os prende ás vidas acabadas

Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia as portas à chegada

Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

No chão do medo tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos na noite abafada
Jazem nos fossos Vítimas dum credo
E não se esgota o sangue da manada

Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

São os mordomos do universo todo
Senhores à força mandadores sem lei
Enchem as tulhas bebem vinho novo
Dançam a ronda no pinhal do rei

Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia as portas à chegada

Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

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O Enigma, no Serra Verde Express…

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