Arquivo do dia: 11/03/2012

A solidão é fera…

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Opinião – Quem vai nos salvar?

Por Osmar Silva

Por mais que a gente não queira e até pelo fato do assunto ser recorrente, chato e desgastante, se acaba voltando à mesma discussão: as mazelas nas quais está mergulhada a Capital, cidade que por ser a mais antiga e o carro-chefe de Rondônia, deveria também ser modelo de qualidade de vida para as demais do estado. Mas não é. Exatamente ao contrário, ao invés de ter boas práticas para exportar, precisa é importar bons exemplos da maioria das nossas cidades interioranas.

Lá também tem rigorosos invernos amazônicos, tem bairros com ruas de chão, tem periferia. Têm ricos e pobres. Estudantes e trabalhadores. Igualzinho aqui. Mas não tem bairros inteiros com sua população atolada na lama, ruas inteiras transformadas em rios ou lagoas permanentes como aqui. Vá a Campo Novo ou Machadinho d’Oeste, a Colorado ou a Alta Floresta. Se procurar com muita insistência e determinação acabará por achar alguma coisa pontual. Mas nunca um quadro endêmico e humilhante como este que tem Porto Velho. Invernos após invernos.

Não dá para ficar insensível ao sofrimento e à dor de tanta gente que a cada chuva perde um pouco mais do que restou da última chuvarada. Sem falar daqueles que perderam tudo na primeira aguada do inverno. Sempre os que menos têm, lógico. E pra quem recorrer? Nem para o prefeito. Este, coitado, já está vencido. Só espera acabar o seu tempo. Em oito anos de mandato, tem pouco pra comemorar. Não conseguiu sequer planejar algo consistente para tirar seus eleitores dos atoleiros. Vai embora deixando-os enfiados na lama e no lixo. Frustrados e zangados.

Quem vai nos salvar? Quem vai resolver estes problemas que se eternizaram em Porto Velho? Além dos atoleiros, lixo, rios e lagoas em todos os quadrantes da cidade, ainda temos a falta de água, de saneamento, de iluminação pública, de transporte urbano e, claro, de segurança. Como os serviços policiais e ambulâncias podem trabalhar com ruas e bairros inteiros onde não conseguem entrar? Outro dia um doente foi transportado em rede por mais de um quilômetro até chegar à ambulância que o esperava no começo da rua. Em plena cidade.

Quem vai nos salvar? Teremos que eleger alguém este ano. Quem? Os partidos políticos nunca estiveram com tão fraca lista de nomes como agora. Os que estão pondo o nariz de fora não contam com densidade eleitoral, ou não gozam da confiança pública, ou são simples aventureiros da política. Desses dos quais estamos cheios e não queremos vê-los nem pelas costas. Tem exceções, lógico. Mas estas enfrentam o karma de suas siglas desgastadas e do fogo amigo.

Quem vai nos salvar?

Espero que o desespero do nosso povo não jogue o Palácio 31 de Março no colo de um desses aventureiros. Como Ivan da Saga, que não é mais da Saga. Que a Saga nem quer ouvir falar. Que começou sua saga aqui há cinco anos se fazendo passar por da Saga e nem da Saga era. Triste sina, triste saga. Mas tem um louco querendo este doido como prefeito da Capital de Rondônia. Melhor mil vezes, e sem comparação, a Fátima Cleide. Pelo menos esta tem uma saga que não envergonha. Tem uma história de luta e de conquistas que até orgulha. Tem ainda uma coisa rara nos dias de hoje: nome limpo.

…..

Osmar Silva é  Jornalista e foi fundador do jornal O Parceleiro, em 1979 na cidade de Ariquemes/RO e Gazeta de Rondônia, em 1980 na cidade de Ji-Paraná/RO

e-mail : sr.osmarsilva@gmail.com

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Leonardo Boff

Há muitos hoje no mundo inteiro, das mais diferentes procedências, preocupados com a crise atual que engloba um complexo de outras crises. Cada um traz luz. E toda luz é criadora. Mas, de minha parte, vindo da filosofia e da teologia, sinto necessidade de uma reflexão que vá mais fundo, às raizes, de onde lentamente ela se originou e que hoje eclode com toda a sua virulência. À diferença de outras crises anteriores, esta possui uma singularidade: nela está em jogo o futuro da vida e a continuidade de nossa civilização. Nossas práticas estão indo contra o curso evolucionário da Terra. Esta nos criou um lugar amigável para viver mas nós não estamos nos mostrando amigáveis para com ela. Movemos-lhe uma guerra sem trégua em todas as frentes, sem nenhuma chance de vencer. Ela pode continuar sem nós. Nós, no entando, precisamos dela.

Estimo que a origem próxima (não vamos…

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