Héctor Abad levou quase 20 anos para ter coragem de sentar-se diante do computador, na mesma sala que seu pai ocupava no sítio La Inês, herdado em linha sucessória desde os primeiros membros da família, e contar os detalhes do assassinato de seu mentor, professor, modelo e herói – o médico sanitarista Héctor Abad Gómez, seu próprio pai. Não fez apenas isso. Narrou a história da família, das irmãs, dos amigos e, principalmente, de um país convulsionado por conservadores, traficantes, religiosos alienados, milícias pagas pelos ricos e poderosos para executar inimigos. Falou, acima de tudo, sobre a luta daquele médico idealista para dar um pouco de dignidade aos deserdados de sempre em sociedades assim. O resultado é um livro comovente, corajoso, em que o leitor percebe a dor e o lamento do escritor em cada página. Compreende, principalmente, ao ler A Ausência que Seremos (Companhia das Letras), a imensa admiração…

Ver o post original 894 mais palavras

Deixe um comentário

Arquivado em Efêmeras Divagações

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s