Arquivo do dia: 30/01/2012

Cinema brasileiro perde Linduarte Noronha, autor de "Aruanda"

O cineasta Linduarte Noronha,nascido pernambucano mas paraibano de coração, de 81 anos sofreu uma parada respiratória e morreu nesta madrugada de segunda-feira(30) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Memorial São Francisco, em João Pessoa. Noronha foi repórter, critico de cinema, procurador do Estado e professor do Departamento de Comunicação da Universidade Federal da Paraiba. Além de ser um dos pioneiros do cinema paraibano Linduarte Noronha entrou para a história no Brasil com o documentário em curta-metragem ‘Aruanda’, de 1960 .Os quilombos marcaram época na história econômica do Nordeste canavieiro. A luta entre escravos e colonizadores terminava, às vezes, em episódios épicos, como Palmares. Olho d’Água da Serra do Talhado, em Santana do Sabugi (PB), surgiu em meados do século passado, quando o ex-escravo e madeireiro Zé Bento partiu com a família à procura de terra.  O filme, que é sua principal obra, promoveu grandes modificações estéticas na cinematografia brasileira. Aruanda é tido como precursor do movimento Cinema Novo. O filme aborda a fundação de um quilombo de escravos fugidos na Serra do Talhado e revisita a mesma região flagrando os descendentes de escravos que viviam de forma primitiva, vendendo potes de barro feitos de forma artesanal. Quando lhe perguntavam sobre influências, respondia: “Apenas a dos cinejornais.” Aruanda é um filme de jornalista. A técnica cinematográfica, ele aprendeu, como autodidata, do Tratado de Realização Cinematográfica, do russo Lev Kulechov. De maneira inspirada, Linduarte encontrou a maneira mais direta de mostrar as coisas como elas são. Simples assim. Quem se acha cineasta e documentarista e ainda não assistiu a Aruanda, deve rever seus conceitos. Alô Marcus Vilar, alô ParaÍ Wa, nossos sentimentos amazônicos pela perda.

Assista aqui o curta ARUANDA !

1 comentário

Arquivado em Delírio Cotidiano

Cinema brasileiro perde Linduarte Noronha, autor de “Aruanda”

O cineasta Linduarte Noronha,nascido pernambucano mas paraibano de coração, de 81 anos sofreu uma parada respiratória e morreu nesta madrugada de segunda-feira(30) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Memorial São Francisco, em João Pessoa. Noronha foi repórter, critico de cinema, procurador do Estado e professor do Departamento de Comunicação da Universidade Federal da Paraiba. Além de ser um dos pioneiros do cinema paraibano Linduarte Noronha entrou para a história no Brasil com o documentário em curta-metragem ‘Aruanda’, de 1960 .Os quilombos marcaram época na história econômica do Nordeste canavieiro. A luta entre escravos e colonizadores terminava, às vezes, em episódios épicos, como Palmares. Olho d’Água da Serra do Talhado, em Santana do Sabugi (PB), surgiu em meados do século passado, quando o ex-escravo e madeireiro Zé Bento partiu com a família à procura de terra.  O filme, que é sua principal obra, promoveu grandes modificações estéticas na cinematografia brasileira. Aruanda é tido como precursor do movimento Cinema Novo. O filme aborda a fundação de um quilombo de escravos fugidos na Serra do Talhado e revisita a mesma região flagrando os descendentes de escravos que viviam de forma primitiva, vendendo potes de barro feitos de forma artesanal. Quando lhe perguntavam sobre influências, respondia: “Apenas a dos cinejornais.” Aruanda é um filme de jornalista. A técnica cinematográfica, ele aprendeu, como autodidata, do Tratado de Realização Cinematográfica, do russo Lev Kulechov. De maneira inspirada, Linduarte encontrou a maneira mais direta de mostrar as coisas como elas são. Simples assim. Quem se acha cineasta e documentarista e ainda não assistiu a Aruanda, deve rever seus conceitos. Alô Marcus Vilar, alô ParaÍ Wa, nossos sentimentos amazônicos pela perda.

Assista aqui o curta ARUANDA !

Deixe um comentário

Arquivado em Delírio Cotidiano

Crítica ao modelo-padrão de sustentabilidade

Leonardo Boff

Os documentos oficiais da ONU e também o atual borrador para a Rio+20 encamparam o modelo padrão de desenvolvimento sustentável: deve ser economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto. É o famoso tripé chamado de Triple Botton Line (a linha das três pilastras), criado em 1990 pelo britânico John Elkington, fundador da ONG SustainAbility. Esse modelo não resiste a uma crítica séria.

Desenvolvimento economicamente viável: Na linguagem política dos governos e das empresas, desenvolvimento equivale ao Produto Interno Bruto (PIB). Ai da empresa e do pais que não ostentem taxas positivas de crescimento anuais! Entram em crise ou em recessão com conseqüente diminuição do consumo e geração de desemprego: no mundo dos negócios, o negócio é ganhar dinheiro, com o menor investimento possível, com a máxima rentabilidade possível, com a concorrência mais forte possível e no menor tempo possível.

Quando falamos aqui de desenvolvimento não é qualquer um, mas o…

Ver o post original 580 mais palavras

Deixe um comentário

Arquivado em Efêmeras Divagações

Os gatos e a Madeira-Mamoré II

foto : B. Bertagna

foto : B. Bertagna

Deixe um comentário

Arquivado em Delírio Cotidiano