Arquivo do dia: 20/01/2012

Dia Nacional do Fusca

O mundo comemora o dia do Fusca em 22 de junho mas no Brasil é no dia 22, o Dia Nacional do Fusca que será comemorado nas instalações da Volkswagen Anchieta, onde o modelo foi fabricado por mais de 30 anos. O encontro anualmente é promovido pelo Fusca Clube do Brasil, com sede em São Paulo, e planeja reunir cerca de 500 veículos, entre Fuscas e derivados de todas as épocas e modelos, incluindo veículos considerados “raridades” entre os colecionadores. O evento também reservará espaço para venda de peças antigas e de reposição.

Com mais de 3 milhões de unidades comercializadas no Brasil, o Fusca foi produzido entre 1959 e 1996 na fábrica da Anchieta da Volkswagen do Brasil, em São Bernardo do Campo (SP).
A produção foi interrompida em 1986, retornando em 1993 a pedido do então presidente do Brasil, Itamar Franco. O modelo continou a ser produzido no México – onde já era montado desde a década de 1980 – até 2003, quando saiu sua última unidade, hoje exposta em um museu da cidade de Wolfsburg, na Alemanha.
Essa história de sucesso teve início em 1931, com o surgimento da necessidade de um carro pequeno, econômico e de fácil produção. Quando a ideia ganhou popularidade, diversas etapas, testes e protótipos foram criados até o produto chegar aos consumidores. Ferdinand Porsche assinou o contrato que deu início ao desenvolvimento e fabricação do Sedan, nome original do modelo, em 22 de junho de 1934.

No Brasil, o modelo foi importado da Alemanha entre 1950 e 1959 e recebeu o apelido de Fusca. Estima-se que o modelo teve 21 milhões de unidades vendidas em todo o mundo. O Dia Nacional do Fusca foi instituído em 1989 pelo presidente do Sedan Clube, Alexander Gromow.

O significado histórico e afetivo com a fábrica Anchieta foi o grande motivo da escolha do local para a realização dessa comemoração. “Por ser a unidade na qual o modelo foi produzido por cerca de 30 anos, consideramos a fábrica como berço do Fusca”, afirma Roney Celso Iannone, diretor-presidente do Fusca Clube do Brasil.
O evento é aberto ao público e busca reunir, principalmente, proprietários de carros Volkswagen refrigerados a ar.

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Poeminha para o Bial ler

OSSOS DO OFÍDIO

Não é justo que o negro
pague sozinho
por este estupro.

Também pague o Bial,
pague o Boninho,
pague a TV
de Roberto Marinho.

Quem fez a merda,
patrocinou a festa,
trouxe o vinho.

Ah, mano, brother,
meu irmão.

Por causa do crime
o Brasil todo, sim, 
ao paredão.

Inclusive eu,
que faço esse poema
sem jeito.

Perco tempo
com este assunto.

Eu, sem talento.
Eu, bundão.

Covarde,
sem ter o que fazer
ligo a televisão.

E vejo.

A toda hora
o Bial citar
o Velho Guerreiro.

Aquele mesmo
que cuidava do traseiro
da Rita Cadillac
com o mesmo respeito.

Com que a câmera come,
hoje em dia, cada silicone,
curva, calcinha.

Acho que virei puritano,
melhor eu ficar na minha.

Só não posso concordar
que apenas o negro
tenha de pagar pelo abuso
coletivo.

Por debaixo dos panos,
todas as noites,
sempre foi este
o nosso programa
preferido.

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O diesel do inferno

Por Célio Pezza

O inferno sempre foi mostrado como sendo um local de sofrimentos, muito quente e cheio de enxofre no ar. Modernamente, seria como um local fechado e cheio de caminhões brasileiros desregulados e soltando pelo escapamento aquela conhecida fumaça escura e cheia de enxofre. Por que caminhões brasileiros? Pela simples razão de que o Brasil é um dos países que consome o pior diesel do mundo em termos de enxofre contido.

O enxofre é um dos maiores poluentes da atmosfera e causador da chuva ácida, que tanto mal faz ao meio ambiente. Quando o então presidente Collor falou que os carros brasileiros eram carroças, ele se esqueceu de dizer que os combustíveis também eram condizentes com as carroças. Infelizmente, após mais de 20 anos, muito pouco mudou neste cenário.

A Europa, o Japão e muitos outros países utilizam um diesel com 10 ppm (partes por milhão) de enxofre. Nos EUA, o limite é 15 ppm. Aqui no Brasil, é fabricado diesel com 1.800-2.000 ppm  para a frota em geral e 500 ppm para consumo somente em algumas cidades onde a poluição é crítica. Em 2002 o Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) determinou que fosse utilizado um diesel com 50 ppm a partir de 2009. Quando o prazo se esgotou, a ANP (Agencia Nacional de Petróleo), a Petrobrás e as montadoras, disseram ser impossível cumprir a determinação. Ela acabou sendo adiada e até hoje não foi cumprida.

Agora, neste início de 2012, voltam a falar sobre os projetos de produção de um diesel mais limpo, com 50 ppm de enxofre, como sendo um grande avanço, quando na Europa já se fala em 5 ppm. Em outras palavras, o nosso diesel atual é 200 vezes mais poluente que o diesel europeu e as determinações do Conama vão sendo descumpridas e adiadas. Os nossos carros são mais caros, de pior qualidade, utilizam motores obsoletos em seus países de origem, consomem mais combustível e poluem muito mais. Como explicar isto?

Certa vez, quando questionado sobre os altos preços dos seus carros no Brasil, o presidente da Peugeot argumentou: por que a Louis Vuitton deveria baixar os preços de suas bolsas no Brasil? Um executivo da Mercedes-Benz foi mais taxativo: por que baixar o preço se o consumidor paga?  Da mesma forma, por que fazer um diesel de melhor qualidade, se o consumidor usa qualquer coisa? Em contrapartida, respiramos um ar mais poluído e cheio de enxofre, como deve ser o ar do inferno, descrito por Dante Alighieri no seu épico poema “A Divina Comédia”.

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