Arquivo do mês: janeiro 2012

Anotacões de um Cinéfilo

Fincher em modo decorador de cenas. Tão competente quanto esquecível (provavelmente lembra Alien3 mais do que qualquer outro longa dele). Dito isso confesso que me impressiona as repetidas vezes que ouvi esta semana que o filme sueco era melhor, o que me leva a concluir que:  a) fobia contra filmes americanos é maior do que imaginava B) muita gente realmente  supervaloriza atores quando não se entende o que eles dizem c) nossos padrões para apreciar artesanato básico são cada vez piores. Fincher faz montagens de pesquisa melhores do que qualquer outro cineasta, mas nunca consegue animar as coisas para mais do que um marco tempo que sirva para manter a grife Fincher viva entre projetos maiores. Pior é perceber que Fincher parece tão preocupado com sua novas posição de cineasta de prestigio para abraçar a verve pulp do material. È competente demais para ser ruim e envergonhado demais para ser…

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Seu corpo é o que você come, sua mente é o que você lê…

Arquitetura de Informação

“O excesso de informação proporcionado pelas novas tecnologias vem acompanhado de um novíssimo leque de problemas. Às vezes chamamos isso de Information Overload, mas este conceito não faz muito sentido. Nós não dizemos que uma pessoa obesa está sofrendo de Food Overload; não é culpa da comida. O frango frito não está ‘se comprando’ sozinho nem voando até a boca das pessoas.

Culpar a informação é igualmente absurdo. Na verdade, sofremos de Information Overconsumption, e isso vem com todo tipo de consequência física, psicológica e social. (…) Chegou a hora de começarmos a ser tão seletivos com a informação que consumimos quanto somos com a comida que comemos.”

Se o livro é bom ou não, aguardo a opinião de quem já leu. Mas a linha de raciocínio acima, apesar do bom gosto duvidoso, me convenceu.

Na próxima segunda eu começo minha dieta.

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Túnel do Tempo – Messias

Lançamento do livro "Vocabulário Popular de Porto Velho" - 1997

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Cinema brasileiro perde Linduarte Noronha, autor de "Aruanda"

O cineasta Linduarte Noronha,nascido pernambucano mas paraibano de coração, de 81 anos sofreu uma parada respiratória e morreu nesta madrugada de segunda-feira(30) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Memorial São Francisco, em João Pessoa. Noronha foi repórter, critico de cinema, procurador do Estado e professor do Departamento de Comunicação da Universidade Federal da Paraiba. Além de ser um dos pioneiros do cinema paraibano Linduarte Noronha entrou para a história no Brasil com o documentário em curta-metragem ‘Aruanda’, de 1960 .Os quilombos marcaram época na história econômica do Nordeste canavieiro. A luta entre escravos e colonizadores terminava, às vezes, em episódios épicos, como Palmares. Olho d’Água da Serra do Talhado, em Santana do Sabugi (PB), surgiu em meados do século passado, quando o ex-escravo e madeireiro Zé Bento partiu com a família à procura de terra.  O filme, que é sua principal obra, promoveu grandes modificações estéticas na cinematografia brasileira. Aruanda é tido como precursor do movimento Cinema Novo. O filme aborda a fundação de um quilombo de escravos fugidos na Serra do Talhado e revisita a mesma região flagrando os descendentes de escravos que viviam de forma primitiva, vendendo potes de barro feitos de forma artesanal. Quando lhe perguntavam sobre influências, respondia: “Apenas a dos cinejornais.” Aruanda é um filme de jornalista. A técnica cinematográfica, ele aprendeu, como autodidata, do Tratado de Realização Cinematográfica, do russo Lev Kulechov. De maneira inspirada, Linduarte encontrou a maneira mais direta de mostrar as coisas como elas são. Simples assim. Quem se acha cineasta e documentarista e ainda não assistiu a Aruanda, deve rever seus conceitos. Alô Marcus Vilar, alô ParaÍ Wa, nossos sentimentos amazônicos pela perda.

Assista aqui o curta ARUANDA !

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Cinema brasileiro perde Linduarte Noronha, autor de “Aruanda”

O cineasta Linduarte Noronha,nascido pernambucano mas paraibano de coração, de 81 anos sofreu uma parada respiratória e morreu nesta madrugada de segunda-feira(30) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Memorial São Francisco, em João Pessoa. Noronha foi repórter, critico de cinema, procurador do Estado e professor do Departamento de Comunicação da Universidade Federal da Paraiba. Além de ser um dos pioneiros do cinema paraibano Linduarte Noronha entrou para a história no Brasil com o documentário em curta-metragem ‘Aruanda’, de 1960 .Os quilombos marcaram época na história econômica do Nordeste canavieiro. A luta entre escravos e colonizadores terminava, às vezes, em episódios épicos, como Palmares. Olho d’Água da Serra do Talhado, em Santana do Sabugi (PB), surgiu em meados do século passado, quando o ex-escravo e madeireiro Zé Bento partiu com a família à procura de terra.  O filme, que é sua principal obra, promoveu grandes modificações estéticas na cinematografia brasileira. Aruanda é tido como precursor do movimento Cinema Novo. O filme aborda a fundação de um quilombo de escravos fugidos na Serra do Talhado e revisita a mesma região flagrando os descendentes de escravos que viviam de forma primitiva, vendendo potes de barro feitos de forma artesanal. Quando lhe perguntavam sobre influências, respondia: “Apenas a dos cinejornais.” Aruanda é um filme de jornalista. A técnica cinematográfica, ele aprendeu, como autodidata, do Tratado de Realização Cinematográfica, do russo Lev Kulechov. De maneira inspirada, Linduarte encontrou a maneira mais direta de mostrar as coisas como elas são. Simples assim. Quem se acha cineasta e documentarista e ainda não assistiu a Aruanda, deve rever seus conceitos. Alô Marcus Vilar, alô ParaÍ Wa, nossos sentimentos amazônicos pela perda.

Assista aqui o curta ARUANDA !

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Crítica ao modelo-padrão de sustentabilidade

Leonardo Boff

Os documentos oficiais da ONU e também o atual borrador para a Rio+20 encamparam o modelo padrão de desenvolvimento sustentável: deve ser economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto. É o famoso tripé chamado de Triple Botton Line (a linha das três pilastras), criado em 1990 pelo britânico John Elkington, fundador da ONG SustainAbility. Esse modelo não resiste a uma crítica séria.

Desenvolvimento economicamente viável: Na linguagem política dos governos e das empresas, desenvolvimento equivale ao Produto Interno Bruto (PIB). Ai da empresa e do pais que não ostentem taxas positivas de crescimento anuais! Entram em crise ou em recessão com conseqüente diminuição do consumo e geração de desemprego: no mundo dos negócios, o negócio é ganhar dinheiro, com o menor investimento possível, com a máxima rentabilidade possível, com a concorrência mais forte possível e no menor tempo possível.

Quando falamos aqui de desenvolvimento não é qualquer um, mas o…

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Os gatos e a Madeira-Mamoré II

foto : B. Bertagna

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Os gatos e a Madeira-Mamoré 1

foto: B.Bertagna

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Um Travesseiro Para Dois

Mesmo aqui distante, tão distante agora da sua presença, que ódio da ausência, me aproximo de você com o atalho do pensamento bom.
Aqui do meu quarto onde o mundo é só meu, uso minha memória e desenho sentado dias em que eu ainda vou lutar pra viver.

Eu cuido tanto de você mas você nunca vai saber.

Das minhas crises todas, algumas tão banais, naturais, de quem sonha até demais com dias mais do que especiais, pego lições para aplicar no momento que os abraços forem estendidos até os braços não mais aguentarem. Em outras palavras, pego a minha própria dor pra servir de remédio pros dias que faltarem amor.

E eu não estou aqui esperando aplausos.

Meu caso agora é que eu não tenho por perto da visão, o que não significa estar longe do meu coração, muito pelo contrário. É na distância que a saudade arde e…

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Os chatos

Por Marli Gonçalves

Não tem quem não tenha pelo menos um de estimação. Não tem quem não tenha um do qual fuja mais do que o diabo da cruz. Não tem como escapar dos chatos. Nem mesmo de ser você mesmo chato vez ou outra, até sem querer. Minha tese, no entanto, é que há chatos profissionais, que vivem disso, se auto-alimentam e devem chegar em casa contando quantas pessoas chatearam no dia.

Numa boa, sou vítima de chatos desde que me entendo por gente. Acho que eles acham que, por eu ser bem-humorada, comigo não sofrem risco de vida ou de se machucarem. Só pode ser. Quanto era pequena, esses seres adoravam me pentelhar apertando minhas bochechas, ou mexendo no meu cabelo, entre as coisas que acho mais chatas neste mundo. Até hoje detesto que me toquem sem autorização. E os chatos – vocês sabem – têm essa característica, gostam de tocar bastante em você, pegar, cutucar, apertar, espremer. Tem o chato tão chato que chega a te prender, imobilizando qualquer tentativa de fuga, segurando seu braço, mão, ombro, até a cabeça em casos extremos. Já pensei em fazer jiu-jitsu, judô, tai-chi, qualquer golpe, para me livrar desses com mais facilidade.

Sou mesmo uma espécie de imã: posso estar linda, passeando, feliz, com fones de ouvido, tralalá, tralalá, tipo numa redoma particular, e o chato lá do outro lado da rua atravessa para vir me chatear, bater no vidro, arrombar meu espaço íntimo, só para… Chatear! O verbo que exercitam mais do que as gostosas levantando aquelas rodelas em academia. Pior quando é chato que eu nem conheço, nem quero conhecer. Ou o chato que sabe que é chato telefonar bem cedo na manhã do domingo, e não só liga como faz a pergunta mais irritante do mundo: “Você estava dormindo?”. E para quê ligou? Para nada. (Antes que algum chato aí diga “porque atende?”, lembro que sou ligada 24 horas por motivos profissionais, como jornalista, e pessoais, como filha de um pai de 94 anos, além de nunca “olhar” antes quem é que está ligando. Tocou, atendo. Claro, se puder.)

Mas aí também entra outra mania do chato. Ele sempre tem a certeza que você registrou o telefone dele, ou reconhece a sua voz até debaixo da água. “Adivinha quem está falando?” De morrer. Pior só o que nem pergunta; já tem a certeza absoluta que você não só sabe quem é, como – claro – está pronto para o assunto maluco que ele matraqueia do outro lado da linha. Esse tipo pensa que você não faz outra coisa na vida a não ser pensar nele. Há ainda outra variação, aquele chato do preâmbulo: antes de falar o que quer, bajula, praticamente chamando você de pitonisa do Nilo, Santa Maria Madalena, mestra de todos os mestres. Prepare-se: lá vem pedido de favor por aí.

Toda pessoa tem seu dia de chato mas o chato de verdade o é todo dia. Faz disso sua panacéia. Adora e conta mal piadas quilométricas, sempre esquecendo a parte principal no caminho. Conta a mesma história (aquela, que você não perguntou) 30 vezes (e o que é pior, igualzinha, sem acrescentar nenhum detalhe que a torne ao menos mais interessante, picante).

Dizem que o chato é o sujeito que fica mais tempo com você do que você com ele, o cara que fuma para filar cigarro dos outros ou para de fumar só para ficar chateando quem fuma, o cara que está com você na rua mas não sabe conversar andando, fica parando e segurando seu braço; que você diz que perdeu algo e ele te pergunta “onde?”. Acrescento ainda o chato que adora assobiar, sentado bem ao seu lado no avião. E o que de vez em quando futuca com o cotovelo pontudo.

O chato sabe tudo, já viu tudo, tem conselhos para tudo, pergunta se você está ocupado só por perguntar. Vai aporrinhar de qualquer forma. Adora ligar só no celular nas horas mais impróprias. Para você.

O chato também gosta de por defeito em tudo, e sobretudo. Conheci uma que se aboletava para ir almoçar comigo, não comia e ficava – juro – falando o indice calórico de todos os pratos. O chato sempre tem um “mas”, uma trava, um senão, um pessimismo. Quer botar e deixar lá a pulga atrás de sua orelha. Aliás, uma das coisas de que o chato mais gosta é de ficar bem atrás de você, nas suas costas (Eu odeio isso!), e se você estiver escrevendo, estica o olho para ler, em voz alta, e o que é pior, dar palpites sobre nem ele sabe bem o quê. É o mesmo tipo que também vem por trás e zoom! Quase arranca seus olhos, apertando-os pelos lados…”Adivinha quem é?”

Você tem vontade de responder. Mas, cuidado, os chatos chegam a dar medo e podem se tornar violentos. Já debateu com um chato? Já tentou contradizer um chato? Já disse a um chato que ele era chato? Um perigo, principalmente se o desdito tentar convencer do contrário. “Os chatos não se chateiam”, escreveu Guilherme Figueiredo, no delicioso Tratado Geral dos Chatos, de 62. Deve ter escrito com a intenção de se vingar de todos os chatos do mundo.

O chato é tão chato, mas tão chato, que é capaz de ousar perguntar coisas i-na-cre-di-tá-veis. hein???Não sei como, mas o chato sempre tem tempo de sobra, muito, para fazer chatices, pensar chatices, escrever chatices, repassar chatices, repisar chatices, lembrar de chateações. Um amigo querido, tão vítima deles, acabou dando o tom à uma expressão que fala com gosto, tudo junto assim: “Ôôôôgentechata!“. Adotei.

Conforme as épocas, os chatos que passam em nossas vidas se modificam. Foram os chatos que adoravam receitar coisas e dietas. Foram outros em eco.Ultimamente tenho encontrado muitos “chatos da fé”. Faltam rezar uma missa inteira, encenar um culto completo à sua frente, chegam a chorar, explicando como foram salvos, como acharam Deus, e como conversam com Ele, coitado de Deus, e você também deveria, entende?, se salvar. Em geral eram bêbados chatos que pararam de beber, salvaram-se de alguma boa, tiveram uma visão qualquer.

Tenho reparado ainda que chatos costumam estar solteiros, completamente sozinhos e largados, já que não há mesmo quem os aguente debaixo de um mesmo teto. E, cabisbaixos, tentam explicar como foi que isso se deu procurando piolho em cabeça de alfinete.

Por falar nisso, não é por menos que os “chatos” piolhos que pegam tudo quanto é pelo, principalmente os quentinhos, são chamados de chatos. São parasitas que se passam a vida inteira se alimentando do sangue, os chatos que coçam e perturbam até você tacar um Neocid neles. E você só pode pegar “chatos” de um…chato!

Qual será o remédio contra os chatos humanos que se alimentam do seu saco, que vai ficando cheio, cheio?

São Paulo, verdadeiro paraíso para os chatos, 2012

(*) Marli Gonçalves é jornalista. Pior que achar um chato na rua só ficar preso com ele dentro de um lugar fechado, tipo carro, casa, e estar chovendo muito lá fora. Acredite: é você quem vai ter que pedir para sair.

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Túnel do Tempo – Os poetas Mado, Flávio Carneiro e Nilza Menezes

Lançamento do Vocabulário Popular de Porto Velho - 1997

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Gente que encontrei por aí…Dona Rosa, do Mirante III

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Meia Hora: As Capas do Jornal Mais Bagaceiro do Rio de Janeiro

Blog do Stanford

Quem não é do Rio de Janeiro pode não conhecer, mas o Meia Hora é um jornal desses populares, bem baratinhos (tá custando R$ 0,70 agora o exemplar), que fazem de tudo para chamar a atenção dos leitores. E quando digo tudo, me refiro às capas mais insanas e involuntariamente (será?) divertidas possíveis. Brinco dizendo, darlings, que meu sonho é ser contratado pra ser redator de chamadas de capa do Meia Hora. Acho que eu ia ahazar no trabalho.

Confesso que caminho pela rua e quando vejo uma banca de jornais, não resisto, sempre dou uma espiadinha para conferir a capa do dia do Meia Hora, que sempre me arranca gargalhadas.

Assim, escolhi algumas das que considero as melhores capas do “jornal” e divido com vocês, afinal, qual seria a graça de rir sozinho de tanta “criatividade”? Confiram por vocês mesmos e se divirtam. Ou não, né?

Agora, confessa…

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Entrevista com Rubem Alves

OS CONSELHEIROS

Sem comentários! Assistam a essa “aula”! ;)

Bjs e abraços,

Fabricio =)

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Literaturiada 46

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Dissecando1 – Mayra Dias Gomes

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Cosas de la banda – 5

Guayara-Merin, Beni, Bolívia

Guayara-Merin, Beni, Bolívia

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Livros para entender Rondônia – Tristes Trópicos, de Claude Lévi-Strauss

Mestre da Antropologia contemporânea, na qual introduziu uma nova metodologia — a análise estrutural —, Claude Lévi-Strauss está inquestionavelmente ligado ao Brasil através de Tristes Trópicos. Nesta obra, Lévi-Strauss — chegado ao Brasil em 1935, para exercer a função de professor de Sociologia na Universidade de S. Paulo — não se limita a descrever a sua vivência com os índios brasileiros — Cadiueus, Bororos, Nambiquaras e Tupi-Cavaíbas: faz também uma descrição do Brasil da época, da sua história e de tudo quanto observou nas suas expedições de estudo às zonas do Paraná, do Pantanal, da Amazónia e do Sertão, entre outras.

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Bodyguard

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Traveler

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Travelers’ Choice Awards 2012: os melhores destinos, hotéis e praias

Blog da Lista

Cidade do Cabo é o melhor destino do mundo. The Phoenix Resort, em Belize, é o melhor hotel e sete das 25 melhores praias estão nos Estados Unidos. Esse foi o resultado do Travelers’ Choice Awards 2012, a premiação anual feita pelo TripAdvisor (rede social onde os usuários contam suas experiências turísticas e que é referência no segmento).

O ranking é calculado com base nos milhões de comentários dos usuários-turistas e dividido em cinco categorias: Melhores hotéis, Melhores praias, Melhores destinos, Melhores destinos com a família e Melhores destinos para gastronomia e vinho.

Na classificação geral, o Rio de Janeiro ficou em 5º lugar. Na América Latina, a cidade maravilhosa perde apenas para Machu Picchu, que é o 3º destino mais aclamado do mundo. Confira a lista dos melhores:

Os melhores destinos

  1. Cidade do Cabo, África do Sul
  2. Sydney, Austrália
  3. Machu Picchu, Peru
  4. Paris, França
  5. Rio de Janeiro, Brasil
  6. Nova…

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Gente que encontrei por aí… Carlinhos & Gervázio

Dois gigantes : um da voz e violão e o outro da bola

Dois gigantes : um da voz e violão e o outro da bola

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Túnel do Tempo – Mapa da EFMM 1909

Extraído de efmm100anos.wordpress.com

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Para-choque de blog

“A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.” Aristóteles

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Droga de origem rondoniense – a Merla Morte Súbita, pior do que o crack – chega ao Sul do Brasil

Viciado em "merla" delira em plena luz do dia, numa parada de ônibus da Estrada de Sto Antônio, em Porto Velho. foto: B.Bertagna

Viciado em "merla" delira em plena luz do dia, numa parada de ônibus da Estrada de Sto Antônio, em Porto Velho. foto: B.Bertagna

Leia até o fim se tiver filhos ou, ao menos, vergonha na cara. Uma nova e mortífera droga, a “merla morte súbita”, originária de Rondônia, pior do que o crack, chegou a Porto Alegre e está fazendo os militantes de movimentos anti-drogas alertarem os pais e autoridades para o perigo.

A droga tem efeitos mais intensos do que os do “crack” e pode, literalmente, causar morte repentina do usuário. A “merla” não é a mesma coisa que “mela”, ou “melado”, restos ou sub produto de pasta base de cocaína (sulfato de cocaína) de uso comum em Rondônia.

Embora atualmente a mídia em Rondônia, especialmente em Porto Velho, esteja citando “merla” e “mela” como se fossem a mesma coisa, há uma diferença básica entre elas.

A “mela” é o que sobra da fabricação da pasta base de cocaína – uma espécie de borra sem valor comercial para a indústria da transformação da pasta base ,(sulfato de cocaína) que é feita na Bolívia para ser tranformada em cocaína (cloridrato de cocaína), refinada em laboratórios químicos, geralmente na Colômbia.

Os resíduos de sulfato de cocaína tem, porém, efeitos deletérios e, não obstante ser apenas lixo, com grande teor de ácido sulfúrico, éter, acetona e outros produtos usados para fazer a pasta base, é vendido a baixo preço consumidores de narcóticos nas ruas de Porto Velho.

As vezes a mela é misturada à maconha para ser fumada na forma de cigarros que são chamados de “melado.”

A “merla” ainda tem resíduos da borra da pasta base de cocaína, mas é mais letal pois em sua composição entram querosene, ácido sulfúrico, barrilha usada para limpeza de piscina(óxido de cálcio),cimento, soda cáustica,amônia, cal virgem, solução de bateria de carro, , gasolina reutilizada inúmeras vezes.

Numa nota publicada em seu blog, Beto Bertagna explica que a “merla” é absorvida pela mucosa pulmonar e a exemplo da cocaína, é excitante ao sistema nervoso.

Exames em indivíduos sob efeito da “merla” relatam que ela causa euforia, diminuição de fadiga, aumento de energia, redução do sono e do apetite, perda de peso, alucinações,delírios e confusões mentais.

“O usuário da merla corre sérios riscos de ter convulsões e perda de consciência, As convulsões podem levar o usuário a ter uma parada respiratória, coma, parada cardíaca e a morte” – acrescenta Bertagna.

Usuários da “merla” relataram que após o efeito da droga, sentem medo, depressão e paranóia (sensação de perseguição) que em alguns casos os leva ao suicídio.

“Com o uso continuado o usuário perde os dentes sob o efeito do ácido de bateria que começa a corroê-los até sua perda total.

A “merla morte súbita” pode se popularizar em Rondônia principalmente se for verdadeira a notícia de que o verdadeiro xerife de Guajará-Mirim, na fronteira de Rondônia com a Bolícia e inimigo nº 1 das organizações criminosas, o popular agente federal “João Pomba” se aposentou. Quem irá lhe substituir?

A “merla” aparentemente chegou antes do “crack” em Porto Velho. Ainda não se sabe por que não se popularizou tanto como no Sul, ou sequer se sabe de suas vítimas aqui. A imprensa pode inadvertidamente colaborando com a adoção do nome de “merla” para a “mela” tradicional.

Devastação causada pela “merla morte súbita”

O blog betobertagna.com divulga o seguinte depoimento de Weslley Bragé Dias, do grupo de hip-hop Realidade de Rua. O texto é dedicado aos policiais, promotores, juízes (especialmente os do Juizado da Infância e da Adolscência) e, principalmente, repórteres, e a todos os demais cidadãos que tem honra.

PORTO ALEGRE, Rio Grande do Sul, quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010 (Betobertagna.com/ Noticiaro.com – ” Todo mundo tá preocupado com o crack. E quando chegar a merla como em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, vai ser uma mudança de planos. Quero ver onde é que vão enfiar a camiseta de “Crack nem pensar”, musiquinha e adesivo. Para fazer fama, ouvir aplauso, a boca fala tudo, mas onde é que vão enfiar a cara, com que palavras vão contrariar as pessoas quando a merla estiver no lugar do crack?

“Existem três tipos de cocaína: a mais pura é a boliviana, só tem em Alvorada. A mais ou menos é a Viviane. Tem esse nome porque Viviane foi a primeira mulher que trouxe de São Paulo para cá. Morreu aqui (Porto Alegre), assassinada. A Loira é a mais fraca, a mais misturada, pode ter o mesmo efeito que giz escolar.

“Tem vários tipos de pedras também: Hulk, Cristalina, Cenourinha, Bate-Bate. A pior destas é a Bate-Bate, porque é a mais pura, feita direto quimicamente. Até em casa se faz.

“Merla é a mistura da Bate-Bate com a resina da boliviana.

“O nome é merla, o apelido é Morte Súbita, porque a pedra vicia e mata com menos prazo. Tanto é que tem gente que fuma pedra há 12 anos e não morreu até hoje. A merla, segundo os doutores, em seis meses mata. Mas não é exatamente seis meses – é conforme o adequado andamento que a pessoa usa, a forma como usa. O efeito dura 15 minutos, o triplo do efeito da pedra.

“Ela pode ser usada fechada como maconha. É o “mesclado” (mistura de pedra com maconha e pó), também chamado “macaquinho”. Pode ser usada no cachimbo (ou bimbo), e aí não passa de dois meses – a pessoa se mata porque tem 90% mais efeito colateral que a própria pedra.

“A merla aqui em Porto Alegre está circulando há três meses. Antes só se ouvia falar. E só não se tá num vício pior, porque não está sendo lançada no mercado como a pedra (crack). Em uma semana, a pedra aumentou 80% o uso. E agora, mais ainda. E não se sabe se não vai aumentar mais ainda.

“Onde diminuir o consumo da pedra, aumenta o mercado da merla. E o que dizem é que vai ter mais índice de morte, até por acerto de conta entre quadrilhas e bocas de fumo, e pela droga mesmo, pelos peixes-grandes (patrões).

“A diferença entre merla e crack é que a merla é tipo uma crosta. A merla também é um tipo de pedra, mas tem uma consistência mais como gel, gruda. A merla custa R$ 2,00 (R$ 3,00 a menos que a pedra, porque ainda está começando o consumo). A pedra (crack) custa R$ 5,00. Quando aumenta o vício, a boca de fumo aumenta o preço no mercado negro. A grama de pedra hoje chega a R$ 20,00.

“Nem sempre quem vende merla e crack é a mesma pessoa, porque isso já tem envolvimento de gente grande, os traficantes costas-quentes. O traficante costa-quente é tipo um doutor que cai na cadeia e fica numa cela especial porque tem ensino superior. Vem direto deles.

“Não estão vendendo ainda merla como vendem pedra. Não é assim fácil para entrar uma droga nova e sair vendendo. Tem que ter contatos do morro para lançar uma nova. Foi lançada uma parte para ver o resultado no meio dos usuários de crack e qual a reação. É inevitável: a reação é que a merla é melhor que a pedra. Não se viciaram ainda porque foi só um patinho na armadilha, para saber que a droga é mais forte que a anterior.

“Crack e merla têm efeitos diferentes. O crack dá uma sensação de desconforto, a pessoa fica espiada, com medo da própria sombra. Faz ter reações incomuns, como entrar noite adentro caminhando. Tem gente que come formiga ou cascalho do chão porque acha que é crack. Tudo que vê da mesma cor, pequeno, acha que é crack e tem vontade de fumar. Chegam a queimar o dedo para raspar o cachimbo, sem sentir dor, só para fumar a resina, que é mais forte que a pedra.

“A merla não deixa tão espiado, mas deixa imobilizado. Onde fumar, pára, fica, é o mesmo que dar um branco, uma lavagem cerebral. Qualquer um pode fazer o que quiser, o cara não vai dar bola. Porém, o principal efeito dela, depois de uns dois minutos, é muito pior, a pessoa pode criar um desespero próprio, sair correndo, sem ter medo de nada, tipo um amigo meu que foi atropelado. Quebrou a perna, machucou o braço. Foi só um “te liga”, para ver a reação com a outra pedra. O que mais mata em relação à pedra é chinelagem, roubar para usar.

“Chamam merla de Morte Súbita porque, com o crack, a maioria das pessoas morre por ter reações de furto, roubos, desrIespeito à própria família, só para usar. A merla faz a pessoa se matar. Como hoje em dia a pedra já está matando, com a merla vai ser pior, porque vai ter o aumento de morte pelo desandar da pedra, o aumento da merla e o suicídio dos usuários.

“O bom é que, pelo pouco que veio no mercado, a merla ainda não foi dada nem vendida para crianças. É a única parte boa. Para impedir as pessoas de usarem só derrubando a boca de pedra e pó. Onde não tiver mais, não tem merla.

“Com certeza a merla pode chegar ao mesmo nível do crack, é só ela ser finalmente lançada como o crack foi.”

"Onde fumar, pára, fica, é o mesmo que dar um branco, uma lavagem cerebral. Qualquer um pode fazer o que quiser, o cara não vai dar bola..."

"Onde fumar, pára, fica, é o mesmo que dar um branco, uma lavagem cerebral. Qualquer um pode fazer o que quiser, o cara não vai dar bola..."

Com Noticiaro.com

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SP, cidade louca, errante

Por Marli Gonçalves

Já pensei em fazer música, já pensei até em uma campanha por você. Já disse que te amo em mais de uma língua. Este ano quero cantar Parabéns pra Você, por tudo que tem, e por (conseguir) continuar viva e tentando ser amada. Ou, pelo menos, respeitada. Nossa velha dama, São Paulo.

São Paulo é uma prostituta grande, forte, experiente. Ensina seus meninos a crescer, impõe que lhe paguem pelo prazer que dá. É maltratada, mal falada, e mesmo assim continua aberta recebendo todos 24 horas por dia. Tem horas que nem a maquiagem pesada disfarça seu cansaço, e ela se deixa levar, arrasada. Mas logo se recupera, não para, não para, e volta ao trabalho, à efervescência. Na vida toma muitos sustos, vê muita violência ao seu redor, o mundo cão que mija em seus postes ou pernas, mas também vive o glamour e o luxo quando o cliente que a consome é generoso.

Ela anda úmida, molhadinha, até encharcada neste verão. Suas férias foram curtinhas, e ela tinha se enfeitado toda para brilhar à noite neste fim de ano. Mas a abandonam pelo Sol, pela praia, por um tal ar puro e, se lá onde tem essas coisas, também chove, seus amantes voltam correndo. Aqui se come melhor. Se diverte mais. Se aprende mais em filmes, livros, teatro, cultura. Inclusive, os seus cafetões exigem que a cidade volte logo a trabalhar. E ela vende o que tem de melhor, mesmo que mecanicamente, sem se entregar totalmente.

Nem bonita, nem feia, nem totalmente um ou outro, apenas uma cidade armada ao lado de um pátio há 458 anos, e que bem que podiam ter escolhido melhor local para arriar acampamento… mais para perto do mar. Fosse assim, o Rio de Janeiro teria dançado e ela, sim, seria a Maravilhosa. Mas cresceu para os lados, para cima, e até para baixo, por baixo, suas entranhas, e hoje essas veias já vão se entupindo.

Ela vai se aguentando assim e a pega a bolsinha e vai rodar pelas esquinas. Quase não tem horizontes para ver nem para se ver, faz isso apenas em poucos espelhos de água limpa que encontra, quando passa pelos poucos parques, em busca de ar, da cor verde, de um pouquinho de natureza. Nos rios, tão sujos, nem ela consegue se mirar. Apenas tapar o nariz, nestes que viraram banheiros públicos, descargas sem fim. E ela sonha: no dia que os rios voltarem navegará neles todos os fins de semana, vendo muitas famílias felizes. Não custa sonhar.

Quando procura o céu para ver as estrelas ou a lua essa nossa cidade vagabunda apenas sorri e lembra do macaco do filme King-Kong. Tem vontade de pegar os helicópteros na mão – parecem brinquedos passando por sua cabeça. Quem os controla? São tantos! E os aviões, então! Ronco constante indo e vindo, brilhando mais alto. E a cidade sonha: quem está indo, quem está chegando?

Às vezes a cidade fala sozinha enquanto caminha e é caminhada. Às vezes se detém conversando com bronzes, bustos, criações em concreto, estátuas imortais e históricas, esculturas instaladas para lembrar de algo, alguém, alguma coisa, algum fato seu ou feito de alguns dos seus tantos amantes. Será por amor a ela que construíram tanta coisa bonita¸ subiram tantos arranha-céus, pensaram mansões, fizeram tantas jóias para enfeitá-la? Seus colares são marginais, e a enfeitam com rodoaneis, trilhos, pontes, túneis e viadutos. Se foi por amor, estranho, qual sentimento levou a que ela também tenha tantas chagas, plagas indizíveis, cicatrizes, e miséria e horror?

Nossa velha puta muda de ponto. Norte, Sul, Leste, Oeste. Clientes diferentes a consomem. Tem hora que ela dá mais para um do que para outro. Mas atende a todas as raças, etnias, nacionalidades¸ falando todas as línguas de um jeito muito seu, assim como o próprio português. Ela marca os erres. Come os esses. Mistura tendências, bebidas, sotaques, povos e palavras. Chopps. Pastel. Pizza. Macarrão. Virado.

Ultimamente, nossa velha anda contente. Uma feliz cidade. É que no verão de uns tempos para cá – antes não era assim – vê mais carnes, dorsos, pernas, colos, descobertos, nus. E até chinelo de dedo nem é mais tão proibido assim! Quase chora é quando pensa no inverno que quando faz frio mesmo chega a ser cortante, e as pessoas são cebolas vestidas, que vão se descascando, algumas elegantes, e outras não, nem pensam em combinar, a não ser com o destino, para não morrerem de frio. Cores e nomes, como não disse o Caetano que viu a deselegância discreta de nossas meninas. Aqui se usa muito preto. Preto e estampas. As mulheres amam as estampas e os homens, as listras. Se vê mesmo de tudo por aqui, observa. E assim as flores nascem nos vestidos e, ainda, nos canteiros, nas árvores que os cupins ainda não pegaram nem ventos derrubaram, flores que enfeitam um pouco mais a sua aridez cinzenta em vasos.

A velha senhora continua olhando suas entranhas e com minhoquinhas na cabeça. Quer derrubar minhocões. Fazer uns puxadinhos. Pensa em como se manter limpa, com tantos clientes, sem tempo que não o dos banhos da chuva, sem sabão, sem perfume. Assim não pode nem cobrar o que merece pelos seus serviços.

Mais um aniversário. Será imortal? Serão várias vidas? Qual música tocará para ouvir quando e se as britadeiras, buzinas, sirenes e tantos barulhos deixarem? Que ritmo vai tocar, dançar, que moda vai criar, de quem vai depender?

De repente, essa nossa amiga fica preocupada. Lembra que nesse ano vai ter eleição e lá vai o seu destino para o jogo novamente; seu santo nome será falado, pisado, sua história revista, criticada. Vários aventureiros tentarão conquistá-la, veja só.

Mas tudo bem. O importante é que essa cortesã ainda dá um bom caldo, e é cobiçada por membros imponentes.

Feliz Aniversário, São Paulo, Geni, 2012.
(*) Marli Gonçalves é jornalista. 

Paulistana. Nasceu na Rua Augusta, um dos melhores lugares para se fazer ponto na cidade. Fazer a vida. Ou pelo menos tentar. Agora quem sonha sou eu, por uma cidade melhor, menos vagabunda, menos errante, menos errada.

PS: Quer ler os outros textos que fiz em aniversários da cidade? São Paulo e toda sua bossa, Eu amo São PauloSão Paulo, Ailoviiú

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"Bengala" já dizia …

 

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“Bengala” já dizia …

 

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Editais da Secretaria do Audiovisual do Minc tem inscrições até dia 10 de fevereiro

Os cinco editais da Secretaria do Audiovisual (SAv/MinC) estão com inscrições abertas até o dia 10 de fevereiro. Os editais abrangem todas as regiões do país e foram concebidos para apoiar obras de baixo orçamento, curtas-metragens e documentários, além de contemplar roteiristas profissionais e estreantes.

Edital de Apoio à Produção de Obras Audiovisuais Cinematográficas, Inéditas, de Ficção, de Baixo Orçamento – apoiará, com até R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais), a produção de 10 (dez) projetos.

Edital de Apoio à Produção de Obras Audiovisuais Inéditas de Curta Metragem, do Gênero Ficção, Documentário e Animação – fomentará a produção de até 25 (vinte e cinco) projetos, destinando apoio individual no valor de até R$ 100.000,00 (cem mil reais).

Edital de Apoio ao Desenvolvimento de Roteiros Cinematográficos Inéditos, de Ficção para Roteiristas Profissionais – tem o objetivo de selecionar até 13 (treze) projetos, que terão apoio individual no valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais).

Edital de Apoio ao Desenvolvimento de Roteiros Cinematográficos Inéditos, de Ficção para Roteiristas Estreantes – irá fomentar a produção de até 10 (dez) projetos, com o valor de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) para cada um.

Edital de Apoio à Produção de Obras Audiovisuais Cinematográficas do Gênero Documental inéditas – prevê a seleção de até 5 (cinco) projetos, destinando apoio individual no valor de até R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais).

Inscrições: http://www.cultura.gov.br/audiovisual/fomento/c/editais/   Mais informações: concurso.sav@cultura.gov.br

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Dia Nacional do Fusca

O mundo comemora o dia do Fusca em 22 de junho mas no Brasil é no dia 22, o Dia Nacional do Fusca que será comemorado nas instalações da Volkswagen Anchieta, onde o modelo foi fabricado por mais de 30 anos. O encontro anualmente é promovido pelo Fusca Clube do Brasil, com sede em São Paulo, e planeja reunir cerca de 500 veículos, entre Fuscas e derivados de todas as épocas e modelos, incluindo veículos considerados “raridades” entre os colecionadores. O evento também reservará espaço para venda de peças antigas e de reposição.

Com mais de 3 milhões de unidades comercializadas no Brasil, o Fusca foi produzido entre 1959 e 1996 na fábrica da Anchieta da Volkswagen do Brasil, em São Bernardo do Campo (SP).
A produção foi interrompida em 1986, retornando em 1993 a pedido do então presidente do Brasil, Itamar Franco. O modelo continou a ser produzido no México – onde já era montado desde a década de 1980 – até 2003, quando saiu sua última unidade, hoje exposta em um museu da cidade de Wolfsburg, na Alemanha.
Essa história de sucesso teve início em 1931, com o surgimento da necessidade de um carro pequeno, econômico e de fácil produção. Quando a ideia ganhou popularidade, diversas etapas, testes e protótipos foram criados até o produto chegar aos consumidores. Ferdinand Porsche assinou o contrato que deu início ao desenvolvimento e fabricação do Sedan, nome original do modelo, em 22 de junho de 1934.

No Brasil, o modelo foi importado da Alemanha entre 1950 e 1959 e recebeu o apelido de Fusca. Estima-se que o modelo teve 21 milhões de unidades vendidas em todo o mundo. O Dia Nacional do Fusca foi instituído em 1989 pelo presidente do Sedan Clube, Alexander Gromow.

O significado histórico e afetivo com a fábrica Anchieta foi o grande motivo da escolha do local para a realização dessa comemoração. “Por ser a unidade na qual o modelo foi produzido por cerca de 30 anos, consideramos a fábrica como berço do Fusca”, afirma Roney Celso Iannone, diretor-presidente do Fusca Clube do Brasil.
O evento é aberto ao público e busca reunir, principalmente, proprietários de carros Volkswagen refrigerados a ar.

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Poeminha para o Bial ler

OSSOS DO OFÍDIO

Não é justo que o negro
pague sozinho
por este estupro.

Também pague o Bial,
pague o Boninho,
pague a TV
de Roberto Marinho.

Quem fez a merda,
patrocinou a festa,
trouxe o vinho.

Ah, mano, brother,
meu irmão.

Por causa do crime
o Brasil todo, sim, 
ao paredão.

Inclusive eu,
que faço esse poema
sem jeito.

Perco tempo
com este assunto.

Eu, sem talento.
Eu, bundão.

Covarde,
sem ter o que fazer
ligo a televisão.

E vejo.

A toda hora
o Bial citar
o Velho Guerreiro.

Aquele mesmo
que cuidava do traseiro
da Rita Cadillac
com o mesmo respeito.

Com que a câmera come,
hoje em dia, cada silicone,
curva, calcinha.

Acho que virei puritano,
melhor eu ficar na minha.

Só não posso concordar
que apenas o negro
tenha de pagar pelo abuso
coletivo.

Por debaixo dos panos,
todas as noites,
sempre foi este
o nosso programa
preferido.

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O diesel do inferno

Por Célio Pezza

O inferno sempre foi mostrado como sendo um local de sofrimentos, muito quente e cheio de enxofre no ar. Modernamente, seria como um local fechado e cheio de caminhões brasileiros desregulados e soltando pelo escapamento aquela conhecida fumaça escura e cheia de enxofre. Por que caminhões brasileiros? Pela simples razão de que o Brasil é um dos países que consome o pior diesel do mundo em termos de enxofre contido.

O enxofre é um dos maiores poluentes da atmosfera e causador da chuva ácida, que tanto mal faz ao meio ambiente. Quando o então presidente Collor falou que os carros brasileiros eram carroças, ele se esqueceu de dizer que os combustíveis também eram condizentes com as carroças. Infelizmente, após mais de 20 anos, muito pouco mudou neste cenário.

A Europa, o Japão e muitos outros países utilizam um diesel com 10 ppm (partes por milhão) de enxofre. Nos EUA, o limite é 15 ppm. Aqui no Brasil, é fabricado diesel com 1.800-2.000 ppm  para a frota em geral e 500 ppm para consumo somente em algumas cidades onde a poluição é crítica. Em 2002 o Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) determinou que fosse utilizado um diesel com 50 ppm a partir de 2009. Quando o prazo se esgotou, a ANP (Agencia Nacional de Petróleo), a Petrobrás e as montadoras, disseram ser impossível cumprir a determinação. Ela acabou sendo adiada e até hoje não foi cumprida.

Agora, neste início de 2012, voltam a falar sobre os projetos de produção de um diesel mais limpo, com 50 ppm de enxofre, como sendo um grande avanço, quando na Europa já se fala em 5 ppm. Em outras palavras, o nosso diesel atual é 200 vezes mais poluente que o diesel europeu e as determinações do Conama vão sendo descumpridas e adiadas. Os nossos carros são mais caros, de pior qualidade, utilizam motores obsoletos em seus países de origem, consomem mais combustível e poluem muito mais. Como explicar isto?

Certa vez, quando questionado sobre os altos preços dos seus carros no Brasil, o presidente da Peugeot argumentou: por que a Louis Vuitton deveria baixar os preços de suas bolsas no Brasil? Um executivo da Mercedes-Benz foi mais taxativo: por que baixar o preço se o consumidor paga?  Da mesma forma, por que fazer um diesel de melhor qualidade, se o consumidor usa qualquer coisa? Em contrapartida, respiramos um ar mais poluído e cheio de enxofre, como deve ser o ar do inferno, descrito por Dante Alighieri no seu épico poema “A Divina Comédia”.

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Como Luiza foi parar no Canadá (relatos da vida em agência).

Palavra Imprópria

18:35

Atendimento ao telefone:

 – O cliente mandou um job pra um vídeo de lançamento do empreendimento. Vou precisar da ajuda de vocês pra reunir algumas informações pro pessoal da criação.

Planejamento (esfregando o rosto):

– Ok, qual o público?

Atendimento (com pressa):

– Olha, o cliente ainda não definiu muito bem, mas disse que é classe AB, mas também é acessível pra classe C que vem crescendo muito e quer um plus a mais: que o vídeo seja inspiracional pra classe D e E, pra reforçar a marca frente a esse público. A estratégia é boa né? Eu e a Marketing de lá fizemos MBA juntas.

Planejamento (cansado demais pra discutir):

– Putz. OK. Qual a verba?

– Não sei.

– A localização do empreendimento?

– Não sei.

– Os diferenciais do empreendimento?

– Não sei.

– Quando ele vai ser entregue?

– Não sei.

18:40

Planejamento (arranhando as…

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Big Brother Brasil Um Programa Imbecil

Leonardo Boff

O conhecido cordelista Antonio Barreto é professor, graduado em Letras Vernáculas e pós-graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira. Tem gabarito e merece ser ouvido, especialmente pela Rede Globo de Televisão que deveria mostrar mais amor ao povo brasileiro do que ao dinheiro e retirar esse lixo cultural da grade de sua programação

Leonardo Boff

Big Brother Brasil Um Programa imbecil
Autor: Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo…

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Duvanier Paiva, o "homem da Transposição" morre de infarto, em Brasília

Duvanier Paiva Ferreira nasceu em São Paulo, capital, em 6 de fevereiro de 1955. Desde junho de 2007, ocupava o cargo de Secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento. Era também membro do Conselho de Administração da Companhia Docas do Estado de São Paulo. Duvanier Paiva Ferreira morreu na noite desta quarta-feira (18/1), aos 56 anos, após sofrer um infarto. Em nota, a ministra Miriam Belchior disse ter recebido a notícia com “profundo pesar” e ressaltou o trabalho de Duvanier como “defensor incansável da democratização nas relações de trabalho, promotor do diálogo e profissional dedicado”. Duvanier era o grande interlocutor do Projeto de Transposição dos servidores para a União, em Rondônia. Mais um capítulo no sofrimento de milhares de funcionários públicos. O velório de Duvanier Paiva será realizado no Campo da Boa Esperança, Capela 2, a partir de 12h30, em Brasilia (DF).

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Duvanier Paiva, o “homem da Transposição” morre de infarto, em Brasília

Duvanier Paiva Ferreira nasceu em São Paulo, capital, em 6 de fevereiro de 1955. Desde junho de 2007, ocupava o cargo de Secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento. Era também membro do Conselho de Administração da Companhia Docas do Estado de São Paulo. Duvanier Paiva Ferreira morreu na noite desta quarta-feira (18/1), aos 56 anos, após sofrer um infarto. Em nota, a ministra Miriam Belchior disse ter recebido a notícia com “profundo pesar” e ressaltou o trabalho de Duvanier como “defensor incansável da democratização nas relações de trabalho, promotor do diálogo e profissional dedicado”. Duvanier era o grande interlocutor do Projeto de Transposição dos servidores para a União, em Rondônia. Mais um capítulo no sofrimento de milhares de funcionários públicos. O velório de Duvanier Paiva será realizado no Campo da Boa Esperança, Capela 2, a partir de 12h30, em Brasilia (DF).

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WordPress, o protesto

Aventar

Pelas razões explicadas esta manhã pelo Helder Guerreiro, hoje o WordPress acordou assim. Lindo. Um dia pode mesmo ser obrigado a fazê-lo por imposição legal norte-americana. Os governos têm de aprender que a internet é nossa.

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Linha do tempo: História da Publicidade

Arquitetura de Informação

Publicidade: “uma forma de comunicação usada para persuadir uma audiência (espectadores, leitores, ouvintes) a tomar uma atitude com respeito.”

Ok, isso você já sabe – mesmo que não trabalhe na área.

Mas talvez você não saiba que a publicidade existe desde o ano 2000 A.C., quando os egípcios começaram a esculpir avisos públicas em pedaços de ferro. Ou então que o primeiro anúncio impresso foi um panfleto que vendia livros de oração na Inglaterra.

Veja essas e outras curiosidades sobre publicidade na linha do tempo abaixo.

História da Publicidade

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O mundo vai acabar mesmo : produção de cerveja está ameaçada pelo aquecimento global

A revista “New Scientist”  revela que o aquecimento da Terra está reduzindo a quantidade de ácido alpha no “saaz” (variedade delicada de lúpulo usada na produção das cervejas pilsen e lager). A concentração deste ácido é fundamental para a qualidade da cerveja, sendo que o mínimo necessário é de 5% de ácido alpha , para produzir o sabor amargo e encorpado das pilseners.

A descoberta foi feita pelo climatologista da República Tcheca , Martin Mozny. Ele e seus colegas do Czech Hydrometeorological Institute, monitoraram a quantidade de ácido alpha no lúpulo saaz desde 1954. Segundo o estudo, de 1954 a 2006, a redução média anual do ácido tem sido de 0,06%, devido ao aumento da temperatura do planeta.

Especialistas garantem que, apesar de o estudo ter sido feito com um tipo específico de lúpulo, outras espécies localizadas em países como Alemanha e Eslováquia também estão ameaçadas. Na Nova Zelândia e Austrália, segundo o Instituto de Água e Pesquisa Atmosférica da Nova Zelândia, está previsto declínio na produção de cevada nos próximos 30 anos, por causa das secas.

Para não dizer que não falei das flores, o vinho, o chocolate ,as massas e até o arroz também estão ameaçados. Tá no Jornal O Dia e no Eco4u.

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Deu no twitter

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Lendas Urbanas : o passado suicida da Apple. Mundo celebra centenário de Alan Turing (via El Bazar de Kowalski)

Outro dia lendo “Little Shop of Suicide”, de Jean Teule,  me deparei com uma outra teoria sobre a origem do logotipo Apple. Muito se tem especulado sobre o significado da maçã mordida. O livro fala de um Alan Turing “, um inglês que teve problemas com a lei por causa de sua homossexualidade e é considerado o pai dos primeiros computadores”. Realça o seu papel-chave na Segunda Guerra Mundial em serviços de criptografia.Com sua equipe, conseguiu decifrar as mensagens criptografadas que os alemães usavam nas máquinas Enigma para se comunicarem.  Nascido em 23 de junho de 1912, na Inglaterra, Alan Mathison Turing  é tido como um dos pais da computação porque foi um dos primeiros a perceber que as máquinas poderiam ser inteligentes. Turing criou um modelo matemático teórico – depois chamado de ‘Máquina de Turing’ – que foi a base da computação moderna.Turing era homossexual, numa época em isso era proibido e considerado doença no Reino Unido. Humilhado em público, para não ser preso aceitou o ‘tratamento’ oferecido: injeções de hormônio feminino, uma castração química. O que, segundo seus biógrafos, levou-o a ingerir cianureto em 7 de junho de 1954.  Mesmo o suicídio não é claro na vida de Turing. Sobre Alan Turing ,”Little Shop of Suicide”  disse que pegou uma maçã mergulhada em cianureto de potássio e colocou-a sobre uma mesa. Então ele pintou um quadro representando-o e depois mordeu a maçã. A verdade é que ele não a comeu toda, talvez até porque apenas uma mordida fez o cianureto agir com bastante rapidez. A teoria é, portanto, que o logotipo da Apple é a maçã de Turing com uma mordida. Outros vão mais longe e se atrevem a garantir que o logotipo da Apple com a bandeira do arco-íris remete, novamente para o matemático Alan Turing. Desta vez por sua condição sexual. Lenda urbana ou não, este é um dos suicidios menos conhecidos, bem como o seu executor.

Centenário

O “Alan Turing Year” (Ano de Alan Turing) tem uma série de eventos programados nos mais diversos lugares do mundo. A coordenação está à cargo do Turing Centenary Advisory Committee. No site (www.mathcomp.leeds.ac.uk/turing2012/) é possível ver uma lista das exposições, livros, competições e demais atividades que estarão acontecendo este ano.A representante do Brasil é a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e já estão no site   www.ufrgs.br/alanturingbrasil2012    informações sobre o ciclo de palestras, um concurso de vídeo e outro de criptografia e mais atividades que serão desenvolvidas ao longo deste ano para celebrar a vida, os feitos e a memória de um dos mais brilhantes cientistas do nosso tempo.

Leia mais sobre Alan Turing

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Motos novas com placas maiores em 2012

A Resolução 231 do Contran  estabelece o sistema de placas de identificação de veículos. As alterações promovidas  foram publicadas no Diário Oficial da União no dia 23 de março de 2011 e já valem desde o dia 1º de janeiro.

Além de tornar obrigatório o uso de placas refletivas nos emplacamentos feitos a partir de 1º de janeiro de 2012, o órgão estipula novas dimensões para as placas de motocicletas, motonetas, ciclomotores e triciclos motorizados.

Segundo as novas regras, as atuais placas de 136 mm de altura por 187 mm de comprimento (abaixo, à esquerda), passarão para 170 mm de altura por 200 mm de comprimento (abaixo, à direita). Dessa forma, os atuais caracteres de 42 mm de altura passam para 53 mm.

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Parque dos Beraderos

Por Rud Prado
Com a construção da ponte na região da Balsa, o acesso à margem esquerda do rio Madeira ficará fácil. Fácil demais. Por conta disso já se anuncia e já se inicia uma grande especulação imobiliária. A cidade, devido ao impedimento natural, que sempre representou a travessia pelas águas barrentas e velozes do Madeira, durante todo esse tempo resistiu à tentação de ocupar a outra margem de forma mais concreta. Agora a travessia pelas balsas está com os dias contados. E a floresta, que teima em existir, deve sucumbir. Os alicerces do que chamam “progresso” deve ficar suas raízes de ferro e cimento nos capões de floresta que ainda podemos visualizar dos mirantes de Porto Velho. A ocupação daquela mata ciliar já existe. Mas esse processo tende a ser muito mais acelerado agora. O que se vislumbra é um prejuízo para esse patrimônio natural e um prejuízo para auto estima de um povo. A identidade cultural beradeira ou beradera, como queiram está ameaçada. Essa paisagem é um patrimônio da capital do Estado de Rondônia. Um dia viramos as costas para rio. Agora não podemos virar as costas o iminente desaparecimento da mata do lado esquerdo do Madeira. Se nada fizermos, a nossa paisagem, a mata ciliar – ou o que dela resta -, vai desaparecer. De um dia para o outro o sol pode não mais encontrar o naco de mata onde repousa. Sim, o por do sol mais belo do mundo pode estar com os dias contados. Se ficarmos calados, inertes, o nosso cartão postal, registrado todas as tardes pelos ávidos cliques das máquinas digitais, poderá ser deletado para sempre. A ganância não tem limite. Sua sede de lucro draga o rio, envenena a água, assassina os peixes, mata a mata. A ganância não dá margem à razão, tratora a emoção. A história de várias gerações é substituída por outra que caiba no balanço anual. É hora da caboclada se unir. Não podemos deixar que arranquem aquelas árvores, e com elas nossa identidade. Não podemos deixar que tirem nosso orgulho, nossa história. Precisamos tirar o grito de nossas gargantas. Porque é certo que virão as máquinas barulhentas com suas bocas escancaradas cheirando a óleo diesel, famintas. Comendo casas de pássaros, moradas de caboclos, mastigando a vida. Mas nós podemos evitar isso. Nós podemos pensar. Nós podemos sentir. Nós podemos gritar. Nós podemos nos juntar. Juntos, vamos impedir que nossa paisagem desapareça. Exigir que se crie um parque, uma reserva florestal urbana. Vamos fazer com que se respeite a mata ciliar da margem esquerda do Rio Madeira. Porque isso está na lei. Lei da qual nem se falava quando se destruíu tudo do lado direito, quando sobre palafitas foi-se edificando a miséria, se equilibrando a indignidade. Mas podemos escrever um outro lado da história e que ele seja diferente. A margem esquerda do Madeira pode se tornar um imenso parque. Além de evitar a destruição da mata, podemos recuperar o que foi devastado, A idéia é propor um parque. O tamanho que terá esse parque? Não sei, convido todos para o debate, para sugestões. Mas é preciso que nele, além da paisagem onde pousa nossos olhares e repousa o sol, tenha espaço para a arte, para a música, para o teatro. Para o abrir das flores, de um livro, para a contemplação. Com o Parque dos Beraderos, com o nosso parque, podemos dar um passo rumo à sustentabilidade. Fazer de Rondônia um bom exemplo para o mundo. Que a cidade vai se estabelecer do outro lado, não há dúvida.Isso já é uma realidade. Mas que venha depois da floresta. Que se respeite a mata ciliar.Que não se construa na margem do rio. E que, para essa cidade de lá e de cá, seja pensado um sistema de tratamento de esgoto, para não transformarmos o Rio Madeira num imenso canal de dejetos . Para não dar margem à destruição, para salvar a mata do Beradão, vamos criar juntos o Parque dos Beraderos. Convido a galera a refletir sobre isso. É um manifesto de um pantaneiro que virou beradero, o grito de quem aprendeu a amar as coisas dessa terra. Quero ver o que é bonito preservado. Sonho que se sonha só, vocês sabem: é só um sonho. Juntos, tudo é possível. Meu email está aberto para receber sugestões: rudprado@gmail.com

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Cyril Despres é tetra no Dakar. Veja resultado final

foto : KTM

Cyril Despres (à esquerda) e o brasileiro Felipe Zanol (foto: M.Maragni / KTM Motorcycles)

  • MOTOS
  • 1 Cyril Despres (FRA)43:28:11
  • 2 Marc Coma (ESP) 44:21:31
  • 3 Helder Rodrigues (POR) 44:39:28
  • QUADRICICLOS
  • 1 Alejandro Patronelli (ARG) 53:01:51
  • 2 Marcos Patronelli (ARG) 54:22:08
  • 3 Tomas Maffei (ARG) 55:16:12
  • CARROS
  • 1 Peterhansel/ Cottret (FRA) 38:54:46
  • 2 Roma (ESP)/ Perin (FRA) 39:36:42
  • 3 Villiers (ZAF)/ Zitzewitz (ALE) 40:08:11
  • CAMINHÕES
  • 1 De Rooy/ Rodewald (HOL) 45:20:47
  • 2 Stacey/ Van Goor (HOL) 46:12:06
  • 3 Ardavichus (CAZ)/ Kuzmich (RUS) 46:38:1

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Florescer

Leonardo Boff

 

E pensar que toda esta maravilha, gerada pela Mãe Terra, pode um dia desaparecer devido ao nosso estilo de habitar, sem o devido cuidado, para com os equilíbrios do sistema-vida e do sistema-Terra pois estabelecemos, já há centenas e centenas de anos, uma relação de agressão e de uso meramente utilitário dos bens e serviços que nos são gratuitamente oferecidos. Em vez de guardiães do jardim do Eden nos fizemos o Satã da Terra, aqueles que cortam as hastes e impedem que os botões virem flores e rosas.

Esse desabrochar surpreendente representa uma metáfora de nossa própria existência. Nascemos todos inteiros mas não estamos ainda prontos. Somos habitados por incontáveis virtualidades que querem vir à luz, desabrochar, saudar e sorrir para todo o universo.

Demos esta chance a nós mesmos. Escutemos o nosso Eu profundo e auscultemos o chamado interior de nossa natureza e permitamos que o que lá…

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Túnel do Tempo – 1º Enduro de Moto em Porto Velho 1983

Lá vou eu, numa posição meio esquisita com a velha XL 250 R vermelha, nº 13, cumprindo uma etapa do I Enduro de Moto realizado em Porto Velho. Ano de 1983. Depois “inaugurei” a BR 364 com a xizelona  e fui até o Uruguai…

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Para-choque de blog

“A circunstância não faz o homem, ela o revela para ele mesmo” James Allen

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Livros para entender Rondônia – Rondon, de Todd Diacon

Aos 35 anos de idade. Cândido Mariano da Silva Rondon recebeu do governo brasileiro a tarefa de construir as linhas telegráficas que ligariam o estado de Mato Grosso ao Amazonas, território então pouco explorado, cuja comunicação com o centro administrativo do país era precária. De 1900 a 1915, O marechal cuidou de efetivar seu projeto e deu a ele ares de uma verdadeira “missão”.
E dessa figura tida ora como herói desbravador, um autêntico defensor dos indígenas, ora como agente violento de expansão do autoritarismo do Estado — que trata este livro. Sem desprezar esses vários lados, Todd A. Diacon procura entender a atuação do marechal como um projeto político de integração nacional. Para tanto, enfatiza pontos até agora pouco examinados da trajetória desse personagem, como a presença decisiva das idéias positivistas. Ao discutir os feitos e os fracassos do militar e apresentar os aspectos simbólicos que constituíram sua carreira, o autor dá nova atualidade ao tema, e revela como “a invenção e reinvenção de Rondon continuará a acompanhar a invenção e reinvenção da nação brasileira”.

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Acordar com um vibrador-despertador é…

Onde este mundo vai parar ?

Blog da Lista

Você está solteira? Tem namorado, mas não mora com ele? É lésbica? Tem alergia a pinto? Então seus problemas se acabaram-se, diria Seu Creisson. É que uma marca aí criou o Little Rooster, um despertador-vibrador pro seu dia amanhecer feliz. Você programa a hora em que quer acordar e ele te desperta dando muito prazer (ou quem sabe até um orgasmo né. Quem nunca?)!

Segundo a propaganda do produto, não é necessário colocar o dispositivo dentro da vagina. Basta ele estar perto do clitóris pro negócio conseguir te acordar bem, muito bem. Em outras palavras, só faltou ter voz para conversar com a gente. Ele começa suavemente e vai aumentando o ritmo aos poucos. E você já pode aposentar aquele seu vibrador barato cor-de-rosa (não é mesmo, listeira tchan tchan tchan tchan).

O Little Rooster possui ainda a opção de soneca e também tem várias intensidades de vibração e até…

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Rafinha Bastos ironiza "sites de fo-focas"

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