Arquivo do mês: janeiro 2012

Anotacões de um Cinéfilo

Fincher em modo decorador de cenas. Tão competente quanto esquecível (provavelmente lembra Alien3 mais do que qualquer outro longa dele). Dito isso confesso que me impressiona as repetidas vezes que ouvi esta semana que o filme sueco era melhor, o que me leva a concluir que:  a) fobia contra filmes americanos é maior do que imaginava B) muita gente realmente  supervaloriza atores quando não se entende o que eles dizem c) nossos padrões para apreciar artesanato básico são cada vez piores. Fincher faz montagens de pesquisa melhores do que qualquer outro cineasta, mas nunca consegue animar as coisas para mais do que um marco tempo que sirva para manter a grife Fincher viva entre projetos maiores. Pior é perceber que Fincher parece tão preocupado com sua novas posição de cineasta de prestigio para abraçar a verve pulp do material. È competente demais para ser ruim e envergonhado demais para ser…

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Seu corpo é o que você come, sua mente é o que você lê…

Arquitetura de Informação

“O excesso de informação proporcionado pelas novas tecnologias vem acompanhado de um novíssimo leque de problemas. Às vezes chamamos isso de Information Overload, mas este conceito não faz muito sentido. Nós não dizemos que uma pessoa obesa está sofrendo de Food Overload; não é culpa da comida. O frango frito não está ‘se comprando’ sozinho nem voando até a boca das pessoas.

Culpar a informação é igualmente absurdo. Na verdade, sofremos de Information Overconsumption, e isso vem com todo tipo de consequência física, psicológica e social. (…) Chegou a hora de começarmos a ser tão seletivos com a informação que consumimos quanto somos com a comida que comemos.”

Se o livro é bom ou não, aguardo a opinião de quem já leu. Mas a linha de raciocínio acima, apesar do bom gosto duvidoso, me convenceu.

Na próxima segunda eu começo minha dieta.

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Túnel do Tempo – Messias

Lançamento do livro "Vocabulário Popular de Porto Velho" - 1997

Lançamento do livro "Vocabulário Popular de Porto Velho" - 1997

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Cinema brasileiro perde Linduarte Noronha, autor de "Aruanda"

O cineasta Linduarte Noronha,nascido pernambucano mas paraibano de coração, de 81 anos sofreu uma parada respiratória e morreu nesta madrugada de segunda-feira(30) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Memorial São Francisco, em João Pessoa. Noronha foi repórter, critico de cinema, procurador do Estado e professor do Departamento de Comunicação da Universidade Federal da Paraiba. Além de ser um dos pioneiros do cinema paraibano Linduarte Noronha entrou para a história no Brasil com o documentário em curta-metragem ‘Aruanda’, de 1960 .Os quilombos marcaram época na história econômica do Nordeste canavieiro. A luta entre escravos e colonizadores terminava, às vezes, em episódios épicos, como Palmares. Olho d’Água da Serra do Talhado, em Santana do Sabugi (PB), surgiu em meados do século passado, quando o ex-escravo e madeireiro Zé Bento partiu com a família à procura de terra.  O filme, que é sua principal obra, promoveu grandes modificações estéticas na cinematografia brasileira. Aruanda é tido como precursor do movimento Cinema Novo. O filme aborda a fundação de um quilombo de escravos fugidos na Serra do Talhado e revisita a mesma região flagrando os descendentes de escravos que viviam de forma primitiva, vendendo potes de barro feitos de forma artesanal. Quando lhe perguntavam sobre influências, respondia: “Apenas a dos cinejornais.” Aruanda é um filme de jornalista. A técnica cinematográfica, ele aprendeu, como autodidata, do Tratado de Realização Cinematográfica, do russo Lev Kulechov. De maneira inspirada, Linduarte encontrou a maneira mais direta de mostrar as coisas como elas são. Simples assim. Quem se acha cineasta e documentarista e ainda não assistiu a Aruanda, deve rever seus conceitos. Alô Marcus Vilar, alô ParaÍ Wa, nossos sentimentos amazônicos pela perda.

Assista aqui o curta ARUANDA !

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Cinema brasileiro perde Linduarte Noronha, autor de “Aruanda”

O cineasta Linduarte Noronha,nascido pernambucano mas paraibano de coração, de 81 anos sofreu uma parada respiratória e morreu nesta madrugada de segunda-feira(30) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Memorial São Francisco, em João Pessoa. Noronha foi repórter, critico de cinema, procurador do Estado e professor do Departamento de Comunicação da Universidade Federal da Paraiba. Além de ser um dos pioneiros do cinema paraibano Linduarte Noronha entrou para a história no Brasil com o documentário em curta-metragem ‘Aruanda’, de 1960 .Os quilombos marcaram época na história econômica do Nordeste canavieiro. A luta entre escravos e colonizadores terminava, às vezes, em episódios épicos, como Palmares. Olho d’Água da Serra do Talhado, em Santana do Sabugi (PB), surgiu em meados do século passado, quando o ex-escravo e madeireiro Zé Bento partiu com a família à procura de terra.  O filme, que é sua principal obra, promoveu grandes modificações estéticas na cinematografia brasileira. Aruanda é tido como precursor do movimento Cinema Novo. O filme aborda a fundação de um quilombo de escravos fugidos na Serra do Talhado e revisita a mesma região flagrando os descendentes de escravos que viviam de forma primitiva, vendendo potes de barro feitos de forma artesanal. Quando lhe perguntavam sobre influências, respondia: “Apenas a dos cinejornais.” Aruanda é um filme de jornalista. A técnica cinematográfica, ele aprendeu, como autodidata, do Tratado de Realização Cinematográfica, do russo Lev Kulechov. De maneira inspirada, Linduarte encontrou a maneira mais direta de mostrar as coisas como elas são. Simples assim. Quem se acha cineasta e documentarista e ainda não assistiu a Aruanda, deve rever seus conceitos. Alô Marcus Vilar, alô ParaÍ Wa, nossos sentimentos amazônicos pela perda.

Assista aqui o curta ARUANDA !

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Crítica ao modelo-padrão de sustentabilidade

Leonardo Boff

Os documentos oficiais da ONU e também o atual borrador para a Rio+20 encamparam o modelo padrão de desenvolvimento sustentável: deve ser economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto. É o famoso tripé chamado de Triple Botton Line (a linha das três pilastras), criado em 1990 pelo britânico John Elkington, fundador da ONG SustainAbility. Esse modelo não resiste a uma crítica séria.

Desenvolvimento economicamente viável: Na linguagem política dos governos e das empresas, desenvolvimento equivale ao Produto Interno Bruto (PIB). Ai da empresa e do pais que não ostentem taxas positivas de crescimento anuais! Entram em crise ou em recessão com conseqüente diminuição do consumo e geração de desemprego: no mundo dos negócios, o negócio é ganhar dinheiro, com o menor investimento possível, com a máxima rentabilidade possível, com a concorrência mais forte possível e no menor tempo possível.

Quando falamos aqui de desenvolvimento não é qualquer um, mas o…

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Os gatos e a Madeira-Mamoré II

foto : B. Bertagna

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