Arquivo do dia: 07/12/2011

Krokodil

Aventar

As imagens são aterradoras e à primeira vista, parecem corresponder à dentada de um sáurio. Mas não, este “Krokodil” é de outro género e os seus despojos decerto não servirão para qualquer mala, carteira ou sapato de sofisticada marca.
Não passa de mais um exemplo deste admirável novo mundo, cheio de promessas e benesses para quem distribui certos produtos, garantindo a desgraça dos patéticos utentes.

*O site do link contém imagens chocantes e elucidativas.

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Você fala sozinho?!

OS CONSELHEIROS

…Começa quando ninguém está por perto; você respira aliviado por poder ser você mesmo, ou pelo menos para poder fantasiar situações em que você pode ser quem você é. O tempo passa e você não percebe, e quando se dá conta você já adquiriu um novo hábito: você está falando sozinho.

Nós só começamos a falar sozinhos quando passamos muito tempo guardando aquilo que desejamos falar para outras pessoas.

Não tenha medo, não se cale!
Diga o que você sente e isso lhe libertará.

Não engula sua raiva, não ame em silêncio! ;)


Bjs e abraços,

Fabricio =)

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Paradoxos e corrupção

Por Célio Pezza

Paradoxo é o conceito de uma contradição, pelo menos na aparência. Temos alguns paradoxos famosos como o Paradoxo de Epicuro, que fala sobre o problema do mal, o Paradoxo da Pedra, o do Crocodilo, etc.
O paradoxo da pedra, por exemplo, versa sobre a onipotência e diz o seguinte: Pode um ser onipotente criar uma pedra tão pesada que não consiga erguer? Se não consegue erguer a pedra, não é onipotente e se não consegue criar tal pedra, não era onipotente desde o início da hipótese. Já o paradoxo do crocodilo diz que um crocodilo rouba uma criança e quando sua mãe vai pedi-la de volta ele faz a proposta de que a devolverá se a mãe adivinhar de forma correta se ele vai devolver ou não. A mãe responde que ele não vai devolver a criança e aí está o paradoxo: se ele devolve a criança, entra em contradição, pois a mãe errou na resposta e se ele não devolve, acontece o mesmo, pois a mãe acertou a resposta.

No que diz respeito à corrupção, podemos imaginar o seguinte paradoxo: pode um presidente de uma empresa, que não seja corrupto, acabar com a corrupção em sua gestão? Se dissermos que sim, por que ele não acaba com ela? A primeira hipótese é que ele realmente quer, mas não acaba, pois não tem poderes ou não sabe como e, portanto não faz jus ao título de presidente, que é quem supostamente tem o poder e o preparo para tal; a segunda é que ele sabe como, mas não quer.

Neste caso, ele também é corrupto e contraria a hipótese inicial de que não é corrupto. De todas as formas, fica a pergunta do porque não acabar com a corrupção. Mário Amato, ex-presidente da FIESP, falou certa vez que “nós todos somos corruptos” e Itamar Franco, quando não conseguiu sua indicação para ser candidato à presidência, durante uma convenção do PMDB em 1998, comentou que “o lado que ganhou, comprou e o lado que perdeu, não comprou”. O que se vê é que na verdade todos nós somos participantes da corrupção, quer seja como autores, como vítimas, ou como omissos.

A corrupção talvez seja hoje a maior desgraça do ser humano, e no dia 09 de dezembro será comemorado o Dia Internacional de Combate à Corrupção. Aqui no Brasil, creio ser interessante lembrarmos Rui Barbosa, quem disse num célebre discurso ao Congresso em 1914: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.

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Ganga Zumba

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