Arquivo do dia: 24/11/2011

Eis o tal povo de m… que nunca teria visto uma galinha viva.

foto: José Cruz/ABr

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Proibição de "carona" em moto tem efeito igual a proibir o "paletó e gravata" para evitar a corrupção

Por Beto Bertagna

Estes dias recebi um e-mail muito simpático, que dizia que “vou morrer e ainda não vi tudo” . E lá, mostrava uma bizarrice qualquer, uma destas idiotices midiáticas e passageiras que assolam o mundo moderno.

Pois bem. Agora lá vem o dep. Jooji Hato, de São Paulo, lançar mais um factóide para nos torrar o saco e a paciência por mais algumas horas, dias, semanas e meses. Ele propõe a absurda, esdrúxula e inconstitucional “proibição de garupas em motos nos dias úteis”.

Leia : “Artigo 1º – Fica proibido o trânsito de motocicletas com dois ocupantes, chamados “carona” ou “garupa” durante os dias úteis da semana, compreendidos entre segunda-feira e sexta-feira”.

“Artigo 3° – Torna-se obrigatório o uso de capacetes e coletes com o número da placa da motocicleta afixado na parte de trás dos mesmos em dimensões e cor fluorescente que o mantenha legível, inclusive à noite”.

“Artigo 6º – Esta Lei é válida somente para as áreas urbanas de municípios com a população superior a um milhão de habitantes”.

Que tal se proibir o “uso do paletó e gravata” para evitar a corrupção e os crimes de colarinho branco ? Ou então, afixar nas costas do paletó dos “fichas-sujas” a relação dos processos a que responde na Justiça ? O diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Alfredo Peres da Silva já havia se pronunciado a respeito , quando houve tentativa semelhante no Rio de Janeiro“É proibido proibir”, disse Peres da Silva, na ocasião. Peres lembra que a competência para legislar sobre trânsito é da União, segundo determina a Constituição de 1988. “O próprio Código de Trânsito define as motos como veículos para transporte de duas pessoas. O código faz referência ao carona quando estabelece a obrigatoriedade do uso de capacete pelo motorista e seu acompanhante.”  No samba do crioulo-doido do eleitoreiro pleito, então, em fins de semana, e em cidades com menos de um milhão de habitantes o “crime’ estaria liberado. Ou o proprietário da moto pagaria 1/2 IPVA ?

Não é primeira vez que o parlamentar provoca celeuma. No Projeto de Lei 768/2011 ele cria a  ” carrocinha de menores: uma viatura de polícia encarregada de abordar crianças e adolescentes nas ruas; uma viatura de polícia para pedir documentos, fazer a identificação cível e criminal das crianças ou adolescentes que estejam nas ruas entre 23h30 e 5h; uma viatura de polícia para caçar crianças e adolescentes; e encaminhar estas crianças e adolescentes à delegacia, aos abrigos ou aos pais.”

Um cheiro de  limpeza social, perseguição e criminalização de crianças e adolescentes, sob o viés da suposta proteção” segundo parecer da CONANDA, Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente . Para a  promotora Leida Diniz, do Ministério Público de Piauí, o “toque de recolher” para crianças e adolescente é igual às antigas carrocinhas de menores da época da ditadura militar.

Enquanto isto as pontes caem, os viadutos desabam e o povo de São Paulo que reze muito para São Pedro pois a chuva vem aí e não tem Projeto de Lei contra ela que dê jeito.

Premonição : Já já deputados de outros Estados vão querer copiar o nipônico e entrar na esparrela. É o rabo abanando o cachorro…

Leia também : Rotaway  : Proibir garupa? Projeto de Lei 485/2011?!

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Proibição de “carona” em moto tem efeito igual a proibir o “paletó e gravata” para evitar a corrupção

Por Beto Bertagna

Estes dias recebi um e-mail muito simpático, que dizia que “vou morrer e ainda não vi tudo” . E lá, mostrava uma bizarrice qualquer, uma destas idiotices midiáticas e passageiras que assolam o mundo moderno.

Pois bem. Agora lá vem o dep. Jooji Hato, de São Paulo, lançar mais um factóide para nos torrar o saco e a paciência por mais algumas horas, dias, semanas e meses. Ele propõe a absurda, esdrúxula e inconstitucional “proibição de garupas em motos nos dias úteis”.

Leia : “Artigo 1º – Fica proibido o trânsito de motocicletas com dois ocupantes, chamados “carona” ou “garupa” durante os dias úteis da semana, compreendidos entre segunda-feira e sexta-feira”.

“Artigo 3° – Torna-se obrigatório o uso de capacetes e coletes com o número da placa da motocicleta afixado na parte de trás dos mesmos em dimensões e cor fluorescente que o mantenha legível, inclusive à noite”.

“Artigo 6º – Esta Lei é válida somente para as áreas urbanas de municípios com a população superior a um milhão de habitantes”.

Que tal se proibir o “uso do paletó e gravata” para evitar a corrupção e os crimes de colarinho branco ? Ou então, afixar nas costas do paletó dos “fichas-sujas” a relação dos processos a que responde na Justiça ? O diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Alfredo Peres da Silva já havia se pronunciado a respeito , quando houve tentativa semelhante no Rio de Janeiro“É proibido proibir”, disse Peres da Silva, na ocasião. Peres lembra que a competência para legislar sobre trânsito é da União, segundo determina a Constituição de 1988. “O próprio Código de Trânsito define as motos como veículos para transporte de duas pessoas. O código faz referência ao carona quando estabelece a obrigatoriedade do uso de capacete pelo motorista e seu acompanhante.”  No samba do crioulo-doido do eleitoreiro pleito, então, em fins de semana, e em cidades com menos de um milhão de habitantes o “crime’ estaria liberado. Ou o proprietário da moto pagaria 1/2 IPVA ?

Não é primeira vez que o parlamentar provoca celeuma. No Projeto de Lei 768/2011 ele cria a  ” carrocinha de menores: uma viatura de polícia encarregada de abordar crianças e adolescentes nas ruas; uma viatura de polícia para pedir documentos, fazer a identificação cível e criminal das crianças ou adolescentes que estejam nas ruas entre 23h30 e 5h; uma viatura de polícia para caçar crianças e adolescentes; e encaminhar estas crianças e adolescentes à delegacia, aos abrigos ou aos pais.”

Um cheiro de  limpeza social, perseguição e criminalização de crianças e adolescentes, sob o viés da suposta proteção” segundo parecer da CONANDA, Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente . Para a  promotora Leida Diniz, do Ministério Público de Piauí, o “toque de recolher” para crianças e adolescente é igual às antigas carrocinhas de menores da época da ditadura militar.

Enquanto isto as pontes caem, os viadutos desabam e o povo de São Paulo que reze muito para São Pedro pois a chuva vem aí e não tem Projeto de Lei contra ela que dê jeito.

Premonição : Já já deputados de outros Estados vão querer copiar o nipônico e entrar na esparrela. É o rabo abanando o cachorro…

Leia também : Rotaway  : Proibir garupa? Projeto de Lei 485/2011?!

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Mitos e crenças populares prejudicam o controle da malária

O mês de novembro marca a luta pelo controle da malária nas Américas. A data visa incentivar estes países a aumentar o diálogo e realizar campanhas contra a doença. O Brasil registrou, somente no ano passado, 300 mil casos de malária, 99% deles concentrados na Amazônia Legal. A falta de informação sobre transmissão, diagnóstico e tratamento da malária é que ainda atrapalha o controle da doença. Nesta etapa do projeto, a Mobilização Contra Malária busca desmistificar algumas crenças populares sobre o diagnóstico, a transmissão e o tratamento que, ao serem repassados, dificultam as ações de combate à doença. Mitos difundidos na região que prejudicam o controle da doença:

– Malária pode ser transmitida pela água? Mentira. A única forma de transmissão é pela picada do carapanã contaminado.

– Chás e plantas medicinais podem curar a malária? Mentira. O tratamento só pode ser feito com medicamentos e tem que ser completo, caso contrário, a malária pode voltar mais grave.

– Se os sintomas da malária passaram, a pessoa está curada?A pessoa tem que fazer o tratamento até o final, por mais que os sintomas já tenham desaparecido. Depois do tratamento, é importante fazer novamente o exame de malária para saber se está completamente curado.

– O sangue da ponta do dedo não permite um diagnóstico preciso para malária? Mentira. As gotas de sangue colhidas na ponta do dedo ou na veia fornecerão as mesmas informações sobre a doença. Os exames realizados são seguros e todos aprovados pelo Ministério da Saúde.

É preciso sentir todos os sintomas para estar com malária? Mentira. Os sintomas podem variar, portanto, basta sentir um ou dois desses sinais para procurar um serviço de saúde para fazer o exame. Os sintomas são dor de cabeça, dor no corpo e na barriga, febre e tremor.

– Mulheres grávidas não podem fazer o tratamento? Mentira. A gestante tem um tratamento diferenciado, basta procurar o serviço de saúde para receber um acompanhamento especial.

“Ao levarmos informação, conseguiremos interromper o ciclo da malária. Quando as pessoas fazem o tratamento até o final, elas ficam curadas e diminuem os riscos de contaminar outros mosquitos que poderão transmitir a doença para familiares e vizinhos. É fundamental para isso: realizar o diagnóstico rapidamente e, caso esteja com malária, fazer o tratamento completo,” explica Ana Carolina Silva Santelli, coordenadora-geral do Programa Nacional de Controle de Malária

O projeto tem o patrocínio do Fundo Global de Luta contra AIDS, Tuberculose e Malária e realização pela Fundação Faculdade de Medicina (FFM), Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e do Ministério da Saúde por meio da Unidade Técnica do Projeto (UT) e  integra 47 municípios prioritários para o controle da malária: Acre: Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Plácido de Castro e Rodrigues Alves; Amazonas: Atalaia do Norte, Autazes, Barcelos, Borba, Careiro, Coari, Guajará, Humaitá, Iranduba, Itacoatiara, Lábrea, Manacapuru, Manaus, Manicoré, Novo Aripuanã, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga; Amapá: Oiapoque e Porto Grande; Pará: Itaituba, Anajás, Jacareacanga, Pacajá, Itupiranga, Novo Repartimento e Tucuruí; Rondônia: Alto Paraíso, Buritis, Campo Novo de Rondônia, Candeias do Jamari, Cujubim, Guajará-Mirim, Itapuã do Oeste, Machadinho D’Oeste, Nova Mamoré e Porto Velho; Roraima: Bonfim, Cantá, Caracaraí e Rorainópolis.

Leia também : 

 

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Livros que ajudam a entender Rondônia – A malária e o malaeiro

“Os que nos precederam deixaram para nós um mundo bem melhor. Devemos fazer o mesmo para os que nos sucederão.”

A condição de país tropical com características de continente, dá ao Brasil a possibilidade de possuir regiões caracterizadas por significativas diferenças e até bem pouco tempo atrás, em função da insalubridade, de ser um campo fértil para o desenvolvimento de muitas doenças endêmicas. Dentre estas, selecionei que representou durante muitos anos um verdadeiro flagelo no mundo, no Brasil e em Rondônia. A malária, adoecia milhões e levava milhares de pessoas à morte todos os anos, prejudicando radicalmente a economia da família e o desenvolvimento do país. No Brasil as duas fases de combate a essa doença, se caracterizaram pelo desconhecimento da sua epidemiologia até o início da década de quarenta e do seu conhecimento com base científica a partir daí, inclusive com a criação da CEM em 1958. A instalação da CEM em Rondônia, ocorreu em 1962. Em princípio, a instituição iniciou suas atividades com um quadro formado por vinte quatro servidores. Em 1995, quando me afastei em razão da aposentadoria, esse mesmo quadro ultrapassava aos dois mil e cem funcionários.

Crescendo e se modificando junto com o seu órgão empregador, o ‘malaeiro” que sempre deteve a condição de trabalhador anônimo, ao longo desses anos todos, sofreu bastante, foi injustiçado, humilhado, mal remunerado e principaimente desvalorizado. Todavia, analisando profundamente a nossa vida profissional e os obstáculos que encontramos pelo caminho, ainda assim achamos que valeu a pena.
Portanto, mesmo depois de comer o pão que o diabo amassou, o malaeiro conseguiu pela força de vontade e de dois fatores primordiais, alcançar grande parte de seus objetivos e dessa forma melhorar a sua vida e de muitas outras pessoas.

Foi graças à participação e ao esforço desse humilde brasileiro (o malaeiro), e aqui eu me reporto não apenas a Rondônia, mas a todo o Brasil, que o país conseguiu atingir o estágio atual de controle absoluto das chamadas grandes endemias ou endemias de massa. Acrescente-se aqui, a importante e efetiva participação de grandes sanitaristas e malariologistas que nortearam este trabalho no campo, dando à população brasileira a oportunidade de produzir mais e viver melhor.

Na realidade, sabe-se que algumas endemias, embora de forma controlada, ainda persistem no país. Entretanto, com o uso de novos meios e técnicas que estão surgindo constantemente, e a adição de investimentos no setor, espera-se que em breve, a presença dessas doenças deixe de ser um problema.

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