Arquivo do dia: 09/11/2011

Cineamazônia confirma júri oficial

Está definido o corpo de jurados para a Mostra Competitiva do Festicineamazônia – Festival Latino Americano de Cinema e Vídeo Ambiental. O júri é composto por profissionais possuidores de experiências em produções artísticas e culturais. O Festicineamazônia acontecerá em Porto Velho (RO), de 15 a 19 de novembro de 2011, no Teatro Banzeiros, com entrada grátis.

O júri escolherá os vencedores do Troféu Mapinguary , premiação oficial do Festcineamazônia, entre os 45 classificados que disputam o festival.

Sâo eles : a  professora Ursula Depeiza Maloney, com 42 anos de experiência pedagógica e passagem por diversas escolas de Porto Velho; o fotógrafo e cineasta Bill Fogtman, co-fundador da produtora Sky Light Cinema, fundador e membro efetivo da Associação Brasileira de Cinematografia (ABC), produtor executivo de diversos filmes; o jornalista Cândido Alberto da Fonseca, Mestre em Ciências da Comunicação, trabalhou como ator em diversas montagens teatrais e de cinema: o cineasta e produtor boliviano Alejandro Fuentes Arze, que já dirigiu mais de 600 produções; o cineasta argentino Luciano Giletta, um dos fundadores da Rede de Cinemas Itinerantes da América Latina e Caribe, e professor de audiovisual e de oficinas de cinema educativo em escolas públicas e  a atriz e diretora de teatro Suely Rodrigues, fundadora da Associação Raízes do Porto, com mais de 30 anos de carreira e ganhadora de diversos prêmios.

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O contador e o botijão de gás

Por José Chapina Alcazar

O culpado é sempre o mordomo? Não, este enredo já está superado em todas as novelas e romances. Agora, na vida real, é a vez do contador ser responsabilizado por todas as falcatruas, infrações ou negligências.
Acompanhamos as notícias veiculadas pela imprensa de que o profissional contábil foi apontado, pelo dono do estabelecimento, como responsável pela explosão ocorrida recentemente em um restaurante no Centro do Rio de Janeiro, acidente que deixou três mortos e 17 feridos.

Como o contador pode ser culpado? Não faz parte de suas atribuições fiscalizar a instalação ou utilização de equipamentos e produtos proibidos ou quaisquer procedimentos adotados pela empresa, cujas decisões são exclusivamente do empresário. O profissional ou empresário contábil é um assessor, consultor, e não vive a organização em seu dia-a-dia.
Certamente que, se houver conivência em ações de má fé, ambos devem pagar por isso. Caso contrário, o contabilista merece respeito pelo importante papel que lhe cabe neste contexto.

Cada profissão tem o seu papel. Contador não é economista, corretor, engenheiro ou despachante. Muito menos milagreiro ou vidente. A contabilidade é um registro, um espelho de atos e fatos. Veja bem: ela trata as informações, não as inventa.

Da mesma forma ocorre quando o contabilista é julgado culpado pela não declaração de bens de um cliente, o que vem acontecendo com certa regularidade. Ora, cabe ao profissional processar dados, mas estes são repassados, ou não, pelo contribuinte. Fazendo um paralelo com o caso da explosão no Rio de Janeiro, é como se ele tivesse o dever de ir até a casa ou a empresa de cada cliente para verificar quais os bens a serem destacados na declaração de IR.

Cabe ao contador realizar registros, escriturações e demonstrações contábeis, analisar balanços, intermediar o relacionamento entre fisco e contribuinte e, principalmente, prestar assessoria contábil, ponderando os dados da empresa, fazendo projeções para auxiliar efetivamente o empreendedor nas tomadas de decisões, a optar acertadamente pelo regime mais adequado para o seu tipo de negócio, que reduza a sua carga tributária de acordo com as previsões legais.
A carga de responsabilidade do contador não é pouca, tendo em vista que responde solidariamente com seus bens pessoais, nas esferas civil e criminal, por atos ilícitos cometidos na gestão da empresa, desde que seja comprovada a sua participação.
É verdade que este profissional pode ser comparado a um botijão de gás, prestes a explodir, tendo em vista seu atual papel como intermediador entre fisco e contribuinte. Com o crescimento gradual da inteligência fiscal brasileira, o cumprimento de obrigações acessórias passou a ser um grande desafio, exigindo qualidade e consistência dos dados, alinhamento à inconstante e frágil legislação, e ainda sob a ameaça de multas elevadas que por si só comprometem a sobrevivência do negócio.

No entanto, a eficiência do trabalho contábil passa inevitavelmente pela adoção de bons controles internos de gestão pelas organizações, pois a prestação de contas aos fiscos dependeda qualidade dos dados apresentados pelo empresário e tratados pela contabilidade. Com o grande “big brother fiscal” que vem sendo gradualmente implantado, já não há mais espaço paraerros, a profissionalização da empresa se faz imprescindível, e as fraudes e a sonegação estão com os dias contados.

O contador tem funções determinantes para o desenvolvimento do País, tanto no crescimento do empreendedorismo como na missão do governo brasileiro de transferir o papel fiscalizador para a própria sociedade. Por isso, não pode servir de bode expiatório para empresários, políticos e cidadãos que não assumem seus atos criminosos. Chega de hipocrisia!
A contabilidade é uma ciência nobre, e aqueles que a abraçaram merecem respeito. Afinal, hoje, assim como o médico está para a Saúde e o advogado para a Justiça, o profissional e empresário contábil está para o Empreendedorismo.

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