Arquivo do dia: 08/11/2011

Ji-Paraná recebe Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele

Ji-Paraná recebe no dia 26 de novembro, sábado, a 13ª edição da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele (CNPCP), da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Os atendimentos acontecem de 9h às 15h, na Santa Casa de Misericórdia de Ji-Paraná (Rua das Pérolas, 1970, União Dois, 2º Distrito).

Na CNPCP de 2010, 63,28% das pessoas atendidas em Ji-Paraná disseram se expor ao sol sem proteção e 17,7% foram diagnosticadas com a doença, um número bem acima da média nacional, que é de 11,12%.

O câncer da pele é o mais frequente no Brasil, correspondendo a 25% de todos os tumores malignos registrados no país pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca). São estimados pelo Inca 113.850 novos casos para 2011, sendo a maioria para mulheres (60.440)

Mantendo o compromisso de alertar a população sobre os perigos do câncer da pele, tipo de câncer mais comum no Brasil, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realiza, no dia 26 de novembro, a 13ª edição de sua já tradicional Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele (CNPCP), com atendimento gratuito simultâneo em 23 estados e no Distrito Federal.

A campanha será realizada das 9h às 15h, ininterruptamente, em hospitais públicos credenciados, postos de saúde e tendas montadas em pontos de grande circulação. Os pacientes serão atendidos pelas equipes médicas e, apresentando suspeita de câncer da pele, serão encaminhados para tratamento totalmente gratuito. Nos postos, estão previstas atividades educativas, como aulas expositivas que trazem orientações sobre fotoproteção e como suspeitar do câncer da pele.

Os endereços dos locais de atendimento poderão ser consultados pelo site da SBD (www.sbd.org.br), e também gratuitamente pelo número 0800-7013187. A Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele atendeu cerca de 390 mil pessoas desde seu início, em 1998.

“Este tipo de câncer oferece a possibilidade de prevenção primária, ou seja, é possível impedir que ele aconteça. Este é o foco fundamental da campanha. As pessoas devem ser orientadas a não tomar sol de forma exagerada para evitar o câncer da pele. A prevenção secundária também é importante e é nosso objetivo com os atendimentos: diagnosticar precocemente a doença. Uma vez diagnosticado, este paciente deve ser acompanhado para a vigilância do câncer tratado e de outros que por ventura possam surgir”, explica o Dr. Marcus Maia, coordenador da CNPCP.

A data oficial da ação nacional é em novembro, mas desde o início de setembro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia conta também com o Tour de Prevenção do Câncer da Pele. Trata-se de um caminhão itinerante que terá percorrido, até o final do mês, dez cidades brasileiras realizando atendimentos à população, fazendo os diagnósticos e encaminhando os pacientes a serviços credenciados, para que possam passar pelo tratamento indicado.

“Esta campanha está entre as mais importantes ações sociais da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Ao longo destes 13 anos, vem se tornando cada vez mais abrangente, e mobiliza dermatologistas de todo o país. Esta mobilização, organizada pela SBD exige esforços e um esquema logístico bastante complexo, que são compensados pelo alto número de pacientes examinados e principalmente pelo fato de conseguirmos proporcionar o tratamento necessário àqueles atingidos pela doença”, comenta a presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Dra. Bogdana Victória Kadunc.

Números da campanha anterior

Em 2010, a CNPCP atendeu a 32.376 pessoas, sendo que as mulheres foram a maioria, com mais de 20 mil atendimentos (62%). Participaram da ação de conscientização da SBD quase quatro mil médicos em 168 postos de saúde do País. O Estado de São Paulo ficou à frente em número de assistências, com 9.681 consultas. Desse total, 1.043 pessoas (10,77%) apresentaram câncer da pele. Já a cidade de Manaus teve o maior índice de incidência da doença. Do total de pessoas examinadas, 76,54% confessaram tomar sol sem qualquer proteção e 35,19% foram diagnosticadas com câncer da pele.

No âmbito nacional, cerca de 300 indivíduo, o que corresponde a 0,9% do total, apresentaram melanomas malignos — considerado o câncer da pele mais perigoso, pois está associado a metástases e, consequentemente, a maiores índices de letalidade. O diagnóstico precoce é determinante para garantir a sobrevida nestes casos e assegurar a escolha do tratamento mais eficaz.

Câncer da Pele

O câncer da pele é o mais frequente no Brasil, correspondendo a 25% de todos os tumores malignos registrados no país pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca). Quando é diagnosticado precocemente, tem maior percentual de cura. São estimados pelo Inca 113.850 novos casos para 2011, sendo a maioria para mulheres (60.440).

Ao final de todas as atividades relacionadas à Campanha Nacional de Prevenção do Câncer da Pele de 2011, os números de atendimento de cada estado serão computados e passarão a integrar um banco de dados nacional, segmentado por regiões, sexo, idade e cor. A avaliação dos resultados é ponto muito importante do processo.

Tour de Prevenção

Desde o dia 03 de setembro, um caminhão percorre 10 mil km do Sul ao Norte do país oferecendo à população esclarecimentos e atendimento gratuito sobre cuidados e prevenção ao câncer da pele — o mais incidente entre os brasileiros, com expectativa de 110 mil novos casos em 2011, segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer). A partida aconteceu em Florianópolis, cidade que sediou o 66º Congresso Brasileiro de Dermatologia, onde o veículo foi apresentado aos cerca de cinco mil médicos inscritos no encontro. De lá, a primeira parada foi na cidade de São Paulo, com início aos atendimentos.

O caminhão volante percorre um trajeto que incluiu outras capitais como Palmas, São Luis, Teresina, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Salvador e Rio de Janeiro. Destas, as quatro primeiras receberam a visita inédita do Tour.No dia 26 de novembro, data oficial da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele, o Tour é encerrado no Rio de Janeiro, quando diversas ações acontecem simultaneamente no país.

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Não basta só ser séria ? Tem que parecer séria ?

Por Marli Gonçalves

Eu a vi, mas até demorei a reconhecer – dependi do letreiro. Na televisão, a jornalista amiga fazia tanta força para parecer bem séria que ganhou pelo menos uns dez anos a mais na expressão crispada. Ando meio invocada com essa infestação de conselhos para tudo e todos que anda por aí. O que é pior: as pessoas acreditam e tentam seguir à risca regras e manuais. Liberdade para as borboletas!

É uma ditadura do comportamento. Uma verdadeira armadura medieval. Tem de fazer isso e isso, pensar aquilo, usar tal coisa dessa maneira, assim, assado. Não pode tal; nem passar perto daquilo. A impressão é que em breve novamente florescerão os cursos de boas maneiras para moças, e aquelas escolas de donzelas que antes de sorrir levam as mãos aos lábios. Nada de brejeirices.

O resultado é que pelas ruas e telas vemos as mulheres que têm muito o que dizer, mas para ser ouvidas parece que precisam ficar e se mostrar sisudas, tipo braços cruzados, lábios duros “sem mostrar os dentes”, roupas clássicas em tons bem neutros. A cara não pode ter muita expressão, a não ser a da seriedade auto-imposta, e um certo mau humor do tipo “fique distante”. Uma coisa Dilma. Preocupa-me essa profusão de Dilmas, neste sentido, que estão aparecendo.

O outro resultado é a legião de iguais e mais iguais que vemos por aí. Mais que “Maria vai com as outras”, formas de aceitação e submissão. Canso de ver matérias de revistas e sites renovando mês após mês, igual menstruação, ensinamentos, “dicas” (como chamam para buscar torná-las mais palatáveis) de como se dar bem, como melhorar rendimentos, como crescer na firma, como-isso-como-aquilo. Sabe como é, não? Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Parece que estão conseguindo convencer o povo de que isso tudo é bom.

São listas e listas que chegam ao cúmulo de gastar espaço para perguntar a homens o que acham da cor de esmalte das unhas das mulheres… das unhas dos pés! Homens são vítimas também, bem sei, mas eles se importam muito menos com críticas alheias às suas vontades, e a grande maioria vive bem, mais livre de fantasmas. Homens mais velhos ganham charme com seus cabelos prateados, grisalhos, e em geral algum dinheiro a mais no bolso. Dependendo da carteira podem tudo – até ser jecas. Também são alvo dos manuais de comportamento, mas uma certa rebeldia pode até vir a contar pontos.

Já às mulheres, por sua vez, depois de tantas batalhas duras que tivemos pelo reconhecimento de nossas especificidades, direitos, e lugar ao Sol, estão sobrando virar massa de manobra. Inclusive de outras mulheres interessadas em vender suas receitas prontas de bolo, como se todas fossem uma massa pronta a por no forno, subir com o fermento e desenformar, servindo suas fatias à sociedade.

Voltam aos primórdios da comportada Pompéia, sofrendo com o marido imperador César, em seu original: “Não basta que a mulher de César seja honrada; é preciso que sequer seja suspeita”.

Querem coisa mais dominadora do que isso?

Por fatos assim nossas revolucionárias hoje são bem outras. É Lady Gaga, que faz milhões aparecendo até com vestidos de carne e alface; são as ucranianas que para berrar contra qualquer coisa tiram a blusa. É a Hebe doida para dar selinhos. É a Marília Gabriela brincando com óculos diferentes e as mãos grandes que desenham as perguntas no ar. É a atriz Lilian Cabral arrasando como Griselda Pereirão.

Ando começando a ficar preocupada se, para sermos livres sem que ninguém ache que não somos sérias, vamos ter de começar a nos travestir. Essa concorrência é que vai ser séria.

São Paulo, o lugar para ser diferente, 2011

(*) Marli Gonçalves é jornalista. Muito séria, embora não pareça, nem queira ser mulher de César. Está treinando fazer cara de paisagem. 

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