Arquivo do dia: 07/11/2011

Marinha do Brasil faz "blitz" no rio Madeira

A Marinha do Brasil apreendeu um total de 179 embarcações em menos de um mês na região amazônica. A ação faz parte da operação “Madeira”, deflagrada para garantir a segurança da navegação nos trechos críticos do rio, no período de seca. A fiscalização iniciou no último dia 26 de outubro, após denúncias sobre os riscos causados pelo posicionamento de “dragas” no percurso da hidrovia.

O Comando do 9º Distrito Naval recebeu denúncias sobre o uso de arma pelos proprietários das dragas para inibir a aproximação de embarcações grandes, tais como empurradores e balsas, prejudicando a passagem de comboios.  A atividade de extrativismo mineral é comum na região no período de vazante, quando a navegação fica mais restrita devido à redução da profundidade e estreitamento do rio. As dragas são usadas na atividade, mais escassa em períodos de cheia, devido ao aumento da profundidade para a dragagem.

A Marinha conta com o auxílio de dois agentes da Polícia Federal. À bordo de lanchas, eles fiscalizam as embarcações em conjunto com os Inspetores Navais. Os policiais também monitoram denúncias de prostituição infantil e de tráfico de drogas na região do Madeira. O Navio-Patrulha Fluvial “Roraima” (P-30), um Helicóptero modelo Esquilo, a Agência-Escola Flutuante “Mutirum II”, três Lanchas de Apoio ao Ensino e Patrulha e duas Lanchas de Ação-Rápida, além de três destacamentos de Fuzileiros Navais são empregados na operação.

Até o último sábado (05), 284 dragas foram inspecionadas, sendo 203 notificadas e 168 apreendidas por apresentarem irregularidades junto a Capitanias, Delegacias e Agências da Marinha do Brasil. Mais de 40 infratores já procuraram a Delegacia Fluvial de Porto Velho e a Agência Fluvial de Humaitá para regularizar as embarcações. A Marinha deu prazo de 90 dias para os proprietários realizarem ajustes nas notificações emitidas durante as fiscalizações.

Para o Capitão dos Portos da Amazônia Ocidental, Odilon Leite de Andrade Neto, o mais importante é o restabelecimento da segurança da navegação na região, e consequentemente da salvaguarda da vida humana, na calha do rio Madeira. Segundo ele, a atuação da aeronave subordinada ao 3º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral, é fundamental para o esclarecimento das áreas a serem percorridas.

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Marinha do Brasil faz “blitz” no rio Madeira

A Marinha do Brasil apreendeu um total de 179 embarcações em menos de um mês na região amazônica. A ação faz parte da operação “Madeira”, deflagrada para garantir a segurança da navegação nos trechos críticos do rio, no período de seca. A fiscalização iniciou no último dia 26 de outubro, após denúncias sobre os riscos causados pelo posicionamento de “dragas” no percurso da hidrovia.

O Comando do 9º Distrito Naval recebeu denúncias sobre o uso de arma pelos proprietários das dragas para inibir a aproximação de embarcações grandes, tais como empurradores e balsas, prejudicando a passagem de comboios.  A atividade de extrativismo mineral é comum na região no período de vazante, quando a navegação fica mais restrita devido à redução da profundidade e estreitamento do rio. As dragas são usadas na atividade, mais escassa em períodos de cheia, devido ao aumento da profundidade para a dragagem.

A Marinha conta com o auxílio de dois agentes da Polícia Federal. À bordo de lanchas, eles fiscalizam as embarcações em conjunto com os Inspetores Navais. Os policiais também monitoram denúncias de prostituição infantil e de tráfico de drogas na região do Madeira. O Navio-Patrulha Fluvial “Roraima” (P-30), um Helicóptero modelo Esquilo, a Agência-Escola Flutuante “Mutirum II”, três Lanchas de Apoio ao Ensino e Patrulha e duas Lanchas de Ação-Rápida, além de três destacamentos de Fuzileiros Navais são empregados na operação.

Até o último sábado (05), 284 dragas foram inspecionadas, sendo 203 notificadas e 168 apreendidas por apresentarem irregularidades junto a Capitanias, Delegacias e Agências da Marinha do Brasil. Mais de 40 infratores já procuraram a Delegacia Fluvial de Porto Velho e a Agência Fluvial de Humaitá para regularizar as embarcações. A Marinha deu prazo de 90 dias para os proprietários realizarem ajustes nas notificações emitidas durante as fiscalizações.

Para o Capitão dos Portos da Amazônia Ocidental, Odilon Leite de Andrade Neto, o mais importante é o restabelecimento da segurança da navegação na região, e consequentemente da salvaguarda da vida humana, na calha do rio Madeira. Segundo ele, a atuação da aeronave subordinada ao 3º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral, é fundamental para o esclarecimento das áreas a serem percorridas.

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