Arquivo do mês: outubro 2011

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“O tempero quem faz é a fome!”

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Sem filhos, uni-vos !

Por Marli Gonçalves

Eu preciso voltar a esse assunto, mas desta vez será por outro ângulo. Desta vez defenderei diretamente a opção, que também é sexual no fundo, e que vem sendo vítima de preconceitos pesados, além de insinuações sobre tristezas quase dramáticas e terríveis frustrações que acometeriam os “desfilhados”. Qual o problema de não fazer crianças, de não querer fazer, e de viver sem ter feito?

Faz uns quinze dias que ando sentindo uma pontadinha bem chata, de alguma coisa tentando perturbar a minha natural ordem das coisas. Como se algo estivesse tentando me espezinhar, a mim e a muita gente que conheço e admiro. Tem acontecido toda vez que estou perto de uma televisão ligada, ou lendo o jornal sobre as últimas novidades no caso da união civil de parceiros do mesmo sexo. Demorei um pouco a reconhecer o que era que os meus ouvidos escutavam e não assimilavam. E era um monte de besteiras, um saco delas. Mais uma vez não dá para calar e deixar passar.

Tipo os tais adesivos da familinha feliz, toda hora aparece uma besta (bestas fêmeas e bestas machos, incluindo um Ratinho Júnior.) falando na importância da família. Até aí, vai, tudo bem, que família, seja qual for a que a gente compõe, é legal. Até a família Lego é legal. Tem a família urso, a família das plantas … Mas logo vem a imagem que uns zinhos aí ilustram de forma didática, simplista e tatibitati: um homenzinho mais uma mulherzinha mais coraçãozinho igual a uma criança, duas crianças, três crianças. De enjoar. Enjoo toda vez que vejo e garanto: não é gravidez. Resolvi há muito tempo que não teria filhos. Não os tive. E não sou nem melhor nem pior por isso. Mas exijo respeito à minha opção e que é opção de tanta gente, incluindo decisões de casal.

O coitadinho do peixinho utilizado como símbolo pelo tal Partido Social Cristão, o PSC, e aquelas suas propagandas que dão engulhos dos mais reais, insistem, com uma cara de pau que faz por merecer um bom controle remoto nos cornos, zapeando eles. É como se para essa gente que se intitula cristã na hora que quer voto e adeptos só sejam considerados “família”, ou que entendam o seu significado, os que têm filhos, papai com mamãe mais negocinhos. Homem mais mulher fazendo o que o peixinho manda: sexo para crescer e se multiplicar. Para eles deve ser questão de preservação de espécie animal e de seus bandos. Só pode ser. Acho mesmo que quem tem que crescer e se multiplicar antes de dar conselhos moralistas são os próprios, entre os quais se procuramos encontraremos vários degenerados.

Mas a coisa não acaba aí. Essa semana um grande jurista, que tem o direito de ser contra o casamento gay, mas não o direito de baixar normas, andou falando a mesma bobagem. Que união só pode ser entre homem e mulher porque esses podem procriar. E se não quiserem? Deixarão de ser casal? Deixarão de serem considerados socialmente? É essa divisão que está sendo pregada?

Nunca tinha me interessado antes em pesquisar sobre esse assunto que para mim é natural, e que acompanhei a vida inteira só observando o mundo à minha volta, basicamente. Então fiquei muito surpresa com o que achei, claro que pela asas da internet onde a gente estica a mão e o táxi do conhecimento para e abre a porta para você entrar. Nessa, descobri uma “organização” radical, chamada Sem Filhos, a Child Free Life Style (http://www.semfilhos.org/), e que prega o orgulho pela opção. Para vocês terem idéia o logotipo é aquela imagem da cegonha carregando uma trouxinha bebê, ao contrário, indo para a esquerda, e riscada em diagonal. Parece coisa de gringo, deve ser, mas foi adaptada e o que eu gostei mais foi o destaque que dão à expressão Sem filhos por opção.

Chamei de radical porque eles tiveram a pachorra de listar dezenas de “bons motivos” para resolver não ter os pequeninos. Um deles: eles, os fedelhinhos filhos, crescem. Quer outros motivos que eles lembram? Crianças custam caro; Tem crianças demais na Terra; Desnecessário para perpetuação da espécie (já são 8 bilhões de seres humanos no mundo); Crianças são capazes de colocar os pais em situação de vexames na rua; Filhos são como alto-falante de pedir coisas; O filho é um ser humano como outro ser qualquer então dele se pode esperar de tudo, inclusive fazer mal aos pais; Criança boa só tem duas: aquela que já fomos e a dos outros; Colocar alguém no mundo só pra ele cuidar de você na velhice, e atender seus projetos pessoais é egoísta e mesquinho; Ter filhos é igual piscina gelada, depois que o primeiro tonto entra, fica falando para os outros: – Pula que a água tá boa! Eles também deram destaque na página à informação que “500 mil mães morrem durante o parto todos os anos”. Maldade…

Querem mais ou chega?

Mas tem mais reclamação sim. Primeiro que os “sem filhos” têm que ficar mais espertos porque estamos sendo chamados diariamente de cidadãos de segunda classe. Depois, até a novela das nove, a que faz a cabeça das pessoas, está mostrando uma mulher bem resolvida que resolveu “pirar” e ter um filho já com mais de 40 anos de idade. Uma opção real e respeitável. O legal é exatamente isso: quem resolveu não ter filhos pode “desresolver”. Pode buscar por inseminação artificial, por adoção, pegar para criar, em qualquer altura da vida. Mas quem os teve e mudou de idéia não pode simplesmente devolvê-los. O que faz com que tratem os que tiveram com casca grossa, criando monstrinhos problemáticos e distribuindo-os para a sociedade.

A novela anda discutindo isso, em sua ficção. Tudo bem. E está misturando coisas no mesmo caldeirão, onde até uma médica decidida que nunca teve filhos e que agora resolveu criar um sobrinho, está virando bruxa má: trabalha com fertilização in vitro e quer manter os avós maternos do menino (umas pestes os velhinhos) bem longe dele.

Pergunte, no entanto, às pessoas mais simples, para quem elas estão torcendo. Chamam a médica de tia, de solteirona recalcada, e daí para pior. Estou vendo. Observando bem.

Já senti – e ainda sinto muito – esse preconceito. Na própria pele. De gente que sempre quis cuidar do meu útero, esquecendo do próprio.

Essa coisa, essa visão ultrapassada, até vinha melhorando ultimamente. Mas parou de progredir. Assim, sem-filhos! Uni-vos! E multiplicai-vos!

São Paulo, onde não está cabendo mais ninguém, 2011(*) Marli Gonçalves é jornalistaSolteira, sem filhos. Opções feitas nos dois campos. Mas quem me conhece sabe que sou mais exemplo de família do que todos esses pregadores com peixinho na lapela..

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“Se vegetarianos amam tanto assim os animais, por que eles comem toda comida dos pobrezinhos?”

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“Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.” (Shakespeare)

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Erro e perdão

Por Célio Pezza

O antigo presidente Juscelino Kubitscheck dizia que costumava voltar atrás, pois não tinha compromisso com o erro. Esta frase diz tudo. Errar faz parte de nossa vida e o aprendizado com estes erros faz com que aumente a nossa experiência e nos torne capaz de não cometer pelo menos o mesmo erro novamente.

Existem escolas que dizem que o erro é fundamental, apesar de nos trazer dissabores. Quando você erra você se questiona e este questionamento pode gerar uma mudança, crescimento e satisfação. Por outro lado tem muita gente que acha que não erra simplesmente porque não faz nada. Estes passam a vida comentando e criticando os erros dos outros e nunca assumem nada. A responsabilidade é sempre do governo, do funcionário de outro setor, do vizinho, enfim, do outro. Estes nunca se corrigem, pois acham que não erram e mesmo quando percebem não assumem seus erros.

Alguns ainda dizem que erraram por culpa do outro. Por outro lado, também é importante saber perdoar os erros dos outros e também os nossos. Isto mesmo. Perdoar a si próprio. Existem estatísticas que indicam que grande parte de doenças são de origem emocional e destas, a grande maioria é pela falta de perdoar. Quando achamos que alguém nos ofendeu e não conseguimos perdoar, isto fica remoendo o nosso consciente e causando distúrbios no nosso metabolismo, tais como ansiedade, depressão, insônia, hipertensão e muitos outros.

Isto vale para todos os relacionamentos, quer sejam profissionais ou dentro de nossa casa e variam de acordo com o que a pessoa representa para você. Por exemplo, se um bêbado lhe diz um monte de besteiras na rua, você não liga, pois nem sabe quem é o infeliz e logo esquece o acontecido. Se acontecer o mesmo com alguém muito conhecido ou mesmo querido, a situação muda completamente e você se magoa.

Por outro lado, é aí que mais precisamos perdoar. Provavelmente esta mesma pessoa que lhe magoou também já lhe deu muitas alegrias e entender um erro e perdoar é importante para bem viver. O médico e acupunturista Dr. Alexandre Massao Yoshizumi da Universidade de São Paulo diz que quando não há o perdão, os sentimentos e pensamentos costumam ser repetitivos sobre o assunto, e isto gera uma estagnação da energia, um tipo de curto circuito emocional que nos impede de ir adiante.

Quando ocorre o verdadeiro perdão, a pessoa permite que a energia flua dentro dela, desintoxicando os órgãos atacados. Por exemplo, o fígado é atacado pelos sentimentos fortes de raiva, mágoa e frustração e livrando-se deles, a doença pode desaparecer. Não devemos nos envergonhar em corrigir nossos erros, mudar de opinião e perdoar. Isto nos fará mais felizes e saudáveis

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Tem Grêmio x Flamengo, no Olímpico

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Tebowing : e dá-lhe bobagem !

A última do gênero tinha sido o Planking, lembram ? Os caras que apareciam deitados de cabeça prá baixo em fotos nos locais mais inusitados. Agora, a febre do momento nas redes é o Tebowing, em que as pessoas tiram fotos de jelhos, colocando o punho sob a testa. Qual será a próxima bobagem ? Façam suas apostas, o mundo está girando…

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“Ninguém é tão feio como na identidade, tão bonito como no Orkut, tão feliz quanto no Facebook, tão simpático como no Twitter, tão ausente como no Skype, tão ocupado como no MSN e nem tão bom quanto no Currículo.” (Miriam Suminski)

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"Rondon e a cartografia", um documentário de Cacá de Souza

A contribuição de Rondon à cartografia brasileira é inestimável. Ainda hoje rende frutos preciosos para a consolidação das fronteiras no país: tramita no Supremo Tribunal Federal uma contenda entre os estados de Mato Grosso e o Pará em torno de suas divisas. Entre as provas apresentadas para resolver a questão estão os marcos e referências limítrofes fixados por Cândido Rondon, em sua missão entre os anos de 1917 e 1922. O média metragem de Cacá de Souza apresenta um rico material fotográfico, cinematográfico e cartográfico realizado pelo próprio Rondon e seus auxiliares. Nas longas missões pelo interior do país que estenderam por mais de 5 décadas foram reunidas informações e referências geográficas e antropológicas relevantes e precisas para o desbravamento do interior do país. Seus resultados deram ao marechal mato-grossense Cândido Rondon reconhecimento internacional.  Os fotogramas e mapas apresentados no vídeo foram recolhidos em instituições como o Museu Histórico e Serviço Geográfico do Exercito, Arquivo Nacional, Museu do Índio, Museu Americano de História Natural e da Sociedade Geográfica Americana, durante os 14 meses de produção do documentário. Foram gravadas participações de cientistas, historiadores e pesquisadores brasileiros e americanos, realizadas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Rio de Janeiro, no Brasil, e New York, nos EUA. O projeto, aprovado pelo Ministério da Cultura, tem o patrocínio da Eletrobrás.

Cacá de Souza realiza com “Rondon e a Cartografia”, seu segundo trabalho da trilogia sobre Candido Mariano Rondon, brasileiro exemplar, reconhecido internacionalmente por sua contribuição às ciências. O primeiro vídeo, “Roosevelt – Rondon “A Expedição”, de 1999, retratou a expedição cientifica realizada no Brasil entre os anos de 1913 e 1914 e sua repercussão intencional. O terceiro abordará a construção das linhas telegráficas que interligaram e integraram o Brasil, nas primeiras décadas do século XX.

Para divulgar a vida e a obra de Rondon está no ar o site www.candidorondon.com.br

O lançamento do vídeo-documentário com 32 minutos de duraçâo acontece na terça-feira,  01 de novembro de  2011
no Sesc Arsenal – Rua 13 de Junho, Cuiabá-MT, as 19 horas. Contatos com o autor pelos fones (65) 3023 2896 / 9244 1786 ou e-mail   e.caca@terra.com.br. Assessoria da Valéria del Cueto, fone (65) 8142 2747 ,    http://twitter.com/delcueto

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“Rondon e a cartografia”, um documentário de Cacá de Souza

A contribuição de Rondon à cartografia brasileira é inestimável. Ainda hoje rende frutos preciosos para a consolidação das fronteiras no país: tramita no Supremo Tribunal Federal uma contenda entre os estados de Mato Grosso e o Pará em torno de suas divisas. Entre as provas apresentadas para resolver a questão estão os marcos e referências limítrofes fixados por Cândido Rondon, em sua missão entre os anos de 1917 e 1922. O média metragem de Cacá de Souza apresenta um rico material fotográfico, cinematográfico e cartográfico realizado pelo próprio Rondon e seus auxiliares. Nas longas missões pelo interior do país que estenderam por mais de 5 décadas foram reunidas informações e referências geográficas e antropológicas relevantes e precisas para o desbravamento do interior do país. Seus resultados deram ao marechal mato-grossense Cândido Rondon reconhecimento internacional.  Os fotogramas e mapas apresentados no vídeo foram recolhidos em instituições como o Museu Histórico e Serviço Geográfico do Exercito, Arquivo Nacional, Museu do Índio, Museu Americano de História Natural e da Sociedade Geográfica Americana, durante os 14 meses de produção do documentário. Foram gravadas participações de cientistas, historiadores e pesquisadores brasileiros e americanos, realizadas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Rio de Janeiro, no Brasil, e New York, nos EUA. O projeto, aprovado pelo Ministério da Cultura, tem o patrocínio da Eletrobrás.

Cacá de Souza realiza com “Rondon e a Cartografia”, seu segundo trabalho da trilogia sobre Candido Mariano Rondon, brasileiro exemplar, reconhecido internacionalmente por sua contribuição às ciências. O primeiro vídeo, “Roosevelt – Rondon “A Expedição”, de 1999, retratou a expedição cientifica realizada no Brasil entre os anos de 1913 e 1914 e sua repercussão intencional. O terceiro abordará a construção das linhas telegráficas que interligaram e integraram o Brasil, nas primeiras décadas do século XX.

Para divulgar a vida e a obra de Rondon está no ar o site www.candidorondon.com.br

O lançamento do vídeo-documentário com 32 minutos de duraçâo acontece na terça-feira,  01 de novembro de  2011
no Sesc Arsenal – Rua 13 de Junho, Cuiabá-MT, as 19 horas. Contatos com o autor pelos fones (65) 3023 2896 / 9244 1786 ou e-mail   e.caca@terra.com.br. Assessoria da Valéria del Cueto, fone (65) 8142 2747 ,    http://twitter.com/delcueto

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Imprensa nacional repercute morte do jornalista Nelson Townes

Com a manchete “Nelson Gonçalves Townes de Castro (1948-2011) – Jornalista pioneiro em Rondônia” o repórter Estevão Bertoni, da Folha de São Paulo repercutiu a morte de Townes neste domingo último. Contando fatos pitorescos de sua carreira, o jornal paulista on-line mostrou respeito pelo jornalista de texto preciso e verdadeiramente investigativo.  Não é prá qualquer foquinha metido a besta uma homenagem destas. Veja aqui na íntegra a matéria da Folha de S. Paulo.

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Coisas da net

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Superinteressante

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Enquanto isso, em Manaus…


A ponte sobre o Rio Negro, no Amazonas, tem 3.595 metros e liga as cidades de Manaus e Iranduba (a 27 quilômetros da capital).  A obra teve custo total de R$ 1,099 bilhão. É a  primeira ponte de grandes dimensões construída sobre um rio em solo amazônico é também a maior ponte estaiada (com 400 metros de trecho suspensos por cabos) do Brasil em águas fluviais e a segunda no mundo, atrás apenas da ponte sobre o rio Orinoco, na Venezuela. Bacana, hein ? Enquanto isso em Porto Velho, uma certa ponte sobre o Rio Madeira…

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Frenéticos de toda sorte

Por Marli Gonçalves

Você tem o hábito de olhar para as coisas e pessoas ao seu lado, ou do lado de fora das janelas? Repara na azáfama que nos faz parecer um bando de formiguinhas laboriosas? Registra algumas destas cenas e nem sabe bem por causa de quê? Será que é essa velocidade o que está nos atropelando?

Quase todos os dias eu a vejo. Usa uns óculos de armação pesada, baixinha, tem pernas bem grossas que se raspam no andar e parece um tanquinho no passo célere e constante. Está sempre de shorts. Engraçado é que eu a vejo em todos os caminhos das imediações – eu mudo o caminho, mas ela está lá, ou de dia ou de noite. De costas parece uma menina, mas um dia eu quis ver mesmo como era e, surpresa, não é jovem, e não para nunca, não se detém, não olha para os lados. Deve andar, andar, andar, dezenas de quilômetros. Não é pela forma, porque está sempre igual, ano após ano, raspando as pernas duras e volumosas entre as coxas. Será que ela só relaxa assim?

Tenho pensado em formas alternativas de relaxamento e em como anda difícil conseguir descansar de verdade. Nós, jornalistas, temos o problema de levar nosso trabalho na cabeça, tal qual Carmen Miranda, mas são outras bananas e chocalhos que nos pesam. Então é como se trabalhássemos o tempo inteiro, e não sei se quem não tem o trabalho intelectual consegue entender isso. Somos como os pintores, os poetas, os criadores – nossa inspiração está no viver, nas ruas, nos sons das sirenes. Não dá para ser diferente, e desista se não gostar de carregar esse fardo.

Pensar cansa. Não cessa. Cansa. Com a internet piorou. Apareceu um monte de maquininhas substitutas, parafernálias e seus aplicativos. Morreu a recadeira, a secretária eletrônica que piscava (ou não) para a gente quando abríamos a porta de casa. Hoje ninguém mais deixa recado nem na caixa postal do celular. Continua procurando você, no fixo, no Face, no MSN, GPS, Skype, Viber. Às vezes me sinto caçada, sem escapatória, vigiada. É o tempo inteiro pensando no que acontece, nas soluções ou falta de soluções, nas respostas às perguntas que virão. No que vai ser e no que vou ler ou escrever, se efêmero será ou quão profundo calará para alguém.

A minha é uma vida de cidade grande. Eu e outros tantos milhões de agitados.

Você que está aí lendo, talvez no meio do mato, defronte de alguma praia, ou numa vila tranquila – talvez até esteja aí justamente porque cansou ou nem quis pagar para ver. Pode estar também entre os “eleitos”, aqueles que nasceram voltados para a Lua, quando todas as coisas fluem suaves para os seus braços. Delícia ter mais tempo para
pensar, soltar a cabeça. Você faz isso, aproveita?

Nesses frenéticos dancing days estamos instados à sofreguidão. Uma notícia bate a outra. O ditador é morto em praça pública; e a praça pública está ocupada em vários países; o carro-forte faz puff com 10 milhões; declarações vão e vêm, entre acusados e acusadores; motoristas bebem muito e matam guiando as suas armas potentes e tecnológicas de quatro rodas, e que por isso mesmo requerem mais apuro e equilíbrio, o que falta aos bêbados imprudentes em apuros. Tudo é touch screen, 3D, eletrônico, smart, sem fio, mas os comandos continuam humanos e falhos.

Como se distrair? Ouvindo uma música, lendo um livro. Sim, mas onde, se há barulho e agitação partout, e se pode haver uma arma apontada para sua cabeça pela janela aberta, ou uma invasão de mercenários sem qualquer credo porta adentro de sua casa?

Pensar em descansar agora até me faz rir de mim mesma. Vê se isso é hora de pensar no assunto: pleno fim de ano, dias não tão iguais aos outros porque já exigem mais. Resultados, balanços, fechamentos, planos, prospecções, definições. Cobranças e pagamentos. Novas dívidas.

Você já vê isso espalhado nas ruas de todo o mundo, planeta que gira junto em seu padrão globalizado. Novembro está na porta, cheio de datas. Tem até proclamação. Além de mortes e mortos, que passaram pelas nossas vidas, nos antecederam neste chicote maluco, nem sempre tão colorido como o mexicano.

Vou escolher a melhor data, a do dia primeiro, Dia de Todos os Santos. Só apelando para eles.

São Paulo, quase travando, quase parando, uma cidade quase, 2011.

(*) Marli Gonçalves é jornalista. Radar sempre ligado. Operando com comandos visuais, sem piloto automático. .

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Ingra Liberato apresentará o Cineamazônia, em novembro

Está confirmada a presença da atriz Ingra Liberato no Festcineamazônia® – Festival Latino Americano de Cinema e Vídeo Ambiental. Consagrada no cinema, teatro e televisão, Ingra será a mestre de cerimônias da 9ª edição do Festival – que acontece de 15 a 19 de novembro, no Teatro Banzeiros em Porto Velho (RO). O evento conta com o patrocínio da Oi e apoio do Oi Futuro pelo segundo ano consecutivo.
 A carreira da atriz começou aos 7 anos de idade quando interpretou uma sereia no curta-metragem “Ementário” (1973), com roteiro de sua mãe Alba Liberato e dirigido por seu pai Chico Liberato.  Na extinta Rede Manchete atuou na novela “Pantanal”, mas consagrou-se em “A História de Ana Raio e Zé Trovão”, sendo a protagonista Ana Raio ao lado de Almir Sater (Zé Trovão). Na Rede Globo participou de novelas e mini-séries: “Tieta” (1989), “Quatro por quatro” (1994), “Decadência” (1995), A Indomada (1997), “Meu Bem, Meu Mal” (1990), e “O Clone” (2001).
 Foi premiada com o Kikito no Festival de Cinema de Gramado (RS), na categoria Melhor Atriz por sua atuação no filme “Valsa Para Bruno Stein” (2007). Pelo longa-metragem “Dois Córregos” (1999) recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Cuiabá e no Festival de Cinema de Santa Maria da Feira, em Portugal. Acumula ainda outros prêmios em festivais de cinema.

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Nota triste : morre o jornalista Nelson Townes, em Porto Velho

Faleceu na manhã deste domingo, no Hospital Prontocor, o jornalista Nelson Townes de Castro, de 60 anos de idade e 41 de profissão. Townes lutava contra um câncer, descoberto há pouco tempo atrás. O jornalista, o maior vencedor de Prêmios SINJOR , premiação concedida anualmente pelo Sindicato dos Jornalistas de Rondônia, foi repórter da Folha de São Paulo e depois correspondente do jornal Estado de São Paulo em Rondônia.  Participou de diversos projetos jornalísticos, dentre eles o jornal A Palavra, em Vila de Rondônia, numa parceria com o também jornalista Diógenes Xavier, o Dió. Trabalhou na implantação da pioneira TV Cultura, canal 11 em 1974, a primeira emissora de TV de Rondônia ,então Território Federal, a histórica antecessora da TV Rondônia, canal 4 e também na TV Educativa, Canal 2, ambas extintas. Foi chefe de redação e repórter especial dos principais jornais rondonienses, extintos ou sobreviventes, como Última Hora, A Tribuna, Alto Madeira e o O Estadão.

Nelson Townes foi o repórter que realizou a primeira transmissão on line de notícias em tempo real neste Estado, em 1970, num tempo em que não havia Internet.  Foi através do telégrafo sem fio, em código Morse, que Townes transmitiu, em tempo real para o jornal “O Guaporé”, a mais de mil quilômetros de distância em Porto Velho, a notícia de que o navio que transportava pelo rio Guaporé o então governador do Território de Rondônia, Marques Henriques, estava desgovernado a deriva no rio, por ter perdido a hélice. Townes também estava a bordo, como enviado especial do jornal, e datilografou o texto numa pequena “Olivetti Lettera 22”, que incluíra em sua bagagem. Depois, Nelson Townes entregou o texto ao telegrafista do barco que o transmitiu em Código Morse para a estação telegráfica do governo em Porto Velho.. O texto foi copiado e entregue imediatamente ao redator de plantão no “O Guaporé”.

O jornalista  protagonizou, juntamente com o atual advogado Dílson Machado Fernandes e o servidor público Dimas Queirós de Oliveira, na época membros da assessoria de imprensa do então governador do território, o saudoso coronel João Carlos Marques Henriques (recentemente falecido), o primeiro programa de televisão da história rondoniense – um “talk show” que foi ao ar por acidente, escandalizou metade da cidade e deixou a outra metade rindo sem parar.  Era um teste de transmissão da TV, e os três – acreditando que era uma transmissão em circuito fechado, e ignorando que a transmissão estava vazando e sendo captada por milhares de pessoas – xingaram todas as figuras mais importantes de Rondônia, incluindo o próprio governador.
Em recente entrevista a Sérgio Mello do programa Papo News, Nelson Townes lembrou o início de sua carreira e sua primeira reportagem como jornalista profissional. Disse que a primeira pauta que recebeu ao ser contratado como repórter pelo jornal “O Liberal” de Belém (seu primeiro emprego como jornalista registrado na Carteira de Trabalho, em 1968) foi a de fazer uma reportagem dentro do hospício “Juliano Moreira”, da Capital paraense.
A missão era a de passar um dia inteiro convivendo com os loucos do hospital, submetidos a uma nova forma de tratamento, a terapia ocupacional.
Townes esqueceu-se de dizer que sua primeira reportagem resultou no primeiro elogio público de sua carreira, que ao longo dos anos vem sendo marcada por prêmios e homenagens (em Rondônia, é o jornalista com o maior número de troféus do Prêmio Sinjor de Jornalismo – 4, sendo 3 por matérias da categoria meio ambiente.)

O velório acontece na Funerária Ramos, situada na Av. Sete de Setembro,2021, no bairro Nossa Senhora das Graças e o enterro está previsto para a manhã desta segunda-feira (25).

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“Nao seria maravilhoso um mundo em que as bibliotecas fossem mais importantes que os bancos?” (Mafalda, Quino)

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Rondônia ganha mais um inquilino ilustre : Polegar

Desta vez é o traficante Alexander Mendes da Silva, o Polegar, de 37 anos.  Chefe do tráfico da Mangueira , Polegar foi preso no Paraguai e chegou ao Rio nesta sexta-feira(21). A seguir, o ilustre inquilino irá embarcar na ponte aérea  Bangu 1-Porto Velho, possivelmente ainda nesta semana. Em 2001, Polegar comandou uma das ações mais ousadas envolvendo criminosos no Rio quando com uma carreta derrubou  a parede da Polinter  para libertar presos do Comando Vermelho. Polegar não deverá ter vida fácil em Porto Velho, pois por estas bandas até professor universitário vai em cana por protestar durante uma greve.

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“Se você é feio, pobre, burro, e mesmo assim tem um monte de mulher dando em cima de você, só tem uma explicação: Você mora embaixo de um puteiro.”

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Fim do mundo é adiado para amanhã

O evangélico Harold Camping, do movimento “Family Radio Worldwide” refez as suas contas e anunciou esta sexta-feira (21) como o Dia do Julgamento. Segundo Camping, a antiga data de 21 de maio prevista para o fim do mundo foi fruto de um erro de interpretação da Bíblia. Naquela dia milhares de trouxas, quer dizer…, de seguidores do pastor californiano de 89 anos, que acreditaram nas suas profecias abandonaram seus empregos, seus bens e seus lares. Aproveite a oportunidade : já que o fim do mundo está próximo, elimine os embusteiros que cercam sua vida.

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Louvemos a quem nos louva para abonarmos o seu testemunho. (Marquês de Maricá)

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Nós, os gatos…

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A música do fim-de-semana

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4 estações

 

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” Há algumas pessoas que falam um instante antes de pensar. ” Jean de la Bruyère

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Chico, para quem gosta

Belo Horizonte, no Palácio das Artes, de 5 a 8 de novembro

Porto Alegre ,  28 e 29 de novembro, no Teatro do Sesi.

Curitiba,  Teatro Guaíra, de 15 a 18 de dezembro

Rio de Janeiro,  no Vivo Rio, de 5 a 29 de janeiro – 2012

São Paulo, no HSBC Brasil, de 1 a 25 de março – 2012

Simples assim…

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Nota triste : documentarista Adrian Cowell morre em Londres , de insuficiência respiratória

Adrian Cowell ( de camisa listrada) ao lado de Vicente Rios, seu companheiro eterno, Rudney Prado (camisa amarela) e Beto Bertagna, trocando idéias num buteco ao lado do cine Veneza.

Adrian Cowell ( de camisa listrada) ao lado de Vicente Rios, seu companheiro eterno, Rudney Prado (camisa amarela) e Beto Bertagna, trocando idéias num buteco ao lado do cine Veneza, em Porto Velho, Rondônia

Em matéria assinada por Felipe Milanez, a revista Carta Capital traz uma notícia muito triste para os rondonienses e amazônidas em geral.

Diz a matéria : “Morreu nesta segunda-feira 10, de insuficiência respiratória, em Londres, o documentarista Adrian Cowell. Com um trabalho histórico de registro da destruição da Amazônia, ele estava vindo ao Brasil, onde chegaria dia 12, para finalizar a versão brasileira do filme Killing For Land(Matando pela terra, em tradução livre), inédito aqui, que aborda a violência no sul do Pará.   Aos 77 anos, Cowell seguia filmando.
Cowell foi companheiro dos irmãos Villas Boas em expedições antes mesmo da criação do Parque Indígena do Xingu, registando tanto o cotidiano dos índios, quanto o trabalho dos sertanistas e as ameaças, por garimpeiros e fazendeiros. Trabalhou também com Apoena Meirelles, outro grande sertanista, no contato dos índios uru-eu-wau-wau, em Rondônia. Filmou, quase ininterruptamente, por 50 anos no Brasil. Seu trabalho começou em 1958, quando ainda era estudante. Foi mais intenso, sobretudo, nos anos 1980, quando fez a premiada série para TV “A Década da Destruição. E todo o seu trabalho, que são mais de sete toneladas de filmes, foi doado para a PUC de Goiás, para o Brasil, onde a consulta está disponível. O Acervo Adrian Cowell é um material fabuloso constituído de filmes 16 mm, fitas de vídeo, áudios, cassetes, slides e diários de campo sobre a Amazônia. (Informações no site http://imagensamazonia.pucgoias.edu.br)

Cowell produziu o maior registro documental da memória da Amazônia nesse período. “Tem coisas que não existem em lugar nenhum,  que não está escrito, mas está registrado apenas pelo trabalho do Adrian.  E ele doou de volta para o Brasil”, diz Stella Penido, da Fiocruz, que auxiliava a restauração dos filmes. “Era incansável. E ele estava vindo ao Brasil, morreu trabalhando.” Amiga pessoal, diz Stella: “A vida dos seres humanos é como um trabalho de tecedura. Termina o trabalho com delicados fios, tecidos do inicio ao fim (Buda). Acho que não é nenhum exagero pensar que a vida do Adrian foi um bonito trabalho tecido com delicados e atentos fios do inicio ao fim. (obrigada, querido Adrian)”.

Vicente Rios, seu câmera, co-diretor no Brasil e que se tornou seu grande parceiro de trabalho a partir da “Década da Destruição”, está concluindo um documentário sobre Cowell, que vai se chamar “Visões da Amazônia”. “Faltava duas ou três frases, que ele iria completar agora”, disse Rios, chocado pela notícia. O filme, que contém cenas de bastidores das filmagens e também a visão de Cowell sobre a natureza, inclui sequencias inéditas como Cowell conversando com Orlando Villas Bôas sobre a memória de ambos dos tempos do Xingu, na casa do sertanista, em São Paulo.

Adrian Cowell nasceu em Tongshan na China, em 2 de fevereiro de 1934, e concluiu seus estudos na Universidade de Cambridge. Em um encontro que tivemos, no Rio de Janeiro, ele me explicou com um característico sotaque britânico, que aprendeu a falar português com o cacique Raoni. Em suas lembranças, sempre falava bem humorado, e extremamente dedicado e fiel tanto a seus princípios humanitários, quanto a seus parceiros, como os sertanistas, amigos índios, seringueiros.

Por um longo período, ele alternou viagens entre áreas de conflito na Amazônia e Myanmar, filmando a guerra civil no país, que viria a ser o objeto da série Opium, filmada ao longo de oito anos.

Quando Adrian Cowell decidiu filmar a destruição da Amazônia, em um trabalho documental de fôlego inigualável,  tudo podia acabar. Os índios, os seringueiros, a floresta. A Amazônia em sua totalidade. O trator do desenvolvimento, em curso e a todo vapor durante a ditadura militar, queria trazer o progresso, ou a idéia de “um progresso”, sobre um território visto como hostil e inabitado. Mas haviam os índios, os seringueiros e a biodiversidade no caminho. Na década de 1980, “nunca tanta matéria viva foi queimada como em Rondônia em toda a história”, apresenta o narrador de “A Floresta que virou Cinza”, da premiada série de cinco filmes chamada “A Década da Destruição”, em que ele filmou, ao longo de dez anos, a maior destruição já vista de um ambiente. Ganhou reconhecimento público em premiações como da British Academy (BAFTA), o Emmy Founders e o Golden Gate.

“A Década da Destruição” é o maior projeto de documentação da devastação da Amazônia jamais realizado. A seriedade, o comprometimento demonstrado pelo documentarista ao longo dos dez anos, surpreendem pelo acompanhamento incansável das histórias dos personagens, que são acompanhados por esse período. Também a coragem, como nas filmagens de tiroteios entre posseiros de terra e pistoleiros, em festas e tiroteios em garimpos, como o registro de um garimpeiro morto por um tiro de fuzil, a escravidão na produção de carvão, ameaças de fazendeiros.

Enquanto ainda era pouco conhecido pela imprensa brasileira, Chico Mendes já era filmado por Cowell, tanto os empates que fazia nos seringais, quanto em reuniões internacionais. Amigo pessoal do seringueiro, o filme, “Chico Mendes, eu quero viver”, foi concluído em 1991. O mesmo com o Padre Josimo, assassinado no Tocantins.

Em um email, escrito há três semanas, ele me disse, comentando a recente onda de assassinatos no sul do Pará: “Sem dúvida estes assassinatos possuem alguma influencia um sobre o outro. Antes de nossa proposta de filmar Chico, fiz uma decisão para a serie A Década da Destruição. Decidi que foi essencial mostrar o motivo porque tantos colonos estavam invadindo as florestas amazônicas. Resolvi fazer um filme sobre as brigas para terra em Para. Fui com Vicente Rios ao Sul de Para para encontrar com Padre Josimo – um padre negro de CPT.  Combinamos de filmar o trabalho e vida dele, mas antes que desse tempo para iniciar a filmagem,, ele foi assassinado.  Logo depois, encontramos Chico e combinamos filmar ele  (Chico viria a ser morto ao longo das filmagens)  Padre Josimo foi um caso famoso naquele tempo e tenho ainda um foto do Chico fazendo um comício num seringal embaixo de um foto do Josimo”

Uma outra série de extremo fôlego é “Os últimos isolados”, sobre os povos indígenas que vivam, ainda isolados, na floresta, enquanto se produzia a ocupação engendrada pelo regime militar. O documentarista acompanhou de perto o trabalho dos sertanistas da Funai, descrevendo o entorno dos territórios onde viviam os índios ameaçados – e que deveriam travar o primeiro contato com a sociedade ocidental. A “Destruição do Índio”, outra série memorável, reporta a difícil relação entre os povos indígenas e a colonização.

Rever o trabalho de Adrian Cowell hoje é explorar as mazelas que marcaram a exploração e a devastação da Amazônia desde o início da sua ocupação recente, engendrada durante a Ditadura. A obra que deixou vai ensinar muitas gerações de brasileiros a compreender melhor o país em que vivem – e que está sendo destruído.”

via Carta Capital

FILMOGRAFIA

THE DESTRUCTION OF THE INDIAN (A DESTRUIÇÃO DO ÍNDIO)
THE HEART OF THE FOREST (O CORAÇÃO DA FLORESTA) 16mm/ p&b/ 30 min/ BBC/ 1961
PATH TO EXTINCTION (CAMINHO PARA EXTINÇÃO16mm/ p&b/ 30 min/ BBC/ 1961
CARNIVAL OF VIOLENCE (CARNAVAL DA VIOLÊNCIA) 16mm/ p&b/ 30 min/ BBC/ 1960
Prêmios: Award from the Scriptwriters Guild of Great Britain


THE LOST CITIES OF ATLANTIS [AS CIDADES PERDIDAS DA ATLÂNTIDA] 16mm/ p&b/ 26min/ BBC/ 1961
THE FATE OF COLONEL FAWCETT (O DESTINO DO CORONEL FAWCETT 16mm/ p&b/ 26min/ BBC/ 1961
THE DEVIL IN THE BACKLANDS(CULTOS DO SERTÃO)
THE FANATICS (ROMEIROS)16mm/ p&b/ 26min/ BBC/ 1963
THE JANGADEIROS (JANGADEIROS) 16mm/ p&b/ 26min/ BBC/ 1963
SATAN IN THE SUBURBS (OS FILHOS DE SANTO) 16mm/ p&b/ 26min/ BBC/ 1963
REBEL (REBELDE)RAID INTO TIBET [EMBOSCADA NO TIBET] 16mm/ p&b/ 25min/ ATV/ 1966
THE UNKNOWN WAR [A GUERRA DESCONHECIDA] 16mm/ p&b/ 25min/ ATV/ 1966
THE LIGHT OF ASIA (A LUZ DA ÁSIA)
BUDDHISM IN TIBET [BUDISMO NO TIBET] 16mm/ p&b/ 26min/ ATV/ 1966
BUDDHISM IN THAILAND [BUDISMO NA TAILÂNDIA] 16mm/ p&b/ 26min/ ATV/ 1966
THE SOKA GAKKAI [SOKA GAKKAI] 16mm/ p&b/ 26min/ ATV/ 1966
THE OPIUM TRAIL [O RASTRO DO ÓPIO] 16mm/ p&b/ 50min/ ATV/ 1966
THE TRIBE THAT HIDES FROM MAN (A TRIBO QUE SE ESCONDE DO HOMEM) 16mm/ cor/ versões 60min, 66min e 72min/ ATV/ 1970
Prêmios: British Academy of Film & Television Arts’ (BAFTA) – Television Factual ProductionSan Francisco International Film Festival – Golden Gate Award
Award from the Scriptwriters Guild of Great Britain
Venice Film Festival Medal

THE KINGDOM IN THE JUNGLE [O REINADO NA FLORESTA] 16mm / cor/ 26min/ ATV/ 1970
THE OPIUM WARLORDS [OS GUERREIROS DO ÓPIO] 16mm / cor/ 74min/ ATV/ 1974
THE MASKED DANCE [A DANÇA DE MÁSCARAS] 16mm / cor/ 52min/ ATV/ 1976
>OPIUM (ÓPIO)THE WHITE POWDER OPERA [A ÓPERA DO PÓ BRANCO] 16mm / cor/ 52min/ ATV/ 1978
THE WARLORDS [OS GUERREIROS] 16mm / cor/ 52min/ ATV/ 1978
THE POLITICIANS [OS POLÍTICOS] 16mm / cor/ 52min/ ATV/ 1978
Prêmios:=British Academy of Film & Television Arts’ (BAFTA) – Television Documentary Programme /American Film Festival – Red Ribbon / Chicago Film Festival  – Golden Hugo

THE DECADE OF DESTRUCTION / A DÉCADA DA DESTRUIÇÃO

THE SEARCH FOR THE KIDNAPPERS (NA TRILHA DOS URU EU WAU WAU)16mm/ cor/ 52 min/ ATV/ versões 1984 e 1990
THE BLAZING OF THE TRAIL (CAMINHO DO FOGO)16mm/ cor/ 52 min/ ATV/ 1984
IN THE ASHES OF THE FOREST (NAS CINZAS DA FLORESTA) 16mm/ cor/ 52 min/ ATV/ versões 1984 e 1990
THE STORMS OF THE AMAZON (TEMPESTADES NA AMAZÔNIA)16mm/ cor/ 26 min/ ATV/ 1984
THE MECHANICS OF THEFOREST (A MECÂNICA DA FLORESTA) 16mm/ cor/ 26 min/ ATV/ 1984
BANKING ON DISASTER (FINANCIANDO O DESASTRE) 16mm/ cor/ 75 min/ ATV/ 1987
MOUNTAINS OF GOLD MONTANHAS DE OURO) 16mm/ cor/ 52 min/ ATV/ versões 1988 e 1990
CHICO MENDES – I WANT TO LIVE (CHICO MENDES – EU QUERO VIVER) 16mm/ cor/ 40 min/ ATV/ 1989
MURDER IN THE AMAZON (ASSASSINATO NA AMAZÔNIA) 16mm/ cor/ 57 min/ WGBH/ 1989
KILLING FOR LAND [MATANDO POR TERRAS] 16mm/ cor/ 52 min/ ATV/ 1990
THE CRUSADE FOR THEFOREST(A LUTA  PELA FLORESTA)>16mm / cor/ 51 min/ ATV/ 1990
Prêmios International Emmy – Founder’s Award / British Academy of Film & Television Arts’ (BAFTA) – Award for Originality / Le Prix International de Television de Geneve / San Francisco International Film Festival – Golden Gate Award / One World Broadcasting Trust – Premier Award / Medikinale International Parma – Grand Prix / National Educational Film & Video Festival – Crystal Apple /Wildscreen Festival – Bristol & West Conservation Award / American Film Festival – Red Ribbon /Television Movie Awards – Best Educational Production / North American Association for Environmental Education – Best of Show Award / Vermont World Peace Festival – 1st Prize International Concerns

THE DECADE OF DESTRUCTION FOR SCHOOLS – A DÉCADA DA DESTRUIÇÃO PARA ESCOLAS

THE RAIN FOREST (A FLORESTA TROPICAL) 16mm/ cor/ 9 min/ Nomad Films /WWF/ 1991
THE COLONISTS (OS COLONOS) 16 mm/ cor/ 16min/ Nomad Films/WWF/ 1991
THE DEVELOPMENT ROAD (A ESTRADA PARA O DESENVOLVIMENTO) 16 mm/ cor/ 12 min/ Nomad Films/WWF/ 1991
THE INDIANS (OS ÍNDIOS) 16 mm/ cor/ 16 min/ Nomad Films/WWF/ 1991
THE RUBBER TAPPERS (OS SERINGUEIROS) 16 mm / cor / 10 min/ Nomad Films/WWF/ 1991
THE POLITICIANS (OS POLÍTICOS) 16 mm / cor/ 19 min / Nomad Films / WWF/ 1991
Prêmios: North American Association for Environmental Education – Best Instructional FilmTHE HEROIN WARS(AS GUERRAS DA HEROÍNA)

THE OPIUM CONVOYS (OS COMBOIOS DE ÓPIO) 16 mm / cor/ 51 min/ Channel 4/ 1996
SMACK CITY (CIDADE DA HEROÍNA) 16mm / cor / 52 min/ Channel 4/ 1996
THE KINGS OF OPIUM (OS REIS DO ÓPIO) 16mm/ cor/ 52 min/ Channel 4/ 1996
Prêmios : Worldfest – Gold Special Jury Award /International Association of Audio Visual Communications – Gold Cindy Award /National Educational Media Network – Bronze Apple Award/U.S International Films Video Festival – Certificate for Creative Excellence

THE LAST OF THE HIDING TRIBES / OS ÚLTIMOS ISOLADOS
RETURN FROM EXTINCTION (FUGINDO DA EXTINÇÃO) – Super 16 mm e DV/ cor/ 52 min/ Nomad Films/Channel 4/ 1999
FATE OF THE KIDNAPPER (O DESTINO DOS URU EU WAU WAU) – Super 16mm e DV/ cor/ 52 min/ Nomad Films/Channel 4/ 1999
FRAGMENTS OF A PEOPLE (FRAGMENTOS DE UM POVO) – Super 16 mm e DV/ cor/ 52 min/ Nomad Films/Channel 4/ 1999Prêmios:Latin American Studies Association Award of Merit in Film

LEGADO DO CHICO
THE FATE OF THE DAMMED(BARRADOS E CONDENADOS) DV/ cor/ 25min/ TVE/BBC World/ 2001
A RAMSOM FOR THE FOREST(UMA DÁDIVA PARA A FLORESTA) DV/ cor/ 25min/ TVE/BBC World/ 2001
THE FIRES OF THE AMAZON(QUEIMADAS NA AMAZÔNIA) DV/ cor/ 45min/ BBC2 2002
CHICO ’S DREAM(O SONHO DO CHICO) – DV/ cor/ 25min/ TVE/BBC World/ 2003
THE JUNGLE BEAT(BATIDA NA FLORESTA) – DV/ cor/ 59 min/ BBC2/ 2005

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Gabriel Medina é campeão do Quiksilver Pro France

O paulista Gabriel Medina com seus apenas 17 anos de idade voltou a impressionar o mundo na França, conquistando o título do Quiksilver Pro com uma performance avassaladora em Hossegor. Ele atropelou o dez vezes campeão mundial Kelly Slater nas quartas de final, também meteu uma “combination” em Taylor Knox nas semifinais e na última onda da final acertou dois aéreos para derrotar o australiano Julian Wilson com uma nota 9,17. A vitória foi por 17,00 x 16,10 pontos e valeu um prêmio de 75.000 dólares, mas o mais incrível é que esta foi somente a sua segunda participação na divisão de elite do ASP World Tour.  via Marcel de Rose /Pop Rock FM

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Explosão no centro do Rio mata 3 pessoas

O que terá acontecido na explosão que ocorreu hoje (13) pela manhã na Praça Tiradentes, nas imediações do Hotel Formula One ? Algumas ruas próximas ao local (Rua da Carioca, Assembleia e Visconde de Rio Branco) estão interditadas. Há uma forte movimentação nas imediações de agentes da CET, Guarda Municipal , Comlurb,  Bombeiros e Policia Militar. O que se sabe ate´o momento é que uma banca de jornais foi completamente destruída com a explosão. Para a tv Globonews, técnicos da Light informaram que não houve explosão em nenhum bueiro próximo. Vários prédios nas proximidades também foram atingidos, com a quebra de vidraças, lançamento de estilhaços, esquadrias, rebocos e pedaços de pedra e madeira. As primeiras suspeitas apontam para um restaurante que funcionava no primeiro andar do edifício que aparenta ter maiores estragos. Há informações ainda não oficiais de que pelo menos 15 pessoas ficaram feridas e estão sendo atendidas no Hospital Municipal Souza Aguiar, situado também no centro do Rio de Janeiro. Um leitor do blog comentou no Facebook : ”  “Imagino que tenha sido gás. O estrago foi enorme e fico pensando se não tem ninguém nos escombros, já que os 3 mortos me pareceram ter sido encontrados do lado de fora do prédio. Os três mortos estavam passando e, entre outros, foram lançados a 40 metros de distância. Suspeitam de vazamento de gás e de que o número de mortos é maior, pois a explosão foi às 7:20 da manhã e pessoas já estariam no prédio para o dia de trabalho”.

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Cada um vai com quem pode…

via R7

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” Você não pode cometer o mesmo erro duas vezes. A segunda vez não será mais um erro, será uma escolha.”

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“Tudo que é bom já existe dentro de nós.”

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