Arquivo do dia: 06/09/2011

Nota sobre o orifício circular corrugado (via malvadezas)

O cu está situado num lugar de difícil acesso para o seu dono ou sua dona. Para ter algum contato com ele, observar seus mínimos detalhes, é preciso certo contorcionismo e contar com o auxílio indispensável de um espelho. O cu é a parte mais recatada da anatomia humana e aquela que temos menos contato visual durante a nossa curta existência. Sabemos que ele está lá, cumprindo a sua função diária, e isso nos basta. Será?  … Read More via malvadezas

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Mobilização contra a malária no Acre, Amazonas, Amapá, Roraima, Pará e Rondônia

Mobilização Contra Malária, que acontecerá em seis estados da região norte do país: Amazonas, Acre, Amapá, Tocantins, Pará, Rondônia e Roraima, foi lançada nesta segunda-feira (5) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pelo secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. Além de mostrar as novas ações, foram apresentados os números que apontam para a redução de 31% de casos da malária no primeiro semestre de 2011.

Para complementar as ações na comunidade e levar informações sobre malária à população, foi realizada uma campanha de comunicação que atingirá as 450 mil famílias moradoras dos municípios e seguirá as três fases: prevenção com uso de mosquiteiro/cortinado impregnado de inseticida, diagnóstico rápido e tratamento da malária completo e que também foram apresentadas aos participantes, após a coletiva.

Segundo o Ministério da Saúde,  já ocorreu a diminuição de 31% dos casos da doença. De janeiro a junho de 2011 foram notificados 115.798 casos da doença e este número em 2010, no mesmo período, era de 168.397. Serão distribuídos 1.100.000 (um milhão e cem mil) Mosquiteiro/cortinados Impregnados com Inseticidas de Longa Duração (MILDs). 500 mil testes de malária serão disponibilizados para que sejam realizados exames em pessoas moradoras de comunidades mais afastadas da Amazônia brasileira.

 Municípios prioritários:

 Acre: Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Plácido de Castro e Rodrigues Alves;

Amazonas: Atalaia do Norte, Autazes, Barcelos, Borba, Careiro, Coari, Guajará, Humaitá, Iranduba, Itacoatiara, Lábrea, Manacapuru, Manaus, Manicoré, Novo Aripuanã, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga;

Amapá: Oiapoque e Porto Grande;

Pará: Itaituba, Anajás, Jacareacanga, Pacajá, Itupiranga, Novo Repartimento e Tucurui;

Rondônia: Alto Paraíso, Buritis, Campo Novo de Rondônia, Candeias do Jamari, Cujubim, Guajará-Mirim, Itapuã do Oeste, Machadinho D’Oeste, Nova Mamoré e Porto Velho.

Roraima: Bonfim, Cantá, Caracaraí e Rorainópolis.

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"Sou gorda e ainda sou virgem" (via Mulherão)

Por Renata Poskus Vaz 

Hoje, 6 de setembro (fazendo alusão à posição 69) é o Dia do Sexo. Segundo minha amiga Keka, essa data foi criada por uma marca de preservativos  para , por meio de brincadeiras bem-humoradas, divulgar os seus produtos. E já que é dia do sexo, porque não falarmos de adultos que ainda não se relacionaram sexualmente com alguém?  …Leia Mais via Mulherão

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“Sou gorda e ainda sou virgem” (via Mulherão)

Por Renata Poskus Vaz 

Hoje, 6 de setembro (fazendo alusão à posição 69) é o Dia do Sexo. Segundo minha amiga Keka, essa data foi criada por uma marca de preservativos  para , por meio de brincadeiras bem-humoradas, divulgar os seus produtos. E já que é dia do sexo, porque não falarmos de adultos que ainda não se relacionaram sexualmente com alguém?  …Leia Mais via Mulherão

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Festcineamazônia seleciona produções entre 400 inscritos

Letícia Sabatella participou do Festival em 2010

Mais de 400 produções estão inscritas para a seleção da 9ª edição do Festcineamazônia – Festival Latino Americano de Cinema e Vídeo Ambiental, que acontecerá em Porto Velho, durante os dias 15 a 19 de novembro, no Teatro Banzeiros, com entrada grátis. As inscrições encerraram no dia 31 de agosto e os filmes e vídeos inscritos passam pelo processo de seleção por um júri técnico.

 A comissão julgadora é autônoma em suas decisões para escolher as produções que concorrerão na mostra competitiva do festival. A premiação será nas categorias: animação, experimental, ficção, documentário e vídeorreportagem ambiental. Os filmes e vídeos concorrem ao cobiçado troféu Mapinguari.

 Filmes do Brasil, Moçambique, Uruguai, Bolívia, Chile e México estão inscritos na fase seletiva. Entre esses estão o argentino Noche Sin Fortuna, o chileno Mitomana, e o boliviano El Ascensor.

 Cerca de 30 produções rondonienses também buscam a classificação para a mostra competitiva. Geovani Berno concorre com o documentário Nos Palcos da Vida: Raízes do Porto 18 Anos, e Rudney Prado com o experimental Candiru.

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XV Festival da Cultura Paulista Tradicional

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Entupimentos emocionais

Por Marli Gonçalves

Apertos de coração em geral, sensação de sufoco, aquela certa depressão. A saúde mais debilitada, o frio que fica mais frio, quase gelado; e se é o calor, ele parece bem mais quente. Dói aqui, dói ali. A ansiedade maior de não saber o que tem e o medo de, afinal, saber o que tem – igual quando a gente vai a uma cartomante e gostaria de ouvir só o que for bom. Será que o melhor é botar para quebrar? Como desentupir?

O jeito oriental de aproximação, o olhar baixo, tímido, a voz de borboleta, as mãos mágicas que se estendem, macias, mas decididas, para tocar seu pulso, e auscultá-lo sabe-se lá como – o barulho de um riacho, talvez. Parecido quando a gente põe só a pontinha do pé para ver a temperatura da água, semi-alerta. Um tempo de silêncio que parece tão interminável quanto aquele no qual a cartomante põe as cartas à sua frente e as fica olhando. Agora quem prende a respiração é você, certo de que tudo o que tem ou que lhe acontecerá está ali, na pulsação dos pontos de seu corpo, ou nas tais cartas de desenhos e símbolos coloridos.

Nos dois casos você fica nu, entregue, embora pareça e seja bem melhor mesmo estar nas mãos daquele mestre japonês conhecedor da medicina oriental do que na de algum charlatão ou adivinho. Muita gente procura saber o que o futuro lhe reserva e apenas obtém um enigma, uma pressão e mais dores de cabeça.

O sistema todo intrincado de canos no nosso corpo, a nossa corrente sanguínea, parecida demais com o sistema de abastecimento de uma casa, bombeia e corre com o que tem, passando por onde pode, levando, indo ou voltando. Flui mais decidida onde pode fluir; onde há problemas, desvia, ou para. A gente vai criando vazamentos e entupimentos, que podem ser – veja que doido – emoções! Que viram doenças, dores, ziquiziras, piripaquis, pitís e outros. Não controladas, imprevistas, diagnósticos raros e difíceis, porque adoramos parir monstrinhos. Entendeu?

Esse rio de sangue pululante no caminho natural de seu curso é o que ocorre ao mestre quando toca o seu pulsar. Procura os nós. Nós e os nossos nós, os pontos onde espetará agulhas de milímetros, mas em pontos tão certeiros que fará lembrar um grande arqueiro. Um Robin Hood particular, salvando o que pode, e de nós mesmos, de nossos desajustes, que desenvolvemos com incrível facilidade – esses entupimentos, as mazelas de nossos emocionais. Precisaríamos inventar um desobstruidor, um rotorooter, para encontrar a tão falada Felicidade?

Vocês não vão acreditar se eu disser por causa do quê pensei em tudo isso. Reparei que ultimamente a propaganda tem mostrado referências e pessoas expondo suas próprias, digamos, deficiências. O cantor esquecido de um hit só – um enlouquecedor refrão – na propaganda de seguros. O bonitão ator de uma frase só, massacrado pela crítica, mas que se dispõe a contracenar com um dos maiores (embora baixinho) atores do mundo na propaganda do carro.

Apenas alguns exemplos, mas parece que há agências especiais de captação de modelos, só gente feia, esquisita, gorda, magra, careca, caolha, baixinhos, altos, sei lá mais de que tipo. Tudo bem que o cachê que recebem também pode e deve fazer bem à saúde, mas penso que a auto-referência crítica também pode funcionar como uma espécie de desentupimento pessoal, uma liberação.

Uma nova revolução. O rir de si mesmo. Mais do que moda, essa, de sair por aí expondo fraquezas, deve ser uma nova onda e forma de buscar saúde e equilíbrio. De desentupir. Talvez até sem precisar usar tanto as agulhas dos acupunturistas, ou deitar tanto a cabeça nos divãs.

Uma questão de fluxo e de fazer das tripas, coração.

São Paulo, cidade entupida e congestionada, mas com auto-estima lá em cima, 2011

(*) Marli Gonçalves é jornalista. Já ouviu de um sábio desses como eram as pedras que bloqueavam o rio as causadoras de algumas de suas dores. Também já ouviu de cartomantes que tudo ia dar certo. Ainda não foi convidada para fazer propaganda de nada, mas faria com gosto uma contra a corrupção e contra a violência que tudo destrói. E que nos deixa ainda muito mais nervosos e doentes.

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