Arquivo do dia: 14/06/2011

Mangabeira Unger propõe novo modelo para ensino médio em Rondônia

Uma metodologia para o ensino médio que torne as escolas referência em termos da maneira de ensinar e aprender, que combine ensino geral renovável com ensino técnico renovável, na qual o aluno estude em tempo integral, conciliando a teoria e a prática laboratorial, este é o modelo da nova escola defendida pelo professor Roberto Mangabeira Unger, que se reuniu na manhã desta terça-feira (14), no Palácio Getúlio Vargas, em Porto Velho, com representantes da rede estadual da educação. A intenção, segundo ele, é fugir do modismo pedagógico do chamado “decoreba” para aprofundar nas discussões no ensino geral analítico. O secretário de Estado da Educação (Seduc), Jorge Elarrat, apresentou alguns modelos de gestão para o ensino médio, dentre eles uma escola de ensino médio integral com ênfase no esporte, e outras focando cursos profissionalizantes, tecnologia e acadêmica a exemplo da escola Estadual João Bento da Costa, que é referência em Rondônia e a que mais aprova alunos no vestibular da Universidade Federal de Rondônia (Unir).
Por iniciativa própria, os professores da escola criaram o projeto “Terceirão”, no qual os docentes preparam os alunos do terceiro ano para o vestibular. As aulas preparatórias para o vestibular são ministradas em horários diversos aos do ensino regular.
Para criar um novo modelo de ensino as escolas da rede pública do estado terão que passar uma por reestruturação incluindo laboratórios e qualificação de professores. Na próxima sexta-feira (17), às 10h, no campus da Unir, em Porto Velho, haverá uma nova reunião para definir as metas de trabalho.

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Companheiros de estrada patagônica

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Amondawa

Por Fabrício Cruz

Aconteceu de um dia esquecer da sua idade. Sim, sabia dos números, quantos anos tinha. Mas não conseguia relacionar suas experiências vividas com aqueles algarismos numéricos. Se sentiu deslocado do seu redor. Inserido no estático e dinâmico estado de tao. O tempo passou a ser Unidade. Um prolongamento sem cisões.

Mas logo veio a necessidade de lembrar-se de tudo! De todos os meses e anos acusados em sua identidade. Sobrecarregou-se, pois agora era demasiado confuso processar essas correlação outrora tão simples. Eram muitas as informações. Necessitaria de novos sistemas para organizar e racionalizar acerca de todos aqueles dados, lógicas, números…

Os números… Sobretudo eles, quais eram seus papeis naqueles sistemas. Simplesmente compor estruturas de medidas e controle? E se Ele estiver errado, o sistema de medidas?! E se o tempo não puder ser mensurado, domado, encaixotado? Como eu posso simplesmente separar o Agora de todo o resto?!

Encontrava-se num dilema.

Foi espiar o calendário, mas ele não lhe trazia significado algum. Ou melhor, vislumbrava noções, lógicas que havia decorado um dia. Mas não lhe traziam o significado do que já haviam sido. Os números eram frios. Previsíveis. Lineares. Como iria enxergar suas memórias, tão vivas, naqueles signos. Seu primeiro beijo, seu primeiro gozo, seu primeiro sonho, sequer tinham datas.

E agora? Como mensurar a vida que teve? Ele não poderia agregar a complexidade de fatos que constituíra sua identidade, com aqueles números. Este tempo poderia ser uma farsa! Pensou. O conjunto de seus Eus não cabia nos algarismos de sua certidão, era um fato. O menino, o jovem, o homem. Que caráter teriam tido? Quantas mudanças celulares? Quantas trocas de fluídos? Quantas metamorfoses sofrera durante a fractal ascendente que é a vida? Quantos nomes teria sido? Poderia sintetizar em dois números?

Definitivamente suas vivências não podiam ser reduzidas a um sistema decimal. Iria queimar todos os calendários! Sabotar suas agendas, e esquecer-se de seu aniversário. O relógio era um instrumento da produtividade, não do Ser. Tinha o direito de decidir. Tinha a opção de se eximir. Seria ótimo! Mas havia um problema. Todo o resto do mundo ainda usaria calendários e relógios. Sua ideia era impraticável.

Irritou-se. Não estava convencido de que sua nova maneira de enxergar o tempo teria de ser deixada de lado. Foi quando, distraído, viu uma notícia num site da internet. Teve seu semblante iluminado e sorriu. Quem o visse poderia muito bem achá-lo louco. Já que algumas vezes a loucura é uma epifania má interpretada. Mas não estava louco, pois ele não era o único que havia tido tal constatação

Foram 5 dias de ônibus, mais 7 dias de barco até aquela tribo na Amazônia chamada Amondawa. Lá ele recebeu um novo nome. Lá ele não tinha acesso a nenhum calendário e pode, finalmente, esquecer a data do seu aniversário. Não porque queria esquecer que existiu um dia para o seu nascimento, mas por que àquela fagulha não se cindia do fluxo da vida. Estava novamente inserido no estático e dinâmico estado de tao, onde o tempo era novamente Unidade.

Quando retornou não se importava mais com a existência dos calendários e dos relógios, pois eles também faziam parte do fluxo e a ausência era apenas uma ilusão da matéria.

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*Os Amondawa não tem as estruturas linguísticas que relacionam tempo e espaço – como, por exemplo, na tradicional ideia de “no ano que vem”. O estudo feito com os Amondawa, chamado “Língua e Cognição”, mostra que, ainda que a tribo entenda que os eventos ocorrem ao longo do tempo, este não existe como um conceito separado. As pessoas da tribo não se referem a suas idades –em vez disso, assumem diferentes nomes em diferentes estágios da vida, à medida que assumem novos status dentro de sua comunidade.

(BBC NEWS, 23/05/2011)

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Cátedra de Cultura Judaica da PUC-SP lança Concurso de Ensaios aberto a estudantes de ensino superior de todo o País

José Luiz Goldfarb, presidente da Cátedra de Cultura Judaica da PUC-SP

José Luiz Goldfarb, presidente da Cátedra de Cultura Judaica da PUC-SP

A recém-criada Cátedra de Cultura Judaica, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), lança o “I Concurso de Ensaios: Justiça Social e a busca da Paz”. O concurso tem por objetivo estimular a produção literária e incentivar o conhecimento, nos marcos da Cátedra de Cultura Judaica. Podem participar estudantes de instituições de ensino superior de todo o País, com textos individuais,  inéditos e feitos em português. As inscrições são gratuitas e estarão abertas de 10 de junho a 27 de setembro de 2011.  Os  10 melhores ensaios serão publicados em versão impressa e digital pela Singular.

Segundo o presidente da Cátedra, José Luiz Goldfarb, é importante ressaltar que a abertura das atividades da Cátedra de Cultura Judaica  acontece com uma atividade que não é restrita à comunidade da PUC-SP e, sim, aberta a todos os estudantes de instituições de ensino superior Brasil. “O tema é amplo e abrange desde a antiguidade a questões do diálogo contemporâneo entre povos e religiões. Foi escolhido porque, sem dúvida, a busca pela Justiça Social e pela Paz são alicerces da Cultura Judaica”, afirma Goldfarb.

Mais informações sobre o Concurso podem ser encontradas no link:  http://www.pucsp.br/catedrajudaica/atividades/concursos.html

Veja a seguir o regulamento:

Regimento:

Art. 1º – Promovido pela Cátedra de Cultura Judaica e pela Singular Digital o I CONCURSO DE ENSAIOS tem por objetivo estimular a produção literária e incentivar o conhecimento nos marcos da Cátedra de Cultura Judaica.  

Art. 2º – Poderão participar do I CONCURSO DE ENSAIOS: JUSTIÇA SOCIAL E A BUSCA DA PAZ somente textos em língua portuguesa elaborados por estudantes de instituições de ensino superior nacionais.

Art. 3º – O texto apresentado individualmente deverá ser inédito, seja na forma impressa ou na forma eletrônica. O texto não poderá sofrer alterações após o envio.

Art. 4º – Não serão aceitas nem obras póstumas nem assinadas por grupos.

Art. 5º – É vedada a participação de parentes – filhos, enteados, sobrinhos, primos, cônjuges (civil ou religiosamente casados ou em União Estável), irmãos, cunhados, pais, mães, padrastos, madrastas e avós – dos membros da Cátedra e da Comissão Julgadora do I CONCURSO DE ENSAIOS: JUSTIÇA SOCIAL E A BUSCA DA PAZ.

Art. 6º – Cada concorrente poderá participar com APENAS UM ENSAIO, sendo vedada a co-autoria.

Art. 7º – O título do ensaio é livre desde que devidamente relacionado ao tema do concurso.

Art. 8º – Os ensaios não poderão exceder 15 (quinze) páginas e não deverão ser menores do que 8 (oito) páginas. Os autores devem utilizar fonte Arial, tamanho 12, espaçamento 1,5 entre as linhas e todas as margens medindo 3 cm (três centímetros). Parágrafo único – O desrespeito às regras estabelecidas neste regulamento implica na desclassificação do concorrente

Art. 9º – As inscrições estão abertas de 10 (dez) de junho a 27 (vinte e sete) de setembro de 2011.

Art. 10 – Os trabalhos devem ser enviados somente por email : catedrajudaica@pucsp.br. Assunto: I CONCURSO DE ENSAIOS: JUSTIÇA SOCIAL E A BUSCA DA PAZ. Deverão ser anexados ao email:1. O Ensaio em formato Word (.doc) sob um pseudônimo; 2.Formulário preenchido que estará disponível no site da Cátedra de Cultura Judaica (WWW.pucsp.br/catedrajudaica) no link ATIVIDADES-CONCURSO.

Parágrafo Primeiro – As entidades promotoras do I CONCURSO DE ENSAIOS: JUSTIÇA SOCIAL E A BUSCA DA PAZ não se responsabilizam pelas correspondências que não chegarem ao destino. Os concorrentes receberão uma confirmação via email de seus encaminhamentos.

Art. 11 – Os textos, devidamente numerados, deverão conter na primeira página o título (centralizado) e um pseudônimo do concorrente.

Art. 12 – O julgamento será feito por uma Comissão composta de intelectuais de comprovado conhecimento literário e da temática da Cátedra. Parágrafo Único – Os nomes e as biografias dos membros da Comissão Julgadora estarão disponíveis no site da Cátedra após o encerramento das inscrições.

Art. 13 – A avaliação dos textos será realizada considerando a originalidade, a criatividade, a qualidade técnica e o respeito às especificações do art.8º e do art. 11.

Art. 14 – As decisões da Comissão da Cátedra e da Comissão Julgadora são irrecorríveis.

Art. 15 – Serão selecionados 10 (dez) ensaios.

Art. 16 – Os resultados serão divulgados em 28 de outubro de 2011, no site da Cátedra de Cultura Judaica, na página da Cátedra de Cultura Judaica (WWW.pucsp.br/catedrajudaica) no link ATIVIDADES-CONCURSO.

Art. 17 – Dez (10) concorrentes serão premiados com a publicação de seus ensaios no livro intitulado: Justiça Social e a Busca da Paz. Cada autor premiado terá direito a receber 5 exemplares do livro a ser publicado pela Singular Digital.

Art. 18 – Os autores premiados cederão por dez (10) anos os direitos autorais dos ensaios à Cátedra de Cultura Judaica da PUC/SP.

Art. 19 – A participação no I CONCURSO DE ENSAIOS: JUSTIÇA SOCIAL E A BUSCA DA PAZ implica na aceitação total e irrestrita de todos os itens deste regulamento.

Art. 20 – Os casos omissos neste regulamento serão, de maneira irrecorrível, resolvidos pela Comissão Organizadora.

Mais informações sobre o Concurso podem ser encontradas no link:  http://www.pucsp.br/catedrajudaica/atividades/concursos.html

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