Governo vai intervir em área de conflito agrário na Amazônia

O governo federal estuda fazer uma ação coordenada na Amazônia onde quatro pessoas morreram em menos de uma semana. O ministro interino do Meio Ambiente, Roberto Vizentin, disse que vai propor nesta segunda-feira que seja decretada uma Área sob Limitação Administrativa Provisória, na área chamada de Tríplice Divisa, que inclui os Estados do Amazonas, Acre e Rondônia. Na última semana, três agricultores foram assassinados no Pará e outra pessoa foi morta em Rondônia. O objetivo é reduzir os conflitos e regularizar terras. Após líderes camponeses do norte do Brasil serem assassinados na última semana, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) organizou para a manhã desta segunda-feira uma reunião na qual será montado um plano de emergência sobre os conflitos agrários na região. Na semana passada ocorreram quatro homicídios, sendo três deles no Pará e um em Rondônia. Os crimes estão sob investigação policial. O encontro contará com as participações do ministro-chefe da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho; do ministro do Gabinete da Segurança Institucional (GSI), general José Elito; do presidente da Funai, Márcio Meira, além de representantes da Polícia Federal e da Secretaria de Direitos Humanos. Com o assassinato de Dinho, chega a 382 o número de mortos em conflitos no campo nos últimos dez anos em todo o país. Os dados são da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Ao que tudo indica, todos foram mortos por problemas com madeireiros da região. O estado campeão é o Pará, que contabiliza 160 assassinatos a lideranças regionais, sem terra, índios, trabalhadores rurais, assentados e pequenos proprietários de terra. Apenas este ano, cinco pessoas perderam a vida. Pros ativistas, poucas são as esperanças de que os assassinatos tenham fim por causa do descaso do poder público.O advogado da Comissão Pastoral da Terra (CPT), José Batista Afonso, lembra que após o massacre de Eldorado dos Carajás, em que 19 trabalhadores rurais sem terra foram mortos numa ação violenta da Polícia Militar paraense em 1996, a expectativa era que o poder público “tomasse medidas mais enérgicas” contra os assassinatos no campo.

Deixe um comentário

Arquivado em Ao Norte

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s