Arquivo do dia: 28/05/2011

Planalto repudia assassinato de líder camponês em Rondônia

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH) manifestou “total repúdio e indignação” ao assassinato do agricultor  Adelino Ramos, morto nesta sexta (27) a tiros em Vista Alegre do Abunã, em Rondônia. Ramos, conhecido como Dinho, era presidente do Movimento Camponeses Corumbiara e da Associação dos Camponeses do Amazonas e vinha denunciando a atividade madeireira ilegal na divisa dos estados do Acre, Amazonas e de Rondônia.

“Há três dias o Brasil se chocou com a execução de duas lideranças em circunstâncias semelhantes, no Pará. Hoje, mais uma morte provavelmente provocada pela perseguição aos movimentos sociais. Essas práticas não podem ser rotina em nosso país e precisam de um basta imediato”, diz a nota da SEDH.

Após receber a notícia da morte do líder camponês, a SEDH informou que o governo entrou em contato com a Polícia Civil, com o governador do estado de Rondônia e com a Polícia Federal para pedir “a mais rigorosa atitude para investigar o caso e punir os criminosos, tanto os executores como possíveis mandantes”. Levantamento da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos e da Ouvidoria Agrária Nacional, mostra que, desde 2001, foram registrados 71 assassinatos em Rondônia motivados por questões agrárias. Mais de 90% dos casos ficaram sem punição, de acordo com a SEDH.

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Agente infiltrado ainda sob ataque (via Professor Hariovaldo Almeida Prado)

Agente infiltrado ainda sob ataque Onononono, tenaz agente secreto dos homens de bem, infiltrado no governo bolchevista do PT resiste bravamente aos ataques da contra-espionagem, que visam desmascará-lo e revelar o nome dos outros dois agentes nossos na organização dilmista-marxista atualmente no poder. Estamos torcendo para que isto não aconteça, pois o Onononono é peça chave para barrar o avanço comunista no país, forçando a trajetória em direção às diretrizes abençoadas do mercado … Continue Lendo via Professor Hariovaldo Almeida Prado

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Vilões inanimados

Por  Lívio Giosa, vice-presidente da ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil

Prestes a se consolidar como sétima maior economia, o Brasil também avança no voluntariado e cidadania empresarial, quesitos tão importantes para a conquista do desenvolvimento quanto o crescimento sustentado do PIB. São muitos e inequívocos os indicadores que apontam esta tendência, dentre eles pesquisa realizada em universo de 8.930 empresas, pelo Instituto ADVB de Responsabilidade Socioambiental.

É estimulante observar que 85% das organizações entrevistadas responderam que as ações nesse campo integram sua visão estratégica. Em 82%, o que também é muito positivo, a alta direção envolve-se diretamente com os programas. O estudo demonstra, ainda, que as organizações exercitam seus projetos com foco correto, considerando as cinco principais áreas nas quais estão realizando seus investimentos no âmbito do Terceiro Setor: educação, cultura, esporte, meio ambiente e qualificação profissional. Ou seja, tudo o que o Brasil precisa para resgatar sua persistente dívida social, ter novas gerações mais saudáveis e produtivas e garantir um habitat salubre.

De fato, são desafios que transcendem ao campo governamental e exigem consistente mobilização da sociedade, mesclada com políticas públicas eficazes e multidisciplinares. Em todas as vertentes, contudo, há um item obrigatório dentre todos os que têm merecido a atenção das iniciativas e práticas sustentáveis no universo corporativo: a educação! Sem esta, jamais serão alcançadas as metas para a saúde, a cultura e o meio ambiente, pois conhecimento e consciência são os pressupostos da qualidade da vida em sua mais ampla acepção.

Nesse essencial fundamento civilizatório, contudo, o Brasil ainda está aquém do patamar desejável para um país que almeja ingressar no primeiro mundo. Precisamos encarar o problema com coragem e transparência. Não adianta criar vilões inanimados para disfarçar nossa incapacidade de agir coletivamente em prol da saúde pública e do meio ambiente. Não são os pneus que criam o mosquito Aedes aegypt e disseminam a dengue; não são as garrafas PET e as sacolas de plástico que entopem os bueiros ou, deliberadamente, atiram-se em parques e logradouros.

Ante a inconsciência de uma parcela da população, não se pode apenar toda a sociedade com as conseqüências do mau uso ou com o simples banimento de alguns produtos e itens. Até que se inventem carros e ônibus antigravitacionais ou algo futurístico mais prático, higiênico, reutilizável e seguro para transportar alimentos e compras do que as sacolas plásticas, continuaremos convivendo com estas e os pneus. O mesmo se aplica a outros “algozes” do ambiente, como os computadores, baterias e alumínio, vez ou outra eleitos como inimigo número um do meio ambiente.

A bola da vez parece ser a sacola plástica, cujo uso racional e ambientalmente correto tem sido mote de campanhas orientadoras de entidades representativas do setor. Esse é um caso emblemático relativo à premência da educação, tanto no contexto das políticas públicas, quanto nas ações de sustentabilidade das empresas e consumo responsável pelo cidadão. É exatamente o que preconiza a Lei 12.305, de 2 de agosto de 2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, na qual a conscientização e mobilização da sociedade são aspectos essenciais e merecedores, agora, da nossa mais completa atenção.

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