Arquivo do dia: 17/05/2011

Cinco remédios entram na lista do Programa Farmácia Popular

Por Paula Laboissière, da Agência Brasil

Cinco novos medicamentos passaram a integrar a lista de remédios encontrados nas unidades do Programa Farmácia Popular – losartana potássica (contra a hipertensão arterial), loratadina (antialérgico), fluoxetina (antidepressivo), clonazepan (ansiolítico) e alendronato de sódio (contra a osteoporose).
Dos cinco medicamentos, apenas o losartana potássica será distribuído de forma gratuita. Os outros terão desconto de 90%. A lista de remédios do Farmácia Popular que são distribuídos de graça é composta de 12 medicamentos que combatem a hipertensão e o diabetes.

Ao todo, 547 unidades administradas pelo governo federal, em 431 municípios brasileiros, fazem a distribuição dos remédios. Na rede privada de farmácias e drogarias, o programa recebe a denominação Aqui Tem Farmácia Popular e oferta gratuitamente 25 medicamentos em 2,5 mil cidades.

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Para-choque de blog

“Não basta conquistar a sabedoria. É preciso usá-la”. (Cícero)

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Grande acinte aos homens de bem em Higienópolis (via Professor Hariovaldo Almeida Prado)

Manifestação bolchevista infesta habitat dos homens de bem com a gentalha diferenciada num ato de afronta e desrespeito social contra os mantenedores da Pátria.Como não podia deixar de ser, os agentes comunistas, financiados com o petróleo de Caracas, marcaram presença insufrando a  malta diferenciada na profanação dos valores sagrados basilares sociais brasileiros … Read More More More via Professor Hariovaldo Almeida Prado

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Nesta terça tem Limite

Há exatos 80 anos, no dia 17 de maio de 1931, ocorria a primeira sessão pública do filme Limite no Chaplin Club, no Rio de Janeiro, primeiro cineclube do país, fundado e mantido por cinéfilos e intelectuais que alcançariam grande notoriedade no futuro. Dirigido por Mario Peixoto, Limite é um dos maiores marcos da cinematografia brasileira, um filme profundamente influente e à frente de seu tempo, cultuado e estudado por inúmeros cinéfilos e realizadores de todo o mundo. Embora não tenha sido distribuído comercialmente, Limite encantou diferentes gerações em suas exibições em cineclubes e festivais ao longo das décadas seguintes à sua realização, conquistando um prestígio que lhe permite hoje figurar ao lado dos grandes clássicos do cinema mundial. Por ocasião do projeto de seu restauro, o filme teve seu valor cultural, artístico e histórico reconhecido pelo Comitê Regional da América Latina e Caribe do Programa Memória do Mundo da UNESCO.  Para celebrar esta data marcante da história do cinema brasileiro, a Cinemateca apresenta pela primeira vez, em sessão especial, a versão restaurada desta obra-prima, em cópia digital de alta definição. Esta restauração digital foi realizada pela Cinemateca Brasileira e pela Cineteca di Bologna e também promovida pela WCF – World Cinema Foundation, criada por Martin Scorsese com o objetivo de promover a cooperação entre cineastas de todo o mundo em torno da identificação, preservação e restauração de filmes ameaçados, representativos de diversas culturas e práticas artísticas. A restauração de Limite foi feita a partir dos melhores materiais fílmicos ainda disponíveis, fornecidos pela Cinemateca Brasileira. Os discos que formavam o acompanhamento musical original foram usados como materiais de referência ao longo da mixagem da trilha sonora. Merecem agradecimento pelo resultado todas as instituições e pessoas que, em diferentes épocas, colaboraram com a preservação de Limite, em especial o Arquivo Mario Peixoto.

CINEMATECA BRASILEIRA / Largo Senador Raul Cardoso, 207 próximo ao Metrô Vila Mariana / Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215) / www.cinemateca.gov.br

Limite, de Mário Peixoto Rio de Janeiro, 1931, 35mm, pb, 120’ | Versão sonorizada | Exibição em HDCam com Olga Breno, Taciana Rei, Carmen Santos, Raul Schnoor, Brutus Pedreira, Mário Peixoto, Edgar Brazil

Num bote perdido em alto mar, três náufragos – duas mulheres e um homem – aguardam o desfecho de sua desdita. Enquanto esperam por sua salvação, confidenciam momentos marcantes de suas vidas. Decadência, estagnação, melancolia da paisagem num país jovem, de natureza exuberante. Limite é permeado por uma tensão erótica, representada pelo vento, que despenteia os cabelos, os campos e as ruas, pelas ondas do mar, pela insistência da câmara que se aproxima da bica d’água.

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A suruba das bactérias ambulantes

por Marli Gonçalves

Lavo minhas mãos. Mas só dormirei com a consciência tranquila depois de ter conversado com vocês sobre esse assunto, digamos, desagradável. Informações que a gente poderia passar sem saber, mas já que
Mas já que eu soube, cumpre-me o dever de dividir com vocês a paranóia,ops, a preocupação. Você já sabia (ou nem lembrava mais) e não me contou que temos trilhões e trilhões (sim, algo perto de 10 trilhões) de bactérias habitando nosso corpo, indo junto aonde a gente vai, sabendo de tudo, inclusive o que você come? (Ou deixa de comer, seus marotos). Para cada célula de nosso corpo, mais de 10 bactérias. Somadas, só as bactérias, pesariam até quatro quilos. Não dá para separar homem de um lado e bactéria de outro. Morreríamos. Somos dependentes dessa droguinha. Elas são uma comunidade que carregamos para baixo e para cima. E que agora fico sabendo que podem nos dominar.

Para não parecer um filme de terror essa história, interrompo apenas para dizer que não é porque é bactéria que é ruim. Elas podem ser boas; até ótimas. Mas como em tudo – todas as profissões, todos os tipos de gente e caráter – tem as bactérias do Mal, infiltradas, insidiosas, venenosas e, pior, transmissíveis. Graças a Deus são bem menos numerosas, embora possam chegar aos nossos organismos pelo ar, pelo beijo, pela picada (dos mosquitos hospedeiros), e principalmente pelo etc e tal. O maniqueísmo das bactérias. Ou são do Bem. Ou são do Mal.

Essa semana li no jornal um artigo que me perturbou. Tratava de obesidade e bactérias. Contava que cerca de 100 trilhões desses outros trilhões vive acomodadinha no nosso intestino, na nossa flora que para mim agora também já virou fauna intestinal. Alguns têm as suas bacterinhas mais ávidas de uma forma ou outra, comem, comem de tudo e de todos e continuam magrinhos de “ruim”. Outras pessoas (devo ser uma delas) mantêm de estimação umas preguiçosinhas, mais “rastas”, mais axé. Quem as tem acaba engordando até com pensamento. Os cientistas estão estudando – e acho bom que o façam logo! – para entender melhor essas criaturinhas microscópicas, seus três tipos: Bacteroides, Prevotella, Ruminococcus.

Fui atrás de saber mais e descobri coisas verdadeiramente encafifantes. Segundo estudos, quando nascemos descendo por aquele conhecido canal natural por onde as mulheres parem naturalmente, logo ali na passagem já pegamos a nossa primeira turminha, que acompanhará nossa vida. A genitália feminina embute alguns trilhões desses garotinhos e garotinhas unicelulares, as bacterinhas. Ambiente acolhedor. Refeições caseiras. No corpo, calculam, tem uns dez bilhões de bactérias na boca e no nariz; um trilhão, espalhados pela pele, além disso. Isso aí: dobrinhas gostosas têm bactérias. Sovacos têm bactérias. Juntas juntam outra turma. Sorte que a convivência, em geral, é pacífica, principalmente quando aliadas a bons banhos, desodorantes, higiene. As bactérias são organizadas, se agrupam, movimentam-se. Principalmente, comunicam-se.

No Planeta Bactéria particular que cada um de nós, repito, carrega para cima e para baixo com seus olhos espreitando tudo o que fazemos, há várias comunidades. Igual aqui fora nesse mundo. Há as que se entendem. Há as que guerreiam entre si; há as que envenenam as outras para ocuparem seus espaços. Há as que nem se ligam mais nos antibióticos exocets que mandamos lá para dentro. Pedem coisas mais fortes, SamPlay it again.

Na minha incursão paranóica, li frases de fatos espantosos, como: “Bactérias são os organismos mais bem sucedidos do planeta em relação ao número de indivíduos”; “As bactérias podem se reproduzir com grande rapidez, dando origem a um número muito grande de descendentes em apenas algumas horas. A maioria delas reproduz-se assexuadamente, por cissiparidade também chamada de divisão simples ou bipartição”. (E olha que bactérias gostam de um nheco-nheco). “O tamanho e a composição da flora intestinal variam de pessoa para pessoa, dependendo de fatores como dieta, uso de antibióticos e “quanta terra” você comeu quando criança”. Caramba! Só me contaram que uma vez me acharam comendo meu próprio barrinho.

Pronto. Agora que já acabei com seu sossego, pense que há uma vantagem de eu ter te contado (ou lembrado) tudo isso: nunca mais você vai se sentir sozinho.

Aliás, quem é você? Quem somos nós?

São Paulo, minhocas na cabeça, 2011
(*) Marli Gonçalves é jornalistaDepois dessas chocantes verdades, parou bem para pensar na possibilidade de vida em outros planetas. Não seríamos, também, bactérias?

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