Arquivo do mês: abril 2011

GEORGES PEREC, UM PROUST DA SUCATA (via Gaveta do Ivo)

GEORGES PEREC, UM PROUST DA SUCATA GEORGES PEREC, UM PROUST DA SUCATA Ivo Barroso Um livro de Perec é sempre uma surpresa. Os leitores brasileiros só conhecem dele “Um homem que dorme”, “W ou A Memória da Infância” e “Vida, modo de usar”, todos esgotados. Esta “Coleção Particular”, seguida do espantoso conto “Viagem de Inverno”, vem agora [Cosac Naify, 2004] resgatar seu nome da obscuridade editorial em que tem vivido entre nós. Mas resta muita coisa.  Read More

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Razão, Irracionalidade e Literatura (via blog do ozaí)

A intolerância é “uma atitude de ódio sistemático e de agressividade irracional com relação a indivíduos e grupos específicos, à sua maneira de ser, a seu estilo de vida e às suas crenças e convicções”, afirma Rouanet.[1] Trata-se de uma forma de pensar e agir que “se atualiza em manifestações múltiplas, de caráter religioso, nacional, racial, étnico e outros”. … Read More via blog do ozaí

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Banksy – o anônimo e misterioso mega pop grafiteiro (via under construction)

Banksy - o anônimo e misterioso mega pop grafiteiro Nada pode ser mais controverso do que a história do badalado grafiteiro inglês Banksy. Um cara da cultura underground que se tornou reconhecido mundialmente, com direito a documentário sobre sua trajetória e até mesmo abertura para os Simpsons. Ele é pop, super mega pop, mas ninguém conhece ele. Aos poucos o britânico nascido em 1974 vai se tornando uma daquelas lendas urbanas, que todos conhecem mas nunca viram. Read More

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Ponto-cruz cool (via Verdades particulares de um caderno sem linhas)

Ponto-cruz cool por Bárbara Bom Angelo Pois é, nada de ursinhos, patinhos e afins. Agora você pode retomar o hábito de fazer ponto-cruz com temas como a trupe de The Big Bang Theory, de Curtindo a Vida Adoidado, da Garota de Rosa Choque, de Harry Potter, do Clube dos Cinco… Perfeito, não? Para baixar os desenhos-guia é só entrar na loja weelittlestitches, no Etsy, escolher aquele que mais te agradar, pagar entre 4 e 6 dólares e esperar o pdf em seu e-mail.  Read More

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Tratado de Tordesilhas (via O Bart O)

Se lembram daquela piada do Chaves? Professor Girafales: “Onde foi assinado o Tratado de Tordesilhas?” Chiquinha: “Na parte de baixo do papel.” Pois então. Vejam o Tratado de Tordesilhas original. Ele, realmente, foi assinado na parte de baixo do papel. Ponto para a Chiquinha: — Update: graças ao @fernandoandross, do Twitter, faço uma correção. Foi a Pópis que respondeu a pergunta, não a Chiquinha. … Read More via O Bart O

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Quer ajudar o planeta? Esqueça iniciativas marqueteiras (via Numeralha)

Mais uma vez, somos chamados a contribuir com uma iniciativa simbólica cheia de boas intenções e com praticamente zero de resultado. É a “Hora do Planeta”, que ocorre todo ano por iniciativa do WWF no último sábado de março. A intenção declarada é conscientizar sobre a necessidade de agir para contribuir menos para o aquecimento global. OK, sem que cada um faça alguma parte a coisa não muda mesmo. Nada muda.  … Read More via Numeralha

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A primeira propaganda de cerveja em 3D do mundo (via Verdades particulares de um caderno sem linhas)

  Dica do Forastieri. … Read More

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Desvenda de Intercâmbio: Porto Alegre + Brasília, no Museu da República. (via DESVENDA • Feira de Arte Contemporânea)

Desvenda de Intercâmbio: Porto Alegre + Brasília, no Museu da República. Alguns artistas que participarão da Desvenda em Brasília: … Read More

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CineEsquemanovo e Atelier Subterrânea promovem sessão “Drive In” (via Blog do CineEsquemaNovo)

CineEsquemanovo e Atelier Subterrânea promovem sessão “Drive In” Exibição especial em estacionamento da Osvaldo Aranha terá filmes de oito artistas nesta quarta-feira, dia 27, às 19h30 O CineEsquemanovo 2011 – Festival de Cinema de Porto Alegre, em paceria com o Atelier Subterrânea, promove uma sessão especial chamada “Drive In”, que vai exibir curtas metragens de oito artistas do Rio Grande do Sul, Ceará, São Paulo e Minas Gerais nesta quarta-feira, dia 27 de abril, às 19h30 com entrada gratuita. Read More

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“Os Residentes”, filme de Tiago Mata Machado, abre o CineEsquemaNovo 2011 (via Blog do CineEsquemaNovo)

“Os Residentes”, filme de Tiago Mata Machado, abre o CineEsquemaNovo 2011 O CineEsquemaNovo 2011 – Festival de Cinema de Porto Alegre, será aberto no sábado, dia 23 de abril, às 19h, com a exibição do filme “Os Residentes”, do realizador mineiro Tiago Mata Machado, na Sala P.F. Gastal, na Usina do Gasômetro. A obra está circulando por festivais brasileiros e estrangeiros –  foi exibida numa mostra paralela da última edição do Festival de Berlim, em fevereiro deste ano, e vai ganhar exibição no Indie Lisboa, que será re … Read More

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Sonhos eróticos! Veja o que eles revelam sobre você. (via Dicas do Professor)

Um sonho erótico pode ajudar você a se recuperar das tensões cotidianas; torça para ter um esta noite Atire o primeiro lençol de seda quem não acha uma delícia curtir momentos de luxúria durante o sono. Mesmo os pesadelos mais aterradores –como ser forçado a fazer sexo– podem ser capazes de tornar mais gostoso o despertar. Os sonhos eróticos podem até ajudar a aliviar as tensões, já que o conteúdo muitas vezes é refletido em excitação real.  … Read More via Dicas do Professor

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Ainda sobre a intolerância (via blog do ozaí)

Ainda sobre a intolerância O tema é complexo. A negação da intolerância exige uma atitude tolerante, mas também de intransigência. Quem decide, porém, quando o indivíduo, denominações religiosas, grupos, etc., são intolerantes, e, portanto, não podem ser tolerados? Numa sociedade onde os interesses são antagônicos, quem interpreta quais são os “bons costumes” e o que é prejudicial? Afinal, quais as restrições à tolerância? … Leia Mais via blog do ozaí

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Poeta descobre o dom do desenho e retrata a Saga de Cristo

O poeta porto-velhense Dom Lauro abriu na última quarta-feira (11/4) na Casa de Cultura Ivan Marrocos, em Porto Velho, capital do Estado de Rondônia uma exposição de quadros com desenhos que retratam a história de Cristo. Lauro descobriu o dom da pintura e do desenho há poucos meses e criou uma técnica própria com resultados surpreendentes. A exposição integra palavras e desenhos, mostrando o ponto de vista de um poeta sobre a Saga de Cristo. O trabalho pode ser apreciado durante os feriados e o domingo de Páscoa (24/4), quando a mostra será encerrada.

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O dom de iludir

Por Antônio Alves

A propósito das bobagens que se diz por aí a torto e a direito com over dose xenófoba, nada tenho a declarar, mesmo porque essas coisas são enfadonhas pra chuchu. Aliás, não sei por que raios nós, humanos, nos deixamos influenciar por coisas tão assim sensabores. Já viram, por exemplo, quão insulso é esse tal de rapinha que confunde Rondônia com um imenso espelho? Pronto, caio na contradição como sempre, e haja blábláblá sobre o que não gosto e não entendo.

Mas, dá licença? Também me acho no direito de esbravejar asneiras, a exemplo daquele deputado fulo da vida com a brincadeira do palhaço do PQP que vilipendia Rondônia e seu  povo. Que defesa! O coronel-mor do Senado, do Maranhão, do Amapá e do Brasil também emitiu seu consistente ponto de vista sobre aquela besta lá da escola de Realengo, no Rio. Eles sabem das coisas e nem sentem remorso.

Opiniões amiúde de cá, de lá e de alhures. Todas muito bem sopesadas, concatenadas, coerentes. E eu, na minha obtusidade, sem entender bulhufas sobre isso e aquilo, mas sempre na teimosia de querer me igualar com gente tão douta e bem intencionada.

Por essas e outras é que eu deveria me esforçar mais em me manter quieto no lugar que me cabe neste latifúndio. Aí, inerte e sem argumento, parafraseio Camilo Castelo Branco: “A maior calúnia que se pode assacar contra um Ente Perfeito é imputar-lhe a criação do homem”.

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Manual Prático Para Advogados: Como Não Ser Escroto (via malvadezas)

Você acha que as piadinhas de advogados são engraçadas? Nem todas, mas são uma espécie de polaroide da impressão geral que a sociedade tem deles. Sim, DELES, pois a primeira regra para umadvogado não ser escroto é essa: não saia por aí se declarando advogado, vai por mim, pega mal! Veja bem, não tem problema nenhum as pessoas descobrirem que você é advogado, embora eu prefira ser tipo o Chandler e as pessoas não saberem exatamente com o que eu trabalho. E fora isso,existem alguns conselhos para as pessoas não saírem colando na sua testa um esparadrapo com
BABACA escrito nele, vejamos:

O terno. Precisa mesmo? Quer dizer, eu sei que em audiências e situações quetais, é ridiculamente obrigatório, mas fora isso, pra que? Me canso de ver gente no cinema, 10 da noite, DE TERNO! Tenho uma teoria que terno e diversão são coisas antípodas, mas advogado curte essa sua roupa de guerra, independente do ambiente. Diz que impõe respeito e imbecilidades correlatas, discordo. O melhor advogado que tinha em Goiânia ia no Fórum de calça, camisa e chinelão de couro, e impunha muito mais respeito que aquela manada de terninhos Ducal e gravata de zíper. “Ah, mas nem todo
mundo pode se dar ao luxo de usar chinelão de couro”, concordo, mas corre atrás da sua melhoraaí, Jão, que eu tou à pampa!

O linguajar. Escuta? Dá pra falar igual gente? Pra começo de conversa, outrossim é a puta que te pariu, ok? Guarda suas citações em latim para… olha, eu ia dizer para as suas petições, mas ainda assim acho desnecessário, por isso, use-as quando for visitar a Latínia, beleza? In dubio, pro idiota pra você também! Eu ainda não sei se o linguajar rebuscado tem o intuito de passar os outros pra trás ou simplesmente dar a impressão de que a pessoa é o que não é. Porque se você é burro, não serão umas palavras bonitas que melhorarão seu déficit de inteligência, se tá faltando metáfora,
pensa no Alexandre Pires cantando “Eu Sei Que Vou Te Amar” e é mais ou menos disso que eu tou falando.

Seguinte: se você estiver numa rodinha e as pessoas estiverem falando sobre algum facínora que cometeu um monte de crimes bizarros, por favor, contenham-se na hora em que surgir aquele comentário dirigido a VOCÊ: “Nossa, não sei como tem advogado que aceita defender um canalha desses”! Ignore! Finja idêntica indignação, faça uma cara que traduza o mó dos “é foda” do mundo e deixe o assunto passar, pois se você vier com o papo de que “todo o cidadão tem o direito constitucional de defesa”, todos na mesa vão te olhar como assecla do criminosão! Essa dica nem é pra você não ser escroto, é mais pra não fazer papel de otário mesmo, encare como uma bonus track e vai estudar pra prova da OAB, pois o mais escroto dos advogados é aquele ressentido que ainda nem conseguiu passar no Exame de Ordem!

Alea jacta est … Read More via malvadezas

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Terra e Liberdade: a revolução espanhola de volta ao cinema (via blog da Revista Espaço Acadêmico)

por CARLOS EDUARDO CARVALHO* A revolução aparece em fotos amareladas, recortes de jornais, um lenço vermelho com um punhado de terra. A mala de recordações do avô revirada pelo olhar curioso da jovem neta. Tudo aquilo é novidade para ela? Seriam histórias contadas e recontadas pelo velho e seus amigos, sabidas de cor pelos netos, e que só agora, na dor da morte, ela quer enfim olhar com vistas próprias?  … Read More via blog da Revista Espaço Acadêmico

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Animal Planet

foto: JLZ Barcelos

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Bicicletário do Mercado em uso (via )

Bicicletário do Mercado em uso Estava passando pelo Mercado Público e parei pra fazer um registro do bicicletário em pleno uso, somente uma semana depois da inauguração oficial. Quanto mais facilidades existirem pra quem pedala, mais gente vai pedalar. O mesmo vale para os carros. A idéia de construir estacionamento subterrâneo no centro pra aumentar o número de vagas traz mais congestionamentos, barulho e poluição para todos na cidade. . … Read More

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Como deixar seu pen drive seguro (via Yoga, Stress e Cafeína)

Você colocou o seu pen drive no computador e logo surgiu um aviso de vírus detectado?

Aqui vai uma dica bem útil para você proteger o seu pen drive:

1- Formate o seu pen drive como “FAT32″

Meu computador > Dispositivos com armazenamento removível > Clique com o botão direito no ícone do pen drive > Formatar

2-Abra o prompt de comando

Iniciar > Executar > digite “cmd”

3-Dentro do prompt digite:

convert “Letra da Unidade”:/fs:ntfs

Exemplos:

convert E:/fs:ntfs

convert F:/fs:ntfs

Pronto o seu pendrive agora está como NTFS, agora entre em Meu computador > Ferramentas > Opções de Pasta > Modo de exibição > Desça com a barra de rolagem e desmarque a opção “Usar compartilhamento simples de arquivo”.

4-Crie uma pasta dentro do seu pen drive.

5-Clique com o botão direito no ícone do pen drive e selecione a opção “Compartilhamento e segurança” e na aba “Segurança” marque apenas as opções “Ler e executar”,  ”Listar conteúdo da pasta” e “Leitura”.

6-Clique com o botão direito na pasta criada dentro do pen drive e selecione a opção “Compartilhamento e segurança” e na aba “Segurança” marque a opção “Controle Total”.

Pronto, seu pen drive está parcialmente protegido, recomendo também usar o  PenClean que faz uma limpeza e elimina o famoso autorun infectado e alguns outros worms comuns.

Obs: Esse tutorial foi feito no Windows, qualquer dúvida é só perguntar.

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Rafinha e sua fixação por latrina… (via Rafinha Bastos Ilustrado)

Rafinha e sua fixação por latrina...

via Rafinha Bastos Ilustrado

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Feliz aniversário para o último Chevrolet Opala fabricado no Brasil! (via # Carrocultura)

Hoje, 16 de abril, é aniversário de 19 anos do último Chevrolet Opala fabricado no Brasil! Parabéns para ele! Como presente conseguimos mais uma foto e, especialmente, novas e reveladoras informações sobre este carro histórico, que representa a jornada de um modelo que foi amado e respeitado por muitas gerações, e que fecham o quebra-cabeça desta série do blog. Vamos lá! – O último Chevolet Opala foi fabricado em 16 de abril de 1992 … Read More via #CARROCULTURA

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FMI já comprova a volta da hiperinflação galopante no Brasil (via Professor Hariovaldo Almeida Prado)

FMI já comprova a volta da hiperinflação galopante no Brasil Com o retumbante fracasso da política econômica socialista no país, estamos novamente às portas da hiperinflação graças à maldita incompetência do italiano que dirige as finanças brasileiras e de sua equipe de amadores.  A alta dos preços é geral, atingindo  desde os produtos da indústria de base até os artigos de luxo, indispensáveis ao bom viver dos homens de bem, enfim, a carestia impera desde a Daslu até a Daspu.  … Reia Mais via Professor Hariovaldo Almeida Prado

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Por um triz

Por Antonio Alves

ACERTEI!!!
Ganhei 26 milhões na Mega-Sena
De quebra, ganhei 26 milhões de amigos sinceros
Conquistei a ruiva, a loura e a morena
– Eu sempre achei que ele chegava lá! Desabafa, afinal, um parente.
– Sempre foi tão paciente! Emenda outro.
Admiradores em coro a bajular
02-06-09-12-30-50. Alguém quis confirmar… Confere!
Só que agora me lembrei: Esqueci de jogar.

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É a Amazônia, estúpido!

Por Atilio Borón, Doutor em Ciência Política pela Harvard University. Professor titular de Filosofia Política da Universidade de B. Aires, Argentina. Ex-secretário-executivo do Cons. Latin. de Ciencias Sociales (CLACSO)

Os interesses imperialistas estão sobre o Brasil. Nesse caso, com o envio de seu principal representante ao país, Barack Obama.Todos recordam aquela frase com a qual Bill Clinton desarmou George Bush pai na competição presidencial de 1992. Uma expressão parecida poderia ser utilizada no momento atual, quando muitos pensam, no Brasil e no exterior, que Obama está de visita a esse país para vender os F-16 fabricados nos Estados Unidos, neutralizando seu competidor francês e para promover a participação de empresas estadunidenses na grande expansão futura do negócio petroleiro brasileiro.

Também, para assegurar um subministro confiável e previsível à sua insaciável demanda de combustível mediante acordos com um país do âmbito hemisférico e menos conflitivo e instável do que seus provedores tradicionais do Oriente Médio ou da própria América Latina. Além disso, a pasta de negócios que Obama leva inclui a intervenção de empresas de seu país na renovação da infraestrutura de transportes e comunicações do Brasil e nos serviços de vigilância e de segurança requeridos pela Copa do Mundo de Futebol (2014) e dos Jogos Olímpicos (2016). Os que apontam essas realidades não deixam de assinalar os problemas bilaterais que afetam a relação comercial, sobretudo devido à persistência do protecionismo estadunidense e as travas que isso implica para as exportações brasileiras. A relação, portanto, está longe de ser tão harmoniosa como muitos dizem. Além disso, a crescente gravitação regional e, em parte, internacional do Brasil é vista com preocupação por Washington. Sem o apoio do Brasil e da Argentina, e também de outros países, a iniciativa bolivariana de acabar com a Alca não teria prosperado. Portanto, um Brasil poderoso é um estorvo para os projetos do imperialismo na região.

Dado o anterior, temos que perguntar-nos sobre os objetivos da visita de Obama ao Brasil. Observemos primeiro os dados do contexto: desde o começo do governo de Dilma Rousseff, a Casa Branca desatou uma enérgica ofensiva tendente a fortalecer a relação bilateral. Não haviam passado dez dias de sua instalação no Palácio do Planalto quando recebeu a visita dos senadores republicanos John McCain e John Barrasso; poucas semanas mais tarde seria o Secretário do Tesouro, Timothy Geithnar, que bateria à sua porta para reunir-se com a presidente. O interesse dos visitantes se desatou ante a mudança presidencial e o sinal esperançador procedente de Brasília, quando a presidente anunciou que estava reconsiderando a compra de 36 aviões de combate da firma francesa Dassault, anunciada por Lula antes do fim de seu mandato. Essa mudança de atitude fez com que os lobbistas das grandes empresas do complexo militar-industrial –isto é, do “governo permanente” dos Estados Unidos, independentemente do ocupante transitório da Casa Branca- deixaram-se cair sobre Brasília com a esperança de ver-se beneficiados com a adjudicação de um primeiro contrato por 6 bilhões de dólares que, eventualmente, poderia crescer significativamente se o governo brasileiro decidisse, como se espera, ordenar a compra de outros 120 aviões nos próximos anos. Porém, seria um erro acreditar que somente a motivação crematística é a que inspira a viagem de Obama.

Na realidade, o que a ele mais interessa em sua qualidade de administrador do império, é avançar no controle da Amazônia. Requisito principal desse projeto é entorpecer, já que não se pode deter, a crescente coordenação e integração política e econômica em curso na região e que tem sido tão importante para fazer naufragar a Alca, em 2005, e frustrar a conspiração secessionista e golpista na Bolívia (2008) e no Equador (2010). Também deve tentar semear a discórdia entre os governos mais radicais da região (Cuba, Venezuela, Bolívia e Equador) e os governos “progressistas” –principalmente, o Brasil, a Argentina e o Uruguai-, que pugnam por encontrar um espaço, cada vez mais demarcado e problemático, entre a capitulação aos ditames do império e os ideais emancipatórios, hoje encarnados nos países da Alba, que há 200 anos inspiraram as lutas pela independência de nossos países. O resto são assuntos secundários. Após esses antecedentes, surpreende a indecisão de Rousseff em relação com o reequipamento de suas forças armadas porque se, finalmente, o Brasil chegasse a fechar o trato, favorecendo a aquisição dos F-16 em vez dos Rafale franceses, seu país veria seriamente menoscabada sua vontade de reafirmar sua efetiva soberania sobre a Amazônia. Com isso não se quer afirmar que o Brasil deve comprar os aviões da Dassault; mas que qualquer outra alternativa é preferível à alternativa do provedor estadunidense. Se tal coisa chegasse a acontecer é porque a chancelaria brasileira teria passado por alto, com irresponsável negligência, o fato de que no tabuleiro geopolítico hemisférico Washington tem dois objetivos estratégicos: o primeiro, mais imediato, é acabar com o governo de Hugo Chávez, apelando para qualquer expediente, seja de caráter legal e institucional ou por qualquer forma de sedição. Esse é o objetivo manifesto e vociferado da Casa Branca. Porém, o fundamental,a largo prazo, é o controle da Amazônia, lugar onde se depositam enormes riquezas que o império, em sua desorbitada carreira para a apropriação excludente dos recursos naturais do planeta, deseja assegurar para si sem ninguém que se intrometa no que sua classe dominante percebe como sua região natural: água, minérios estratégicos, petróleo, gás, biodiversidade e alimentos. Para os mais ousados estrategistas estadunidenses, a bacia amazônica, da mesma forma como a Antártida, é uma área de livre acesso, onde não se reconhecem soberanias nacionais, e, por isso mesmo, aberta aos que contem com “os recursos tecnológicos e logísticos” que permitam sua exploração adequada. Isto é: os Estados Unidos. Porém, obviamente, nenhum alto funcionário do Departamento de Estado ou do Pentágono, e muito menos o presidente dos Estados Unidos, anda dizendo essas coisas em voz alta. Porém, atuam em função dessa convicção. E, coerente com essa realidade, seria insensato para o Brasil apostar em um equipamento e em uma tecnologia militar que o colocaria em uma situação de subordinação ante quem ostensivamente está disputando a posse efetiva dos imensos recursos da Amazônia. Ou alguém tem dúvidas de que, quando chegue o momento, os Estados Unidos não vacilarão um segundo em apelar à força para defender seus vitais interesses ameaçados pela impossibilidade de ter acesso aos recursos naturais situados nessa região?

Por conseguinte, o que está em jogo é precisamente o controle dessa zona. Obviamente, sobre isso Obama não intercambiará uma palavra com sua anfitriã. Entre outras coisas porque Washington já exerce certo controle de fato sobre a Amazônia a partir de sua enorme superioridade em matéria de comunicação via satélite. Além disso, a extensa cadeia de bases militares com a qual os Estados Unidos têm rodeado essa área ratifica, com os métodos tradicionais do imperialismo, essa inocultável ambição de apropriação territorial. A preocupação que moveu o ex-presidente Lula da Silva ao acelerar o reequipamento das forças armadas brasileiras foi a inesperada reativação da IV Frota dos Estados Unidos poucas semanas depois que Brasília anunciou o descobrimento de uma enorme jazida de petróleo submarino em frente ao litoral paulista. Nisso, tornou-se evidente, como um pesadelo, que Washington considerava inaceitável um Brasil que, além de contar com um grande território e uma riquíssima dotação de recursos naturais, pudesse também converter-se em uma potência petroleira e, por isso mesmo, em um país capaz de contrabalançar o predomínio estadunidense ao sul do Rio Bravo e, em menor medida, no tabuleiro geopolítico mundial. O astuto minueto cortesano da diplomacia estadunidense tem ocultado os verdadeiros interesses de um império sedento de matérias primas, de energia e de recursos naturais de todo tipo e sobre o qual a grande bacia amazônica exerce uma irresistível atração. Para dissimular suas intenções, Washington tem utilizado –com êxito, porque a bacia amazônica acabou sendo rodeada por bases estadunidenses- um sutil operativo de distração no qual o Itamaraty caiu como um novato: oferecer seu apoio para conseguir que o Brasil obtenha um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU. É difícil entender como os experimentados diplomatas brasileiros levaram a sério tão inverossímil oferecimento, que franqueava o ingresso ao Brasil, enquanto o fechava a países como Alemanha, Japão, Itália, Canadá, Índia e Paquistão. Deslumbrados por essa promessa, a chancelaria brasileira e o alto mando militar não perceberam que, enquanto se entretinham em estéreis divagações sobre o assunto, a Casa Branca ia instalando suas bases por onde quis: sete na Colômbia, no quadrante noroeste da Amazônia; duas no Paraguai, no sul; pelo menos uma no Peru, para controlar o acesso oeste à região e uma, em trâmite, com a França de Sarkozy, para instalar tropas e equipamentos militares na Guiana Francesa, aptos para monitorar a região oriental da Amazônia. Mais ao norte, bases em Aruba, Curaçao, Panamá, Honduras, El Salvador, Porto Rico, Guantanamo, para fustigar a Venezuela bolivariana e à revolução cubana.

Pretender reafirmar a soberania brasileira nessa região apelando para equipes, armamentos e tecnologia bélica dos Estados Unidos constitui um maiúsculo erro, pois a dependência tecnológica e militar que isso implicaria deixaria o Brasil atado de pés e mãos aos desígnios da potência imperial. Salvo que se pense, claro está, que os interesses nacionais do Brasil e dos Estados Unidos são coincidentes. Alguns assim o creem; porém, seria gravíssimo que a presidente Dilma Rousseff incorrera em tão enorme e irreparável erro de apreciação. E os custos –econômicos, sociais e políticos- que o Brasil e, com ele, toda a região, deveriam pagar devido a tal desatino seriam exorbitantes.

via Adital

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Bullying: procedimento vital ao grupo e mortal para quem o sofre

Por Francisca Romana Giacometti Paris, diretora Pedagógica do Agora Sistema de Ensino (www.souagora.com.br) , do Ético Sistema de Ensino (www.sejaetico.com.br), da Editora Saraiva, e ex-secretária de Educação de Ribeirão Preto (SP)

Vítima constante de apelidos humilhantes e gozações inadequadas durante toda a infância e adolescência, um jovem aluno, de 18 anos, entra na escola onde estudava e, com um revólver calibre 38, faz vários disparos, ferindo oito pessoas, e se suicida em seguida. Esse triste fato aconteceu em 2004, na cidade de Taiuva, no interior de São Paulo.

Passados sete anos, em abril de 2011, um jovem ex-aluno entra na escola onde cursou parte do Ensino Fundamental e com dois revólveres, calibre 32 e 38, faz muitos disparos, ferindo e matando vários alunos para suicidar-se em seguida, após a intervenção de um policial militar.

Esses trágicos acontecimentos, felizmente, não são comuns na realidade brasileira, porém sua natureza nos leva à perplexidade e angústia. Assim, interrogamo-nos: por que esses jovens escolheram suicidar-se em um cenário em que outros, sem culpa pela sua decisão, precisam morrer com eles? Por que voltar à escola e provocar a morte de inocentes? Certamente as respostas não são evidentes e nem singulares; todavia há uma possibilidade para tão bárbara determinação: trata-se de pessoas gravemente perturbadas mentalmente, portadores de males que lhes tiram a percepção da realidade.

Diante da violência praticada nos episódios de 2004 e 2011 há, entre outras, uma questão que merece reflexão: os dois jovens eram introspectivos, de pouco ou nenhum relacionamento. E, segundo relatos da mídia, sofreram bullying durante a vida escolar. As pessoas vitimizadas por bullying não alcançam a solidariedade imediata das escolas. Há poucos dias, uma cena gravada ganhou contornos midiáticos por conta do efeito YouTube: um rapaz australiano obeso, farto de ser vítima de bullying na escola, resolveu reagir e agredir com violência quem o insultava. O vídeo se tornou sucesso na internet e só então foi notado e discutido pelos educadores da escola.

Quando se trata de um jovem adolescente, a negação dos pares causa muito sofrimento, uma vez que, para construir sua autonomia, é preciso o “rompimento simbólico” das referências familiares, principalmente em relação aos pais, e a aquisição de outras referências que são exclusivas de seu grupo. Nessa direção, não ser aceito ou sofrer humilhação dos elementos do grupo pode significar a impossibilidade de se tornar autônomo, crescer, fazer escolhas e tomar decisões independentes. Em outras palavras, se ele não existe para seu grupo, não existe para ninguém, inclusive para si mesmo.

O grupo, por sua vez, escolhe alguns membros e os elege como “vítimas sacrificiais”, são os “bodes expiatórios” nos quais o grupo projeta as limitações e imperfeições dos demais elementos. Isso para que o grupo sobreviva.

As pessoas todas, sem exceção, vivem conflitos grupais e o único meio de se livrarem desses conflitos é escolher um bode expiatório e depositar nele suas frustrações. Se tal procedimento é vital ao grupo, torna-se mortal para quem o sofre.

Não estou aqui para fazer a defesa dos jovens que cometeram os bárbaros disparos nas duas escolas, mesmo porque não conseguimos vislumbrar qualquer justificativa possível. Todavia, não podemos esquecer que os dois jovens violentos foram alunos daquelas escolas. Talvez pelo fato de serem “silenciosos”, não foram motivo de discussão ou atenção nas reuniões de conselho de classe, uma vez que ficavam quietos em seus cantos, sem incomodar o transcurso das aulas. Ou talvez, por serem distanciados de si mesmos e dos outros, não foram alvo de uma relação pessoal e mais presente de algum educador.

É simplificar demais, mas, sendo professora, faço-me uma pergunta: será que tais barbáries tiveram, para eles, o objetivo de manifestar uma dor insuportável? Queriam ser reconhecidos como colegas abarbarados e temidos? Queriam ser notados? Gostariam de ser chamados pelo nome e não pelo número? Desejariam ter um olhar educador que os reconhecesse como de fato eram e não como o grupo os definia? Termino sem respostas, citando Bertolt Brecht: “A árvore que não dá fruto / É xingada de estéril. / Quem examinou o solo?/ O galho que quebra / É xingado de podre, mas não haveria neve sobre ele? Do rio que tudo arrasta / se diz que é violento / Ninguém diz violentas / as margens que o cerceiam”.

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Sim

Por Elizeu Braga

Sim
Admito : pão e água fresca
Um rombo no peito sem tamanho
Uma jura não cumprida
Um bolar na cama
Também comprida
Comprida demais
Pra passar uma noite
Confesso: angustia e cansaço.
Cairia bem se um anjo torto
vestido de Arnaldo Antunes
Me desse uma dose de
algo que faz sentido.

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FIKE 2011 – Inscrições abertas

O FIKE 2011 – 10º Festival Internacional de Curtas Metragens de Évora terá lugar entre 21 e 30 de Outubro de 2011. Estão abertas as inscrições para curtas-metragens de Ficção, Animação e Documentário, até 40 minutos, e estreados após 1 de Janeiro de 2009. O prazo de envio de cópias para pré-seleção é 15 de Maio de 2011. Leia atentamente o Regulamento do Festival, a participação no Festival é gratuita. Pode fazer o registo online agora. O FIKE é um Festival Internacional de Curtas-Metragens independente e organizado pelas associações culturais sem fins lucrativos Cineclube da Universidade de Évora e Páteo do Cinema – Núcleo de Cinema da Sociedade Operária de Instrução e Recreio Joaquim António de Aguiar (Pessoa Colectiva de Utilidade Pública Reconhecida) e pela Estação Imagem.

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Ranking Nacional : Jaru é a cidade com mais mortes de motociclistas em RO

Por Beto Bertagna

As cidades rondonienses de Jaru, Ouro Preto d´Oeste e Machadinho d´Oeste figuram na lista das 100 mais violentas em acidentes com motocicletas no país. O número de mortes de motociclistas aumentou 754% entre 1998 e 2008 e de acordo com o complemento do estudo Mapa da Violência 2011, divulgado hoje pelo Instituto Sangari, Jaru ocupa a 30ª posição, Ouro Preto D´Oeste o 43º lugar e Machadinho d ´Oeste o 100 º lugar. Foram pesquisados registros em todos os municípios do país com mais de 25 mil habitantes. A campeã absoluta em termos percentuais no país é a cidade de Picos, no Piauí. A pesquisa completa você pode ver em Excel aqui >  Pesquisa ou em PDF a > Pesquisa completa .

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FestCineamazônia Itinerante 2011 terá apoio do MRE – Ministério das Relações Exteriores

Em recente audiência com a ministra Eliana Zugaib (Ministério das Relações Exteriores – MRE), e com a encarregada pela Divisão de Promoção Audiovisual do MRE, Paula Alves de Souza, os organizadores do FestCineamazônia, Jurandir Costa e Fernanda Kopanakis, apresentaram o projeto de Itinerância do Festival para 2011. Entre surpresas e entusiasmadas com a abrangência do FestCineamazônia Itinerante, que hoje leva cinema e cultura produzidos na Amazônia  a seis países (Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, Portugal e Cabo Verde), além de já acontecer em muitos municípios de Rondônia e em todas as capitais da região norte e à ilha Fernando de Noronha, prontificaram-se em analisar a melhor forma de apoiar o projeto. “Vocês estão de parabéns pela iniciativa de levar cultura daqui e muita reflexão aos povos de outros continentes. O mundo precisa ficar sabendo que a Amazônia também produz arte”, ressalta a ministra. Os organizadores não escondem o contentamento pelo reconhecimento do projeto e o alívio por estar assegurada mais uma itinerância. “Esse era o nosso temor: não continuar um projeto que tem não apenas denunciado a agressão ao homem e à natureza, mas que também apresenta alternativas mais comprometidas com a integridade do Planeta e de todos nós. Nosso sonho é levar essa mensagem ainda mais longe, através da arte”, aponta Jurandir Costa, fundador do Festival. O apoio é concedido via Divisão de Promoção Audiovisual do MRE, que analisa projetos como o FestCineamazônia levando em conta sua instrumentalização disseminadora da arte produzida no Brasil.

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Cultura sem limites

Inscrições pelo site www.culturasemlimites.com.br. Informações , fone (11) 6900 8151 , com Fábio Lacerda. E-mail para contato, fabio@culturasemlimites.com.br

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Blindado Guarani : anfíbio 6X6 será produzido em Minas

O primeiro protótipo do Guarani, veículo blindado para transporte de pessoal desenvolvido pela Iveco e o Exército Brasileiro, foi apresentado esta manhã ao presidente em exercício Michel Temer no estande da Iveco na LAAD, Latin America Aero & Defence, no Rio de Janeiro, a maior feira militar da América Latina. Acompanhado do ministro da Defesa, Nelson Jobim, do governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, e do presidente da Câmara, Marco Maia, o presidente Temer conheceu os detalhes do projeto que resulta de um contrato de R$ 6 bilhões assinado entre o Exército e a Iveco. “Este produto será produzido em Minas Gerais e vai ajudar a reconstruir a indústria de defesa do Brasil”, disse Marco Mazzu, presidente da Iveco.

Deputado Marco Maia, Presidente Michel Temer, Marco Mazzu, Ministro Nelson Jobim e Governador Sergio Cabral no interior do anfíbio Guarani.

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Adeus ao elegante instrumentista da kizomba Guaporé!

Por Antônio Serpa do Amaral Filho

Na madrugada de ontem (11/04), calou-se para sempre o cavaquinho de Genésio, o chorão do Villas Bar, parceiro de Bubu Johnson, o Noite Ilustrada de Rondônia; de Nicodemus, mestre em violão de sete cordas, do grande violeiro Norman Johnson Júnior e do baterista Júnior Lopes, no espetáculo Prisma Luminoso. Com esses seletos artistas Genésio viveu intensos momentos de notoriedade, em noites memoráveis vivenciadas no já extinto Villas Bar, localizado na Avenida Carlos Gomes, no centro da cidade.
Genésio era um daqueles migrantes que os nativos deste chão se orgulham de receber nestas plagas karipunas: aquele que vem para efetivamente somar, multiplicar e dividir arte, conhecimento, profissionalismo, talento e poesia. Como um apátrida cigano em perene peregrinação pelos quatro quadrantes do território brasileiro, Genésio era um pássaro arigó que em revoada circense pela amazônia ocidental se encantou com os beiradões rondonienses e por aqui fincou raízes, fez carreira e construiu sua eterna morada. Corria o ano de 1986 quando ele, tocando em tenda de circo, aqui em Porto Velho , se passou para a banda Cobras do Forró, tomou apego pela cidade e desempenhou em seguida a função de professor de música.
Ao escolher Rondônia para viver e executar seus inúmeros concertos musicais no mais variados ambientes culturais, Genésio já trazia consigo uma invejável folha corrida de bons serviços prestados à música popular brasileira. Do Rei do Baião a Waldik Soriano, de Reginaldo Rossi a Trio Nordestino, passando por Alípio Martins, Maurício Reis, Fernando Lélis e tantos outros, muitos foram os que provaram do tempero brasileiríssimo da sua guitarra, do seu violão ou do seu sentimental, impecável e ébrio cavaquinho.
Perfeitamente ambientado aos recantos melódicos porto-velhenses, Genésio tinha trânsito livre em todas as tribos culturais, se embrenhando tanto numa pajelança de boi-bumbá do majestoso Corre Campo ou Az de Ouro quanto num desfile de escola de samba; participava com desenvoltura da roda de samba, do pagode, do chorinho chorado, da seresta demodê ou mostra livre de MPB. Todas as torrentes de paixão se harmonizavam no seu coração recheado de talento e espiritualidade musical. Dessa arte foi servo humilde, cativo e seleto. Seus pulmões existenciais tinham na música seu oxigênio predileto e irremediável. Por isso respirava acordes, quadrados, perfeitos ou dissonantes, com sétima ou com nona aumentada, como quem sorve da atmosfera a alegria de viver das doses homeopáticas do bom ar produzido pela floresta amazônica durante os dias de intenso sol. Porém, depois de percorrer em regozijo uma bela escala ascendente, iniciou, forçado pelo câncer, a dolorosa digitação da sua escala descendente até atingir o silêncio absoluto, a não-nota, pausa que embora seja fúnebre, também faz parte da notação musical na grande peça orquestral que é a vida. No céu, pela sua dignidade afro-descendente, pela soberana humildade dos virtuoses e servidão incondicional com que se entregou à arte de fazer o povo sorrir e cantar com seus quindins tônicos e ligeiros, no cavaquinho, Genésio a essa hora está sentado à direita de Valdir Azevedo.
Cuidamos mal da saúde de Genésio, a sociedade se diverte mas cuida muito mal dos seus fazedores de emoção e arte. Em regra eles vivem à míngua, se contentando com pequenas sobras do banquete bilionário servido ao redor do fazimento das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau. Todavia, apesar dessa ingratidão social, a vida de Genésio entre nós se transformou em sonata da qual não podemos dizer que temos saudade porque ela ecoa todos os dias na caixa acústica de nossos espíritos como um réquiem em culto à alma do homem que encheu a cidade de luz com vagalumes que alçavam vôo de seu instrumento, o cavaquinho, executado com maestria e fineza, como conviria ao mais elegante instrumentista da kizomba Guaporé. A ele, o nosso Adeus!

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Cenas da tv brasileira…

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Bye Bye Baby (via Fashion gone wild)

Os anos 1970 estão com tudo e eu decidi criar um editorial para homenagear um dos grandes ícones dessa década: Janis Joplin! Janis era cheia de estilo e atitude, uma verdadeira representante do zeitgeist setentista e seus looks refletiam sua personalidade livre de preconceitos culturais, sociais e “modais”! Apesar de ter morrido muito jovem, a cantora deixou um legado de beleza para as futuras gerações e é hoje a grande referência feminina da década.

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Mantega derreterá no fogo da verdade (via Professor Hariovaldo Almeida Prado)

Mantega derreterá no fogo da verdade O mentor marxista de Dilma Rousseff, G. Mantega, já dá sinais de saturação, elevando o colesterol dos homens bons, causando enormes danos na área cambial, cerceando o direito de ir e vir dos capitais perambulantes superiores. Um crime contra os direitos humanos das pessoas de bem que só querem arejar o capital nas capitais europeias e nos paraísos fiscais, que como já  diz o nome, sofrem intensa fiscalização. … Read More via Professor Hariovaldo Almeida Prado

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Projeto Tamacho: ONG virtual é criada para defender "minoria em extinção"

Coloque o símbolo do jogo da velha seguido das sete letrinhas no Twitter ou no Google e você verá a revolução masculina em curso. A ONG virtual criada pelo chargista do DC, Zé Dassilva, ficou por dois dias seguidos entre os trend topics do Twitter no Brasil, à frente de #Flaflu, #faustão, #niverLuanSantana e #patriciapoeta.

Tudo começou na noite de 12 de março. Desfile das campeãs do Carnaval na Sapucaí. Camarote da Brahma bombando. E o Zé, em casa, cuidando da filhota. Por onde andava a esposa dele? Sim. Ela curtia o festerê na avenida e no camarote disputado. “Que marido fofo” dirão as mulheres apressadinhas. Mas Zé já tinha estado nos desfiles da segunda-feira. E, ela, em casa, com a pequena. Ou seja, tamacho não é machista. Só quer liberté, igualité e cervejé. É o slogan criado por eles e apreciado pela revista Playboy no blog O Mundo Segundo Tio Dino.

Naquela noite, Zé usou os 140 caracteres de seu @zedassilva para reclamar no Twitter que os héteros monogâmicos e “pagadores de conta” são uma minoria, que mesmo habituado à independência feminina, o grupo está desmoralizado. Foi dormir, e o negócio pipocou nos dias seguintes. Rio, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e, claro, Santa Catarina. Há exemplares de todo o canto mostrando que seguem firmes rumo à luta contra a extinção. Alguns aliviados por saírem do armário: “Esse projeto Tamacho é a realização de um sonho. Obrigado!” tuitou um ativista de Santos (SP).

Não demorou para surgir o estatuto dos tamachos: “a ONG Tamacho nasce como associação civil, de direito privado, de caráter avacalhativo, de duração indeterminada, mesmo com ereção prejudicada, regida pelo presente estatuto meia-boca (porque tamacho não segue modelo, mas tenta pegar o telefone) e pelas demais disposições legais que lhe forem aplicadas. Nunca de costas”.

Os objetivos são resgatar a autoestima masculina, liberar a cerveja e o futebol com os amigos, promover a inclusão sexual dos pançudos, carecas e desprovidos de beleza e estimular debates sobre a última Playboy. Há alguns workshops previstos, como o de abordagem tática. Com quem? José Mayer.

Desesperadas que andam pela escassez de pegada no mercado, as mulheres rapidinho simpatizaram com a causa e tuitaram: “quero um tamacho pra mim. Estou à procura de um há 30 anos.

Eis a resposta do Zé à histeria feminina: “depois da caça predatória das últimas décadas, só há espécies criadas em cativeiro”.

:: ENTREVISTA

Tamacho criador solta o verbo

Chargista do DC, jornalista e roteirista de Malhação, da Globo, Zé Dassilva é o criador do Projeto Tamacho. O nome da ONG é um trocadilho com o Projeto Tamar. Foi ideia da colega Gabriela Amaral, também roteirista de Malhação. Abaixo, uma entrevista com o tamacho idealizador.

A pergunta que não quer calar: #tamacho é machista?

Zé Dassilva — Não, e isso está explícito no nosso lema: “liberté, igualité e cervejé”. O que propomos é a valorização do homem hétero, monogâmico e pagador de contas. Sem preconceitos ou combate às outras minorias. Isso tem sido reconhecido por quem não é um tamacho: muitos gays apoiam nossa causa e muitas mulheres querem saber onde achar um tamacho.

Vocês pretendem queimar cuecas como as mulheres já fizeram com sutiãs?

Dassilva — Só as cuecas velhas.

O #tamacho se apaixona pela mulher que…

Dassilva — Respeita o período de defeso do futebol e da cervejinha com os amigos.

Qual o melhor presente de aniversário para um #tamacho?

Dassilva — Por ser um pagador de contas, o tamacho está acostumado a prover e fica melindrado ao receber presentes.

Uma frase numa DR.

Dassilva — A ONG Projeto Tamacho incentiva o diálogo, mas abomina a DR.

Uma figura inspiradora (tamacho nato)

Dassilva — Uma? Te dou várias! Chico Buarque, Humpfrey Bogart, Frank Sinatra, Norman Mayler, Ruy Castro, Luciano Huck, Wando, Jece Valadão…

Qual a data para o Dia do Orgulho Hétero? Por quê?

Dassilva — Será em 21 de junho, data de nascimento de Nelson Gonçalves. Ao invés de passeata ocupando as ruas, nos reuniremos em mesinhas na calçada mesmo.

Vocês racham motel?

Dassilva — O habitat de um tamacho não é o motel, já que ele (por estar em extinção) ultimamente só se reproduz em cativeiro. Mas muitos ativistas relatam frequentar esses agradáveis ambientes no dia do aniversário de casamento.

Seios de silicone ou ao natural?

Dassilva — Tanto faz. O que vale é a frase “mais vale um peito na mão do que dois no sutiã”.

Teu amigo depila o peito. O que você diz pra ele?

Dassilva — Particularmente eu não posso dizer nada. Já fiz lipo…

Qual o contra-ataque no caso de um revés feminista?

Dassilva — A simples fundação do tamacho já foi acusada de ser um ato machista. Por que nossa minoria não pode ter voz? Preconceito! Em 1980, Fernando Gabeira escreveu o livro Crepúsculo do Macho. Sim, vivemos um crepúsculo, mas a noite acabou. O dia raiou e o exército dos héteros pagadores de conta despertou!

O que um tamacho mais gosta de fazer num domingo à tarde?

Dassilva — Ver futebol, ué! Pode ser estarrado no sofá ou no boteco.

E no sábado à noite?

Dassilva — Satisfazer e ser satisfeito.

Ser em extinção, é? Onde as mulheres encontram um?

Dassilva — Aqui, repito a frase de um ativista no Twitter: “não é a mulher que encontra, ela é encontrada por um tamacho.”

E como é que faz pra levar pra casa?

Dassilva — Levar um tamacho pra casa é o de menos. O que vale é levar pra casa e ajudar na preservação dele.

Todo hétero é monogâmico?

Dassilva — Claro que não. Há relatos de membros tamacho que praticam a “monogamia de resultados”, mas não podemos patrulhar todos.

Se faltar grana pra pagar as contas, o cara deixa de ser tamacho?

Dassilva — Não. Para cuidar desses casos, fundaremos a Casa de Assistência Jece Valadão, que abrigará héteros abandonados, falidos e perseguidos por seu predador natural: o advogado da ex-mulher.

Após o levante, não estão com medo de ficarem solteiros?

Dassilva — Muitas mulheres queriam exatamente isso: o levante!

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Projeto Tamacho: ONG virtual é criada para defender “minoria em extinção”

Coloque o símbolo do jogo da velha seguido das sete letrinhas no Twitter ou no Google e você verá a revolução masculina em curso. A ONG virtual criada pelo chargista do DC, Zé Dassilva, ficou por dois dias seguidos entre os trend topics do Twitter no Brasil, à frente de #Flaflu, #faustão, #niverLuanSantana e #patriciapoeta.

Tudo começou na noite de 12 de março. Desfile das campeãs do Carnaval na Sapucaí. Camarote da Brahma bombando. E o Zé, em casa, cuidando da filhota. Por onde andava a esposa dele? Sim. Ela curtia o festerê na avenida e no camarote disputado. “Que marido fofo” dirão as mulheres apressadinhas. Mas Zé já tinha estado nos desfiles da segunda-feira. E, ela, em casa, com a pequena. Ou seja, tamacho não é machista. Só quer liberté, igualité e cervejé. É o slogan criado por eles e apreciado pela revista Playboy no blog O Mundo Segundo Tio Dino.

Naquela noite, Zé usou os 140 caracteres de seu @zedassilva para reclamar no Twitter que os héteros monogâmicos e “pagadores de conta” são uma minoria, que mesmo habituado à independência feminina, o grupo está desmoralizado. Foi dormir, e o negócio pipocou nos dias seguintes. Rio, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e, claro, Santa Catarina. Há exemplares de todo o canto mostrando que seguem firmes rumo à luta contra a extinção. Alguns aliviados por saírem do armário: “Esse projeto Tamacho é a realização de um sonho. Obrigado!” tuitou um ativista de Santos (SP).

Não demorou para surgir o estatuto dos tamachos: “a ONG Tamacho nasce como associação civil, de direito privado, de caráter avacalhativo, de duração indeterminada, mesmo com ereção prejudicada, regida pelo presente estatuto meia-boca (porque tamacho não segue modelo, mas tenta pegar o telefone) e pelas demais disposições legais que lhe forem aplicadas. Nunca de costas”.

Os objetivos são resgatar a autoestima masculina, liberar a cerveja e o futebol com os amigos, promover a inclusão sexual dos pançudos, carecas e desprovidos de beleza e estimular debates sobre a última Playboy. Há alguns workshops previstos, como o de abordagem tática. Com quem? José Mayer.

Desesperadas que andam pela escassez de pegada no mercado, as mulheres rapidinho simpatizaram com a causa e tuitaram: “quero um tamacho pra mim. Estou à procura de um há 30 anos.

Eis a resposta do Zé à histeria feminina: “depois da caça predatória das últimas décadas, só há espécies criadas em cativeiro”.

:: ENTREVISTA

Tamacho criador solta o verbo

Chargista do DC, jornalista e roteirista de Malhação, da Globo, Zé Dassilva é o criador do Projeto Tamacho. O nome da ONG é um trocadilho com o Projeto Tamar. Foi ideia da colega Gabriela Amaral, também roteirista de Malhação. Abaixo, uma entrevista com o tamacho idealizador.

A pergunta que não quer calar: #tamacho é machista?

Zé Dassilva — Não, e isso está explícito no nosso lema: “liberté, igualité e cervejé”. O que propomos é a valorização do homem hétero, monogâmico e pagador de contas. Sem preconceitos ou combate às outras minorias. Isso tem sido reconhecido por quem não é um tamacho: muitos gays apoiam nossa causa e muitas mulheres querem saber onde achar um tamacho.

Vocês pretendem queimar cuecas como as mulheres já fizeram com sutiãs?

Dassilva — Só as cuecas velhas.

O #tamacho se apaixona pela mulher que…

Dassilva — Respeita o período de defeso do futebol e da cervejinha com os amigos.

Qual o melhor presente de aniversário para um #tamacho?

Dassilva — Por ser um pagador de contas, o tamacho está acostumado a prover e fica melindrado ao receber presentes.

Uma frase numa DR.

Dassilva — A ONG Projeto Tamacho incentiva o diálogo, mas abomina a DR.

Uma figura inspiradora (tamacho nato)

Dassilva — Uma? Te dou várias! Chico Buarque, Humpfrey Bogart, Frank Sinatra, Norman Mayler, Ruy Castro, Luciano Huck, Wando, Jece Valadão…

Qual a data para o Dia do Orgulho Hétero? Por quê?

Dassilva — Será em 21 de junho, data de nascimento de Nelson Gonçalves. Ao invés de passeata ocupando as ruas, nos reuniremos em mesinhas na calçada mesmo.

Vocês racham motel?

Dassilva — O habitat de um tamacho não é o motel, já que ele (por estar em extinção) ultimamente só se reproduz em cativeiro. Mas muitos ativistas relatam frequentar esses agradáveis ambientes no dia do aniversário de casamento.

Seios de silicone ou ao natural?

Dassilva — Tanto faz. O que vale é a frase “mais vale um peito na mão do que dois no sutiã”.

Teu amigo depila o peito. O que você diz pra ele?

Dassilva — Particularmente eu não posso dizer nada. Já fiz lipo…

Qual o contra-ataque no caso de um revés feminista?

Dassilva — A simples fundação do tamacho já foi acusada de ser um ato machista. Por que nossa minoria não pode ter voz? Preconceito! Em 1980, Fernando Gabeira escreveu o livro Crepúsculo do Macho. Sim, vivemos um crepúsculo, mas a noite acabou. O dia raiou e o exército dos héteros pagadores de conta despertou!

O que um tamacho mais gosta de fazer num domingo à tarde?

Dassilva — Ver futebol, ué! Pode ser estarrado no sofá ou no boteco.

E no sábado à noite?

Dassilva — Satisfazer e ser satisfeito.

Ser em extinção, é? Onde as mulheres encontram um?

Dassilva — Aqui, repito a frase de um ativista no Twitter: “não é a mulher que encontra, ela é encontrada por um tamacho.”

E como é que faz pra levar pra casa?

Dassilva — Levar um tamacho pra casa é o de menos. O que vale é levar pra casa e ajudar na preservação dele.

Todo hétero é monogâmico?

Dassilva — Claro que não. Há relatos de membros tamacho que praticam a “monogamia de resultados”, mas não podemos patrulhar todos.

Se faltar grana pra pagar as contas, o cara deixa de ser tamacho?

Dassilva — Não. Para cuidar desses casos, fundaremos a Casa de Assistência Jece Valadão, que abrigará héteros abandonados, falidos e perseguidos por seu predador natural: o advogado da ex-mulher.

Após o levante, não estão com medo de ficarem solteiros?

Dassilva — Muitas mulheres queriam exatamente isso: o levante!

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Balas na cabeça. E sopapos na cara.

Por Marli Gonçalves

Juro. Corri para tudo quanto é lado. Me abaixei, desviei, tampei os ouvidos, cobri os olhos. Mas foi impossível não ter sido alvejada também duramente pela terrível sensação de impotência diante da loucura humana. Todos nós fomos baleados, principalmente na cabeça.

O que fazer e o que pensar depois que acontecem desgraças como essa? Um homem marca um dia para morrer e matar. Marca o local. Escolhe as vítimas como se fossem tomates na feira. Explode seu vermelho para todos os lados. Prepara-se e executa.

Ouvi, e certamente você também, de um tudo nesses dias. Pior foi no dia mesmo, quando raros dos inúmeros chutes a gol não se mostraram nem ao mínimo coerentes. Desferidos sem dó por psicanalistas e analistas de recheio, minuto a minuto. Vi pedirem para as portas das escolas polícia, artilharia antiaérea, detector de metais, Raios-X e raios ultragamavioleta térmicos. A construção de um bunker, enfim. Aí fazem como sempre aqui: toda a tecnologia nas mãos de uma pessoa, comum e mal treinada. Que justamente nessa hora saiu para tomar um café, sabe como é? Quem mora em prédio, sabe.

Ouvi falarem que tudo era culpa do não-desarmamento – só que este foi resultado de um plebiscito popular – eu disse ple-bis-ci-to po-pu-lar, de 2005. Ou seja, o país decidiu. Fazer o quê? Os da paz total, onde me incluo, perderam. É assunto para bate-boca para mais de metro. E também não ia adiantar nada.

Ouvi falarem que o gajo era messiânico, islâmico, evangélico, fundamentalista e estranho, além de ter deixado crescer a barba. Vi só que encarnou um demônio, de carne e osso, com seus disparos de morte.

Estou ouvindo baterem a tecla no ato que ele gostava muito de Internet, clamando censura, na verdade, no fundinho, como se, se assim fosse, daquele jeito não teria sido.

Teve irresponsáveis falando em AIDs, homossexualismo latente e não resolvido, virgindade excessiva que teria subido para a cabeça, genética esquizofrênica, e criação por pais adotivos. Na carta que deixou – especialmente escrita, com cuidados gramaticais – daqui de longe vejo só a raiva do não ter vivido, e a busca de uma fantasia que deve ter sido trançada com seu próprio ódio, ano a ano, minuto a minuto.

Difícil entender como poderia ser evitado. Se ele tivesse falado com alguém. Falou? Tentou anunciar em alguma sala de bate-papo? De quem é o perfil no Orkut? Como treinou? Quantas vezes escreveu, leu, rasgou o seu testamento de morte? Onde o imprimiu? Acham que deveríamos ter previsto? Se nem quando as desgraças são previstas, escritas em versos e prosas, publicadas nos jornais, funciona! Alguém sempre diz a outro alguém que deveriam ser tomadas providências urgentes; e assim por diante, como no puro jogo de passa-anel de nossas infâncias.

Terá sido o que hoje até botam um nome pomposo? Bullyng? Ou a famosa e horrorosa, infelizmente uma tradição de afirmação social, a “azaração”. Duvido que algum de vocês, meus leitores adultos, não tenham sido alvo, passado por boas, pelo menos uma vez, apelidados de tudo quanto é coisa na escola! Na vida a gente encontra com seres do Mal em todas as idades e é assim que se vai vivendo. O ponto central, para mim, é lá atrás, nos primórdios: a índole, que se manifesta de alguma forma desde que somos crianças.

Sinceramente? Se eu fosse criança e tivesse assistido nem que fosse só os noticiários básicos, me esconderia debaixo da cama e ninguém mais me arrancava de lá. Se eu fosse adolescente, como o eram todas as vítimas, aí já não sei. Acho que pararia para refletir sobre as loucuras que passam – e como passam! – pela cabeça da gente nessa época, tentando filtrá-las e amadureceria um pouco mais. Entenderia que vida é para ser vivida. Que vida é frágil.

Mas nós, adultos, já vivemos para ver e viver coisas até piores, frutos das sandices humanas, incluindo as que o fazem pelo Poder. Soubemos e vimos gente ser queimada por ser estranha ou diferente; marcada como gado para identificação no matadouro, por professar seus credos; humilhada por ser natural – em alguma ou de qualquer coisa.

Na semana passada havia escrito sobre essa sensação cinzenta e abstrata pairando por aí. Vinha um pouco das radiações do mundo. Atômico e em guerra, até com a natureza. Aí acontece um filme de horror desses, e seus trailers são espalhados por todo o país.

Como disse, tentei bravamente me esquivar dessas balas, mas, mais do que o ato em si, o caso suscitou foi toda uma série de perguntas, e todas sem resposta.

Espirrou muito medo. Medo da intolerância, e medo da explosão dela.

São Paulo, 2011.Rio de Janeiro, que 2011

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Nos seus 82 anos, Guajará-Mirim quer sair da estagnação com indústria de informática

Por Ana Aranda

O segundo maior e mais antigo município de Rondônia, Guajará-Mirim, na fronteira com a Bolívia, completa 82 anos neste domingo com a economia praticamente estagnada, segundo o prefeito, Atalíbio Pegorini. A ‘Pérola do Mamoré’ paga um preço caro para fazer o papel de grande reserva florestal do Estado. Como 93% da área territorial é ocupado por unidades de conservação e terras indígenas, praticamente não há espaço para agricultura e pecuária e o poder produtivo, com apoio da prefeitura, quer criar indústrias com os incentivos da Área de Livre Comércio (ALCGM) para gerar empregos. Uma das opções mais promissoras é a montagem de produtos de informática, mas para garantir os benefícios da ALCGM há a necessidade de mudar a legislação. “As atribuições das ALCs variam em cada Estado e na de Guajará-Mirim, especificamente estão vetados os benefícios para o setor de informática”, lamenta  o prefeito.

A saída para o impasse é que se faça uma revisão da lei das ALCs para que todas elas tenham as mesmas atribuições, sem vetos como este que impede os incentivos da ALC para a comercialização de produtos de informática em Guajará-Mirim, de acordo com o prefeito Atalíbio Pegorini.

Para um dos diretores da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do município, Cícero Noronha, a industrialização e comercialização de produtos de informática representam um grande filão para Guajará-Mirim. Segundo dados da Federação do Comércio de Rondônia (Fecomércio), a venda destes produtos movimenta R$ 750 milhões por ano – o que equivale a 6% do PIB do Estado. Além disso, a montagem de computadores não exige investimentos pesados e, portanto, pode ser uma opção de renda para pequenos empresários. Por fim, a fabricação dos produtos daria um impulso ao comércio local, o qual representa uma das poucas opções de emprego do lugar, e enfrenta a concorrência forte de Guayareamerin, na Bolívia, para onde se desloca grande parte dos turistas que visitam Guajará, justamente para comprar eletroeletrônicos.

Os empresários de Guajará-Mirim e a prefeitura contam com o apoio do setor  produtivo de Rondônia para derrubar o veto de comercialização de produtos de informática em Guajará. O empresariado está  unido em torno de ações  que propiciem o crescimento sustentado do estado,  com atuação conjunta de federações da micro e pequena empresa, do  comércio, da indústria, agricultura e pecuária do Estado, na defesa do desenvolvimento da economia local.

Com 93% do seu território ocupado por unidades de preservação e terras indígenas, o município está impedido de praticar a agricultura e a pecuária. “Detentora do título ‘Município Verde’, outorgado em maio de 2009 pelo Instituto Ambiental Biosfera para 30 municípios brasileiros que se destacam pela contribuição dada à preservação ambiental, Guajará precisa de uma contrapartida para poder crescer”, diz o prefeito. Ele lembra o caso do Estado do Amazonas, em que os benefícios concedidos pela ALC possibilitam a fabricação de produtos eletrônicos, gerando emprego e permitindo a conservação da floresta.

Além do comércio, Guajará-Mirim não conta com outra fonte de renda. A falta de opções de emprego inchou a folha da prefeitura, a qual consome a maior parte dos parcos recursos do órgão. Em 2010, a prefeitura arrecadou R$ 40 milhões. O atendimento à saúde também diminui as condições de investimentos. O hospital municipal de Guajará, que tem 41 mil habitantes, atendeu 174 mil pessoas em 2010. “É como se cada um dos moradores tivesse ido quatro vezes ao hospital durante o ano”, compara o prefeito Atalíbio Pegorini. Além dos munícipes, a unidade também atende pacientes de Nova Mamoré, Costa Marques e de municípios bolivianos.

Conhecida como a ‘Pérola do Guaporé’, Guajará-Mrim nasceu no ponto final da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, a 365 quilômetros de Porto Velho. Além da trajetória histórica, a região é detentora de grande beleza e tem uma cultura arraigada, cuja maior demonstração é o Festival Folclórico Duelo da Fronteira, que atrai um grande número de visitantes. O grande potencial turístico do município esbarra na falta de investimentos no setor.

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Receita para um blog de sucesso

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Cuiabá, 292 anos !

foto: Mario Friedländer/Portal do Governo de MT

Uma das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, Cuiabá tem muito a oferecer aos turistas que buscam aventura e natureza. A Cidade Verde, como é chamada, possui acesso facilitado a grandes ecossistemas do Brasil. Mas quem pensa que Cuiabá oferece apenas o ecoturismo como opção aos turistas, está enganado. Fundada em 8 de Abril de 1719 por Pascoal Moreira Cabral às margens do Rio Coxipó, Cuiabá passou a ser habitada por garimpeiros. Com a baixa nas descobertas, a cidade teve uma redução drástica de habitantes. Foram quase dois séculos para que o crescimento populacional da cidade fosse retomado. Hoje, ela possui mais de 500 mil habitantes.
O termômetro marca 40º C com freqüência, mas o clima esquenta mesmo quando o rasqueado cuiabano, o cururu e o siriri tomam espaço entre homens e mulheres que dançam e se divertem, mantendo viva a mistura de indígenas, pantaneiros, paraguaios e bolivianos.
Para os curiosos que querem conhecer mais dessa integração de culturas, Cuiabá oferece algumas opções de museus. Entre eles, o Museu de História e o Museu de Pedras Ramis Bucair, que possui desde arte indígena até um fóssil de dinossauro.
Para ter energia e não perder essa quantidade de atividades, que tal uma paradinha para comer? Moqueca de pintado, carne seca com banana, paçoca de carne, bolo de arroz, lingüiça cuiabana ou um franscisquito? Pode escolher e se deliciar. A quantidade de pratos é grande, muitos deles a base de peixes como a piraputanga e o pacu.
Outra dica é relaxar nas tradicionais redes bordadas, ouvir a viola de cocho ou apreciar a imensa variedade de produtos da região, tais como o pilão, a panela de barro e os trançados feitos de fibras. Com tanta criatividade, o cuiabano tem muito a agradecer em suas diversas igrejas ou na famosa Catedral Metropolitana.
A Chapada dos Guimarães fica dentro do estado, a cerca de 30 km de Cuiabá. Ela garante um passeio repleto de descobertas cercadas pela natureza. A região é repleta de cavernas, cachoeiras, paredões, aventura.
Além de tudo isso, os cuiabanos são amantes do esporte. A Corrida de Reis e o futebol americano já possuem espaço garantido no calendário local. Mas nada se compara à paixão nacional. A cidade contempla um dos maiores campeonatos de amadores de futebol, com cerca de 500 times disputando o título. Com tanta vibração pelo esporte, é mesmo de se esperar uma grande e calorosa recepção aos turistas na Copa do Mundo de 2014.

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Os hipertensos agradecem : menos sódio nos alimentos industrializados

O Ministério da Saúde e a indústria de alimentos fecharam acordo para reduzir o teor de sódio em 16 categorias de alimentos processados, como massas instantâneas, pães e bisnagas, nos próximos quatro anos. Ao diminuir a quantidade de sódio nos produtos alimentícios industrializados, a ideia é estimular o brasileiro a ingerir menos sal. O consumo excessivo está ligado ao aumento da incidência de doenças crônicas, como a hipertensão e problemas cardíacos. Os dados mais recentes mostram que o brasileiro consome, em média, 9,6 gramas de sal por dia, quase duas vezes mais que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O compromisso prevê uma redução gradual da taxa de sódio para ser cumprida até 2012 e, depois, intensificada nos dois anos seguintes. No caso das massas instantâneas, a meta é uma queda de 30% na quantidade de sódio em um ano, ou seja, limitada a 1,9 grama até 2012.

Nas bisnaguinhas, a meta é reduzir 10% do total de sódio: o limite será 531 miligramas, em 2012, e 430 miligramas, em 2014.

Em julho, o governo e as empresas voltam a se encontrar para definir o percentual de redução de sódio para o pão francês, bolos prontos, mistura para bolo, salgadinhos de milho e batatas fritas. Até o final do ano, será definido o teor máximo para biscoitos, embutidos, caldos, temperos, margarinas, maioneses, laticínios e refeições prontas.

Em novembro de 2010, a Anvisa constatou teores elevados de sódio em vários alimentos industrializados. O macarrão instantâneo apresentou a maior quantidade de sódio. Também aparecem na lista a batata palha e os refrigerantes lightdiet à base de cola e guaraná.

via ABr

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Horror em escola do RJ : 14 mortos e 18 feridos

Quem acordou hoje cedo e ligou logo a televisão se deparou com uma cena dantesca.

Eu liguei  logo na Globonews onde  um helicóptero fazia imagens ao vivo do interior e do portão da escola.

Um homem armado, identificado como Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos,ex-aluno da escola ,teria entrado na escola disfarçado de palestrante e aberto fogo contra os estudantes. Há outra versão para o crime: o atirador seria o pai de uma aluna que sofria de bullying (violência por parte de alunos).

Na versão da PM, o ex-aluno da Escola Municipal Tasso de Oliveira, no bairro de Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro,entrou na escola às  8h e fez diversos disparos dentro do prédio. O próprio atirador consta no número de mortos, ele morreu no confronto com a polícia. O episódio também deixou 18 feridos. Segundo a polícia, o suspeito invadiu a escola e só parou de atirar quando agentes da Polícia Militar (PM) chegaram ao local. As vítimas estão sendo socorridas por helicóptero e levadas ao Hospital Estadual Albert Schweitzer, próximo ao local da tragédia. Policiais militares continuam no local. Imagens aéreas ao vivo da emissora Globonews mostraram várias pessoas aglomeradas no portão da escola. A Band News divulgou que o homem entrou na escola alegando ser um palestrante. Após conversar com professores e alunos, teria começado a atirar. Em seguida, um aluno teria conseguido sair da escola e pedido ajuda policiais que faziam blitz na região. Quando os policiais chegaram, trocaram tiros com o sujeito. Depois, o homem teria se matado. Ele estava com uma carta de despedida. A escola é do Ensino Fundamental. O tenente-coronel Djalma Beltrame, comandante do 14º BPM (Bangu), afirmou, em entrevista à rádio Bandnews, que o atirador era ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo. A carta tem frases desconexas e características fundamentalistas.

– Ele entrava na internet para ter acesso a coisas que não fazem parte do nosso povo. É um louco. Só uma pessoa alucinada poderia fazer isso com crianças – afirmou o comandante, que informou que a carta foi entregue ao delegado de Homicídios.

O comandante afirmou ainda que o homem usava uma arma calibre 38 e um carregador de munição capaz de introduzir seis balas por vez.

Em carta, autor de disparos em escola no Rio contou ter vírus HIV

O subprefeito da zona oeste do Rio de Janeiro, Edmar Teixeira, acaba de confirmar que Wellington Menezes de Oliveira, o homem armado que invadiu hoje (7) a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, matando 12 crianças e ferindo 22, deixou uma carta com as alegações para cometer o crime.

Segundo ele, na carta, com teor religioso, Wellington, ex-aluno da escola, dizia ser portador do vírus HIV. Depois de deixar a carta, na própria escola, o criminoso se matou, com uma das armas que utilizou para disparar contra as crianças.

Tragédia no Rio deixa em alerta professores de escolas públicas

A facilidade com que um homem entrou na manhã de hoje (7) na escola Tasso da Silveira, em Realengo, e atirou em alunos – deixando pelo menos 15 feridos – causou indignação e medo em professores de escolas públicas do Rio.

A professora Vanessa Duarte, orientadora do programa de jovens e adultos na mesma escola no turno da noite, disse que levou um susto com a notícia. “O sistema de segurança da escola é super-rigoroso, tem segurança, câmera nos corredores, sistema interno de TV. Todos precisam passar por três portões fechados. Estou até assustada, não sei como esse homem conseguiu entrar e depois sair.”

Outra professora de escola pública e moradora de Realengo que preferiu não se identificar saiu do trabalho e voltou imediatamente para casa ao ouvir a notícia. “Meu marido contou que foi grande o tiroteio e que ele chegou a pensar que fosse briga de traficantes na comunidade Nogueira de Sá, que fica ali perto. Ele correu para buscar meu filho que estuda numa escola próxima à Tasso da Silveira.”

Ela disse que o incidente deixou-a apreensiva, pois a escola onde trabalha vive aberta e não tem qualquer sistema de segurança. “Trabalho numa escola municipal em Campo Grande, ao lado de uma comunidade com tráfico de drogas e armas. Se isso aconteceu na escola que tem um ótimo sistema de segurança, imagino que seria muito pior se tivesse sido na minha escola”, disse.

A secretária municipal de Educação, Claudia Costin, que está em Washington, cancelou seus compromissos no exterior assim que soube do episódio e deve retornar hoje ao Brasil. Ela estava na capital norte-americana para uma palestra e para negociações com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) visando à obtenção de recursos para melhoria das escolas públicas do município do Rio  de Janeiro

Policial diz que Wellington se matou com tiro na cabeça ao ser rendido

Um policial militar que dava apoio a uma fiscalização do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), em Realengo, na zona oeste do Rio, foi quem rendeu Wellington Menezes de Oliveira, o autor dos disparos que mataram 12 crianças e feriram outras 22 na Escola Municipal Tasso da Silveira.

Segundo informou o Detro, equipes do órgão atuavam na Rua Piraquara, perto da escola, quando uma criança se aproximou com o rosto baleado e avisou que havia um homem atirando dentro da colégio. Os PMs do Batalhão de Polícia Rodoviária foram imediatamente para o local.

Lá, encontraram as crianças trancadas nas salas de aula e Wellington subindo a escada em direção ao terceiro andar da escola. O policial atirou na perna do criminoso e pediu que ele largasse a arma. O atirador caiu no chão e se matou com um tiro na cabeça, ao ser rendido .

Ministros da Justiça e da Educação vão acompanhar desdobramentos de crime no Rio

Os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Educação, Fernando Haddad, vão coordenar pessoalmente as ações e as providências tomadas em relação ao crime em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro. A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, que cumpre agenda em Belo Horizonte (MG), decidiu que também vai acompanhar os desdobramentos do caso pessoalmente e segue, na tarde de hoje (7), para o Rio de Janeiro.

Ao ser informado sobre a tragédia na escola municipal, Cardozo telefonou para o governador do Rio, Sergio Cabral, e o prefeito da capital, Eduardo Paes. Na conversa, o ministro se colocou  à disposição do governo estadual e da prefeitura. Em João Pessoa (PB), onde participa de uma solenidade, Cardozo pediu um minuto de silêncio em solidariedade às vítimas da tragédia no Rio.

Em nota, Haddad lamentou o ocorrido e disse que hoje (7) é dia de luto para a educação brasileira. “Hoje é um dia de luto para a educação brasileira; uma tragédia sem precedentes”, afirmou Haddad, ao chegar a Porto Alegre, nesta manhã. O ministro informou que toda a rede federal carioca está à disposição da prefeitura do Rio e das famílias das vítimas.

Haddad suspendeu as atividades que estavam marcadas para tarde de hoje em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e decidiu voltar para Brasília – de onde coordenará as ações.

Na manhã de hoje, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, atirou contra estudantes e funcionários da Escola Municipal Tasso da Silveira. Os dados mais recentes indicam 11 mortos – inclusive o atirador – e 17 feridos.

Rio: Dilma acompanha tragédia e pede providências

A presidenta Dilma Rousseff está chocada e consternada com a tragédia ocorrida hoje (7) no Rio de Janeiro e acompanha o episódio com grande “preocupação”. As informações são do porta-voz da Presidência da República, Rodrigo Baena.

Dilma conversou nesta manhã com o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, e com o prefeito, Eduardo Paes, para saber detalhes sobre o episódio e determinou ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que tome as providências necessárias em relação ao episódio.

Em entrevista à Rádio Band News, Rosilane Menezes, irmã do atirador de Realengo, afirmou que Wellington  Menezes de Oliveira, que era adotado, era estranho, reservado e sem amigos.

Rosilane disse que o irmão não era mentalmente equilibrado e há oito meses havia se mudado da casa dela, em Realengo, para Sepetiba, também na Zona Oeste.

“Ele estava muito focado em coisas relacionadas ao islamismo e tinha deixado a barba crescer muito. Ele era estranho, ficava na internet o dia inteiro lendo temas relacionados e era muito estranho, muito reservado”, disse.

Wellington deixou uma carta com frases desconexas, mas com características fundamentalistas, informou o tenente-coronel Djalma Beltrame, comandante do 14º BPM (Bangu),

– Ele fazia uso de sites muçulmanos e entrava na internet para ter acesso a coisas que não fazem parte do nosso povo. É um louco. Só uma pessoa alucinada poderia fazer isso com crianças – afirmou o comandante, que informou que a carta foi entregue ao delegado de Homicídios.

Leia a íntegra da carta:
“Primeiramente deverão saber que os impuros não poderão me tocar sem luvas, somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento e não se envolveram em adultério poderão me tocar sem usar luvas, ou seja, nenhum fornicador ou adúltero poderá ter um contato direto comigo, nem nada que seja impuro poderá tocar em meu sangue, nenhum impuro pode ter contato direto com um virgem sem sua permissão, os que cuidarem de meu sepultamento deverão retirar toda a minha vestimenta, me banhar, me secar e me envolver totalmente despido em um lençol branco que está neste prédio, em uma bolsa que deixei na primeira sala do primeiro andar, após me envolverem neste lençol poderão me colocar em meu caixão. Se possível, quero ser sepultado ao lado da sepultura onde minha mãe dorme. Minha mãe se chama Dicéa Menezes de Oliveira e está sepultada no cemitério Murundu. Preciso de visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo o que eu fiz rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida.”

O arcebispo da arquidiocese do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, divulgou uma nota lamentando o atentado à Escola Municipal Tasso Fragoso da Silveira, na capital fluminense. Segundo o arcebispo, o atentado “feriu não só aqueles que foram atingidos, mas também a todos os cariocas”. O atentado ocorreu na manhã desta quinta-feira quando Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, invadiu a escola e disparou vários tiros. Já foram confirmados 11 mortos (9 meninas e 1 menino), mais o atirador, e 17 feridos com gravidade. Segundo a polícia, Wellington era ex-aluno da escola, que fica no Realengo.

NOTA DO ARCEBISPO DO RIO SOBRE O ATENTADO NA ESCOLA TASSO FRAGOSO DA SILVEIRA

O atentado a tiros contra alunos, alunas, funcionários e outras pessoas, agora pela manhã, na Escola Municipal Tasso Fragoso da Silveira, em Realengo, zona oeste de nossa cidade, que resultou também em mortos e com a consequente morte do atirador, feriu não só aqueles que foram atingidos, mas também a todos os cariocas. Como Pastor desta Arquidiocese, lamento profundamente o acontecido, rezo e uno-me à dor de todos que foram vitimados,  pais, familiares e amigos. Peço ao Senhor Jesus, neste tempo de Quaresma, que a todos conforte e envio também uma bênção especial, pedindo a Deus que tal fato não volte a acontecer em nossa cidade.

Rio de Janeiro, 7 de abril de 2011

Dom Orani João Tempesta , Arcebispo do Rio de Janeiro

Rio vela e enterra hoje vítimas da tragédia na escola de Realengo

Um dia depois da tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio, serão realizados hoje (8) os velórios e enterros de pelo menos oito dos 12 mortos durante o massacre. Por determinação da presidenta Dilma Rousseff, os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Educação, Fernando Haddad, além da ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, devem comparecer às cerimônias.

Ontem (7) à noite, a Polícia Civil do Rio divulgou lista parcial com os nomes de nove das 12 crianças e adolescentes mortos, com idades entre 12 e 15 anos. São dez meninas e dois meninos, de acordo com os dados oficiais. Relatos de sobreviventes da tragédia afirmam que o atirador Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, mirava na direção nas meninas.

Uma das alunas da escola municipal contou aos policiais que ao ouvir apelos das crianças para não atirar, Oliveira mirava na direção delas, tendo como alvo a cabeça. Os policiais informaram ainda que pelas análises preliminares há indicações de que Oliveira treinou para executar o crime.

Os mortos, cujos nomes foram divulgados após identificação pelos peritos, são: Karine Chagas de Oliveira, 14 anos; Rafael Pereira da Silva, 14 anos; Milena dos Santos Nascimento, 14 anos; Mariana Rocha de Souza, 12 anos: Larissa dos Santos Atanázio, 13 anos; Bianca Rocha Tavares, 13 anos; Luiza Paula da Silveira, 14 anos; Laryssa Silva Martins, 13 anos; e Géssica Guedes Pereira, 15 anos.

*Com informações da ABr, Agência Estado, Bandnews, RecordNews e  GloboNews

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Heineken lança garrafa que brilha na luz negra (via O blog da Lista)

A Heineken, aquela cerveja querida que nos acompanha nos shows da vida, acaba de lançar no Brasil a exclusiva Star Bottle, embalagem importada da Holanda, que – sim – brilha no escuro, mais especificadamente nas baladas que possuem iluminação feita com luz negra. Ainda não vi a garrafa ao vivo, mas o release oficial do lançamento promete “um design diferenciado e glamuroso”. … Read More via O blog da LISTA

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STF derruba ADI contra a lei do piso

Os professores e a educação brasileira conquistaram uma vitória histórica. O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4167, movida pelos governadores dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Ceará contra a Lei 11.738/2008, que institui o Piso Salarial Profissional Nacional e destina, no mínimo, 33,3% da jornada de trabalho dos professores em atividades fora da sala de aula  … Continue Lendo

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Mobilização Contra Malária treina equipes de saúde do Norte do Brasil

A “Mobilização Contra Malária” inicia as oficinas regionais e capacita equipes de saúde e representantes municipais e estaduais de Rondônia, nos dias 7 e 8 de abril, no Taj Mahal Continental Hotel, em Manaus. No dia 6, haverá ainda um treinamento especial para os assessores do projeto, que terão a incumbência de replicar as informações nas oficinas municipais.
O evento tem como propósito a integração dos multiplicadores da campanha nos municípios com o conceito do projeto. As marcas e as personagens que foram criadas para as ações de comunicação serão apresentadas em primeira mão aos participantes.
Além disso, serão realizadas dinâmicas que mostrarão a importância da união no controle da malária, a melhor forma de abordar as famílias e estimular a mobilização das comunidades. O interesse é despertar a criatividade dos participantes para que utilizem os recursos de comunicação com o objetivo de alcançar e conscientizar o maior número de pessoas.
Os participantes também poderão contribuir com a construção de um material da campanha que é o folder. No desenvolvimento deste material os grupos deverão apresentar a forma que acreditam ser ideal para comunicar os três principais pontos da campanha: uso dos mosquiteiros, busca pelo diagnóstico no aparecimento dos primeiros sintomas e tratamento completo. Esse material poderá ser utilizado em vários momentos como em reuniões com a comunidade, em ações de blitz, em eventos populares que aconteçam nas cidades, entre outros.
“Desenvolvemos dinâmicas que permitam que os participantes vivenciem o conceito da campanha. Os participantes têm um papel importantíssimo na disseminação das informações e precisam estar confortáveis e alinhados com o discurso de toda a campanha, pois eles serão a referência para agentes de saúde e a comunidade,” explica Meriellin Albuquerque, diretora de planejamento da Ato Z Comunicação Inteligente, agência responsável pela idealização e execução do projeto da marca e da campanha de comunicação.
Além de todas as atividades que permeiam a execução do projeto junto à comunidade, como visitas dos agentes, distribuição de 100.000 mosquiteiros/cortinados, entrega de gibis, calendários com datas para lavagem dos mosquiteiros, serão realizados anúncios em TV e emissoras de rádio dos 47 municípios envolvidos na campanha. “Nas oficinas regionais os participantes poderão também tirar dúvidas sobre o material colocado à disposição e os assessores receberão treinamento para a utilização do teste de diagnóstico rápido (TDR) que serão utilizados em áreas remotas de cada município e a instalação dos mosquiteiros/cortinados impregnados com inseticida (MILDs). Eles são os responsáveis para transmitir informações aos agentes de saúde e aos líderes comunitários, pessoas importantes na luta contra a malária, e por isso devem estar bem preparados”, comenta Ana Carolina Silva Santelli, coordenadora executiva do Projeto Malária com o Fundo Global e coordenadora-geral do Programa Nacional de Controle de Malária.

Reduzir em 50% os casos de malária que ocorrem na região norte do país é o objetivo do projeto de Mobilização Contra Malária, pois só em 2010 foram infectadas mais de 300 mil pessoas na região amazônica. O projeto atenderá450 mil famílias, de 47 municípios em seis estados da região norte do país: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia e Roraima.

As ações visam diminuir a morbidade e mortalidade por malária na Amazônia, região que concentra 99% da transmissão da doença no Brasil, por meio de uma proposta que une a seriedade de um projeto nacional a uma linguagem lúdica e didática. A intenção é promover a aceitação e uso adequado do mosquiteiro (item de prevenção que será distribuído por pessoas especialmente treinadas para essa atividade), reconhecer os sintomas da malária para busca precoce por diagnóstico e incentivar o tratamento completo. A meta é reduzir em 50% o número de casos de malária nos próximos cinco anos, a contar do número de casos notificados no ano de 2007.
Os kits que serão distribuídos à população de áreas onde serão instalados os mosquiteiros, serão compostos de mosquiteiros/cortinados impregnados com inseticida (1.100.000 unidades serão instaladas), calendário com indicação do período de lavagem e com informações sobre o uso e manutenção e gibi/cartilha com conteúdo explicativo. Os mosquiteiros não fazem mal à saúde humana e têm em média quatro anos de duração, se utilizado conforme orientações. O calendário que acompanha o mosquiteiro irá indicar os períodos adequados para lavagem e manutenção do produto. Os mosquiteiros/cortinados serão instalados por instaladores em cima de cada cama, rede ou berço e o seu uso contínuo será essencial para que a marca de redução de casos seja atingida.
O projeto tem o patrocínio do Fundo Global de Luta contra AIDS, Tuberculose e Malária e realização da Fundação Faculdade de Medicina (FFM) e Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) por meio da Unidade Executora do Projeto (PEU) e do Ministério da Saúde.

Municípios participantes do projeto

Acre: Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Plácido de Castro e Rodrigues Alves;
Amazonas: Atalaia do Norte, Autazes, Barcelos, Borba, Careiro, Coari, Guajará, Humaitá, Iranduba, Itacoatiara, Lábrea, Manacapuru, Manaus, Manicoré, Novo Aripuanã, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga;
Amapá: Oiapoque e Porto Grande;
Pará: Itaituba, Anajás, Jacareacanga, Pacajá, Itupiranga, Novo Repartimento e Tucurui;
Rondônia: Alto Paraíso, Buritis, Campo Novo de Rondônia, Candeias do Jamari, Cujubim, Guajará-Mirim, Itapuã do Oeste, Machadinho D´Oeste, Nova Mamoré e Porto Velho.
Roraima: Bonfim, Cantá, Caracaraí e Rorainópolis.

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STF : piso nacional do magistério volta à pauta

Por Amanda Cieglinski, da Agência Brasil

Depois de dois adiamentos, o Supremo Tribunal Federal (STF) retoma hoje (6) o julgamento da lei que criou o piso nacional do magistério. Há dois anos, a Corte negou pedido de liminar a cinco governadores que questionaram a constitucionalidade da lei, que determinou um piso de R$ 950 a professores da educação básica da rede pública com carga horária de 40 horas semanais. Falta agora o julgamento do mérito da matéria, aguardado com ansiedade pela categoria. Os sindicatos que representam os profissionais alegam que a suspensão da análise da matéria pelo STF criou um clima de “insegurança jurídica” e alguns prefeitos se valem do imbróglio para não pagar o piso, atualizado em 2011 para R$ 1.187,14. Não existe um levantamento oficial sobre as redes de ensino que cumprem a lei. A ação foi impetrada em 2008 – mesmo ano de sanção da lei – pelos governadores de Mato Grosso do Sul, do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e Ceará. Além da constitucionalidade da norma, também foram questionados pontos específicos da lei, como a regra de que um terço da carga horária do professor deverá ser reservada para atividades extraclasse como planejamento de aula e atualização. Esse dispositivo foi suspenso pelos ministros do Supremo à época e pode voltar a ser discutido hoje. Outra divergência está no entendimento de piso como remuneração mínima. Para os professores, o valor estabelecido pela lei deveria ser entendido como vencimento básico: as gratificações e outros extras não poderiam ser incorporados na conta do piso. Mas os ministros definiram ainda, no julgamento da liminar, que o termo “piso” deve ser entendido como remuneração mínima a ser recebida. Esse entendimento também pode ser reavaliado durante o julgamento do mérito da ação. No mês passado,, deputados e senadores de Frente Parlamentar em Defesa do Piso Salarial Nacional dos Professores reuniram-se com o presidente do STF, ministro Cezar Peluso, para pedir urgência no julgamento e a manutenção da lei da forma como foi aprovada. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) organiza para o início da tarde um ato em frente ao tribunal para defender a lei.

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Mortos e vários feridos com acidente de ônibus em Manaus. Um crime corriqueiro (via Afinsophia)

Enquanto a passagem aumenta mais uma vez em Manaus, num acidente ocorrido no final da noite de ontem (04), por volta de 23h, deixou duas pessoas mortas e várias gravemente feridas. O acidente ocorreu na Alameda Cosme Ferreira, bairro Coroado, zona Leste da cidade, quando um ônibus da linha 650, que fazia o trajeto Centro-Bairro, conforme informações da Polícia Militar, perdeu o freio e saiu atingindo carros e pessoas que passavam na rua, … Read More via Afinsophia

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Lamentável…

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